Arquivo da Categoria: sociedade consumidor TRIVIA INSOLITO

Morreu Ennio Morricone. Compôs as mais belas bandas sonoras do cinema – DN

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O músico e compositor tinha 91 anos. Vencedor de um Óscar, foi autor das bandas sonoras de filmes como “Aconteceu no Oeste”, “O Bom, o Mau e o Vilão” ou “Cinema Paraíso”.

Source: Morreu Ennio Morricone. Compôs as mais belas bandas sonoras do cinema – DN

jovens mimados

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Mendo Henriques
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A sociedade está feita para satisfazer toda e cada e cada uma das nossas necessidades, exceto a mais importante de todas: a necessidade de que a vida faça sentido. E quando na nossa vida não há sentido à vista, matamo-nos, aos poucos ou de uma vez só
Viktor Frankl, sobrevivente de Auschwitz

Quem primeiro me falou em Frankl há muitos anos foi o dr. Pedro Cunha que foi Secretário de estado de Roberto Carneiro. Dele herdei uma disciplina a leccionar na Universidade.
Desde então,

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Dr. Viktor Frankl fala sobre a falta de sentido entre os jovens na sociedade moderna. Tradução: Rita. Revisão: Gabriel. Ajude-nos a continuar: https://apoia….

tenho escrito muito sobre este tema e extraio aqui excertos de uma crónica de 2006…

11.10.ADOLESCENTES, 19 MAIO 2006 CRÓNICA 20.

A maioria dos pais de jovens e adolescentes costuma enfrentar a situação desconcertante de terem filhos que, por um lado, se comportam irresponsavelmente sem dar importância às coisas que teoricamente lhes deveriam interessar e, por outro lado, se manifestam devastados pelo peso dos estudos, pela incerteza do futuro ou por pequenos reveses. Em vários aspetos da vida parece que nasceram sabendo tudo mas são incapazes de enfrentarem minúsculos contratempos. Estou deprimido, é uma das expressões mais constantes nesta geração paradoxal. Inconsciência crónica com um excesso de preocupações. Da banalidade despreocupada à angústia paralisante. Como é possível, que jovens tão pouco dados a levar a vida a sério se tornem em vítimas quando veem as coisas malparadas. Estarão a exagerar? Não se tratará dum estratagema de autodesculpa, um recurso para obterem compaixão e evitarem terem de atuar como é costume? Tudo leva a crer que não é assim. Poucas vezes se trata de excesso de birras e de espavento de crianças malcriadas tentando comover os adultos assustadiços a fim de conseguirem levar a sua avante.

Aumentou substancialmente na última década o número de consultas de adolescentes nos serviços de urgência psiquiátrica. Num hospital de Barcelona as estatísticas indicam em primeiro lugar as alterações de conduta, seguidas das crises de ansiedade com quase 25% do total de casos. Se a estes acrescentarmos os 15% de tentativas de suicídio teremos de admitir que se trata dum problema grave e crescente.

Trata-se, de facto, de intolerância à frustração. Muitos jovens não aguentam os revezes pois não foram treinados para os enfrentarem. Nasceram sobreprotegidos, acostumados a conseguirem da família mais próxima tudo o que querem, falta-lhes a experiência de sentirem necessidades ou de passarem pela penúria, carecendo de defesas face às dificuldades. Já se disse e redisse à saciedade, e com um certo fundamento, que os pais das últimas décadas criaram inválidos sem recursos para enfrentarem um mundo, regido pela competitividade e elevados padrões de exigência, quer a nível laboral quer profissional, nas relações interpessoais e integração social. Os adolescentes naufragam no trajeto entre a infância almofadada que nada lhes exigiu e um futuro eriçado de obstáculos. A geração paterna apenas tem a perpetuação desse estereótipo. A sobreproteção e a permissividade excessivas criaram jovens dependentes, sem autonomia quando se trata de fazer planos, de tomar decisões maduras e de confrontarem os próprios problemas.

