Arquivo da Categoria: Historia religião teologia filosofia WAR genocidio ONU direitos humanos liberdade expressão autonomia, independência, jornalismo media imprensa TV Fake news Tradições LENDAS folclore

CANTO-DA-MAIA-E-ANIBAL-CIMBRON-NO-TEMPO-EM-QUE-SE-ESCREVIAM-CARTAS

Views: 3

https://blog.lusofonias.net/wp-content/uploads/2022/08/cANTO-DA-mAIA-E-aNIBAL-cIMBRON-NO-TEMPO-EM-QUE-SE-ESCREVIAM-CARTAS-PAG-2.pdf https://blog.lusofonias.net/wp-content/uploads/2022/08/cANTO-DA-mAIA-E-aNIBAL-cIMBRON-NO-TEMPO-EM-QUE-SE-ESCREVIAM-CARTAS.pdf

tabaco – história dos açores

Views: 1

EXPOSIÇÃO: O TEMPO DA FÁBRICA
Até 31 de agosto
O Tempo da Fábrica é uma exposição realizada no âmbito do projeto De Fenais a Fenais, que surgiu de um protocolo entre o Museu Carlos Machado e a Santa Casa da Misericórdia do Divino Espírito Santo da Maia. A exposição, tem lugar no auditório Eng.º Hermano Ataíde Mota – Museu do Tabaco da Maia.
A exposição aborda a origem da planta do tabaco e respetiva difusão pelo mundo. Ainda, faz referência à sua introdução no arquipélago dos Açores e à expressão significativa que teve na economia regional, não descurando os efeitos maléficos do seu consumo.
Para a preparação do programa expositivo foram realizadas entrevistas a antigos funcionários da fábrica, a descendentes da família fundadora e a especialistas em diferentes áreas do conhecimento. Para a construção da exposição, procedeu-se igualmente à seleção de um conjunto de peças, documentos e fotografias, a partir do acervo do Museu Carlos Machado e do Museu do Tabaco da Maia. Entre as imagens mais relevantes, destacam-se as provenientes do espólio fotográfico de @Laudalino da Ponte Pacheco, que se reportam às vivências laborais da Fábrica de Tabaco da Maia e ao consumo do tabaco.
2
Like

