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https://vambertofreitas.blogspot.com/2023/05/de-nuno-costa-santos-e-da-sua-arte.html?spref=fb
A citação em forma de epígrafe aqui é a última frase de uma das mais brilhantes novelas publicada entre nós desde há muito, Como Um Marinheiro Eu Partirei: Uma Viagem Com Jackes Brel. Toda a obra literária de Nuno Costa Santos tem uma firme unidade temática, sem qualquer repetição nas suas variadas formas, desde os iniciais sketch de melancómico: ele a caminho de casa numa indistinta rua lisboeta com um saco plástico na mão numa representação de desamparo, a sobrevivência minimalista, ou de um quotidiano com pouco mais a fazer. Na sua ficção, desde Céu Nublado com Boas Abertas à sua poesia de Às Vezes É um Insecto Que faz Disparar o Alarme, ao seu teatro e crónicas de aqui e ali, entre outras representações públicas, tem sempre as artes como refúgio ou recurso, a música como referência preferencial, um escritor de meia-idade no século XXI em busca de um sentido para melhor se perceber a si próprio, e sobretudo as suas circunstâncias num mundo à deriva e filosoficamente num vácuo que lhe faz retroceder à história fluida e perplexa que o colocou nestes dias, seus e nossos. Entretanto, são poucos os escritores no nosso meio cuja obra se torna um jogo de espelhos, tal como a subentendemos em breves passos autobiográficos. Alguns dos livros de Nuno Costa Santos estão cheios de boas cumplicidades familiares, amizades espalhadas por toda a parte, uma atuação criativa que se contrapõe ao habitual ego doentio dos muitos que esperam palmas e pelo menos os seus quinze minutos de fama em qualquer contexto. Basta lembrar aqui que o anual encontro Arquipélago de Escritores, organizado por ele e pela sua companheira Sara Leal, desdobra-se por várias das nossas ilhas e é um generoso gesto de solidariedade e valorização de tantos outros autores.
Sei pouco da música de Jackes Brel, para além da canção Ne me quitte pas, e pouco mais da sua vida e carreira. Os meus anos de América foram particularmente desatentos à Europa, tirando a vida literária portuguesa e europeia em geral que tinha um lugar proeminente nas nossas faculdades. Só que a presente novela de Nuno Costa Santos é uma peça que naturalmente não requer mais saber sobre o grande artista. A sua condição existencial é precisamente o que nos transmite este livro, desta vez com os Açores (para além de Paris e Bruxelas, naturalmente) como geografia significante dos seus últimos anos quando decidiu interromper a sua carreira e fazer-se ao mar num veleiro chamado Ashoy, a caminho das ilhas Marquesas e a outras onde acabaria a viver e a fazer bem até à sua morte aos 49 anos de idade em 1978.
Como Um Marinheiro Eu Partirei é feito dessa prosa híbrida que marca agora alguma da melhor literatura da contemporaneidade, todas as formas convergindo num só ato ficcional: à biografia junta-se a autobiografia, o narrador fala de si no encontro com o seu sujeito, o quotidiano de certo desespero artístico por entre a banalidade dos dias vazios e da luta pelo reconhecimento, o autor da escrita revê-se nos versos das letras e poemas musicados e tornados património universal. Para um leitor açoriano tudo isto é relevante, para além da estória de uma voz que muitos embalou na alegria e na tristeza generalizada dos tempos, o cantor ora em agonia no amor, ora na denuncia sem rancor da ordem das coisas que nos enrolam por perto ou à distância. Nuno Costa Santos revisita os passos e as gentes com quem Jackes Brel se encontrou na Horta. Cá temos a história do famoso Peter Sport Café à boca da doca como um centro da universalidade de nós todos – quer lá tenhamos tomado o seu gin, quer somente ter lido sobre. Aliás, a história do Peter’s faz parte da narrativa. A viagem de Jackes Brel é também um inteiro regresso a si próprio, tal como o de Nuno