Não será totalmente justo adotar o discurso de serem os pais culpados como acontece com os diagnósticos sobre o mal-estar da juventude e a desventura da adolescência. As famílias apenas em parte são culpadas da irresponsabilidade dos filhos que pagam com angústias a sua vida mole e não adianta colocar mais esse peso nos ombros dos pais. Eles atuaram movidos pelo carinho mesmo que revestido de formas erradas. A maioria dos jovens deprimidos deixou de buscar apoio e cumplicidade nos amigos como acontecia, quando se refugiavam dos pais cheios de defeitos, mas mais eficazes a gerirem a segurança emocional que é necessária nesses momentos.

Muitos especialistas concordam, as causas da intolerância e da frustração nos jovens estão intimamente ligadas aos valores propugnados pelos meios de comunicação. Quando, desde a nascença, um jovem recebe através da TV, mensagens, não é descabido pensar que alguém os incapacitou para enfrentar a dura realidade e esse alguém não foi nem o pai nem a mãe, incapazes de negarem os seus caprichos, mas os meios de comunicação capazes de enganar e de manipular as mentes dos recetores consumidores.

A televisão (ou a publicidade que dirige como soberana implacável os conteúdos e as formas das mensagens) é o agente principal da frustração. Que capacidades de enfrentar os problemas terão os que nos anos mais recetivos da vida foram metralhados com promessas de felicidade virtual, de satisfação através do consumo, de êxito imediato, com visões da vida pintada como um show de diversões que nunca termina? O discurso mediático e mercantil alimenta uma falta de maturidade que só se revela quando a realidade nua e crua mostra a sua face e o jovem constata que nada é como lhe disseram, criando um desajustamento causador de insatisfação e ansiedade extrema.

Assim como nos anos 60 e 70 se falava da geração rebelde, nos anos 90 foi a geração Prozac, agora podemos ter chegado à da frustração. Nem poderia ser doutra forma, mas a evidência não resolve o problema nem serve de consolo. Quando os adolescentes dizem que estão agoniados e deprimidos estão a falar a sério, sofrendo mais do que possamos imaginar. E convém fazer constatações mais comezinhas. A atual geração não passou em termos de privações familiares como a geração de “baby boomers” no pós-guerra (entenda-se 2ª Grande Guerra) a que pertenço. A geração rebelde que no fim dos anos 60 se revoltava contra o status quo na França e a guerra colonial em Portugal tinha algo contra que lutar. Vivia melhor que a geração dos pais em termos de conforto e de posses económicas, mas era arrastada para projetos militares que nada lhes diziam e aos quais se opunham. Queriam tomar parte na construção da História em vez de serem arrastados como nota de rodapé para ela tal como acontecera aos seus pais.

Depois chegou o 25 de abril e as liberdades misturaram-se com as libertinagens e os jovens dos anos 70 e 80 nasceram com o rei na barriga, tudo era permitido e nada era proibido, podiam almejar a uma sociedade sem classes com acesso ilimitado a todos os bens e seriam felizes para todo o sempre. As crises económicas que atravessaram o mundo não se fizeram sentir na Europa Ocidental (exceção feita à crise do petróleo de 1972) e a máquina da publicidade assenhoreou-se da televisão e demais órgãos de comunicação social moldando aquilo que hoje temos em casa ou que dela saíram há pouco. Por mais que lhes tenhamos dito que a vida era feita de sacrifícios eles não passaram pelas nossas experiências dolorosas, nem as viram nem as sentiram. Frequentar uma universidade não era um apanágio de elites, nem mesmo frequentar universidades privadas era já considerado elitista. Os cursos facilitaram o acesso a canudos que tinham a fama de servirem para distinguir entre os que vencem na vida e os outros, embora na prática começasse a ser diferente.

Numa conferência sobre educação e conflitos de gerações, o médico inglês Ronald Gibson começou citando quatro frases:

1) A nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, troça da autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Os nossos filhos são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem aos pais e são simplesmente maus.

2) Não tenho nenhuma esperança no futuro do nosso país se a juventude de hoje tomar o poder amanhã, porque essa juventude é insuportável, desenfreada, simplesmente horrível.