Comment

a capela de N S das Vitórias, as linhas Ley e S Miguel no mundo

Views: 18

No passado dia 15 Agosto, completaram-se 136 anos desde que o grande intelectual da sociedade micaelense do seculo XIX, Jose do Canto, inaugurou a ermida neo-gotica de Nsa Sra das Victorias, construida na margem sul da Lagoa das Furnas, ilha S. Miguel, Acores. Lagoa esta que e’ atravessada por uma das mais importantes linhas de energia telurica mundiais:- a Linha Ley de S. Miguel Arcanjo, ou Linha de Beltain, ou ainda Linha de 8 de Maio. Esta linha atravessa Sidney na Australia, a foz do rio Amazonas no Brasil, a selva Amazonica, o Lago Titicaca na Bolivia e o Monte S. Miguel na Cornualha inglesa. No dia 8 Maio de 490, o arcanjo S. Miguel apareceu no Monte Gargano, Italia, a um bispo de Siponto e pediu-lhe que ali fosse construido um mosteiro sob a Sua invocacao. O Monte Gargano e’ atravessado por outra linha de energia telurica muito importante que atravessa tambem Delfos, na Grecia, um mosteiro ortodoxo na ilha grega de Symi e o Monte Carmelo em Jerusalem. Ao longo desta linha estao alinhados varios mosteiros, santuarios e templos dedicados ao Arcanjo S. Miguel, comecando pela ilha Skellig Michael, localizada a 8 milhas da costa do Condado de Kerry, na Irlanda e onde existe um mosteiro construido em 588 e onde viveu S. Patricio que foi um grande devoto do Arcanjo Solar e atraves da Sua intercessao expulsou muitos demonios e curou muitos doentes. ☘ Este mosteiro foi classificado como Patrimonio Mundial da Humanidade pela UNESCO. No dia 8 Maio de 1444, segundo reza a lenda, o Arcanjo apareceu a um grupo de pobres pescadores na primeira capital dos Acores:- Vila Franca do Campo. S. Miguel disse aos pescadores que, poderao ocorrer muitos terramotos, erupcoes vulcanicas, intemperies climaticas e cataclismos, mas que, esta ilha descoberta tambem no dia de S. Miguel, 23 Setembro, nunca iria desaparecer completamente. O Arcanjo Solar prometeu Divina Protecao sobre esta ilha acoriana ao longo dos seculos. Assim sendo, a primeira igreja construida aqui neste arquipelago, foi dedicada a S. Miguel arcanjo e apartir da revelacao dada aos pescadores, surgiu a tradicao secular da procissao das profissoes no dia 8 Maio de cada ano, em Vila Franca do Campo. Tenho uma teoria muito interessante sobre a topominia da freguesia das Furnas, ilha de S. Miguel. Ao contrario do que defende Gaspar Fructuoso, nosso ilustre cronista e historiador, no seu livro Saudades da Terra e onde diz que, o nome Furnas e’ uma referencia as caldeiras e fumarolas de enxofre que la existem. Sinceramente, nao partilho essa opiniao. O nome Furnas podera’ ser proveniente de um anagrama:- FURNAS = F+ URNAS. Logo, FURNAS = URNAS. Ou seja, existem urnas nas Furnas. Estou a pensar no celebre quadro de Nicolas Poussin, Les Berger de Arcadie. Este quadro retrata uma cena pastoral com pastores idealizados da Antiguidade classica e reunidos em redor dum tumulo onde existe a inscricao:- Et In Arcadia Ego. Arcadia representa um local imaginario, idealizado pelos poetas e pintores romanticos onde reina a felicidade, a simplicidade, a sinceridade, a espontaneidade e a paz. Arcadia e’ um local idilico habitado por uma populacao de pastores que vivem em comunhao total com a Natureza e a Terra, como na lenda do Nobre Selvagem. O poeta latino Virgilio, nas suas Bucolicas tambem faz referencia a Arkadia. O intelectual micaelense Jose do Canto foi casado com D. Maria Guilhermina Taveira Brum da Silveira e natural da ilha do Faial. Segundo investigacao historica que efectuei, a familia Brum da Silveira foi uma das familias mais nobres, ricas e importantes da Historia acoreana. O pai de D. Maria Guilhermina foi Antonio Francisco Taveira de Brum da Silveira, nascido a 12 dezembro 1798 e foi Fidalgo Cavaleiro da Casa Real portuguesa e Cavaleiro da Ordem de Cristo. Aos Brum da Silveira pertenciam grandes propriedades nas ilhas de S. Miguel, Faial, Pico, Sao Jorge e Terceira. Esta mui nobre familia acoriana descendia de Guilherme da Silveira, tambem conhecido como Willem Van Der Haegen, nobre explorador e comerciante flamengo, nascido em Bruges, conhecida como a Veneza do Norte, e que veio viver para os Acores durante o Povoamento do seculo XV e que fez parte da nobreza acoriana. Guilherme da Silveira foi casado com Margarida de Zabuya. Alguns genealogistas defendem a teoria de que, Margarida de Zabuya era filha ilegitima do Duque de Saboia Amadeu VIII, tambem conhecido na Historia como o Anti-Papa Felix V. Segundo pesquisa genealogica que fiz, tenho tambem o Duque Amadeo VIII como um dos meus antepassados na minha arvore genealogica, atraves da minha linha materna com raizes na ilha do Faial. Em 1434 o Duque de Saboia e apos falecimento de sua esposa, retirou-se para um castelo nos Alpes franceses e fundou a Ordem de Cavalaria de Sao Lazaro e S. Mauricio e da qual foi um dos seus Grao-Mestres. Segundo pesquisa historica feita por mim, a familia de Jose do Canto tinha uma paixao pela genealogia e elaboraram a sua arvore genealogica. Os Canto descendem da nobreza britanica. O apelido Canto teve a sua origem no apelido ingles Kent. Assim a forma portuguesa de Kent deu origem ao apelido Canto. Joao de Kent foi um nobre cavaleiro ingles que em 1367 veio para o reino de Portugal com Edward, o Principe de Gales, tambem conhecido como o Black Prince, ou o Principe Negro, por causa da cor da sua armadura. Joao de Kent veio viver para Guimaraes, onde deu origem a uma das mais importantes linhagens portuguesas com origem medieval. Os seus descendentes foram uma das familias que povoaram a ilha Terceira. Desta familia de Pero Anes do Canto e filho de Joao Anes do Canto, que deteve a Provedoria das Armadas e Naus da India em todas as ilhas dos Acores e fidalgo da Casa Real de D. Joao III de Portugal. Jose do Canto e seu irmao Ernesto do Canto tinham um grande orgulho em serem descendentes deste muito nobre e corajoso cavaleiro ingles, tambem conhecido como Mossah do Canto, ou Mossah of Kent e que descendia dos reis da dinastia Plantageneta. Foram os Plantagenetas, os reis e rainhas que fundaram o Reino Unido e o transformaram numa grande nacao. Mas extraidos do livro:- Ley Lines of United kingdom and United States of America, David Cowan. (continua)
+5
55
10 shares
Like

