ética republicana

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ÉTICA REPUBLICANA.
A propósito da efeméride da implantação da República Portuguesa, tenho visto por aqui alguns comentários que põem em causa o conceito de «ética republicana» – alegando que nos tempos que correm haverá mais corrupção do que nos velhos tempos da monarquia. Talvez, não sei – até porque não há elementos objectivos que permitam tais comparações. Refiro-me a números, naturalmente.
Porém, há bastos exemplos de uma ética republicana que tem a ver com valores muito mais altos do que a caça aos cidadãos corruptos que se servem do Estado, e das facilidades que ele lhes concede, em proveito próprio. Ressaltarei dois:
Primeiro: numa República, qualquer cidadão se pode candidatar ou aspirar a qualquer cargo da hierarquia política do Estado; pelo contrário, numa Monarquia, o cargo mais alto e representativo é exclusivo de uma determinada família que ninguém escolheu.
Segundo: na I República, e de um modo especial no tempo dos dois primeiros Presidentes – Teófilo Braga e Manuel de Arriaga (por acaso, dois açorianos…) – os Presidentes deslocavam-se em transportes públicos e pagavam do seu bolso a renda do Palácio Presidencial quando nele habitavam. Para assim marcarem a diferença. Parece que Ramalho Eanes terá feito o mesmo enquanto morador do Palácio de Belém.
Isto para mim é Ética Republicana.
O que veio entretanto e depois nada tem a ver com República: são casos de polícia e de tribunal.
Tomás Quental, Luis Sao Bento and 25 others
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  • Pedro Cordeiro Ponte

    Subscrevo em parte – e concordo. No entanto, enquanto a maioria dos cargos públicos precisarem de passar pelo crivo e listas partidárias, duvido que o acesso universal aos mesmos seja concretizado. Bom feriado!
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  • Nuno Meireles

    O que será também admirável, é que na figura de Teófilo Braga, mesmo que questionavelmente, tivemos um presidente e um historiador da literatura (é dele uma das poucas histórias do teatro portuguê que existem, e em 150 anos não se fizeram mais que cinco ou seis).
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    • 16 m
  • Joaquim Fraga

    Muito bem. Policia sem força, a justiça e outros valores conquistados, é o que vemos. Onde está a “Ética Republicana”? Talvez devêssemos começar perguntar, pelo o cargo hierárquico mais alto, desta republica.
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  • Edgardo Costa Madeira

    E o conceito de golpe de Estado ?… Implantação é um nome tão bucólico… Lembra a Jardinagem… A ética procedeu, atempadamente, ao devido referendo do golpe de jardinagem.??… Ou, até, retirou o direito de voto a algumas massas incultas ?… Bom é o feriado…
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  • Isabel Jorge

    Inteiramente de acordo
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  • João Mendes Fagundes

    Luís Luiz Fagundes Duarte , compreendo a sua aflição, mas eu não estabeleci qualquer comparação entre uma eventual “ética republicana” e outra eventual “não ética monárquica”. Ou há ética ou não a há. E não a havia na monarquia como continua a não haver. O compadrio e a desvergonha estão aí diariamente para quem lê jornais ou ouve as notícias. Conclusão. Imagino a quem dirigiu a invectiva, mas não encaixo, sempre a considerá-lo. Nota: não pretendi, longe de mim, fazer qualquer apologia do sistema de governo monárquico. Aliás, nem sequer entendo bem como é que alguns dos países mais evoluídos da Europa a aturam, mas devem ter as suas razões.