3) O nosso mundo atingiu o ponto crítico. Os filhos não ouvem os seus pais. O fim do mundo não pode estar muito longe.

4) Esta juventude está estragada até ao fundo do coração. Os jovens são malfeitores e preguiçosos. Jamais serão como a juventude de antigamente. A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura.

Após ter lido as citações, ficou satisfeito com a aprovação dos espetadores. Então, revelou a origem:

– A primeira é de Sócrates (470-399 a.C.)

– A segunda é de Hesíodo (720 a.C.)

– A terceira é de um sacerdote do ano 2.000 a.C.

– E a quarta foi escrita num vaso de argila nas ruínas da Babilónia (atual Bagdad) com mais de 4.000 anos de existência.

Aos que são pais: RELAXEM, POIS SEMPRE FOI ASSIM… GRAÇAS A DEUS!

As classes sociais esbateram-se e o grande fosso, entre os que tinham e os que não tinham, passou a ser uma memória do passado. Claro que como pais fizemos o que nos competia dando o máximo de bens materiais aos filhos, já que no nosso tempo não tínhamos tido livre acesso aos mesmos. Aproveitámos também para nos rodearmos desses mesmos bens e deixamos de poder viver sem eles. Parecia uma sociedade de abundância e não haver limite ao que os nossos filhos podiam aspirar a ter, a pressão dos pares a nível social e movida pela insaciável máquina da publicidade ajudou a comprar tudo e mais alguma coisa. Só que quando a árvore das patacas seca, i.e., quando os filhos saem de casa dão-se conta que as pequenas coisas têm um custo e a vida está feita de pequenas coisas, o que os irrita profundamente porque quando chega a altura das grandes coisas já não há dinheiro para nada.

Como crianças mimadas em vez de lutarem por trabalhar mais e ganhar mais, queixam-se, entram em depressão apática e sofrem na inação e deprimem-se anda mais. Para eles tudo é um direito divino que compete aos pais satisfazer e quando estes não podem ou não continuam a alimentar a ilusória vida fácil, sentem-se traídos pela sociedade e pela família. Mas o que eles não sabem é que um dia irão ter de pagar pelas dívidas que o mundo e a sociedade dos seus pais lhes deixaram, porque só então teriam razão para se sentirem deprimidos, mas ainda não chegaram lá e não se preocupam. Parece a história deste país que habito, mas não é.

QUEREM MATAR O HUMOR

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Escrevi há 11 anos: (CRÓNICA 49, PICO, 13 janeiro 2008)

“Ter humor é possuir a capacidade de perceber a discrepância entre duas realidades: entre os factos (brutos) e o sonho, entre as limitações do sistema e o poder da fantasia criadora. No humor ocorre um sentimento de alívio face às limitações da existência e até das próprias tragédias. O humor é sinal da transcendência do ser humano que sempre pode estar para além de qualquer situação. O humor é libertador. Por isso sorrir e ter humor sobre o que nos rodeia, sobre a violência com a qual a sociedade e as suas regras limitadoras nos pretendem submeter, é uma forma de nos opormos a ela. Somente aquele que é capaz de relativizar as coisas mais sérias, embora as assuma, pode ter bom humor. O maior inimigo do humor é o fundamentalista e o dogmático. Ninguém viu um terrorista sorrir ou um severo conservador cristão esboçar um sorriso. Geralmente são tão tristes como se fossem ao seu próprio enterro. Basta ver os seus rostos crispados. Como afirmava Nietzsche, “festejar é poder dizer: sejam bem-vindas todas as coisas”. Pela festa o ser humano rompe o ritmo monótono do quotidiano. Façamos uma festa…!

da próxima virão por si, virão buscá-lo

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Para se pensar !