Comment
Share
0 comments

Brecht morreu nesta data

Views: 3

14 de Agosto de 1956: Morre o dramaturgo, poeta e encenador alemão Bertolt Brecht
Biografia de Bertolt Brecht
Bertolt Brecht (1898-1956) foi um dramaturgo, romancista e poeta alemão, criador do teatro épico anti-aristotélico. Sua obra fugia dos interesses da elite dominante, visava esclarecer as questões sociais da época.
Euger Berthold Friedrich Brecht (1898-1956) nasceu em Augsburg, no estado da Baviera, na Alemanha, no dia 10 de fevereiro de 1898. Começou a escrever ainda jovem, publicou seu primeiro texto em um jornal em 1914.
Interrompeu seus estudos de Medicina, em Munique, para servir como enfermeiro da guerra em um hospital durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
Início de carreira
De volta à Munique iniciou sua carreira teatral e literária. A paixão pelo teatro impulsionou a vida de Brecht. Sua obra teatral atravessou diversas fases que se distribuem segundo os locais de permanência do autor.
Primeiro período
Nesse primeiro período, enquanto se encontrava na Baviera, escreveu peças que focalizavam os conflitos do indivíduo em relação ao meio social, são elas:
* Tambores da Noite (1922)
* Baal (1922)
* Vida de Eduardo II da Inglaterra (1923)
* Na Selva da Cidade (1924)
* Em 1923 casou-se com Marianne Zoff, com que teve uma filha
Segundo período
Em 1924, Brecht mudou-se para Berlim, onde se engajou no Deutsches Theater e foi assistente dos diretores Max Reinhardt e Erwin Piscator.
Duas peças se destacaram como transição do expressionismo para o niilismo iconoclasta:
*
* O Homem é um Homem (1927)
* Opera dos Três Vinténs (1928)
As obras são comédias satíricas, em parte musicadas, nas quais a crítica à sociedade burguesa é mais anárquica do que na fase anterior.
A “Ópera dos Três Vinténs”, que fez grande sucesso, foi criada com a colaboração do músico Kurt Weul.
Em 1929 Bertolt Brecht ingressou no Partido Independente Socialista. Nesse mesmo ano, surge “Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny”, também com música de Weill, que marcou definitivamente sua conversão ao teatro político.
São ainda desse período as peças: as peças: “A Medida” (1930), “Santa Joana dos Matadouros” (1930), “Aquele Que Diz Sim e Aquele Que Diz Não” (1930) e “A Mãe” (1930).
Terceiro período
O terceiro período da obra de Brecht foi marcado por seu exílio diante da perseguição nazista. Brecht exilou-se sucessivamente na Suíça, em Paris, Dinamarca, Finlândia e, por fim nos Estados Unidos, onde permaneceu por seis anos.
As peças mais conhecidas dessa época são: “Terror e Miséria do Terceiro Reich” (1935), “Os Fuzis de Senhora Carrar” (1937), sobre a guerra civil na Espanha e “A Vida de Galileu” (1937).
Ainda desse período é a peça “Mãe Coragem e Seus Filhos” (1941), uma parábola do papel da pequena burguesia no meio de tempestades políticas, considerada por alguns a obra-prima de Brecht.
Em 1947, dois anos após a Segunda Guerra Mundial, retornou para Berlim. Em 1948 publicou o livro “Estudos Sobre Teatro”, onde apresenta a teoria do teatro épico.
Em 1949, com o apoio do governo da Alemanha Oriental, Bertolt Brecht fundou uma companhia de teatro a “Berliner Ensemble”, que montava principalmente as suas peças.
O Poeta
A obra poética de Bertolt Brecht é menos conhecida que a obra teatral, mas não menos importante. Sua poesia está representada no “Livro de Devoção Caseira” (1927), de sua fase iconoclástica, e em “Poesias de Svendborg” (1939).
Brecht escreveu poemas líricos de forte ironia e sutileza emocional em que ele mesmo, o indivíduo Bertolt Brecht, ocupa o lugar principal. O mais famoso poema de Brecht é o autobiográfico “Do Pobre B.B”.
Bertolt Brecht faleceu em Berlim, Alemanha, de ataque cardíaco, no dia 15 de agosto de 1956.
Frases de Bertolt Brecht
* Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso.
* Perante um obstáculo, a linha mais curta entre dois pontos pode ser a curva.
* Inteligência não é não cometer erros, mas saber resolvê-los rapidamente.
* Que continuemos a nos omitir da política é tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem.
* Em vez de serem apenas bons, esforcem-se para criar um estado de coisas que torne possível a bondade; em vez de serem apenas livres, esforcem-se para criar um estado de coisas que liberte a todos!
Data do Nascimento
10/02/1898
Data da Morte
15/08/1956 (aos 58 anos)
May be an image of 1 person
3
Like

Comment
Share

0 comments

Most relevant

O terremoto de Lisboa: o desastre que mudou a história

Views: 3

Esse terremoto influenciou o pensamento das grandes mentes da época e suas reflexões sobre religião e Deus

Source: O terremoto de Lisboa: o desastre que mudou a história

A ERMIDA PRIMEIRA

Views: 0

Ângela Loura

n

+8
É este o lamentável estado da primeira ermida dos Açores. Sempre a parar turistas neste património histórico dos Açores. Onde anda a original imagem? Onde andam os utensílios da sacristia? Onde estão as louças antigas? O senhor presidente da junta de freguesia da vila quer dar dignidade que este património merece e pelos vistos já andam contra. Vejam o estado do sineiro? Abraço a todos
11

