A VOZ DA IGREJA

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Com este facão/machete decapitavam-se pessoas por ordem da Igreja (Museu do Castelo Sant’ Angelo)
— in Rome, Italy.

1957 ponta delgada

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Em que estou a pensar?
Nas saudades que tenho dos barcos e no quanto são incómodas e impessoais as viagens de avião, ali todos sentados como sardinhas numa lata apertada, levando cotoveladas de quem passa nos corredores estreitos e pancadas dos carrinhos que nos trazem a eufemisticamente chamada “refeição ligeira”.
Isto para não falar dos quilómetros que é preciso calcorrear desde o avião até encontrarmos as nossas malas, que nos esperam andando à roda, sempre à roda.
Cada vez gosto menos dos autocarros aéreos – por muito depressa que cheguem ao seu destino.
(Porto de Ponta Delgada em 1957. Na foto pode ver-se o paquete francês “Jean Mermoz”,atracado na extremidade da doca de Ponta Delgada, e os navios “Arnel” e “Lima”. Do blogue Ships and the Sea).
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AFONSO HENRIQUES FALAVA MIRANDÊS

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Trazido do Quora:
P.: O Primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques falava português?
R.: Não.
Como qualquer mirandês, orgulhoso da sua língua prontamente lhe dirá, Afonso Henriques falava mirandês.
Sim, este será o facto mais desconhecido do rei mais famoso de Portugal.
O mirandês de hoje vem da evolução que teve a língua do Reino de Leão, na terra de Miranda, ao longo de centenas de anos, sofrendo a influência do português, do castelhano e de outras línguas, mas mantendo a sua matriz original: língua filha do latim e pertencente à família das línguas asturo-leonesas.
Quando o reino de Portugal se constituiu, separando-se do Reino de Leão, já na terra de Miranda se falava leonês e assim também seria na maior parte do atual distrito de Bragança.
Como é sabido, o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques era filho de uma princesa filha do rei D. Afonso VI de Leão e essa falaria leonês, como toda a corte leonesa desse tempo, a começar pelo rei. À volta de D. Teresa estavam as suas aias, também damas leonesas, falando a principal língua do reino. Assim sendo, não pode haver dúvidas de que o filho de D. Teresa, D. Afonso Henriques, terá aprendido a falar o leonês e seria essa a língua que falava com sua mãe, as aias que a circundavam e os seus familiares leoneses.
Todos sabemos, também, que D. Afonso Henriques foi educado por D. Egas Moniz na região de Lamego, onde se falava o galaico-português, e também terá aprendido esta língua, o que não quer dizer que tivesse esquecido a outra.
Podemos dizer que quando foi armado cavaleiro na catedral de Zamora, rodeado pelos seus familiares, D. Afonso Henriques falaria leonês com eles. O mesmo se terá passado mais tarde quando assinou o tratado de Zamora, feito na mesma cidade. Ao longo da vida vários contactos teve com seu primo, rei de Leão, e com ele falaria leonês. Ainda que nada disto esteja escrito em nenhum documento, penso que dúvidas não haverá de que assim foi: D. Afonso Henriques falava leonês, quer dizer, falava uma língua a que agora damos o nome de mirandês.
Tal como muitos portugueses, que não o são menos que os outros, D. Afonso Henriques não poderia dizer “A minha pátria é a Língua Portuguesa”. Por um lado, porque a pátria teve que se construir com luta; e por outro, porque o reino que tornou independente falava duas línguas: o galaico-português e o asturo-leonês. E, esta última, seria também a língua principal do seu cunhado, D. Fernando Mendes II de Bragança, casado com D. Sancha Henriques, irmã do nosso primeiro rei; mas sobretudo porque o mito da língua ainda não havia sido construído.
Portugal no século XII Terra de Miranda em mirandês
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Jorge Ávila da Silva

Acresce dizer que o Português apenas se torna língua oficial a mando de D. Dinis, uns aninhos depois…
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Origens: José Silva, ou Joe Silvey, inspirou livros e um documentário televisivo. Terá hoje 500 a mil descendentes vivos.

