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a minha mãe deixou-nos dia 18.1.2021DEP RIP Mãe Maria Beatriz de Magalhães Alves Chrystello

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esperei estes dias a ver se alguém quereria celebrar aqui a sua saudade dela, mas ninguém o fez…recordo assim o que escrevi nessa triste data

foi em 2013

 

29 anos menos 18 dias depois do meu pai, a minha mãe deixou-nos órfãos 5.2.1992)

DEP RIP Mãe Maria Beatriz de Magalhães Alves Chrystello20.3.1923-18.01.2021

ao longo da vida escrevi alguns textos para ela e que selecionei e agora evoco em sua homenagem

2011, A UMA MÃE DEPRIMIDA – CRÓNICA 106, 28 AGOSTO 2011

Normalmente são os mais velhos quem dá conselhos aos mais novos, e os incentivam a lutarem contra as adversidades, mas aqui vai haver uma pequena inversão de valores pois à minha mãe deu-lhe agora com esta linda idade de 88 ½ anos para andar desanimada e deprimida. Nem se entende bem por que razão, pois o país está de vento em popa rumo à sua destruição final e a aprestar-se para se tornar num rodapé da História.

Mas afinal que há de novo entre este país hoje e aquele que deixei em 1972-1973? Uma pequena diferença chamada democracia que diz respeitar o voto popular, mesmo que não sirva para nada. Se os antigos senhores do Estado Novo tivessem descoberto esta aspirina…tinha-se poupado a Revolução dos Cravos e seus heróis. Hoje há liberdade de expressão de imprensa, mas com ela – como dizia Eça – não se pagam dízimos nem a hipoteca da casa. Uma mãe nunca se deve cansar pois tem todos os dias da sua vida para dedicar aos filhos e netos e tem uma enorme responsabilidade em esperar que eles atinjam as metas que se propuseram. Nesse particular, foste bafejada com o tardio amadurecimento do filho varão que, sem cabeça para os negócios, enveredou por uma via literária que te deveria encher de orgulho para dizeres MISSÃO CUMPRIDA.

Claro que todos nós sabemos que esse caminho foi tortuoso, passado em longínquos locais (ainda é) e com mais escolhos do que aqueles que a tripulação do Vasco da Gama encontrou na primeira viagem do caminho marítimo para as Índias. Mas chegou a bom porto e se não mercadejou com os locais teve o mérito de ver reconhecido parte do seu esforço em prol da língua de todos nós.

Mais razão para depressões teriam os teus filhos e netos cujo futuro é sombrio e sem se vislumbrar melhoria possível num decénio ou dois a não ser emigrar. Deves passar em revista o quão afortunada tens sido, pela vida conjugal sem divórcios que são hoje moeda comum, pelos filhos que não sendo perfeitos são bem melhores dos que se veem por aí, o mesmo se podendo dizer dos netos que tantas alegrias te deram e companhia fizeram num mundo em que a maior parte dos netos nem sabe quem são os avós. Claro que tens razão para andares deprimida, os ossos já não são o que eram, a memória de quando em vez prega umas partidas, o frio sente-se mais, os amigos vão escasseando e cada vez há menos gente da tua geração com quem conversar. Mas, se olhares em volta nos que foram mais bafejados pela roda do dinheiro verás que são bem menos felizes do que tu, quer em saúde quer em momentos felizes.

Quem disse que o dinheiro traz felicidade deveria ser masoquista. Pode ajudar a retirar alguns contratempos diários e dar uma ilusória sensação de felicidade como aquela que tive durante anos, mas nada se compara a uma vida vivida para os fins que se conseguiram almejar e cumprir. A maioria da população mundial nem sabe para que vive ou por que vive. As convulsões que te rodeiam, a falta de valores e princípios por que sempre te regeste e que passaste aos teus estão seriamente comprometidas neste mundo sem valores ou com valores diametralmente opostos aos teus, e apesar da enorme maleabilidade e aceitação de novos paradigmas entendes que tudo isto mudou demasiado depressa e para pior.

Mas este discurso que muitas vezes partilho contigo não deixa de ser curiosamente idêntico ao que a tua mãe e outros usaram em épocas diferentes. Assim foi sempre ao longo dos tempos. Nunca o ser humano deixou de ser escravo da sua época e dos seus condicionalismos. Claro que quando te queixas quanto à meteorologia tens toda a razão, isto anda tudo às avessas do que era, em tempos idos, quando ainda havia quatro estações do ano e quando estavam associadas à agricultura, que como todos sabemos desapareceram do sistema. Nem agricultura nem estações, e teremos de inventar novos padrões para nos regermos ou fazer como aprendi aqui nos Açores: em vez de definir amanhã vou à praia, decidimos apenas quando o tempo deixa ir à praia.