Costa Santos ao deixar Lisboa após ter vivido lá boa parte da sua vida, e eventualmente optar pelo seu regresso aos Açores, à bruma da sua tranquilidade, ao sol da sua infância, o amor fazendo-lhe trocar o Livramento em São Miguel pela Terceira, onde continua à beira da baía de Angra do Heroísmo. Brel sente as saudades dos seus mais próximos em Bruxelas e em Paris, e Nuno Costa Santos sente as saudades dos seus três filhos que ficaram na nossa capital, chamando-os com frequência ao conforto reencontrado na ilha e no amor. Ninguém esquece ninguém – mas partir, como diria o outro, é preciso, para nunca se deixar de chegar a nós próprios. O autor faz-nos acompanhar todos os passos de Jackes Brel durante os seus anos de luta e eventual triunfo nos palcos e nos estúdios de gravação, e depois no Faial após a morte do seu grande amigo e colaborador Jojo, onde aparecem também os primeiros sinais de uma vida em estágio final. Nomeia as personagens conhecidas e menos conhecidas que mantêm com o cantor algum contacto e convivência, e de seguida Nuno Costa Santos convoca a sua própria memória de andanças e relacionamentos casuais ou literários na ilha do vulcão dos Capelinhos, parte do seu território arquipelágico de nascença e destino. Jackes Brel e a sua música desperta-lhe uma outra visão da condição como ilhéu em constante viagem geográfica e emocional.
“Os dias – diz o narrador a propósito de si e dos seus filhos, que estão também predestinados às partidas e regressos, à sorte lusa nas ilhas como no continente – estão organizados com amor e método, a melhor forma de calendarizar uma temporada estival curta e que se quer intensa , vivida. Deixar o Verão à sua sorte, no seu talento maior de tornar mais lentas as horas e de estender a preguiça, mas também programar o que se quer fazer e como se quer fazer para dar ao Verão o Inverno de que precisa…
Além dos mergulhos no Calhau, houve passeios de barco a ilhéus e voltas de buggy. Mas o mais importante foi estarem aqui. Senti como que uma desdramatização da situação. Estou cá,, estão ali. Podem vir. Não é longe. Vão crescendo. Quem sabe, poderão passar temporadas aqui. Quem sabe, poderão namorar aqui.
Já conhecem o desenho do lugar onde o pai decidiu viver. É um começo. Um recomeço”. O autor quando já não é jovem, passe o trocadilho joyceano, no seu labirinto emocional, na sua perfeita consciência de que o passado nunca é passado, de que a sua arte não é mais do que um reflexo de uma vida ou vidas que não obedecem ao que pensamos destinar e seguir, apenas reagem às circunstâncias nunca programadas mas decisivas. Na palavra de um escritor ou na voz de um cantor, é só na geografia do coração que vivemos. Jackes Brel chega aos Açores fumando o cigarro da sua morte na proa de um veleiro. Só que está bem vivo entre quem encontra na terra nova a meio atlântico, recorda a garrafa e as mulheres do seu velho continente, faz-nos rir da ironia de nunca se desligar dos que na Bélgica e na França chamava de flamingants, e cuja língua dizia recusar a falar enquanto no seu país, e muito menos cantar: “O meu nome é Jackes Brel, repetiu em flamengo para uma plateia agora marítima. Vive la République/Vive les Belgiens/Merde pour les flamingants”. Reencontra no Faial – a ironia acompanha-nos a todos – alguns representantes dos seus “antepassados”, com destaque para um médico de aguda consciência social e de nome Decq Mota, tão do nosso conhecimento nas ilhas no Triângulo e no resto do arquipélago. Mais os Brum e os Goulart, o próprio nome da cidade da Horta decalcado e a lembrar os primeiros flamengos chefiados por Joss Van Herten, que lá chegaram no século da descoberta. “Amava o seu país – relembra-nos o autor – com a sua meteorologia humana e com o seu céu. Os belgas e a Bélgica – criticava-os mais dentro dos portões do que fora. Era também clássico nessa forma de lealdade”.