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Source: Origens: José Silva, ou Joe Silvey, inspirou livros e um documentário televisivo. Terá hoje 500 a mil descendentes vivos.

Ideias peregrinas

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Não há peregrinos em Lisboa. O que as “jornadas mundiais da juventude” trouxeram ao país foi turismo religioso sob a forma de arraiais, romarias e festivais. E, por conseguinte, romeiros e festivaleiros. Confundir quem veio passear de avião e smartphone a Portugal para ver o Papa, dançar com o Papa, cantar com o Papa, com um peregrino que percorre longas distâncias com sacrifício e em devoção é como confundir turista com viajante.

Source: Ideias peregrinas

António Cunha Duarte Justo · DE LISBOA O SORRISO DA JUVENTUDE BRILHOU PARA O MUNDO Portugal está de parabéns

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DE LISBOA O SORRISO DA JUVENTUDE BRILHOU PARA O MUNDO
Portugal está de

parabéns

e agradecido ao Papa Francisco e à juventude mundial (JMJ) por evento tão significativo e marcante

No domingo (06.08.2023) participaram na liturgia da despedida da JMJ 1,5 milhão de pessoas e concelebraram com o Pontífice 700 bispos e 10.000 sacerdotes. Nunca houve em Portugal um evento com tanta gente (1).
Como mostrou a JMJ (Jornada Mundial da Juventude) a Igreja Católica entusiasma a juventude. E o Santo Padre apelou à juventude presente dizendo “não tenham medo”, porque os sonhos e desejos de um futuro melhor, elevam o mundo com sociedades cheias de problemas que precisam da ajuda da juventude. “Quero dizer-vos: continuai assim, continuai a cavalgar as” ondas da caridade”, sede ‘surfistas do amor'”…
O Presidente Marcelo congratulou-se dizendo: um “grande sucesso para Portugal cá dentro e lá fora”
O cardeal-Patriarca de Lisboa agradeceu também a “generosidade” dos 25 mil voluntários (dois terços do sexo feminino e vindos de mais de 150 países) que fizeram com “que tudo acontecesse da melhor forma” e com os “melhores resultados”.
O Santo Padre despediu-se: “No meu regresso a Roma, no final da minha viagem apostólica, quero, uma vez mais, expressar a minha profunda gratidão a sua excelência [Presidente da República] e ao povo de Portugal, pela receção calorosa e hospitalidade que recebi durante a minha visita” e invocou cordialmente “sobre a nação as bênçãos de Deus, da fraternidade, da alegria e da paz”. “Peço que rezem por mim”.
O primeiro ministro, António Costa constata: “Acho que temos boas razões para estarmos todos satisfeitos e orgulhosos porque, mais numa vez, o país mostrou que, polémicas à parte, somos capazes… as polémicas, mais uma vez, foram absurdas… Como foram absurdas há 25 anos as polémicas sobre a Expo, como foram absurdas as polémicas sobre o Euro2004… como se viu, o país tem capacidade para organizar e organizar bem, e colher os frutos daqui que semeia, e esses frutos muitas vezes não são frutos imediatos, são frutos que vêm mais tarde”.
É digno de registo que S. Tomé e Príncipe teve um grande número de participantes na JMJ. Na TV, uma Jovem disse que para nós a despesa foi enorme pois cerca de 2000 € para a viagem e estadia em Lisboa significa um grande esforço. Quando soube que ia ser em Portugal, animei-me e comecei a poupar dinheiro e os meus parentes e amigos! Assim juntei o necessário!
O Papa anunciou que a próxima JMJ 2027 será em Seul e o Jubileu dos Jovens 2025 em Roma.
Na Coreia do Sul (onde apenas 10% são católicos) a despesa será muito maior. A esperança dá forças para começar já a poupar até lá! A Coreia é o 10° país donde vêm mais peregrinos a Fátima! A missionação desse país foi feita inicialmente pelos Portugueses….
António CD Justo
Texto completo e nota em Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=8709
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por que o Chile é uma estreita faixa de terra?

