AS FARMACÊUTICAS QUE COMPRAM MÉDICOS

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DOS CHORUDOS NEGÓCIOS DO SENHOR DOUTOR FILIPE FROES COM AS FARMACÊUTICAS
Anteontem, na TVI, ao minuto 15:20, o Doutor Flipe Froes teve um toque na consciência e declarou o seguinte: “Eu já agora tenho de fazer aqui uma declaração de conflito de interesses. Eu há mais de 12 anos sou perito da Comissão Técnica Nacional de Vacinação. Portanto, eu estou habituado a fazer estas contas. Eu não sou paraquedista”.
Eu também acredito que o Doutor Filipe Froes não é paraquedista, mas é um hipócrita. Porque, se assim não fosse, não vinha assumir uma declaração de conflito de interesses sem grande relevância (até por estar em causa uma entidade pública), esquecendo-se de enunciar a sua vastíssima relação com farmacêuticas, entre as quais a Pfizer e a AstraZeneca, e também omitindo que, enfim, tem beneficiado muito, financeiramente, com a pandemia. E continuará a beneficiar com o prolongamento.
Aliás, sempre que vejo, leio ou oiço o Doutor Filipe Froes tenho uma dúvida sobre se ele fala como reconhecido pneumologista de um hospital público ou se está a fazer “lobby”, porquanto estamos perante alguém que, além do ordenando do Estado, este ano já recebeu, em menos de oito meses, 50.568,72 euros provenientes de 13 farmacêuticas (Bayer, BIAL, Boehringer Ingelheim, Gilead, GlaxoSmithKline, Pfizer, Lilly, Merck Sharp & Dohme, Novartis, Pfizer, Roche, Sanofi e Tecnifar). Por mês temos um pecúlio de quase 6.750 euros. Nada mau. Da parte da Pfizer só este ano o Doutor Froes recebeu 10.854,43 euros.
Uma parte desta verba foi facturada a título pessoal e uma grande parte através da empresa Terras & Froes, que compartilha com a mulher Ana Maria Sequeira Terras.
O valor no ano passado arrecadado pelo Doutor Filipe Froes foi de 59.206,93 euros provenientes de 14 farmacêuticas, A Pfizer concedeu-lhe 17.527,50 euros, todas para pagamento de palestras. A AstraZeneca foi mais moderada: “apenas” 4.000 euros por palestras.
Quando há dias falava da necessidade de declarações de interesses, falava destas situações. O Doutor Filipe Froes tem a obrigação de declarar este conflito de interesses. Ou então a comunicação social deve identificá-lo como consultor ou palestrante das farnacêuticas. Ou lobbysta, o que melhor o enquadra nesta história.
Fontes. Plataforma Transparência e Publicidade do Infarmed.
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  • Romeu Manuel Baptista

    Como este ha milhares pelo mundo fora mas os piores sao os que estao atualmente nos governos a tratar o pessoal como ovelhas.