Como Um marinheiro Partirei: Uma Viagem Com Jackes Brel é mais uma prosa em poema, um poema em prosa, a autenticidade de um artista, e, para nós, de um agora inesquecível momento nos Açores, o resumo de uma vida imortalizada pelo seu desassossego de alma, pela sua voz, e ainda pelo seu fim a fazer bem a todos numa pequena e esquecida ilha do Pacífico. Nuno Costa Santos deixou tudo à curiosidade e ao prazer do texto a cada leitor. De resto, trata-se de uma edição que é um objeto de arte: em cor, textura de capa, tamanho perfeito para uma leitura que poderá ser de poucas horas, ilustrado com fotos desses momentos do artista na ilha. É para ser saboreado vagarosamente, a significação de cada passo a representar uma vida que pensávamos conhecer apenas pela letra-poesia, e em que, afinal, nos revemos, tal como me parece ser o caso de Nuno Costa Santos em primeiro lugar. Aliás, tem sido ele o autor, em livro ou por outros meios, de outras biografias dos que estavam num certo limbo do esquecimento, como Fernando Assis Pacheco, Ruy Belo, Rui Knopfli, e J. H. Santos Barros. Participou ainda no programa da RTP e depois em forma de livro, Mal-Amanhados – Os Novos Corsários das Ilhas, que lembraram os que não conhecíamos nos esconderijos dos Açores.
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Nuno Costa Santos, Como Um Marinheiro Eu Partirei: Uma Viagem Com Jackes Brel, Lisboa, Penguin Random House Grupo Editorial, 2023.
BorderCrossings do Açoriano Oriental, 19 de maio de 2023.
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José Carlos Teixeira e entronização no Pátio da Fama Portuguesa no Canadá
José Carlos Teixeira celebra mais uma consagração ao ser entronizado no Pátio da Fama, em Toronto, Canadá. Este emigrou para Montreal, Canadá, em 1978 e conta que, cada vez mais, têm-se visto a existência de jovens que estão agora a “redescobrir Portugal”.
Época onde se assinala o aniversário dos 70 anos da imigração oficial portuguesa para o Canadá, é durante este período que é relembrado o esforço que muitos portugueses e açorianos fizeram em tempos da emigração para o território canadiano, onde, graças a isto, não só as segundas e até terceiras gerações estão estimuladas em saber mais sobre a sua história e a descobrir as suas raízes, como ainda estes estão a integrar-se com uma maior facilidade, tanto a nível de mercado de trabalho, como do ponto de vista social e cultural.
Estas gerações são assim reconhecidas como uma parte acolhida e enriquecedora, em um mosaico sociocultural complexo, como ainda são celebrados, no que toca aos seus impactos e contributos significantes, tanto para a comunidade portuguesa no Canadá e respetiva comunidade canadiana.
Da parte da Associação dos Emigrantes Açorianos, queremos parabenizar José Carlos Teixeira pelo feito, já que é sempre um orgulho ter conterrâneos reconhecidos e desejar-lhe inúmeros outros sucessos.
– informação retirada do jornal LUSO PRESSE
José Carlos Teixeira and Enthronement in the Portuguese Hall of Fame in Canada
José Carlos Teixeira celebrates one more consecration by being enthroned in the Hall of Fame, in Toronto, Canada. He emigrated to Montreal, Canada, in 1978 and says that more and more young people are now “rediscovering Portugal”.
During this time when the 70th anniversary of the official Portuguese immigration to Canada is being celebrated, the effort that many Portuguese and Azoreans made in times of emigration to Canada is remembered and, thanks to this, not only the second and even the third generations are encouraged to know more about their history and to discover their roots, but they are also integrating more easily, both in the job market and from a social and cultural point of view.
These generations are thus recognized as a welcoming and enriching part in a complex socio-cultural mosaic, as they are still celebrated, in terms of their significant impacts and contributions, both for the Portuguese community in Canada and the respective Canadian community.
