Gaspar Frutuoso. O Homem e a Obra. 500 anos

Views: 0

Favourites
Ontem foi lançado o livro “Gaspar Frutuoso. O Homem e a Obra. Nos 500 anos do nascimento do Doutor Gaspar Frutuoso” da autoria de Avelino de Freitas de Meneses e com chancela da Letras Lavadas.
+6
| C O N G R E S S O COMEMORATIVO DOS 500 ANOS DO NASCIMENTO DE GASPAR FRUTUOSO
__ Hoje, o Museu acolheu atividades inseridas no congresso Comemorativo dos 500 anos do nascimento de Gaspar Frutuoso, sob o título “Gaspar Frutuoso: diferentes olhares; novos debates” onde foram proferidos um conjunto de comunicações que visam (re)lembrar a vida, a obra e o tempo do ilustre cronista micaelense. Os participantes tiveram a oportunidade de visitar a exposição temporária “Gaspar Frutuoso, naturalista” e participar no lançamento do livro “Gaspar Frutuoso. O Homem e a Obra. Nos 500 anos do nascimento do Doutor Gaspar Frutuoso” da autoria de Avelino de Freitas de Meneses e com chancela da Letras Lavadas.
Ana Cláudia Oliveira and 3 others
Like

Comment
Share

CAPELINHOS. O Farol «oscilava de uma forma assustadora» | Faial Global

Views: 0

Diário do Vulcão

Source: CAPELINHOS. O Farol «oscilava de uma forma assustadora» | Faial Global

que beleza a Idade >Média..

Views: 0

Na Idade Média, não havia escovas de dente, perfumes, desodorantes e muito menos papel higiênico. Excremento humano era jogado das janelas do palácio.
Num dia de festa, a cozinha do palácio podia preparar um banquete para 1500 pessoas, sem a mínima higiene.
Nos filmes de hoje, vemos pessoas daquela época se sacudindo ou se abanando.
A explicação não está no calor, mas no mau cheiro que exalavam sob as saias (feitas de propósito para conter o cheiro das partes íntimas, já que não havia higiene). Também não era costume tomar banho devido ao frio e à quase inexistência de água corrente.
Só os nobres tinham lacaios para abaná-los, dissipar o mau cheiro que o corpo e a boca exalavam, além de afugentar os insetos.
Quem esteve em Versalhes admirou os imensos e belos jardins que, naquela época, não eram apenas contemplados, mas serviam de banheiro nas famosas baladas promovidas pela monarquia, por não haver banheiros.
Na Idade Média, a maioria dos casamentos acontecia em junho (para eles, o início do verão). O motivo é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; então, em junho, o cheiro das pessoas ainda era tolerável. Porém, como alguns cheiros já começavam a incomodar, as noivas carregavam buquês de flores perto do corpo para disfarçar o fedor. Daí a explicação da origem do buquê de noiva.
Os banhos eram feitos em uma única banheira enorme cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho em água limpa. Então, sem trocar a água, os demais chegaram à casa, por ordem de idade, mulheres, também por idade e, por fim, filhos. Os bebês eram os últimos a se banhar.
As vigas de madeira, que sustentavam os telhados das casa, eram o melhor lugar para os animais, cachorros, gatos, ratos e besouros, se aquecerem. Quando chovia, as goteiras obrigavam os animais a pularem no chão.
Quem tinha dinheiro tinha chapas de lata. Certos tipos de alimentos oxidam o material, fazendo com que muitas pessoas morram de envenenamento. Os hábitos de higiene da época eram terríveis. Os tomates, por serem ácidos, foram considerados venenosos por muito tempo, as xícaras de lata eram usadas para beber cerveja ou uísque; essa combinação às vezes deixava o indivíduo “no chão” (numa espécie de narcolepsia induzida pela mistura de bebida alcoólica com óxido de estanho).
Alguém andando na rua pensaria que ele estava morto, então eles recolhiam o corpo e se preparavam para o funeral. Em seguida, o corpo era colocado na mesa da cozinha por alguns dias e a família observava, comia, bebia e esperava para ver se o morto acordava ou não.
A Inglaterra é um país pequeno, onde nem sempre havia um lugar para enterrar todos os mortos. Os caixões foram então abertos, os ossos removidos, colocados em ossários e a tumba foi usada para outro cadáver. Às vezes, ao abrir os caixões, percebia-se que havia arranhões nas tampas internas, indicando que o morto havia, de fato, sido enterrado vivo.
Assim, ao fechar o caixão, surgiu a ideia de amarrar uma alça do pulso do falecido, passando-a por um orifício feito no caixão e amarrando-a a uma campainha. Após o enterro, alguém foi deixado de plantão ao lado do túmulo por alguns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria soar a campainha. E seria “salvo pelo gongo”, que é uma expressão popular que usamos até hoje.
Douglas Brizzante
May be art of 1 person
Livecon Consórcios, Rafa confeiteira. and 21K others
13K shares
Like