História Misteriosa de Portugal

Views: 3

O Códice 503 da Biblioteca Nacional
” Existe um documento na Biblioteca Nacional que fala sobre a Ilha Encoberta:- trata-se do Codice 503.
Assinado pelo frei Francisco de Jesus, superior do Convento dos Capuchos de Lisboa, a 4 de Fevereiro de 1640. Portanto mais de 200 anos apos a descoberta dos Acores.
Trata-se do depoimento de 2 religiosos, frei Jose de Jesus e Francisco dos Martires, os quais fazem uma narrativa muito estranha e intrigante.
Relatam os frades terem partidos do Maranhao Brasil, com destino a Lisboa, a bordo do navio Nsa Sra da Penha de Franca. Sob a responsabilidade do mestre Antonio de Sousa, natural de Viana do Castelo.
Ao quarto dia de viagem no Atlantico Norte, armou-se uma tremenda tempestade que se prolongou por 16 penosos e pavorosos dias. Com o navio a navegar desnorteado ate que o mar e o ceu amainaram a 3 Julho de 1639.
Quando a visibilidade ficou boa e calmo o oceano, avistaram uma terra para a parte sul, que o piloto julgou tratar-se da ilha da Madeira. Mas, ao aproximarem-se, notaram estar enganados na previsao sem dar conta de que ilha se tratava, desconhecimento que nao impediu todos os que desejavam saltar em terra firme. Sendo apenas contidos por um certo sentimento estranho de proibicao e sem o saberem explicar convenientemente.
Os 2 frades menos temerosos, pediram licenca ao mestre do navio para desembarcarem, o que lhes foi concedido por 3 dias. E entao na manha seguinte, numa segunda-feira, lancaram uma lancha ao mar e seguiram de imediato para a estranha ilha encoberta.
Apos saltarem em terra, atravessaram denso arvoredo e apos meia hora de caminho, viram um palacio antigo, saindo dele 7 homens com rostos a que os frades classificaram como macilentos, de pele avermelhada e falando uma lingua muito parecida ao portugues antigo. Estes homens fizeram imensas perguntas aos frades e levaram os depois para uma cidade com grandes edificios, mas habitada por pouca e estranha gente, semelhantes a ” pessoas do outro mundo”. Sendo depois encaminhados para outro palacio que parecia encantado e no qual entraram com grande temor.
Passaram por varios guardas ate chegaram a sala onde se encontrava um homem de idade muito avancada e a quem consideravam o rei daquela gente. Tendo o anciao perguntado se eles eram portugueses, antes de os levar para outra sala para lhes mostrar um quadro muito estranho com figuras e sombras que se mexiam sozinhas.
Entao viram, nesse quadro 2 exercitos combatendo, estando 1 deles quase derrotado e o outro vitorioso. Depois o velho de barbas, levou-os a outra sala onde lhes mostrou varias vitorias dos nossos reis, dando-lhes a oportunidade de observarem, pintada ao natural no tecto, aquilo que chamavam de ” a cidade de Portugal”.
Jantaram os frades no palacio e seguidamente foram a pe para a praia, acompanhados pelo magestoso rei, 30 cavaleiros e mais 30 guerreiros. Chegados ao cais, pelas 4 horas da tarde, ja se preparavam para regressar, quando o rei lhes mostrou 2 quadros em que eles estavam retratados. Sera que seriam fotografias? Tendo o rei pedido que os autografassem para la ficarem na ilha, em sua memoria. Mal chegaram ao navio, contaram tudo o que tinham visto, e o mestre com grande espanto e temor, nem quiz navegar naquela noite e so partindo ao nascer do Sol, chegando a ilha da Madeira alguns dias depois.”
In, Mendanha, Victor; História Misteriosa de Portugal, 1995 Pergaminho.
1
Like

Comment
Share
0 comments

A História de Portugal que muito poucos conhecem

Views: 5

A História de Portugal está repleta de segredos e de mitos que importa trazer a público. Fique a conhecer alguns que ninguém conhece!

Source: A História de Portugal que muito poucos conhecem

Histórias de Evoramonte

Views: 3

Evoramonte testemunha mil anos de História e de transformações sociais e políticas, desde a reconquista cristã até aos olivais da agroindústria.

Source: Histórias de Evoramonte

Património humano de Santa Maria, destaques da semana

Views: 5

Património humano de Santa Maria, destaques da semana
MIGUEL FIGUEIREDO CÔRTE-REAL (grande figura da cultura e das letras), ÓSCAR ARRUDA e JOSÉ SALVADOR (distintos empreendedores), foram figuras marcantes e incontornáveis da ilha, devendo se perpetuada a sua memória e feito o seu registo na história de Sta Maria.
Na foto: Côrte-Real, Óscar Arrida e José Salvador, em S.Lourenço, na década de 40. (Arquivo do CADEP-CN de Sta Maria)
Aqui fica um magnífico poema de CÔRTE-REAL, dedicado a S.Lourenço, à sua ilha de coração e aos amigos.
ILHA, E UM SEU RECANTO ABENÇOADO
Lá, num recanto,
onde o mar beija a areia branca da praia,
onde, um dia me fui despedir
antes de embarcar,
para sempre lá ficou preso meu coração…
Praia de São Lourenço,
(Baía de Barbara Vaz),
rua arenosa de macadame,
onde em noites de luar
passeei como se fora Ermitão?
Nos já longínquos tempos da mocidade….
Meus companheiros se dispersaram,
(alguns a morte ceifou…)
“José”, “Olimpio”, “Óscar”, “Salvador”
a todos o destino separou
e não mais alí juntos nos encontramos…
Nunca mais lá voltei
e passei tantos anos com esta grande mágoa
a consumir-me cá dentro…
Como se a Ilha no mar azul e de areia branca
fosse o Paraíso perdido
da esperança dos meus sonhos…
Resignado
ergo uma prece para que um dia
eu possa voltar,*
nem que seja para morrer…
Porque então,
morrerei feliz
lá, onde estão meus pais,
nessa Ilha de areia branca e céu azul
que eu
há muitos anos, muitos anos
deixei para não mais voltar…
Apenas tocar teu solo,
curvar-me-ei respeitosamente
e beijarei tua terra barrenta
que minhas lágrimas humedecerão,
nesta saudade transbordante de ternura.
Como filho perdido
beija a mãe que há muito tempo não vê…..
Miguel F.C. Real
May be an image of 3 people, people standing and outdoors
Património humano de Santa Maria, destaques da semana
MIGUEL FIGUEIREDO CÔRTE-REAL (grande figura da cultura e das letras), ÓSCAR ARRUDA e JOSÉ SALVADOR (distintos empreendedores), foram figuras marcantes e incontornáveis da ilha, devendo se perpetuada a sua memória e feito o seu registo na história de Sta Maria.
Na foto: Côrte-Real, Óscar Arrida e José Salvador, em S.Lourenço, na década de 40. (Arquivo do CADEP-CN de Sta maria)
Aqui fica um magnífico poema de CÔRTE-REAL, dedicado a S.Lourenço, à sua ilha de coração e aos amigos.
ILHA, E UM SEU RECANTO ABENÇOADO
Lá, num recanto,
onde o mar beija a areia branca da praia,
onde, um dia me fui despedir
antes de embarcar,
para sempre lá ficou preso meu coração…
Praia de São Lourenço,
(Baía de Barbara Vaz),
rua arenosa de macadame,
onde em noites de luar
passeei como se fora Ermitão?
Nos já longínquos tempos da mocidade….
Meus companheiros se dispersaram,
(alguns a morte ceifou…)
“José”, “Olimpio”, “Óscar”, “Salvador”
a todos o destino separou
e não mais alí juntos nos encontramos…
Nunca mais lá voltei
e passei tantos anos com esta grande mágoa
a consumir-me cá dentro…
Como se a Ilha no mar azul e de areia branca
fosse o Paraíso perdido
da esperança dos meus sonhos…
Resignado
ergo uma prece para que um dia
eu possa voltar,*
nem que seja para morrer…
Porque então,
morrerei feliz
lá, onde estão meus pais,
nessa Ilha de areia branca e céu azul
que eu
há muitos anos, muitos anos
deixei para não mais voltar…
Apenas tocar teu solo,
curvar-me-ei respeitosamente
e beijarei tua terra barrenta
que minhas lágrimas humedecerão,
nesta saudade transbordante de ternura.
Como filho perdido
beija a mãe que há muito tempo não vê…..
Miguel F.C. Real
11
2 shares
Like