Imagina tu que até o tempo nos tirou essa oportunidade de escolha. Crescemos – e educaste-nos – a acreditar no matrimónio como coisa inviolável até à morte, e hoje nem sequer se equaciona essa oportunidade quando as pessoas se juntam ou procriam, eu sou das últimas abencerragens a ainda acreditar nessa instituição talvez por te me ter servido tão mal das primeiras vezes que a tentei. No nosso tempo, que era o mesmo para ti e para mim, os filhos tinham um pai e uma mãe, hoje todas as combinações são possíveis e nem sempre as biológicas…nenhum dos teus netos ainda casou no sentido tradicional do termo e mesmo que o faça não terá o significado que teve para mim ou para ti. Dantes estudar para se tirar um curso abria as portas do emprego, hoje nada significa e muito menos a promessa de emprego. Poderíamos, neste momento, afirmar que isto eram razões mais do que suficientes para te deprimir, mas se pensarmos melhor deveria ser motivo de gáudio por ainda teres vivido num tempo em que as coisas eram brancas ou pretas enquanto hoje nunca têm aquelas cores, antes se metamorfoseiam de tons infindáveis de cinzento deprimente.

Se passares em revista as conquistas que atingiste desde o nascimento até hoje verás que nenhuma foi fácil e todas eram carregadas de esforço e sacrifício, abdicação e dedicação. No teu tempo as mulheres sabiam cozinhar e os teus filhos ainda recordam os teus pratos e os teus dons culinários. Hoje têm de pagar bem caro e nenhuma comida se lhes compara. O teu rolo de lombo de vitela fazia-me andar milhares de quilómetros e ainda tem um sabor único.

No nosso tempo as famílias mantinham contacto e os primos davam-se durante toda a vida, hoje as crianças nascem e crescem sem sequer saberem que têm primos. Ainda hoje lamento que eu e os primos primeiros, segundos e terceiros nos tenhamos apartado e nem sequer conhecemos os descendentes uns dos outros. Foi assim que antevi a minha família e quando a tive, o mundo em volta já tinha mudado. Tive de me socorrer das recordações, de revisitações e de revivalismos para dar à estampa em livro a narrativa desses tempos, cuja maior parte podemos considerar saudosos pelos bons momentos vividos. Não consegui passar aos filhos nem um décimo do que tu e o pai me passaram, mas convenhamos que é difícil, nesta era, um pai ou mãe competirem com a TV, PlayStation, GameBoy e computadores entre tantas outras coisas que existem hoje e os transformam em viventes de mundos virtuais.

Sempre tivemos as nossas diferenças, e quem as não tem? mas soubemos maduramente passar por cima delas e viver harmoniosamente melhor do que alguma vez sonhamos, sem nos atropelarmos nem às nossas crenças, cada um seguindo caminhos e trilhos que se não se cruzam também se não afastam. Chama-se a isto um equilíbrio saudável, cumpriste a tua missão como mãe e passei anos a tentar redimir-me daquilo de que era acusado.

Depois a 19 de maio Cristóvão de Aguiar autografou um livro para ti em que ficou escrito

Cumpri a minha quota-parte contigo e com o pai – em tempos e moldes diferentes – estabeleci uma paz duradoura e um entendimento. Haverá quem prefira chamar-lhe um pacto de não-agressão, mas creio que se trata antes do respeito mútuo que hoje existe. Não sei se estas linhas servirão para desanuviar a depressão que alegas ter e a falta de vontade de tudo, mas deveriam pelo menos fazer sorrir-te ao almoço e sentires orgulho nos filhos e netos que tens.

em 2013

  1. dia da mãe #1, 5 maio 2013

8 de dezembro é o meu dia da mãe

mas calendários mudam-nos os políticos

e mandam que seja hoje

contrariado, obedeço

para te dizer, mãe,

errei quando te dizia

não pedi para ser nascido

bem hajas por isso

valeu a pena ter vivido

em 90 anos assististe a muita dor

preocupações, canseiras e desgostos

mas feliz de mim que ainda te dei

netos, alegrias e vitórias

livros, colóquios e memórias

fica connosco para partilhares

mais sonhos que tenho para te dar

em 2014

  1. Dia da mãe fora de prazo, 4 maio 2014

queria escrever um poema à mãe

neste dia que decretaram ser dia dela

mas não consigo esquecer o 8 dezembro

e aliás é dia da mãe todo o santo dia

queria escrever um poema à mãe

a pedir desculpa pelo que fiz

pelo que não disse e devia

pelo que preocupei e não alegrei

pelo que senti e não disse

queria escrever um poema à mãe

dizer da saudade dos afagos e ternuras

sentir o conforto da infância

viver o futuro que sonhaste

apagar as tristezas do caminho

as mágoas, dores e canseiras

queria escrever um poema à mãe

dizer palavras que nunca disse

escrever esta partilha de amor

lembrar os momentos protegidos

as admoestações benignas

mas nunca aprendi a dizer

amo-te mãe

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

2007 (ChronicAçores)