portugal, reis, condado e o 5 de outubro

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Histórias da História de Portugal
Mário Faria
05 de OUTUBRO de 1143
(Via Celestino Gomes)
A fundação ou a independência do Reino de Portugal não foi um acto circunstancial isolado. Foi um processo constituído por vários actores e acontecimentos, e não deveria ser atribuído a nenhum em específico.
O uso do título e a designação de Rei (Reino) de Portugal é muito anterior a D.Afonso Henriques.
O primeiro monarca a utilizá-lo foi Garcia II, Rei de Portugal e da Galiza, ainda que por um curtíssimo período, no ano de 1071:
H. R. DOMINUS GARCIA REX PORTUGALLIAE ET GALLECIAE
O segundo monarca a reclamar o título foi a mãe de Afonso Henriques, Dona Teresa, cujo título de Rainha de Portugal foi reconhecido pelo Papa através da Bula Fratrum Nostrum emitida em 18 de junho de 1116, e pela sua irmã, a rainha Urraca de Galiza, Leão e Castela .
D.Teresa manteve o título de Rainha de Portugal, por 16 anos (1112-1128), um período de tempo não negligenciável.
Afonso Henriques, o único dos três que representou uma dinastia não autóctone (Casa de Borgonha) mesmo sendo filho da deposta D.Teresa (Casa Gimenez), foi o terceiro e não o primeiro monarca a usar o título real.
Porém durante o seu longo condado e reinado (1111/1143/1185), muitos acontecimentos se perfilaram num extenso período e todos eles contribuiram decisivamente com o seu momentum para o processo de independência: os Torneios de Arcos de Valdevez, a Batalha de Ourique, o Tratado de Zamora, a Bula Papal.
Outros três fatores determinantes para a existência de Portugal são frequentemente negligenciados:
.A própria fundação do Condado Portucalense (861) e de Guimarães pelos senhores da Galiza liderados por Vimara Peres. Sem Condado, não haveria sequer independência. Simples assim.
.O advento dos Templários ao território nacional, ainda no tempo de Dona Teresa (1126); a espinha dorsal de Portugal é templária, assim como eram templários os principais cavaleiros de Afonso Henriques.
Autores existem que vão ao ponto de dizer que Afonso Henriques era “apenas” o braço externo da Ordem, o que ajudaria a explicar a quase ausência de informação sobre a sua formação infanto juvenil e também algumas atitudes aparentemente contraditórias.
Por exemplo, Afonso Henriques deu a palavra (através de Egas Moniz) ao seu primo e soberano Afonso VII em como não o atacaria e falhou. Por outro lado, firmou uma aliança com Ibn Qasi, o líder sufi (ordem muçulmana equivalente aos templários) que foi sempre respeitada enquanto este foi vivo.
.Por fim, e talvez o fato mais ostracizado ou até mesmo escondido, foi a existência em simultâneo ao Condado Portucalense (868/1143), do Condado de Coimbra (878/1093).
O Condado de Coimbra, serviu de zona tampão entre o Condado Portucalense e os Reinos Muçulmanos, o que deu tempo e paz suficiente ao primeiro para se estruturar, devido a inexistência de lutas nas fronteiras a sul.
Último estertor da cultura Moçárabe cristã, o seu líder, o Conde Sesnando Davides (?/1091), foi educado em Córdoba onde privou com El Cid, e chegou a trabalhar na corte de Sevilha como Vizir.
Detinha pois, excelentes relações quer com uns, cristãos como ele (mas do Rito Latino e Bracarense), quer com os outros, os muçulmanos.
E o fato é que quando o Conimbricense foi absorvido pelo Condado Portucalense, abriu-se uma nova frente de combate a sul, mas já com os Templários a chegarem ao território nacional e a capital deslocada pouco depois para…Coimbra.
Quais teriam sido as consequências para os Portucalenses, a inexistência do Condado de Coimbra ou de Sesnando Davides? Não sabemos.
Fica também por esclarecer se 5 de outubro 1143 foi fundação ou independência, porque se foi independência então já existia como entidade.
Em conclusão, obviamente se torna necessário definir uma data coerente para se comemorar Portugal, e para isso terá de se chegar a um acordo, (e o 5 de Outubro de 1143 serve perfeitamente esse fim), mas querer a força quase trauliteira destacar um deles, parece mais discutível.
Mais valia ver aquilo que realmente foi: um processo dinâmico, longo no tempo, com diversas frentes, níveis e intervenientes, ratificado posteriormente em 1383/85, 1640 e durante as Invasões Francesas.
VIVA PORTUGAL
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transavia voos baratos para os açores

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Transavia announces new route to Ponta Delgada:
′′ Transavia bets on low cost, leisure flights and VFR, the Mediterranean basin
Starting April 2022, July for some lines, it will be possible to fly with Transavia to:
– Bilbao (Spain)
– La Palma (Canary Islands, Spain)
– Yerevan (Armenie)
– Pogdorica (Montenegro)
– Lubjana (Slovenia)
– Glasgow (Ecosse)
– Skiathos (Gr èce)
– Ponta Delgada (Azores, Portugal) ′′

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Apagão no Facebook deveu-se a “alteração de configuração defeituosa” – Jornal Açores 9

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A rede social Facebook disse que “a causa principal da interrupção foi uma alteração de configuração defeituosa”. A empresa indicou, na segunda-feira à noite, ainda não haver “provas de que os dados dos utilizadores tenham sido comprometidos como resultado” da interrupção, uma falha que impediu os utilizadores de aceder ao Facebook, Instagram, WhatsApp ou Messenger […]

Source: Apagão no Facebook deveu-se a “alteração de configuração defeituosa” – Jornal Açores 9