certificados e o estado

A apresentação de um certificado digital num lugar privado do quotidiano como restaurante ou ginásio não nos diz que a pessoa em causa não está infectada ou contagiosa, diz-nos que o Estado tem hoje mais poder sobre a vida privada. Ninguém se protege do contágio com o certificado e todos – sem excepção – passamos a estar expostos ao abuso, mais um, de poder do Estado. Que hoje é usado em nome da saúde, ontem contra grevistas, amanhã contra qualquer opositor político. A saúde – como se vê pela decadência do SNS – nao é prioritária para quem gere o Estado. Prioritário é o pagamento de juros da dívida pública que remunera negócios privados falidos pago com a absoluta decadência dos serviços públicos, entre eles o mais caro – a saúde. Como tudo isto gera mal estar, junto ao crescimento da pobreza real e desigualdade, a introdução paulatina de força do Estado será cada vez maior ( até que a resistência do mundo do trabalho nos devolva de novo as liberdades democráticas). O poder – real e simbólico – é o mote filosófico desta nova lei repressiva que nunca, em momento algum da história da saúde publica, pode ser considerada uma medida de proteção da saúde ou do público. É uma medida de poder do Estado contra os cidadãos – mesmo contra os cidadãos que fervorosamente ou apenas com encolher de ombros, a apoiam.
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