A morte, como já disse, por diversas ocasiões, é tabu na sociedade ocidental. Não se prepara para ela nem se aceita livremente quando chega. Prefiro a maneira de ser e de estar em conformidade com os ritos orientais. Toda a vida é experimentada tendo em mente que a morte é o passo seguinte, o fim, o objetivo primário. A vida é a fase transiente e passageira, e não um desfecho em si. Apenas a curta etapa, a passagem por esta orbe que diariamente os humanos destroem.

No taoismo, o Tao é mais do que um caminho, a fonte de tudo neste mundo. Ao seguir o caminho, os taoistas aspiram à união com o Tao, e, com as forças da natureza. Isso implica livrar-se de preocupações e apego ao mundo material para concentrar-se no caminho, alcançando equilíbrio e harmonia na vida e conquistando a paz que vem da compreensão. Diz-se dos que atingem o objetivo que serão imortais após a morte física.

será lembrada nos momentos bons antes e depois da minha diáspora e por estas imagens que recolhi ao acaso e constam do pdf

1941

1985

2002

2005

2013 90 anos

Digital

2017

1948

1973

1986

1951

1955

1958

1960

 

morreu ARNALDO TRINDADE, ORFEU DISCOS

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Foi hoje anunciada a morte, aos 89 anos, de Arnaldo Trindade, editor na indústria fonográfica das décadas de 1960, 1970 e 1980.
Criou a marcaz “Orfeu”.
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Jorge Graça

Nome grande da edição discográfica, tenho alguns velhos Lps da Orfeu.
Arnaldo Trindade (1935-2024)
Morreu Arnaldo Trindade, o sr. Orfeu, editor fundamental da música portuguesa
Pondo o seu arguto sentido comercial ao serviço das artes que mais amava, a música e a poesia, foi o fundador da editora Orfeu, casa de José Afonso ou Adriano Correia de Oliveira. Tinha 89 anos.
Descansa em Paz
(in Jornal O Publico)
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John Pilger: A Giant Muckraker Dies at 84 – This Can’t Be Happening!

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One of my three journalist mentors, John Pilger, died December 30, 2023, of pulmonary fibrosis. I first knew of his work when he covered the US’s aggressive dirty war (with Australia’s active support) against Vietnam-Cambodia-Laos when I was an anti-war activist in the United States. As Jeremy Corbyn wrote about him, “John gave a voice … Continue reading “John Pilger: A Giant Muckraker Dies at 84”

Source: John Pilger: A Giant Muckraker Dies at 84 – This Can’t Be Happening!

jorge gil fundador do em órbita morreu em 2019 esquecido

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No photo description available.
Que triste e chocada fiquei agora com esta notícia!
Um beijo muito grande à Manelicas e aos filhos.
(Copiado do mural da Maria Amélia Crespo.)
“Jorge Gil, fundador e ideólogo do “Em Órbita”, morreu na passada quarta feira, esquecido e ignorado.
Foi uma mente brilhante e desassossegada.
Produziu e realizou um dos melhores programas de rádio alguma vez feito em Portugal.
Foi meu privilégio ter colaborado nalguns outros projectos. Com ele aprendi, diverti, partilhei momentos hilariantes.
Nunca o esquecerei, Senhor Arquitecto Jorge Gil.”

Maria João Quadros, Fadista (1950-2023)

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Maria João Quadros
Fadista (1950-2023)
Nascida em Moçambique em 1950, Maria João Quadros tem vários discos editados e realizou inúmeros espetáculos, nomeadamente na sua casa de fados em Lisboa, a Casa da Mariquinhas.
Descansa em paz.
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SHANE MACGOWEN (1957 – 30 de Novembro 2023 )