On behalf of the Azorean Emigrants Association, we would like to congratulate José Carlos Teixeira for this achievement, as it is always a pride to have fellow countrymen recognized and wish him countless other successes.
– information taken from the newspaper LUSO PRESSE
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CHINA E RÚSSIA PREPARAM A DESOCIDENTALIZAÇÃO DO MUNDO
Paradoxalmente a União Europeia implementa o Declínio económico-cultural da Europa
Aquando da visita de Xi Jinping a Vladimir Putin em Moscovo, Xi afirmou que estão previstas “mudanças nunca vistas nos últimos 100 anos”: “desta vez somos nós que as lideramos em conjunto” .
A guerra entre os EUA/OTAN e a Federação russa na Ucrânia apressou o desenvolvimento do agrupamento de países que em 2011 tinha adoptado a sigla BRICS.
BRICS é um poderoso agrupamento das principais economias de mercado emergentes do mundo, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. É a agremiação rival do grupo G7 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e o Canadá – a Rússia foi expulsa). Os países da BRICS visam promover a paz, a segurança, o desenvolvimento e a cooperação. Os seguintes 16 países pediram formalmente para ingressarem no BRICS: …
Como contrarreação à formação de uma nova ordem internacional, os políticos europeus (especialmente a Alemanha), desenvolvem, atualmente, grande atividade diplomática para criar laços económicos e políticos mais fortes na África, e na Ásia e os americanos estabelecem parcerias militares na Austrália e no Japão.
Trata-se de preparar a criação de uma nova ordem mundial bipolar: um polo em torno dos EUA e outro em torno da China (de um lado o núcleo capitalista e do outro o núcleo socialista).
O BRICS com 31,5% do PIB global já ultrapassou o G7 no PIB global com 30% (1). O BRICS pretende alcançar 50% do PIB global até 2030. Colaboram em questões de interesse mútuo, como, economia, segurança nacional e saúde pública. Os países do BRICS têm ainda reduzido volume a nível de tráficos económicos mútuos, sendo o seu comércio com os EUA e a UE 6,5 vezes maior. O comércio bilateral entre a China e a Coreia do Sul é quase tão grande quanto entre os países do BRICS…
Já têm o NBC (Novo Banco para o desenvolvimento) chefiado por Dilma Rousself. Numa estratégia de ‘não dependerem do dólar ou do euro’, estão a trabalhar na sua própria moeda…
O conflito entre os EUA/OTAN e a Federação Russa será inteligentemente aproveitado pela China para fortalecer o seu poderio à custa dos dois blocos em guerra…
É doloroso encontramo-nos numa época de luta de imperialismos mais ferozes que nunca!
António CD Justo
Texto completo e notas em Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=8522
INDICADORES DE SOFRIMENTO COMPARADO ENTRE AS GERAÇÕES
Os Valores revelados como mais importantes são Família-Saúde e Liberdade
O Estudo (1) tendências da “Juventude na Alemanha 2023” (janeiro e março) publicado (16.05.2023) revela que as crises atuais agravam mais as gerações mais jovens do que as mais velhas. Trata-se de um barómetro que mostra como a as faixas etárias / gerações (Grupo de 14 a 29 anos, Grupo de 30-49 anos e o Grupo de 50-69 anos) veem a Alemanha, suas vidas e o futuro…
Grupo de 14 a 29 anos: estresse 46%, exaustão 35%; Insegurança/Dúvida sobre si próprio 33%, apatia 31%, irritabilidade 24%
Grupo de 30-49 anos: estresse 42%, exaustão 37%; Insegurança/Dúvida sobre si próprio 19%, apatia 27%, irritabilidade 22%
Grupo de 50-69 anos: estresse 20%, exaustão 25%; Insegurança/Dúvida sobre si próprio 11%, apatia 25%, irritabilidade 14% …
Os valores mais importantes para os inquiridos são família, saúde e liberdade; o Estudo revela uma relação muito estreita entre os pais e seus filhos adolescentes…
O Estudo da Juventude na Alemanha em 2022 tinha revelado as seguintes sobrecargas: Estresse 41%, Apatia 31%, Exaustão 29%, Depressão 26%, Dúvida 26%, Desamparo 16%, Pensamentos suicidas 10%
António CD Justo
Texto completo e notas em Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=8529
CULTO DO OFENSIVO NO PARLAMENTO EUROPEU!