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Este era o Chile antes de 1881 !!!

Ano em que os brilhantes políticos chilenos da época doaram todo este território à Argentina por temerem uma guerra tripla contra o Peru, a Bolívia e a Argentina ao mesmo tempo.

O Chile travou uma guerra por território contra o Peru e a Bolívia (vitória do Chile), mas não conseguiu lidar com os argentinos aliados os outros dois países, o então governo chileno decidiu que esses territórios (Patagônia) eram inúteis e os entregou à Argentinos como um “prêmio” por se manter fora da aliança contra o Chile. A partir de então, os Andes foram usados ​​como um limite natural.

Também é importante dizer que naqueles anos o Chile era o país latino-americano mais rico e próspero (o Chile vendia salitre, pólvora, para todo o mundo, e todos os navios europeus que vinham para a costa do Pacífico tinham que usar os portos chilenos). porque não havia Canal do Panamá); Os britânicos tinham muitos fundos econômicos e empresas no Chile para lhe dar uma idéia de por que os países vizinhos estavam tentando disputar as fortunas do Chile. Cinquenta mil imigrantes ingleses se estabeleceram no Chile de 1810 a 1914.

Imagem de alguns imigrantes Ingleses no Chile

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Magia nos Himalaias. Como um pico de 8 mil metros desapareceu no Nepal

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Cientistas estão a descobrir provas de um pico perdido nos Himalaias. Os peritos não sabem ao certo o que é poderá ter causado isto.