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SHANE MACGOWEN (1957 – 30 de Novembro 2023 )
Mas quem é que gostava de Shane MacGowen e dos The Pogues? Eu gostava, imenso! Há tantos anos…
A melhor voz de bagaço de sempre. Chamar voz de bagaço, já é uma forma simpática de classificar aquele tom. A bem dizer, a melhor voz de todo o álcool do mundo e de tudo o que a doença, o vício, a dependência, a maldição arrasta consigo. Toda a imagem mais drástica e mais cruel que alguém, ainda por cima alguém exposto ao mundo artístico, pode apresentar. E não direi apenas a imagem física – porque essa ainda é o menos – mas a imagem mental, essa soberana imagem da filosofia do “estoumenastintismo” que não é para toda a gente.
Shane MacGowen personificou e desempenhou com a maior consciência possível essa imagem badalhoca, mas verdadeira, … é assim e?, eu quero é escrever músicas e cantar, gostam, gostam, não gostam, paciência…
Não estou a glorificar o tipo de personalidade sujeita a semelhantes desgraças.
Afundado, mergulhado, agarrado às suas bóias de salvação terrena – álcool e drogas duras – compôs música e poemas inesquecíveis.
O poeta e compositor nascido em Inglaterra, filho de pais irlandeses, o autor de “Fairy Tale of New York” essa simplicidade lírica convertida em música ou “Dirty Old Town”, a que mais vezes ouvi e a que mais gosto. Não tem nada de especial, é uma musiquita para se ouvir ao longe, muito ao longe quando caminhamos por uma vereda, dessas mais silenciosas que têm as densidades verdes das florestas a crescer. Ouve-se e pensa-se «que fácil, eu faria melhor…» mas não.
Cada um faz as suas coisinhas. Shane MacGowen, cá ficas na minha floresta.
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Joao Pedro Ruivo

Que texto extraordinário minha prima!!!
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Cristina Carvalho

Joao Pedro Ruivo Meu primo, deixo-te já aqui o convite para o meu novo livro. Muito obrigada, meu querido primo, pela tua apreciação a este meu texto.
May be an image of 1 person and text that says "RELÓGIOD'ÁGUA Convite A Autora a Relógio D' Água Editores convidam para CRISTINA CARVALHO PAULA REGO A LUz EA SOMBRA UMA FORMA DE OLHAR apresentação de Paula Rego Luz e a Sombra de Cristina Carvalho lançamento terá lugar no dia de Dezembro, quarta-feira pelas 18h00, na livraria da Casa do Comum do Bairro Alto, na Rua da Rosa, n.° 285, em Lisboa. o livro será apresentado por Ana Sousa Dias. Relógio D'Água Editores Rua Sylvio Rebelo, 1000-282 Lisboa relogiodagua@relogiodagua.pt"

morreu Kissinger

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Rui Pedro Antunes
Editor de Política
Enquanto dormia…
… morreu, aos 100 anos, Henry Kissinger, um dos mais poderosos diplomatas norte-americanos do pós-Guerra, com especial atividade durante a Guerra Fria, como conta a Filomena Martins. Kissinger foi Secretário de Estado dos EUA — órgão correspondente a ministro dos Negócios Estrangeiros — dos presidentes Nixon e Ford, mas o seu poder foi muito para lá das funções executivas. A história de Kissinger cruzou-se muitas vezes com a de Portugal. Frank Carlucci, embaixador em Portugal no período revolucionário, contou numa entrevista ao Expresso em 2014 como o diplomata queria isolar o país por considerar que estava perdido para os comunistas. Por volta da mesma altura, em 1976, José Afonso dedicou-lhe uns versos pouco amigáveis na música Os Fantoches de Kissinger. O diplomata foi sempre um dos grandes impulsionadores e era o mais antigo membro do Grupo de Bilderberg. Pode ainda revisitar o ensaio de André Abrantes Amaral no centenário de Kissinger, o europeu ambíguo,bem como o programa E o Resto é História sobre o diplomata.

luto no automobilismo

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Jorge Cirne, esse carismático navegador 🏁
Dias depois da partida do Joaquim Moutinho, acabou por falecer mais uma figura importante da história dos Ralis em Portugal: Jorge Cirne, um dos mais conceituados navegadores dos anos 70.
De uma constante alegria e simpatia, Jorge Cirne fez a sua primeira prova em 1970, ao lado de Victor Colaço Marques, na quarta edição do Rally TAP.
Depois, em 1971, fez duas provas a navegar Conde Botelho, dando início a uma carreira onde ditou notas a alguns dos melhores pilotos nacionais da época: Francisco Santos, Jorge Alves, Américo Nunes, Mário Silva e Giovanni Salvi foram alguns dos pilotos com os quais fez equipa, em quase meia centena de provas.
Foi ao lado de Mário Silva, em 1980, c/ um Ford Escort RS que conseguiu o seu melhor resultado, o triunfo no Rali James/Póvoa do Varzim.
Até sempre e obgd Jorge Cirne!
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Zé Catalao

