Açores ultrapassam um milhão de passageiros aéreos desembarcados em 2021 – Açoriano Oriental

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Os Açores ultrapassaram um milhão de passageiros aéreos desembarcados no mês de novembro de 2021, mais 81,1% do que o valor registado em igual período em 2020, segundo dados do serviço regional de estatística (SREA).

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Peixe-lua com quase 3 toneladas encontrado morto junto a porto da Horta – Açoriano Oriental

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Um peixe-lua (Mola Mola) com quase três toneladas de peso foi encontrado já sem vida à entrada do porto da Horta, nos Açores, estando biólogos a estudar as causas da morte.

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MACAU COM HISTÓRIA (mas sem alma)

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Manuel Basílico e os Sítios com História. 🇲🇴
O livro Sítios Com Histórias, em dois volumes, da autoria do professor Manuel Basílio e recentemente publicado pelo Instituto Internacional de Macau, arrisca-se, na minha opinião, a ser considerado o Livro do Ano no âmbito dos estudos dedicados à História de Macau.
Do autor, e sob a chancela do mesmo editor, já conhecíamos outras obras, De Patane a Lilau. Pátios, Becos e Travessas de Macau e também Estórias, Tradições e Costumes em Torno de Pátios, Becos e Travessas de Macau, ambos de 2018;
em 2019 surgiu, Da Avenida ao Tap Siac. Pátios, Becos e Travessas de Macau.
É, pois, um trabalho estimulante e bem escrito, inovador em muitos aspectos e com um grande lastro de erudição.
As fotografias actuais e antigas, assim como as obras de arte, de Fausto Sampaio, Chinnery, Smirnoff, entre outros, são auxiliares preciosos para contextualizar e para evidenciar as mudanças urbanísticas, por vezes boas, mas a maior parte das vezes sofríveis ou ruinosas e que tem descaracterizado a cidade ao longo do tempo.
Macau perdeu a sua alma e sobre isso já Manuel da Silva Mendes escreveu páginas de elevada doutrina estética, que ainda hoje nos fazem meditar.
Mas, o pormenor decisivo e absolutamente diferenciador está no facto de Manuel Basílio dominar a língua chinesa, falada e escrita. Desde Luís Gonzaga Gomes que não tínhamos portugueses realmente bilingues a estudar e a escrever a história de Macau.
O padre Manuel Teixeira, emérito historiador, tinha um domínio precário da língua chinesa e fazia questão de agradecer publicamente, nos seus livros, a disponibilidade de tradução e de interpretação de Alfredo Augusto de Almeida, que é uma figura que não merece ser esquecida.
E Manuel Basílio recupera a memória dos trabalhos desse português honrado:
“Vale a pena aqui recordar que, em princípios dos anos setenta do século XX, no lado do baluarte sudeste, havia um pequeno museu arqueológico.
Originalmente, esse museu estava instalado nas ruínas de S. Paulo, por detrás da fachada, que Alfredo Augusto de Almeida, com todo o carinho e dedicação, estava a organizar.
Lamentavelmente, depois dos incidentes conhecidos por 12.3, em 1966, por motivos não conhecidos, o Leal Senado mandou retirar todas as peças que estavam ali expostas.
Como havia peças muito pesadas, os carregadores resolveram parti-las em pedaços com o camartelo, a fim de facilitar o transporte.
Apesar de muito angustiado, o paciente e incansável Alfredo de Almeida conseguiu reunir, mais tarde, grande parte das peças, umas partidas e outras ainda intactas, e foi levando as peças mais significativas à Fortaleza do Monte, a fim de ali reorganizar o museu.
Juntou as peças partidas e embutiu-as na parede e as intactas ficaram ali expostas”.
Manuel Basílio faz a pergunta incómoda e ainda sem resposta:
“Passados tantos anos, é caso para perguntar, onde param aquelas peças arqueológicas e, sobretudo, as de maior valor histórico, que foram retiradas da Fortaleza do Monte?”.
Manuel Basílio constrói uma história dialógica que parte de um sítio, normalmente uma rua, convocando outros saberes auxiliares e chamando-nos a atenção para a justaposição de narrativas que se verificam na toponímia e que, num futuro próximo, poderão contribuir para o inexorável apagamento de algumas parcelas da dimensão portuguesa da história de Macau.
Por exemplo a Rua do Almirante Sérgio, na tradução chinesa quer dizer “Nova Rua à Beira do Rio” ou a rua dedicada ao governador Isidoro Guimarães é simplesmente a “Rua Nova à Beira Mar”.
Mas com os novos aterros, esses arruamentos deixaram de estar marginais ao rio ou ao mar, criando ainda mais confusão.
Assim, a vida, a obra e o legado político e administrativo desses governadores portugueses é, para a opinião pública, iletrada e continental, completamente inexistente.
A versão chinesa de alguns topónimos portugueses também se revela problemática:
“A Rua do Gamboa é designada, em chinês, pelo estranho nome ‘Yé Mó Kai’.
Se alguém perguntar a um chinês ou a um residente daquela rua, qual o significado de ‘Yé Mó’, a resposta é, de imediato, ‘não sei’”.
Eis outra situação deveras curiosa:
“Tal como o nome ‘Rua das Mariazinhas’, pelo qual a Rua de S. Domingos era conhecida durante décadas até princípios do século XXI, esta rua, cujo topónimo em chinês é ‘Pán Cheong T’óng Kái’, era outrora, também conhecida por ‘Tai Pou Lám’, que significa ‘andar a passos largos’”.
Nada disto será uma novidade, mas convém não esquecer.
Manuel Basílio guia-nos por estas e por outras perplexidades linguísticas que também são parte integrante dos mistérios desta velha urbe, que fervilha de vida e de sítios com histórias.
Poderemos perder todo este património por causa de um conflito de interpretações, de versões ou de traduções?
Emergem desta narrativa personalidades com um recorte de vida muito interessante como sejam Vong Lôk [empresário e filantropo], António José da Costa [capitalista], Francisco Xavier Pereira [advogado e presidente do Leal Senado], Tong Lai Chun [grande comerciante], Vicente Pitter [médico e empresário], O Lon [médico e dirigente do partido comunista chinês], Cam Pau Sai [chefe de uma esquadrilha de piratas], ou Miguel Ayres da Silva [abastado comerciante], todos eles com uma grande influência na vida do Território.
O Ouvidor Miguel de Arriaga, uma figura muito controversa, também ele não ficou esquecido.
A origem do nome de Macau [Amagao, Amacao, Amaquão, Machoao, Machao, Amacon, etc.] mereceu a Manuel Basílio alguma investigação minuciosa:
“Dado que os portugueses não estavam habituados a ouvir sons de tais dialectos e, presentemente, nem se sabe qual o dialecto usado pelos chineses com quem os antigos portugueses lidaram, nos primeiros contactos, por isso, cada um registava ou transliterava os nomes chineses como bem entendia ou interpretava, resultando, deste modo, uma significativa variação no registo dos referidos nomes para designar o porto de Macau”.
Mas continua a ser um trabalho aberto e em curso.
Todas estas gloriosas miudezas são deveras importantes porque como dizia Garcia de Resende no “Cancioneiro Geral”, “a natural condição dos Portugueses é nunca escreverem cousas que façam, sendo dignas de grande memória, muitos e mui grandes feitos de guerra, paz e virtudes, de ciência, manhas e gentileza são esquecidos”.
Pelos vistos, não temos emenda.
Para quem gosta de Macau e aprecia a sua história, encontra aqui um elogio da razão pedagógica e cultural que acolhe uma atitude intelectual disposta a abrir outros caminhos de problematização.
Esperamos, pois, pelo terceiro volume.
António Aresta.
Jornal Tribuna de Macau, 10 de Dezembro de 2021.
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FURNAS 1955