Quando vieram ….
Quando vieram contra os negros,
eu não era negro e não fiz nada.
Quando vieram contra os favelados,
eu não era favelado, não fiz nada.
Quando vieram contra os homossexuais,
eu não era homossexual e não fiz nada.
Quando vieram contra as mulheres,
eu não era mulher e não fiz nada.
Quando vieram contra os analfabetos,
eu não era analfabeto, não fiz nada.
Quando vieram contra os pobres,
eu não era pobre e não fiz nada.
Quando vieram contra os aleijados,
eu não era aleijado e não fiz nada.
Quando vieram contra os outros,
o assunto não me dizia respeito e
não fiz nada.
Quando vieram contra mim,
ninguém me defendeu.
Quem não é vitima de discriminação e abuso
sempre pensará que o sofrimento do outro não é
grande coisa, que é exagero.
Alguns acham que discriminação
nem existe, que não existe discriminação contra
negros, contra mulheres, contra homossexuais,
aleijados, favelados, pobres…
Assim seguimos e fazemos todos os dias,
desprezamos ou diminuímos
o sofrimento alheio.
Não dando atenção à dor do outro nos
condenamos a sofrermos em silêncio, a
sofrermos sozinhos a nossa própria dor.
O preconceito só existe porque o silêncio
favorece os opressores.
Quem, acovardado, se omite,
concorda com o abuso.
Quem concorda com o abuso,
será abusado ouvindo o silêncio cúmplice dos
outros.
E tudo parece muito normal,
tão normal quanto sofrido e solitário.
Aquelas frases acima poderiam ser
reescritas assim?
Quando vieram contra os negros,
eu não era negro e não fiz nada e,
calado, também eu era contra os negros.
Quando vieram contra os homossexuais,
eu não era homossexual e não fiz nada e, calado,
também eu era contra os homossexuais.
Quando vieram contra as mulheres,
eu não era mulher e não fiz nada e,
calado, também eu era contra as mulheres.
Quando vieram contra os analfabetos, eu não era
analfabeto, não fiz nada e, calado, também eu era
contra os analfabetos.
Quando vieram contra os favelados, eu não era
favelado, não fiz nada e, calado, também eu era contra
os favelados.
Quando vieram contra os pobres, eu não era pobre
e não fiz nada e, calado, também eu era contra os
pobres.
Quando vieram contra os aleijados,
eu não era aleijado e não fiz nada e,
calado, também eu era contra os aleijados.
Quando vieram contra mim, ninguém me
defendeu, usaram o silêncio e a indiferença
para apoiar meus inimigos.
Uma lição a ser aprendida:
o que nos faz iguais é que somos, todos,
diferentes uns dos outros.
De onde vem o medo de ser diferente?
Do silêncio?

(Inspirado no documentário: “Olhos azuis” de Jane Elliott)

Porquê? Pense nisso.

 

in chronicaçores

10.12. DO ENSINO AO JORNALISMO, CRIAMOS UMA MASSA CINZENTA DE CARNEIROS AMESTRADOS crónica 47 novembro 2007

É sempre Dia dos Namorados em Sissinghurst, o jardim que uniu um casal em que ninguém acreditava | Icon Design | EL PAÍS Brasil

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Uma história de respeito, liberdade, poliamor e a importância de um projeto comum

Source: É sempre Dia dos Namorados em Sissinghurst, o jardim que uniu um casal em que ninguém acreditava | Icon Design | EL PAÍS Brasil