Comment
Share
0 comments

o Brasil que Portugal comprou

Views: 2

Favourites

May be an image of map and text
COMO PORTUGAL COMPROU O NORDESTE BRASILEIRO…
Há exatos 361 anos, mais precisamente em 6 de Agosto de 1661, ocorria a assinatura do Tratado de Haia por Portugal e pela República dos Países Baixos, também conhecido como a Paz de Haia. Com isso, os territórios que haviam sido conquistados pela Holanda no Nordeste do Brasil, na época renomeados como “Nova Holanda”, foram formalmente devolvidos a Portugal em troca de uma indenização de oito milhões de florins, o equivalente a 63 toneladas de ouro. Além disso, Portugal cedeu o Ceilão (atual Sri Lanka) e, em troca, a República Holandesa reconheceu a soberania portuguesa sobre o Brasil e a Angola.
OBS: Mapa da Nova Holanda na América do Sul
65
7 comments
20 shares

A antiga cidade portuguesa em Marrocos (El Jadida)

Views: 1

Mazagão é hoje El Jadida, a antiga cidade portuguesa em Marrocos, fundada pelos portugueses nos inícios do século XVI.

Source: A antiga cidade portuguesa em Marrocos (El Jadida)

em portugal lava-se a história como na coreia do norte

Views: 1

A lavagem da História.
À entrada do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, encontramos uma placa da qual foram apagados os nomes das pessoas que o inauguraram, em 1953.
Excelente para a época, esta unidade já não consegue servir adequadamente os utentes nos tempos que correm.
O panorama das urgências, por exemplo, é verdadeiramente confrangedor, com algumas pessoas a aguardarem mais de cinco horas até serem vistas pelos médicos e fazerem exames.
May be an image of monument, outdoors and text that says "ESTE EDIFICIO. DESTINADO A FACVL DADE DE MEDICINA E AO HOSPI TAL ESCOLAR DE LISBOA FOI SO. LENEMENTE INAVCVRADO. EM+27+DE+ABRI EM+27+DE ABRIL +DE +1953"
7
2 comments
1 share
Like