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Memórias do Vale
Registo da nossa Lagoa das Furnas em 1955.
Edição postal Nobrega
Retirado da página História dos Açores nesta rede social.
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HÁ 22 ANOS ACIDENTE AVIAÇÃO DE SÃO JORGE

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E LÁ PERDI UM JOVEM PRIMO, FRANCISCO FURTADO-LIMA CORDEIRO

Faz hoje vinte e dois anos que às 9h20 minutos um ATP da SATA que fazia a ligação entre as ilhas de S.Miguel e das Flores,com escala prevista na do Faial, colidiu com o Pico da Esperança em S.Jorge vitimando todos os passageiros e tripulação, num total de 35 pessoas.
Um dia terrível para os açorianos, em especial para os florentinos, uma vez que a maior parte das vítimas eram daquela ilha.
Luís Botelho and 24 others
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  • Fernando A. Pimentel

    Tens razão.
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  • Rolando Pereira Medeiros

    Uma tragédia para todo o país, em especial para os açorianos. Foi um dia de muita tristeza para todos nós. Muita força para os que perderam os seus ente queridos e que todos Descansem em PAZ
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  • Joao Jorge

    E sempre um momento marcante de grande tristeza !
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  • Manuela S F Viveiros

    Muito triste 😢
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  • Fernando Pavao

    Adoro o Pico da Esperança, quando visito a ilha vou todos os dias lá, é a paisagem que me cativa, quando olho para as cruzes, que marcam esta tragédia, recordando a memória dessas pessoas, o silêncio é brutal, rezo sempre!
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  • Graça Saúde

    Bom dia!!! 🍀
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  • Paulo Gilberto Castro

    Lembro-me muito bem. Foi dramático. Pessoas conhecidas, amigos e até familiares estavam lá. Deixou marcas.
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  • Manuel João Coelho

    Lembro-me bem, ouvi as primeiras informações através da Antena 1, foi um choque terrível.
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