in memoriam STANLEY HO J SEVERINO

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M – 99 – 99

Ao sair do pódio em 1983 depois de conquistar o 3º lugar numa corrida do Grande Prémio de Macau recebi um aperto de mão de Stanley Ho a dar-me os parabéns. Disse-lhe naquele momento que o que me daria satisfação era guiar um dia o seu Rolls-Royce com a matrícula M – 99 – 99 e o magnata dos casinos respondeu-me: “Porque não? Combine com o Morais Alves (seu braço-direito para os assuntos portugueses) e pode dar uma volta”. A satisfação concluiu-se. Na guerra do ópio, Stanley Ho ficou rico. Com mais uns comparsas abriu um casino, e outro e outro.
Macau tudo lhe deve.
Conversei várias vezes sobre ele e no livro biográfico que terminei recentemente de escrever insiro deste homem vários detalhes, que tão amigo foi dos portugueses e de Portugal. Todos os jornais, rádio, televisão, centro cultural, aeroporto, transportes marítimos para Hong Kong, prédios de habitação económica, museus, exposições, festas do Grande Prémio, do Barco-Dragão, Fogo de Artifício, lares de idosos, associações de reformados, associações de funcionários públicos, associações chinesas de todo o género, material para os hospitais, hotéis, tudo, tudo em Macau Stanley Ho contribuiu com o seu dinheiro. Um dia disse-me: “Sou muito rico, um dia morro e não levo nada disto”. Morreu hoje Stanley Ho. Paz à sua alma e condolências aos familiares.
Macau e Portugal estão de luto. Em Portugal comprou uma herdade no Alentejo, comprou vinhos em Colares, geriu os casinos do Estoril, de Lisboa e da Póvoa de Varzim. Teve os mais diversos colaboradores, uns ajudaram a promover a sua imagem, mas outros só o enganaram e roubaram. Teve advogados em grande número. Alguns foram-lhe leais, outros correu com eles por serem uns aldrabões.
Stanley Ho foi um homem único. Multimilionário, mas um bom coração que soube sempre respeitar a sua mulher macaense. A primeira de quatro mulheres que teve e 17 filhos. Todos tiveram tudo o que queriam e alguns andam hoje a discutir a enorme herança.
Os governadores de Macau foram as pessoas que melhor conheceram Stanley Ho. Ele pedia isto e aquilo, mas sabia recompensar. Até deixou criar por um oportunista uma fundação com dinheiros resultantes de um polémico contrato de jogos. Não quero deixar aqui escrito as centenas de portugueses que enriqueceram à custa de Stanley Ho, mas um jornalista em Macau que passa o tempo a publicar livros sobre individualidades de Macau, quero ver se tem a coragem de escrever a biografia de Stanley Ho, mas, com todas as verdades e com os nomes daqueles que passaram o tempo a chular o magnata.
A propósito do seu antigo Rolls-Royce e da matrícula com os números 99, número 9 que significa dinheiro, a verdade é que não existe nenhum dos muitos carros com o número 99 em Macau que não sejam de Stanley Ho.
Falta dizer-vos uma coisa: Em 20 anos de Macau cheguei a odiar a classe dos jornalistas, porque o entrevistavam a troco de muito dinheiro.

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Comments
  • José Cristóvão Só uma nota: quem fundou o Casino Estoril foi Fausto de Figueiredo, cuja estátua ainda hoje se encontra no jardim em frente ao Casino.

O ARQUITETO RIBEIRO TELLES NÃO MORREU

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Parabéns ao Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles e obituário prematuro

Faz hoje 98 anos Ribeiro Telles, Mestre a quem tanto devo pela amizade com que me honra e pelas lições que recebi de como uma comunidade liga pessoas, terra, história e futuro

Pelas 09.00, o jornal Observador deu a falsa notícia de que falecera, notícia desmentida pelas 10h00. Que jornalismo….
“As notícias da minha morte foram exageradas” escreveu Mark Twain quando lhe sucedeu algo de semelhante
(Na foto em 2019)

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o medo: Chegam tarde, mas são sempre bem vindos – ECO

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Agora que decidiram juntar-se a quem respeita o medo e por isso não o nega, mas não o promove, sejam verdadeiramente bem vindos, que o que aí está não vai ser nenhuma brincadeira.

Source: Chegam tarde, mas são sempre bem vindos – ECO

MORREU LITTLE RICHARD

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o primeiro 45 rpm que comprei era dele…..

Little Richard, um dos pioneiros do rock’n’roll, morre aos 87 anos, diz revista

Segundo a Rolling Stone,

Danny Penniman, filho do artista, confirmou a morte, mas disse que a causa é desconhecida.
Por G1

09/05/2020 11h20 Atualizado há 2 minutos

Little Richard, um dos pioneiros do rock’n’roll, morreu aos 87 anos.

Danny Penniman, filho do músico, confirmou a morte para a revista Rolling Stone, mas disse que a causa é desconhecida.