Comment
Share

lagoa (açores) liberta escravos 1522

Views: 0

VILA DE LAGOA-AÇORES.
LIBERTAÇÃO DE ESCRAVAS
E ESCRAVOS
ALVARÁ EM 11 DE ABRIL 1522
Segundo Drº Gaspar Frutuoso livro IV Saudades da Terra.
ANTÓNIO LOPES DE FARIA.
Cavaleiro fidalgo professo da Ordem de Santiago e irmão da Misericórdia de Ponta Delgada, memposteiro-mór dos cativos de toda a ilha de São Miguel.Tinha muios escravos e escravas que em testamento deu carta de alforria a todos/as.Ajudou toda a ilha aos pobres pois tinha propriedades em todo o lado deixou ao seu sobrinho tudo numa condição de não servir senhores fidalgos nem El-rey nem de Capitães Donatários nem fiadores de tais.
O Tabelião Francisco Pires Teixeira a 3 de Janeiro de 1583 sendo seu sobrinho estamenteiro e herdeiro Pedro Faria.
Frutuoso continua: Era tido como o pai de toda a Vila.
No photo description available.
7
Like

Comment
0 comments

ESTRANHO HARÉM

Views: 0

Algumas dessas imagens podem ser vistas pela rede, mas sem seu histórico. Eu quero te contar do meu jeito.

Harém, é a ideia de 1001 Noites e de um soberano que tinha ao seu redor muitas mulheres bonitas e esplendidamente vestidas.

No entanto, surgiram imagens da realidade que contradizem ligeiramente as nossas ideias.

Shah Naser al-Din Shah Qajar, que governou a Pérsia de 1848 a 1896, recebeu uma câmera de presente da rainha da Inglaterra e começou a tirar fotografias. Ele nos deixou muitos testemunhos sobre a condição de um harém.

Na época era proibido fotografar pessoas e principalmente rostos de mulheres.

O governante foi capaz de ignorar isso… porque ele era o governante.

Ele fotografava tudo o que podia colocar em suas mãos e até tinha uma câmara escura em seu palácio.

Ele tinha cem esposas.

À direita na foto abaixo está uma de suas mulheres favoritas.

Dizem que não eram mulheres e que nosso herói tinha uma disposição especial.

Mas não consegui encontrar mais nada sobre isso.

E então, havia as crianças, certo?

Seu ideal de beleza era um pouco diferente.

No entanto, se olho para as mãos e os pés, sem dúvida me parecem mulheres.

As mulheres também parecem diferentes da nossa imaginação, porque elas não parecem mulheres submissas.

Eles parecem confiantes.

Mulheres realmente especiais.

Coisa muito estranha, mas dada a proibição de fotografar não temos comparação com outras mulheres.

Elas também teriam tido relações sexuais um com o outro.

Possível 🙂

O Xá tinha visto um balé quando estava na Rússia e, portanto, adorava quando suas esposas usavam saias de dança russas.

Algum tipo de fetiche, talvez.

Esses vestidos me lembram os trajes folclóricos russos.

Imagens fascinantes, eu acho, mesmo que leve algum tempo para nossos olhos se acostumarem.


Obrigado por ler! 🙂

Referência/Autor

Luise

155
3
13
13 comentários de

Pedro Flynn

e mais

Carlota Joaquina, a rainha ninfomaníaca que criou a caipirinha

Views: 0

Carlota Joaquina, a rainha que tinha sede de poder, inventou a caipirinha para matar a sede. Contudo, o seu apetite sexual fez história.