Comment
Share
2 comments

de dom sebastião a taiwan formosa

Views: 0

Qual a relação entre D. Sebastião e o Taiwan?
🤠
Esta semana passaram 444 anos sobre a morte de D. Sebastião, que foi atraído a Marrocos pelo rei local e nosso aliado que geria a estabilidade dos fortes portugueses na zona costeira, perante a ameaça de outro rei local aliado dos turcos otonomanos o qual queria unificar Marrocos e livrar-se dos portugueses. Morreram os 3 reis na batalha de Alcácer-Quibir, ou, ao que se diz, pelos menos foram 2.
Dizem as lendas que D. Sebastião terá sobrevivido a essa batalha de 1578 e que se terá apresentado em Roma como Rei de Portugal de facto ao Papa Carlos V, primo de Filipe II de Espanha, os quais terão organizado de impedir o regresso de D. Sebastião a Portugal e estaríam interessados em monopolizar a União Ibérica contra os protestantes ingleses, excomungados pelo mesmo Papa, perante o descalabro que o Império Português começava a mostrar depois de perder o rei e vários nobres em Marrocos, e só a Espanha poderia salvar a Igreja Católica.
Outras lendas relatam ainda que D. Sebastião se refugiou em França de onde coordenou com os cruzados franceses e os aliados ingleses uma movimentação silenciosa contra os espanhóis que se tornaram inimigos dos ingleses à conta em especial da derrota da Invencível Armada – ou da derrocada, pois foi uma tempestade que a venceu em alto mar – e assim D. Sebastião terá sido ignorado e silenciado, falecendo no exílio, e sepultado em Limoges, França, onde ainda hoje permanece.
❤️‍🔥
Qualquer que seja a veracidade das lendas messiânicas em redor de D. Sebastião, este terá caído na mesma cilada que caíra o também messiânico Fernão de Magalhães cerca de 60 anos antes, em 1521, ao aceitar intrometer-se na luta local para salvar as hostes cristãs, neste caso foi na ilha de Cebu nas actuais ilhas Filipinas, em apoio ao rei local entretanto baptizado ao cristianismo pela expedição espanhola comandanda pelo português, contra uma tribo de nativos que alguns autores definem como sendo guerrilheiros islâmicos os quais ameaçavam a estabilidade da zona, que até estava sob o domínio português segundo o Tratado de Tordesilhas, um conflito alheio que acabou por ditar o fim de Magalhães na batalha violenta travada nas areias da ilha de Mactan ao largo de Cebu.
A tragédia impactou severamente a expedição às ilhas das especiarias nas Molucas, esse sim o objetivo dessa viagem espanhola de carácter comercial e científico, e de forte inspiração messiânica no que toca à motivação pessoal do português Magalhães, e não conquistar nem invadir quaisquer territórios como foi e tem sido erroneamente interpretado até hoje por muitos ignorantes.
🧐
Entre 1580 e 1640 a União Ibérica baptizou portugueses com nomes espanhóis, sendo que muitos portugueses inclusivé viram-se quase obrigados a mudar o seu nome para uma versão hispanizada, ou já nascendo em pleno período da União Ibérica, eram-lhe atribuídos nomes espanhóis, pois de outra forma ser-lhes-ía dada menos preferência na educação, e na obtenção de cargos e benefícios; e apesar de Portugal ser a potência dominante na Ásia da época, algumas zonas estavam ainda em fase precoce de expansão, ou era ainda muito pequena a presença portuguesa, como era o caso das regiões onde os Filipes se aproveitaram e tentaram espremer alguma coisa a seu favor, caso das Filipinas e de zonas circundantes como a Formosa (Taiwan), Bornéu, e Indonésia, com postos comerciais recentes e fortes portugueses ainda em construção quando por lá chegaram os espanhóis em 1571 e nos anos seguintes após a morte de D. Sebastião, procurando capitalizar no que os portugueses já tinham começado, casos das ilhas de Tidore e Ternate, Makassar em Sulawesi, Ambon, e Larantuka nas Flores, na atual Indonésia; Cebu (Visayas), Zamboanga e Basilan (sudoeste de Mindanáu), Porto Escondido e Porto de Pintados (norte de Luzon), Porto Princesa (Palawan), nas ilhas Filipinas; o norte do Bornéu (do Brunei, que mais tarde ofereceu a região de Sabah ao Sultão de Sulu, um arquipélago ao largo de Mindanáu no sul das Filipinas, com ligações de sangue aos muçulmanos de Johor e aos portugueses de Malaca), o sul do Japão (Tanegashima, Nagasáki, e Tsukishima, zonas cristãs do Japão com acesso especial exclusivo aos portugueses, que os holandeses trataram de prejudicar com intriga e manha), e a costa norte da Formosa, Forte de São Domingo, e Ilhas dos Pescadores (conhecida pelos locais como Penghu) no eixo Macau-Estreito da Formosa (atual Taiwan), sendo que a Formosa era uma ilha estratégica reinvindicada e povoada por alguns grupos de portugueses a norte, fazendo uma ligação comercial com o sul do Japão cristão (e daí têm surgido controvérsias históricas por parte de historiadores chineses que insinuam erradamente que a Formosa deacrita pelos portugueses não era no actual Taiwan mas sim em Okinawa no actual Japão) e fazendo uma ligação comercial também através da rota marítima Macau-Formosa-Manila, onde os chineses tinham já uma sofisticada rede de comércio em parceria com os portugueses a partir da China – ficando a cargo dos portugueses a ligação comercial a Cebu, a Zamboanga, a Sulu, e ao místico Mar de Celebes por onde passavam as especiarias – o mar dos portugueses “Célebres” como foi denominado pelos nativos tal foi o impacto português na região, os primeiros comerciantes a estabelecer uma rota permanente das especiarias onde a pirataria e assaltos em alto mar eram uma constante, e que continuam a suceder até aos dias de hoje para os menos precavidos naquela que é uma das mais recônditas regiões do mundo.
🌄