O artista já estava com a saúde bastante debilitada havia alguns anos, sofrendo com problemas no quadril, além de ter sofrido um derrame.

Nascido em 5 de dezembro de 1932, em Macon, na Geórgia, Richard Wayne Penniman (nome de batismos) iniciou seu envolvimento com a música ainda na adolescência, na década de 1940.

Ele foi responsável por hits como “Tutti Frutti”, “Long Tall Sally”, “Rip It Up” , “Lucille”, “Good Golly Miss Molly”, entre outros.

Ao longo da carreira, realizou uma série de gravações que ajudaram a estabelecer o rock’n’roll e a influenciar um série de outros artistas. Com fãs ilustres, como Elton John e Paul McCartney, o músico era também conhecido por seu estilo extravagente durante suas performances, que iam dos gritos fervorosos aos trajes coloridos e vibrantes.

O artista anunciou sua aposentadoria em 2013 aos 80 anos.

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DIA DA MÃE É QUANDO A GENTE QUER 3

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ao longo dos anos houve momentos em que escrevi palavras dedicadas à minha mãe… hoje, é a data arbitráriamente definida como o dia da mãe (como cota que sou continuo a preferir o 8 de dezembro…) mas aqui ficam as minhas homenagens

569. mãe Bi (nos 90 anos da mãe Beatriz), 20 mar 2013

na leveza de três letras

se mede a palavra mãe

não se inventou ainda

o peso que a palavra tem

certa ou errada mãe

é sinónimo de amor e sabedoria

força oculta que nos protege

anima, perdoa e castiga

tudo foi escrito já

nada mais há a dizer

na certeza de três letras

se soletra a palavra mãe

não se inventou ainda

o amor que a palavra tem

feliz de nós que assistimos

às tuas nove décadas

dezoito lustros e cinco netos

fica connosco mais um pouco

para acabares as lições

que ainda não aprendemos

 

………………………………………………………………

582. dia da mãe #1, 5 maio 2013

8 de dezembro é o meu dia da mãe

mas calendários mudam-nos os políticos

e mandam que seja hoje

contrariado, obedeço

para te dizer, mãe,

errei quando te dizia

não pedi para ser nascido

bem hajas por isso

valeu a pena ter vivido

em 90 anos assististe a muita dor

preocupações, canseiras e desgostos

mas feliz de mim que ainda te dei

netos, alegrias e vitórias

livros, colóquios e memórias

fica connosco para partilhares

mais sonhos que tenho para te dar

 

 


647. Dia da mãe fora de prazo, 4 maio 2014

queria escrever um poema à mãe

neste dia que decretaram ser dia dela

mas não consigo esquecer o 8 dezembro

e aliás é dia da mãe todo o santo dia

queria escrever um poema à mãe

a pedir desculpa pelo que fiz

pelo que não disse e devia

pelo que preocupei e não alegrei

pelo que senti e não disse

queria escrever um poema à mãe

dizer da saudade dos afagos e ternuras

sentir o conforto da infância

viver o futuro que sonhaste

apagar as tristezas do caminho

as mágoas, dores e canseiras

queria escrever um poema à mãe

dizer palavras que nunca disse

escrever esta partilha de amor

lembrar os momentos protegidos

as admoestações benignas

mas nunca aprendi a dizer

amo-te mãe

 


 

desde o 1º dia que eu avisei….Au nom du coronavirus, l’État met en place la société de contrôle

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Couvre-feux, contrôles policiers multiples, toute-puissance de l’administration, emballement de l’industrie technosécuritaire : la pandémie de Covid-19 se traduit, en France, par un contrôle accru des populations, suspectées par principe de ne pas participer à la « guerre » contre le virus. « Nous ne renoncerons à rien, surtout pas à rire, à chanter, à penser, à aimer, surtout pas aux terrasses, aux salles de concert, aux fêtes de soir d’été, surtout pas à la liberté », affirmait Emmanuel Macron le 11 mars (…)

Source: Au nom du coronavirus, l’État met en place la société de contrôle