Source: Magia nos Himalaias. Como um pico de 8 mil metros desapareceu no Nepal

Viquingues e animais

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VIKINGS PARTILHAVAM
SEUS TÚMULOS COM CAVALOS E OUTROS ANIMAIS
Seu animal de estimação faz parte da família? Isso não é novidade. Existem evidências arqueológicas que sugerem que os vikings mantinham seus próprios animais em alta – até íntima – consideração, levando-os com eles em viagens. No início deste ano, evidências científicas descobriram pela primeira vez que – já no século IX – os vikings trouxeram cavalos, cães e outros animais com eles através do Mar do Norte.
A suposição predominante era que os exércitos vikings empreendedores simplesmente se apropriaram de cavalos (junto com outros itens de pilhagem) em seus ataques às Ilhas Britânicas.
Mas essas descobertas sugerem que a profundidade dos relacionamentos que as pessoas da idade viking tinham com os animais foi dramaticamente sub-representada.
Mas por que? Afinal, a grande maioria das pessoas – escandinavas ou não – vivendo na era viking dependia da agricultura para sobreviver. Por que demorou tanto para os pesquisadores perceberem que esses humanos e animais mantinham relacionamentos profundos, complexos, emocionais e mutuamente enriquecedores?
As sociedades do passado se preocupavam com humanos, animais e coisas de maneira diferente. Alguns humanos podem ser possuídos, até mesmo vistos como objetos e valorizados muito menos do que alguns animais. Em nossa pesquisa, usamos arqueologia e textos para mostrar que alguns cavalos em comunidades como as da Escandinávia e da Islândia da era viking podem ser vistos como “pessoas”, capazes de agir e dignos de tratamento cuidadoso e deliberado.
Cavalos em sepulturas humanas
Os cavalos na era viking eram vistos como criaturas liminares, o que significa que eram capazes de cruzar fronteiras físicas e conceituais, viajar por diferentes terrenos e até mesmo entre mundos. Eles também tinham significado cosmológico.
A poesia nórdica retrata o deus Odin cavalgando para a terra dos mortos em seu cavalo de oito patas Sleipnir. Um bracteado recém-descoberto – ou pingente – com uma inscrição rúnica da Dinamarca também pode sugerir uma associação entre Odin (ou pelo menos alguém que se identifica como “homem de Odin”) e um companheiro de cavalo já no início do século V dC.
Historicamente, os corpos dos cavalos nos enterros da era viking foram interpretados como símbolos da jornada para a vida após a morte, parte das posses do falecido na vida após a morte ou como símbolos de status. Mas essas interpretações perdem algo vital – o vínculo entre cavalo e cavaleiro.
Os cavalos têm relações especiais com seus cavaleiros, pois ambos precisam aprender a trabalhar um com o outro. Na poesia nórdica (algumas das quais ligadas à era viking), os cavalos eram uma parte vital das identidades guerreiras. Poemas lendários sobre os heróis Helgi e Sigurd retratam heróis que são quase inseparáveis ​​​​de seus companheiros de cavalo. Grani, o cavalo de Sigurd, o matador de dragões, por exemplo, é retratado em luto por Sigurd após sua morte.
Evidências de parcerias entre humanos e cavalos foram encontradas em enterros de todo o norte da Europa, desde os grandes enterros de navios de Ladby e Gokstad, até os enterros equestres da Dinamarca do século X, até os enterros mais modestos de cavalos e humanos na Islândia da era viking. . Mas os cavalos não foram enterrados apenas com os homens.
No Trekroner-Grydehøj em Sjælland, Dinamarca, uma mulher foi enterrada com um cavalo ao lado dela, uma perna parcialmente sobreposta ao corpo humano (acima). Algo sobre este humano e este cavalo significava que um acordo tão íntimo era apropriado.
Acredita-se que a mulher tenha sido uma especialista em rituais, possivelmente uma feiticeira, enterrada com uma haste de cobre com ponta de ferro e uma série de outros objetos, incluindo algumas facas, um balde e uma pequena caixa de madeira. Uma grande pedra chata, um cachorro cortado ao meio e alguns ossos de ovelha, bem como alguns pinos de ferro (possivelmente para prender a bagagem a uma sela) e uma corrente de cachorro completavam o enterro.
Em Love in Vestfold, Noruega, um enterro do século X também tem um cavalo ao lado de uma mulher. Como a mulher em Trekroner-Grydehøj, eles são considerados especialistas em rituais. Mas a mulher não foi a única enterrada com as ferramentas de seu ofício. Um anel de ferro (um anel de metal com anéis menores presos a ele) foi colocado no peito do cavalo enterrado ao lado dela. Quando presos a arreios ou freios de carroças, os anéis de metal tilintavam. Pensa-se que pode ter desempenhado um papel nos rituais da era viking.
Essas mulheres foram enterradas com esses cavalos porque tinham relacionamentos especiais? Ou porque eram feiticeiras? Ou ser uma feiticeira envolvia relações estreitas com esses animais? Acreditamos que, entre outros rituais, os cavalos parecem ter sido participantes vitais nos processos e práticas funerárias.
Bom para morrer, bom para viver
A pesquisa mostra que as relações com os cavalos trazem uma série de benefícios, especialmente para os jovens. É interessante, então, que haja uma insistência repetida na poesia nórdica e nas sagas medievais de que os jovens devem praticar a preparação e o treinamento de cavalos. Os cavalos são considerados parceiros na agricultura e muitas vezes até membros de famílias nesses textos.
A saga do século 13 Bjarnar Saga Hítdœlakappa até retrata uma mulher que parece se beneficiar de uma forma medieval de terapia assistida por cavalos, encontrando alívio para sua doença sentando-se em seu cavalo enquanto é conduzido por um campo:
O maior alívio foi oferecido a ela sentando-se a cavalo, enquanto Þórðr conduzia seu cavalo para frente e para trás, e ele o fazia, embora fosse uma grande dor para ele, pois queria tentar confortá-la.
Nossa entrevista no YouTube sobre o assunto com o professor Howard Williams, do canal Archaeodeath.
Em tempos de turbulência ecológica, olhar para o passado para entender as relações que os humanos tiveram com os animais pode inspirar diferentes abordagens para o presente e o futuro. Dada uma vitória recente de ativistas Māori concedendo personalidade jurídica e direitos a um rio, procurar analogias históricas, como os vikings e seus cavalos, pode nos encorajar a continuar a pressionar por relações mais responsáveis ​​com o mundo não humano.
Pode ser um desenho

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Carlos Esperança

Um excelente texto cuja dimensão o desaconselha no Facebook. Obrigado.