Source: Carlota Joaquina, a rainha ninfomaníaca que criou a caipirinha

These Vintage Hygiene Practices Are the Very Opposite of Clean

Views: 1

Snail Slime for Sore Throats We put together a list of some old hygiene facts that would make anyone thankful they’re living in the modern age — even though some of these old hygiene habits are still in use! Check out the bizarre ways people used to get clean and overcome illnesses: some of these […]

Source: These Vintage Hygiene Practices Are the Very Opposite of Clean

Erupção vulcânica do Cabeço do Fogo aconteceu há 350 anos (Vídeo) Decorreu na freguesia da Praia do Norte, na ilha do Faial, e motivou a primeira grande emigração açoriana para a América do Sul.

Views: 1

Erupção vulcânica do Cabeço do Fogo aconteceu há 350 anos (Vídeo) – Local – RTP Açores – RTP

AS BARBAS DE DOM JOÃO DE CASTRO

Views: 1

Pode ser uma ilustração de uma ou mais pessoas e barba
“Vim a servir, não vim a comerciar ao Oriente”
LENDA DAS BARBAS DE DOM JOÃO DE CASTRO
Falar sobre as barbas de Dom João de Castro implica retroceder alguns séculos no tempo, para um contexto cultural que em dados aspectos nos poderá parecer significativamente estranho.
Dom João de Castro viveu na primeira metade do século XVI. Foram várias as suas aventuras dentro e fora do campo de batalha, até que numa dada altura se encontrou em Goa, na Índia, a tentar defender a cidade contra invasores.
Enquanto Vice-Rei da Índia, num determinado período da década de 1540 teve de resistir a uma série de investidas dos homens do Sultão de Cambaia (ou Guzarate). Numa dessas investidas à Fortaleza de Diu, numa armadilha às escondidas montada por uns quantos homens de forma isolada, deu-se o rebentamento de um baluarte. Tendo-se desmoronado a estrutura com a explosão, acabou essa por matar um dos filhos de D. João de Castro, que ali se encontrava enquanto soldado.
O Vice-Rei, ao saber da notícia, em vez de se fechar em casa como forma de luto, mandou repicar os sinos de todas as igrejas e, vestido galhardamente, saiu montado a cavalo dizendo que o seu filho não morrera mas que havia, isso sim, conquistado a palma [glória] de cavaleiro de forma valorosa.
Passado pouco tempo, chegou o fim do Verão e o cerco a Diu foi levantando pelos homens do Sultão. D. João de Castro teria de mandar reconstruir a Fortaleza para a mesma estar pronta quando chegasse o tempo quente e, com esse, novamente os homens do sultanato. Mas a penúria era o timbre que a ausência de moedas fazia vibrar.
Assim sendo, a 23 de Novembro de 1546 decidiu escrever uma carta para as pessoas mais importantes da cidade de Goa, pedindo-lhes um empréstimo para conseguir reconstruir esta fortaleza, que então estava quase completamente destruída. Escreveu por isso uma carta aos senhores mais poderosos de Goa, dizendo-lhes que embora governador do Reino de Portugal naquela parte do Império, não tinha dinheiro para reconstruir a Fortaleza e que precisava de o fazer para defesa de todos; não pedia que lhe dessem dinheiro mas que lho emprestassem. Para mostrar sua honra tentara arranjar o mais válido penhor: mandara desenterrar os ossos de seu filho recentemente falecido. Mas esses estavam num estado que não permitia que assim fossem enviados. Enviava-lhes por isso como penhor aquilo que mais de seu tinha e que demonstraria a veracidade das suas palavras e da sua vontade: enviava-lhes as suas próprias barbas.
A carta em questão merece ser citada aqui:
“Senhores Vereadores, Juízes e Povo da muito nobre e sempre leal cidade de Goa:
(…) Já agora me pareceo necessário não dissimular mais tempo, e dar-vos conta dos trabalhos em que fico, e pedir-vos ajuda para poder supprir, e remediar tamanhas cousas, como tenho entre as mãos; porque eu tenho a Fortaleza de Dio derribada até o cimento, sem se poder aproveitar hum só palmo de parede.
(…) Pelo que vos peço muito por mercê, que por quanto isto importa ao serviço del Rei Nosso Senhor, e por quanto cumpre a vossas honras, e lealdades, levardes avante vosso antigo costume, e grande virtude, que he acodirdes sempre ás estremas necessidades de Sua Alteza, como bons, e leaes vassallos seus, e pelo grande, e entranhavel amor, que a todos vos tenho, me queiraes emprestar vinte mil pardaos, os quaes vos prometto como Cavalleiro, e vos faço juramento dos Santos Evangelhos de vo-los mandar pagar antes de hum anno, posto que tenha, e me venhão de novo outras oppressões, e necessidades maiores, que das que ao presente estou cercado.