Uma geração da história de ouro do nosso automobilismo que vai desaparecendo, mas nunca se há de perde no tempo e será sempre recordado. 🙏👏👏🇵🇹
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Pinhas Piloto

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Perdemos mais um dos grandes nomes do nosso desporto.
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morreu LUÍS AGUILAR (CANADÁ)

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FALECIMENTO DE LUÍS AGUILAR (1951-2023)
Informo todos os nossos amigo(a)s e conhecido(a)s que o nosso querido LUÍS AGUILAR faleceu hoje, dia 23 de Novembro, em Montreal (Canadá) às 10h13.
Dia 8 de junho, caiu na rua e partiu a anca direita. Foi operado. Seguiu-se a ablação da vesícula, que provocou infeção atrás de infeção.
Esta manhã, depois de ter perdido as forças físicas devido a uma hospitalização prolongada de 5 meses e meio, o corpo perdeu a guerra contra a mente/espírito.
O Luís lutou, lutou, lutou. Sou testemunha do quanto ele quis viver ainda, pois estive com ele ao longo de todos os dias.
Meu querido Luís até ao nosso reencontro, o teu sofrimento terminou. Partiste em paz e rodeado de amor. Onde estiveres, eu estarei SEMPRE contigo.
Gratos eternamente, eu e o Luís a quem nos acompanhou e deu-nos forças para lutar contra tanta adversidade.
Vitália de Aguilar
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MORREU O ENCENADOR CARLOS AVILEZ

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MORREU O ENCENADOR CARLOS AVILEZ
Morreu o encenador e ator Carlos Avilez, fundador do Teatro Experimental de Cascais
O encenador e ator Carlos Avilez, faleceu hoje, aos 88 anos, vítima de paragem cardio-respiratória, no Hospital de Cascais, disse à agência Lusa fonte do Teatro Experimental de Cascais, do qual foi um dos fundadores.
De acordo com a mesma fonte, Carlos Avilez deu entrada na terça-feira no Hospital de Cascais com uma indisposição, e viria a falecer cerca das 02:00 da madrugada de hoje naquela unidade hospitalar.
Carlos Vitor Machado, mais conhecido por Carlos Avilez, nasceu em 1935, como confirma o Teatro Experimental de Cascais, e estreou-se profissionalmente como ator em 1956, na Companhia Amélia Rey Colaço – Robles Monteiro, onde permaneceu até 1963.
Com uma vida dedicada ao teatro, foi um dos fundadores do Teatro Experimental de Cascais (TEC), que completou 58 anos de existência a 13 de novembro último.
“O TEC está muito consternado com o falecimento desta figura notável do teatro. Ele estava com a saúde fragilizada, mas continuou sempre com muita vontade de trabalhar, porque ainda encenou a peça ‘Electra’, que estreou a 18 de novembro”, segundo a mesma fonte.
Esta última peça encenada por Avilez, a partir da trilogia “Electra e os fantasmas”, de Eugene O’Neill – a 177.ª produção do Teatro Experimental de Cascais — estreou-se no auditório Academia Artes do Estoril, no Monte Estoril, Cascais, a 18 de novembro, e ficará em cena até 17 de dezembro.
Carlos Avilez foi presidente do Instituto de Artes Cénicas, diretor do Teatro Nacional S. João, no Porto, e diretor do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, tendo fundado a Escola Profissional de Teatro de Cascais, a cuja direção pertencia, integrando, também, o corpo docente.
Em 1964, dirigiu o Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra (CITAC), trabalhou com o ator Raúl Solnado no Teatro Villaret, em Lisboa, e em 1970 foi diretor artístico e responsável pelo dia consagrado a Portugal na Expo’70 em Osaka, no Japão.
Em 1979 foi nomeado, juntamente com Amélia Rey Colaço, diretor da Companhia Nacional de Teatro I – Teatro Popular, então sediada no Teatro São Luiz, em Lisboa.
Trabalhou em França com Peter Brook e na Polónia com Jerzi Grotowsky, e, além de teatro, encenou várias óperas entre as quais “Carmen”, “Contos de Hoffmann”, “As Variedades de Proteu”, “O Capote”, “Inês de Castro”, “O Barbeiro de Sevilha” e “Madame Butterfly”.
Foi agraciado com a Ordem do Infante D. Henrique em 1995 e com as Medalhas de Mérito Municipal da Câmara Municipal de Cascais, de Mérito Cultural da Secretaria de Estado da Cultura e da Associação 25 de Abril.
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Elvira Fernandes

Nas artes, como na vida, de vez em quando recebemos uma boa notícia, mas todos os dias recebemos uma má notícia!
Os meus pêsames à família e a todos os que trabalhavam com ele.