Portanto, por muito que se pense que foram os espanhóis a conquistar as Filipinas, em Cebu, Zamboanga, e em muitas outras partes já viviam portugueses que se viram envolvidos em combates com os espanhóis que progressivamente se foram instalando à força, passando-se o mesmo em zonas de Sabah no Bornéu, várias ilhas das especiarias na Indonésia onde os espanhóis foram tomando os fortes portugueses, e no norte da Formosa conhecida durante a União Ibérica como Formosa Espanhola ou “Hermosa Española” (Taiwan), ou seja, não mais fizeram do que aproveitar-se da fragilidade portuguesa no âmbito do reinado dos Filipes para deitar mão aos que os portugueses já tinham iniciado nesses novos territórios vários anos antes, tal como fizera Elcano ao aclamar a si os louros da viagem de circum-navegação gerida pelo português Magalhães. Ironicamente, Elcano empreendeu uma segunda viagem de circum-navegação anos mais tarde para demonstrar que ele conseguiría trazer as especiarias a Espanha e quebrar o monopólio português, e até provar que não fora Magalhães o cérebro mas sim ele, pois sendo ele o capitão ao leme… perdeu-se no Pacífico e aí desapareceu, facto sempre ocultado pelos espanhóis quando falam de Elcano, prova afinal que os espanhóis não conseguiam singrar nem no Índico, nem no Pacífico, lugares onde os portugueses foram durante séculos os mestres da arte da navegação, do comércio, e da guerra.
💪
E dos primórdios do Sudeste Asiático colonial onde os portugueses foram os primeiros a lançar pedra e engenho, já com experiência adquirida no Mar Vermelho, Índia, Tailândia, Malaca, Singapura, Indonésia, China, e Japão, seguiram-se os espanhóis que não podendo navegar nem comercializar na zona exlusiva portuguesa definida pelo Tratado de Tordesilhas, contentaram-se com um zona restrita ao perímetro Taiwan-Bornéu-Filipinas-Molucas-Carolinas à conta do descontrolo que começou a ser evidente no Império Português a partir de 1580 aquando da União Ibérica, ficando essas zonas ao abandono, o que cimentou os espanhóis por algum tempo até os ingleses e os holandeses descobrirem que os portugueses navegavam com bandeira espanhola em virtude da União Ibérica de Filipe II, o mal amado dos protestantes. Seguiu-se o saque ao que restava do Império Português na Ásia, estranhamente, ou não, Filipe II não se importou com as queixas do Padroado Português do Oriente e perdidas algumas bases comerciais estratégicas, preferiu investir na rota espanhola do galeão de Manila-Acapulco (México), utilizando os territórios portugueses como isco para lá distraír os ingleses e os holandeses que foram construíndo os seus impérios à conta da ruína portuguesa, e focando os espanhóis a sua ação no ouro e na prata das Américas para enriquecer Castela – e consequentemente o estabelecimento do império espanhol nas Américas.
Não foi portanto surpreendente que o descuramento em relação à Ásia tivesse prejudicado não só áreas de presença portuguesa, como também várias zonas espanholas das Filipinas, Taiwan, Indonésia, e do Bornéu, que não tardaram a ser ocupadas pelos holandeses da mesma forma, em especial os fortes portugueses nas ilhas das especiarias que eram afinal o objetivo principal da presença dos espanhóis na região e que se perdeu… E o mesmo aconteceu em larga escala em zonas portuguesas das atuais nações da Malásia, Singapura, Indonésia, Birmânia, Tailândia, Índia, e Bangladesh.
A União Ibérica traduziu-se numa catástrofe que levou à Restauração em Portugal a 1 de Dezembro de 1640 – entretanto demasiado tarde, perdera-se muito do esforço na Ásia.
🏞️
Formosa – ou Taiwan: esta ilha pitoresca de ricos mares de peixe e marisco, de zonas costeiras sub tropicais, e montanhas de ar fresco, viveu durante séculos como uma zona de confluência cultural e comercial povoada por chineses, japoneses, portugueses, espanhóis, e holandeses.
Em 1663 foi assinado o tratado de paz entre a Holanda e Portugal, que terminaría aquela que foi a primeira guerra mundial entre nações, que opôs Espanha e Portugal (União Ibérica) à Holanda e Inglaterra, e que continuou de 1640 até 1667 entre Portugal e Holanda, altura em que Portugal assinou outro acordo, desta feita com a França, para se proteger da Espanha, enquanto negociava termos com os ingleses para reavivar o Tratado de Windsor assinado entre Inglaterra e Portugal no longínquo ano de 1386 que permitiria a Portugal manter boas relações novamente com os ingleses. Felizmente, os portugueses souberam negociar e recuperou-se a presença na América do Sul (Brasil Holandês no nordeste, Uruguai) e em África com a recuperação de Angola; enquanto os Holandeses sairíam vitoriosos na Ásia (Sri Lanka) e Extremo Oriente (Malaca, Indonésia). Os holandeses abandonaram também a Formosa após os acordos de paz com os portugueses assinados em 1663, a qual passou a ser controlada pela família de Zheng Sen até finais do século XVII, liderada pelo temível pirata chinês Koxinga fiél à dinastia chinesa Ming que repudiara a nova dinastia Qing na China e que se estabeleceu a partir da Formosa para continuar a espalhar o terror na China, Japão e Filipinas, cuja imagem de marca era delapidar as cabeças dos holandeses que ousaram permanecer na Formosa.
Os ingleses saíram fortemente beneficiados da guerra alimentada pelos Filipes de Espanha ao conquistar partes do Médio Oriente, Índia, Malásia, e Austrália, inclusivé com incursões militares contínuas em novas regiões, construíndo o maior império global com largas porções de território, contrapondo aos portugueses que até aí tinham edificado o maior império global ultramarino, em regime de mare clausum, ou seja, monopólio de zona económica exclusiva em mar.
🌌
Depois da experiência colonial, Taiwan, Japão, e grande parte da China fecharam-se aos ocidentais e começaram um processo de construção identitária asiática, praticamente isolados do Ocidente durante quase dois séculos – que os ingleses trataram de monopolizar pacientemente, resultando em conflitos graduais e a consequente reação e reabertura do Japão face às mudanças que ocorreram na China, principalmente após o periodo da guerra do ópio.