Eu mandei desenterrar D. Fernando meu filho, que os Mouros matarão nesta Fortaleza, peleijando por serviço de Deos, e dei Rei Nosso Senhor, para vos mandar empenhar os seus ossos, mas acharão-no de tal maneira, que não foi lícito ainda agora de o tirar da terra; pelo que me não ficou outro penhor, salvo as minhas próprias barbas, que vos aqui mando por Diogo Rodrigues de Azevedo; porque como já deveis ter sabido, eu não possuo ouro, nem prata, nem movel, nem cousa alguma de raiz, por onde vos possa segurar vossas fazendas, somente huma verdade secca, e breve, que me Nosso Senhor deo. Mas para que tenhais por mais certo vossos pagamentos, e não pareça a algumas pessoas, que por alguma maneira podem ficar sem elle como outras vezes aconteceo, vos mando aqui huma Provisão para o Thesoureiro de Goa, para que dos rendimentos dos Cavallos vos va pagando entregando toda a quantia que forem rendendo, até serdes pagos. E o modo que neste pagamento se deve ter o ordenareis lá com elle. (…)”
Na resposta à sua carta deram-lhe mais do que a necessária soma para a reconstrução da Fortaleza, enviando-lhe também de volta as suas barbas e dizendo-lhe que tão honrado penhor não seria necessário pelo amor que eles lhe tinham. A Fortaleza de Diu foi reconstruída e o Vice-Rei continuou a revelar os seus sucessos no viver e no resistir.
D. João de Castro chegou ao fim de seus dias ainda na Índia e na maior das misérias. São marcantes as suas últimas palavras:
“Não terei, Senhores, pejo de vos dizer, que ao Viso-Rei da Índia faltam nesta doença as comodidades, que acha nos hospitais o mais pobre soldado. Vim a servir, não vim a comerciar ao Oriente; a vós mesmos quis empenhar os ossos de meu filho, e empenhei os cabelos da barba, porque para vos assegurar, não tinha outras tapeçarias, nem baixelas. Hoje não houve nesta casa dinheiro com que se me comprasse uma galinha…”
E pouco, pouquíssimo tempo depois, teria apenas os braços do missionário Francisco Xavier, para neles morrer…
Para pagar a reconstrução da fortaleza, é certamente verdade que Dom João de Castro “penhorou” as suas agora-famosas barbas, como pode ser lido acima, mas fê-lo num sentido simbólico e oferecendo também, ao mesmo tempo, um pagamento parcial. Se for apresentada como aqui, a carta também nos permite compreender algo mais importante, o facto de tudo isto se tratar de uma questão de honra, i.e. ele estava disposto a arriscar a sua família, a sua vida e até a sua honra em defesa do património que via como Português. Assim, as suas barbas tornaram-se um símbolo disso mesmo, de alguém que está disposto a fazer tudo o necessário em prol do país – e como tal tornaram-se uma relíquia quase religiosa, já que ao longo das décadas foram passando de mão em mão, até terem desaparecido da história nacional para parte incerta.
D. João de Castro deixou-nos ainda a sua amada Quinta da Penha Verde em Sintra, e um relicário – qual Graal donde a honra pode ser com os olhos e coração bebida – com as suas célebres barbas, tendo sido visto pela última vez na dita propriedade em Sintra, no fim do século XVIII.
Há que notar que a oferta simbólica das barbas pressupõe uma cultura em que isso faça sentido. Veja-se, ainda nos nossos dias de hoje, culturas como a judaica e a islâmica, em que os homens raramente cortam as suas barbas, por razões religiosas.
​Fontes:
“As Barbas de D. João de Castro”, por Miguel Boim, O Caminheiro de Sintra- ‘Jornal de Sintra’, edição de 01 de Julho de 2016
José Bárbara Branco and 7 others
1 comment
Like

Comment
Share
1 comment
  • José Bárbara Branco

    Portugueses de outra tempera. No Oriente, encontrei os túmulos de dois filhos de D. João de Castro: em Diu a lápide tumular de D. Fernando de Castro, falecido aos 19 anos no Segundo Cerco de Diu. E em Malaca, a lápide tumular de D. Miguel de Castro, capitão da fortaleza.
    No photo description available.
    2
    • Like

    • Reply
    • 13 h
    • Edited