Colonia del Sacramento: um pedaço português no Uruguai

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Fonte: Colonia del Sacramento: um pedaço português no Uruguai

e simples, mas pode render um bom programa. De Montevidéu leva, em média, duas horas pela estrada. Mas o grande charme está nos confortáveis barcos que cruzam o rio transportando passageiros de Buenos Aires a todo momento. Tanto que é bem comum hospedar-se em Colônia e dar uma esticada até o berço do tango, ou vice-versa.

O melhor lugar para começar um giro por essa charmosa cidade é justamente no coração do centro histórico, localizado na Plaza Mayor. Ao redor dela e nas imediações estão os principais pontos turísticos de Colônia.

Para começar, o Museu Municipal – um sobrado que pertenceu aos secretários de governo na época colonial. Lá estão mobiliário, peças indígenas, objetos da antiga plaza de toros de Colônia e até animais empalhados e uma coleção de fósseis. Por meio desse acervo é possível ter um panorama da história da região. Bem ao lado, está a Casa de Nacarello, que demonstra a vida de uma família de origem portuguesa do século XVIII. Ainda no mesmo quadrilátero, o Museu Português ilustra a época em que o Uruguai pertencia aos irmãos lusitanos. E não para por aí, várias outras construções abrigam a história de Colônia.

Alguns passos mais e chega-se à Calle de los Suspiros, que, de cara, remete à cidade de Paraty (RJ). Calçamento de pedra, casas coloniais. Diz a lenda que era uma rua muito frequentada por marinheiros e viajantes, dada a existência de cabarés e “casas de tolerância”, de onde emergiam suspiros e gemidos que podiam ser ouvidos claramente.

As ruínas também são atrativos interessantes, como a Ruína da Casa dos Governadores. E o ponto mais visitado centro histórico é a Muralha erguida pelos portugueses para cercar a cidade. No entanto, uma curiosidade é que ela não é original, pois foi demolida mais tarde pelos espanhóis. Somente nos anos 1970 arqueólogos descobriram, por meio de escavações, pedras originais que foram utilizadas na reconstrução desse cenário.

Vale visitar também o Farol, erguido sobre os escombros de um convento destruído em um incêndio. O topo rende uma bela visão do Rio da Prata e de Colônia. Em dias claros é possível avistar os contornos de Buenos Aires.

Vale caminhar pelas ruas arborizadas e visitar cativantes restaurantes. A gastronomia é variada, com a presença de pescados e da famosa parrilla. Mas fique de olho nos preços, pois tem gente que “supervaloriza” seu estabelecimento – e cobra pelo cardápio em português. Para fazer a digestão vale a pena caminhar pelo Paseo de San Gabriel e se dirigir até um píer, que rende uma bela visão do pôr do sol. Uma volta na praia também é bastante atraente. Se estiver calor, dá até para banhar-se nas águas do Rio da Prata

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leia mais sobre este tema na 3ª edição de crónicas austrais em
em 4ª edição aqui CRONICAS AUSTRAIS 1978-1998 4ª ed 2015

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Sobre CHRYS CHRYSTELLO

Chrys Chrystello jornalista, tradutor e presidente da direção da AICL
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