Exposição no “Olimpo” Europeu com Jesus LGBT da autora sueca Elisabeth Olson patrocinada pelo parlamentar Malin Björk, do Partido de Esquerda da Suécia e que foi criticado por parlamentares.
A mesma exposição tinha sido recusada em 1999.
Resta uma pergunta: a “falta de respeito para com milhões de crentes em toda a Europa” seria possível se se tratasse de Maomé?
Certamente não; o que leva a uma conclusão triste: o medo é trunfo e só quem usa de maneira abusiva do poder consegue evitar os abusos concorrentes.
Numa altura em que o parlamento retira direitos aos cidadãos (lembre-se, a título de exemplo, a limitação de direitos de opinião nos media sociais e a exigência de exames para pessoas com carta a partir dos 70 e limitação de outros direitos a outros condutores) as instituições europeias tornam-se exímias em questões que poderiam ser qualificadas de libertinagem!
A liberdade de expressão parece ter os seus limites confinados aos simples cidadãos sem palco e sem patrocinadores. Enfim, roubam num lado para dar no outro!
Amostra de imagens em:
António CD Justo Pegadas do Tempo
1° DE MAIO – DIA DA SOLIDARIEDADE
O 1° de maio não se reduz a dia das caminhadas, ele continua a ser o dia do trabalhador e empregados em geral (1) …
…. Questionar a necessidade dos sindicatos seria uma falácia dado o globalismo liberal ser de tal maneira centralizador, regulador e controlador que cada vez exigirá mais a organização das pessoas e regiões em grupos sociais e iniciativas de solidariedade, como reacção de autodefesa, dado o indivíduo passar a não ter qualquer relevância…
A inteligência artificial está a revolucionar o mundo do trabalho de uma forma inimaginável; a mudança estrutural em via terá, certamente, como primeira consequência a introdução da semana de quatro dias.
Perante a inflação provocada, as reivindicações dos sindicatos terão de ser fortes e pragmáticas. Salário não é tudo, precisa-se de mais flexibilidade e de mais tempo para a família.
As populações não podem viver em crise permanente. Na Alemanha, é de notar a rapidez com que os políticos arrecadaram 100 bilhões de euros em benefício de armamentos e por outro lado a sua rigidez e sobriedade no tratamento do pessoal hospitalar e dos serviços de assistência…
Num momento em que as agendas globais nos orientam e determinam o nosso viver, é mais necessário do que nunca que as pessoas se unam em solidariedade e se organizem….
O emprego sustentável só será possível com investimentos. Os políticos, porém, não podem descansar limitando-se a garantir salários baixos como meio de atrair investidores.
António CD Justo
Texto completo e nota em Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=8504
O BURACO NO CÉU!
Consta que São Pedro andava um pouco atrapalhado por ver pessoas no Céu que ele não se lembrava de ter deixado entrar.
Depois de muito investigar, lá encontrou um buracão por onde entravam pessoas sem controlo.
Então dirigiu-se ao Senhor para que remediasse tal situação.
– Senhor, vem ver o buraco que descobri no Céu e por onde entram pessoas indevidamente.
O Senhor lá foi com Pedro e viu o buraco donde se dependurava um enorme Rosário que chegava até à terra e com pessoas agarradas a ele.
Pedro disse para o Senhor: – Temos que fechar esta entrada.
Jesus respondeu: – Deixa assim… Isso são coisas de minha mãe!
Maio é o mês de Maria.
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Vicente Domingos Pereira Coutinho and 29 others
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