EÇA DE QUEIOZ E O AFEGANISTÃO

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Eça de Queiroz, em 1880:
«Os ingleses estão experimentando, no seu atribulado império da Índia, a verdade desse humorístico lugar comum do sec. XVIII: «A História é uma velhota que se repete sem cessar».
O Fado e a Providência, ou a Entidade qualquer que lá de cima dirigiu os episódios da campanha do Afeganistão em 1847, está fazendo simplesmente uma cópia servil, revelando assim uma imaginação exausta.
Em 1847 os ingleses, «por uma Razão de Estado, uma necessidade de fronteiras científicas, a segurança do império, uma barreira ao domínio russo da Ásia…» e outras coisas vagas que os políticos da Índia rosnam sombriamente, retorcendo os bigodes – invadem o Afeganistão, e aí vão aniquilando tribos seculares, desmantelando vilas, assolando searas e vinhas: apossam-se, por fim, da santa cidade de Cabul; sacodem do serralho um velho emir apavorado; colocam lá outro de raça mais submissa, que já trazem preparado nas bagagens, com escravas e tapetes; e, logo que os correspondentes dos jornais têm telegrafado a vitória, o exército, acampado à beira dos arroios e nos vergéis de Cabul, desaperta o correame, e fuma o cachimbo da paz… Assim é exactamente em 1880.
No nosso tempo, precisamente como em 1847, chefes enérgicos, Messias indígenas, vão percorrendo o território, e com os grandes nomes de «Pátria» e de «Religião», pregam a guerra santa: as tribos reunem-se, as famílias feudais correm com os seus troços de cavalaria, príncipes rivais juntam-se no ódio hereditário contra o estrangeiro, o «homem vermelho», e em pouco tempo é tudo um rebrilhar de fogos de acampamento nos altos das serranias, dominando os desfiladeiros que são o caminho, a estrada da Índia… E quando por ali aparecer, enfim, o grosso do exército inglês, à volta de Cabul, atravacado de artilharia, escoando-se espessamente, por entre as gargantas das serras, no leito seco das torrentes, com as suas longas caravanas de camelos, aquela massa bárbara rola-lhe em cima e aniquila-o.⁸
Foi assim em 1847, é assim em 1880. Então os restos debandados do exército refugiam-se nalguma das cidades da fronteira, que ora é Ghasnat ora Kandahar: os afegãos correm, põem o cerco, cerco lento, cerco de vagares orientais: o general sitiado, que nessas guerras asiáticas pode sempre comunicar, telegrafa para o viso-rei da Índia, reclamando com furor «reforços, chá e açúcar»! (Isto é textual; foi o general Roberts que soltou há dias este grito de gulodice britânica; o inglês, sem chá, bate-se frouxamente). Então o governo da Índia, gastando milhões de libras, como quem gasta água, manda a toda a pressa fardos disformes de chá reparador, brancas colinas de açúcar, e dez ou quinze mil homens. De Inglaterra partem esses negros e monstruosos transportes de guerra, arcas de Noé a vapor, levando acampamentos, rebanhos de cavalos, parques de artilharia, toda uma invasão temerosa… Foi assim em 1847, assim é em 1880.
Esta hoste desembarca no Industão, junta-se a outras colunas de tropa índia, e é dirigida dia e noite sobre a fronteira em expressos a quarenta milhas por hora; daí começa uma marcha assoladora, com cinquenta mil camelos de bagagens, telégrafos, máquinas hidráulicas, e uma cavalgada eloquente de correspondentes de jornais. Uma manhã avista-se Kandahar ou Ghasnat; e num momento, é aniquilado, disperso no pó da planície o pobre exército afegão com as suas cimitarras de melodrama e as suas veneráveis colubrinas do modelo das que outrora fizeram fogo em Diu. Ghasnat está livre! Kandahar está livre! Hurrah! Faz-se imediatamente disto uma canção patriótica; e a façanha é por toda a Inglaterra popularizada numa estampa, em que se vê o general libertador e o general sitiado apertando-se a mão com veemência, no primeiro plano, entre cavalos empinados e granadeiros belos como Apolos, que expiram em atitude nobre! Foi assim em 1847; há-de ser assim em 1880.
No entanto, em desfiladeiro e monte, milhares de homens que, ou defendiam a pátria ou morriam pela «fronteira científica», lá ficam, pasto de corvos – o que não é, no Afeganistão, uma respeitável imagem de retórica: aí, são os corvos que nas cidades fazem a limpeza das ruas, comendo as imundícies, e em campos de batalha purificam o ar, devorando os restos das derrotas.
E de tanto sangue, tanta agonia, tanto luto, que resta por fim? Uma canção patriótica, uma estampa idiota nas salas de jantar, mais tarde uma linha de prosa numa página de crónica…
Consoladora filosofia das guerras!
No entanto, a Inglaterra goza por algum tempo a «grande vitória do Afeganistão» – com a certeza de ter de recomeçar, daqui a dez anos ou quinze anos; porque nem pode conquistar e anexar um vasto reino, que é grande como a França, nem pode consentir, colados à sua ilharga, uns poucos de milhões de homens fanáticos, batalhadores e hostis. A «política» portanto é debilitá-los periodicamente, com uma invasão arruinadora. São as fortes necessidades dum grande império.
Antes possuir apenas um quintalejo, com uma vaca para o leite e dois pés de alface para as merendas de verão…»
Eça de Queiroz. “Cartas de Inglaterra”
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Talibã coloca grupo terrorista para cuidar da segurança da capital do Afeganistão – 20/08/2021 – Mundo – Folha

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Rede Haqqani cometeu alguns dos piores ataques durante a ocupação; alemão é baleado na evacuação

Source: Talibã coloca grupo terrorista para cuidar da segurança da capital do Afeganistão – 20/08/2021 – Mundo – Folha

psd defende matança para todos

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O PSD defende “fornos para todos”; e matança geral. É este o seu programa eleitoral para as autárquicas em determinada região do país.
May be an image of 2 people and text that says "JPSD WeTIO f FORNOSPARATODOS TODOS PELA MATANÇA, MATANÇA PARA TODOS! MARIA JOÃO ALBUQUERQUE CANDIDATA A PRESIDENTE DA JUNTA DE FREGUESIA DE MATANÇA JOAQUINA DOMINGUES CANDIDATA A PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE FORNOS DE ALGODRES"
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Uma freguesia do concelho de Fornos de Algodres, com 243 habitantes.
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ps suicida em rabo de peixe?

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May be an image of 2 people, outdoors and text that says "vodafone 2621:45 26% 21:45 NO VALVOTAD PARTIDO RABO DE PEIXE? CERCOU QUE VOTE PELA DIFERENÇA! PS VOTE REDMI NOTE QUAD CAMERA Gosto 36 comentários Comentar Sugestões para ti Enviar ART IS LOVE Aderir Maycon Sousa 23h. Eu foto e eu Desenho"

 

56 m
A POLÍTICA QUE NOS TEMOS
Por estas e outras semelhantes é que cada vez menos o povo acredita nos políticos.
Infelizmente o nível e o debate político cada vez mais parece um “saco de gatos” onde todos ralham e ninguém tem razão, mas infelizmente continuam por lá, pois o povo vota por votar sem conhecimento adequado da maioria das propostas dos partidos políticos, e normalmente por pressão de um familiar ou amigalhaço com afinidades familiares com qualquer candidato.
Neste caso o cartaz do PS/A devia ser parte de queixa junto da CNE.
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Pierre Sousa Lima, Luis Monteiro and 6 others
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    Luis Monteiro

    A desorganização e o desnorte resultam nisto. O que se segue?