Em 1895 a Formosa foi cedida pela China ao Japão, e foi fundada a República da Formosa. E é aí que reside uma das grandes questões desta zona do mundo.
Durante a fase mais agressiva de expansão territorial do Império Japonês, na primeira metade do século XX até à derrota na Segunda Guerra Mundial pelos aliados, o Japão tornou-se a primeira potência moderna do Sudeste Asiático. A China por sua vez acompanhou a Rússia, e enquanto ambos os países enveredaram pelo marxismo como forma de desenvolvimento, o Japão e a Coreia enveredaram pela industrialização.
O clash civilizacional ocorreu nos anos 30 quando o comunismo ameaçava a estabilidade das economias de mercado que tentavam ainda recuperar da Primeira Guerra Mundial, e deu-se a invasão da Mongólia por parte do Japão e o controlo de vários países asiáticos, incluíndo presença estratégica no Taiwan e nas Filipinas, como forma de estancar o comunismo que assolava o mundo desde 1918 com os Bolcheviques Russos, Mao na China, o Crash de Wall Street em 1929, e as consequências marcantes da “pneumonia espanhola” de 1918-1920 que se alastrou por vários anos – assim chamada porque somente a Espanha noticiou a epidemia, ao passo que os outros países silenciaram o evento como forma de recuperar a moral depois da Primeira Guerra.
O que supostamente eram problemas do Ocidente derivados principalmente da Primeira Guerra Mundial, chegaram também ao Oriente. O Mar da China, que era controlado pelo Japão, sentiu a agitação quando a Alemanha iniciou a Segunda Guerra em 1941 e se aliou ao Japão no seguimento dos bombardeamentos japoneses à base naval e aérea norte americana de Pearl Harbour no Pacífico. Os Estados Unidos que entraram na Segunda Guerra para apoiar o Reino Unido automaticamente tiveram que combater em duas frentes, Europa e Ásia, e foi só em 1945 que se deu a estocada final: o bombardeiro Enola Gay saíu da ilha de Leyte nas Filipinas onde estavam estacionados os americanos depois de terem ganho o controlo da região na batalha de Leyte levando de vencida os japoneses, foi a maior e mais sangrenta batalha naval que alguma vez teve lugar na História. Daí mesmo voou a bomba atómica em direção a Hiroshima, e outra a Nagasaki, que culminou no fim da Segunda Guerra Mundial.
🚀
A guerra ao terrorismo desde 2001, a crise financeira de 2008-2009, a epidemia do covid-19 em 2020-2021, a crise energética de 2022, a inflação global, o protecionismo, o controlo das instituições mundiais por parte de uma suposta nova ordem global/bode espiatório, o surgimento de regimes autoritários marxistas providos de poder militar e financeiro, são todas razões mais que suficientes para se observar uma potencial repetição dos eventos da primeira metade do século XX em pleno século XXI.
Muitas das querelas de outrora ainda estão pendentes, em especial no Leste Europeu, no Sudeste Asiático, e no Médio Oriente.
🌅
D. Sebastão nunca imaginou portanto que aquela ida a Marrocos iria custar a Portugal grande parte do império português na Ásia, permitir aos espanhóis viver um sonho (breve) de domínio global apoiados pelo Papado, oferecer de bandeja meio mundo aos piratas protestantes excomungados pelo Vaticano, criar um novo império, masónico, a partir da América do Norte com sede em Nova Amesterdão (holandeses em Nova Iorque), Pensilvânia (alemães), e Washington DC (ingleses) – e deixar o gigante adormecido que é a China à mercê do Japão, pois a China ofereceu ao Japão a Formosa (Taiwan) e ilhas adjacentes, e depois retirou-lhes as mesmas ilhas passados alguns anos, o que despoltou uma reação territorial por parte dos japoneses e o consequente envolvimento na Segunda Guerra Mundial, onde acabaram vencidos.
Hoje não é diferente, com algumas nuances: as ilhas Ryukyu entre o Taiwan e o Japão são cavalo de batalha entre a China e o Japão, sendo que desta vez o Japão não é rival do Ocidente, mas sim um aliado, pois é no Japão onde se concentra a maior presença militar norte americana na região.
Outras zonas estratégicas onde os Estados Unidos e os Aliados se posicionam com contigente militar e/ou presença estratégica ficam no Oceano Pacífico, em Guam; e na Austrália – e também no Mar da China, nas Filipinas de forma a controlar os recifes das ilhas Spratly onde para além de se situar uma importante rota comercial China-Singapura-Índia, possuem aí reservas de petróleo e gás natural, algumas já ocupadas pela China para construir bases militares, eventos declarados como ilegais após deliberação conforme o tribunal internacional de Haia; e no Vietname, de forma a controlar a recente ameaça às ilhas Paracel, que possuem igual potencial estratégico e comercial, desta feita no limiar de uma zona que se situa muito perto dos limites da Tailândia, da Malásia, e da Indonésia, sendo que algumas outras ilhas no Mar da China são parte integrante do território destes países.
A procissão ainda vai no adro, mas adivinha-se que o atual século asiático reservará à civilização surpresas previsíveis, tal é a quantidade de conflitos pendentes que se repetem ciclicamente acompanhando os ciclos das crises, das epidemias, e das faminas, e ali estão à mão de semear, qualquer faísca provoca os oportunistas e as nações para o desejado abismo, pois há os que vivem da desgraça alheia, há males que vêm por bem, o que faz dos acontecimentos locais esporádicos na Síria, no Líbano, no Afeganistão, na Líbia, na Ucrânia, na Birmânia, e outros, reais tubos de ensaio, pelo que vários observadores acreditam ser somente a preparação para um conflito final de maiores dimensões entre superpotências, que poderá significar literalmente um retorno dramático às origens, aos tempos de D. Sebastião…
Ed Prates and 2 others
Like

Comment
0 comments