mais um vírus altamente contagioso chegou aos Açores

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  1. mais um vírus altamente contagioso chegou aos Açores 25.8.26

Norovírus nos Açores. Há alguns meses, um navio de cruzeiro em Bordéus teve a presença de norovírus. Agora, as autoridades de saúde dos Açores alertaram para a presença deste vírus em alguns casos de gastroenterite. Também no Faial houve uma situação epidemiológica atípica, mas sem norovírus. Na maioria das situações, a gastroenterite é autolimitada e melhora em poucos dias, mas pode causar desidratação e é um vírus altamente contagioso. “O norovírus transmite‑se por via fecal‑oral, ao comer alimentos ou beber água contaminados, ao tocar em superfícies que têm o vírus e depois levar as mãos à boca, ou contacto com uma pessoa infetada.” O período de incubação é de dois dias. Sintomatologia: diarreia, vómitos, febre e arrepios, náuseas e cólicas abdominais, fadiga, dores musculares e dores de cabeça. O tratamento do norovírus é feito de através de beber água com frequência, descansar e evitar esforços. Na ausência de alergia previamente conhecida, o paracetamol pode ser utilizado.”

 

Evolução é imprevisível. Tenham receio, como convém. Corram e acumulem algo profundamente irracional. Não é papel higiénico — já evoluímos, são pêssegos enlatados. Ou pilhas. Ou sapatos esquerdos. Ou chinelos verdes. Ninguém sabe porquê, mas se não tiveres 300 na garagem, não levas isto a sério. Desinfeta as compras como se as preparasses para a cirurgia. Limpa cada uva individualmente. Coloca o correio em quarentena por três dias. Veio de fora. Viu coisas. Desenvolve fortes convicções morais sobre atividades que, na semana passada, não te importavam. Ficar perto de alguém? Imprudência. Fazer paddleboard sozinho ao “Nascer do Sol”? Loucura. Sentar-te calmamente num banco de jardim? Basicamente, bioterrorismo. Volta para os colegas de trabalho e partilha vídeos coreografados, gravados em hospitais. Publica-os regularmente. Ninguém solicitou, mas todas as pessoas precisam e, assim, nos ajudamos uns aos outros. Mantém a distância da família, única forma de mostrar que os amas. Especialmente a avó. Protege-a a todo o custo, nunca mais a vendo. Lembra aos outros que o comportamento deles está «literalmente a matá-la», mesmo que não a visites desde que pesquisaste «Norovírus ou hanta vírus, ou….». Alerta as autoridades se os vizinhos estiverem alegres. O riso é suspeito. Mais de três pessoas num quintal? Vai e denuncia. Estás a salvar vidas. Obedece às setas no supermercado. Não são sugestões. São um estilo de vida. Se alguém for na direção errada no corredor não te envolvas. Atualiza os painéis de controlo como se fossem os segundos finais de um jogo de campeonato. Afasta-te lentamente e alerta a gerência. Acompanha as estatísticas. Podes não perceber, mas isso não importa. O que interessa é a vigilância. Escolhe um lado em discussões que nem sabias existirem. Torna-te um especialista muito rapidamente. Cita fontes que ninguém verifica. Muda a foto de perfil para promover o que te queiram injetar. Utiliza a máscara, publica uma selfie, atualiza a biografia, fica em casa. Apoia as pequenas empresas à distância. Lembra-te: estamos todos nisto, permanece isolado em todos os momentos. O cumprimento das regras é a forma de demonstrar que nos importamos e de manter-te com muito medo.

 

 

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