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Conheça a ponte romana de Trajano, a ponte mais antiga de Portugal que tem quase 2000 anos. É uma das mais belas atrações de Chaves!
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«QUANDO O TELEFONE TOCAVA
Há vinte e tal anos o telefone fixo era importante. Importante? Era fundamental! Quando os senhores da Portugal Telecom (ou seriam ainda da TLP?) o foram instalar em minha casa, uma instalação tardia, para nós ainda era um luxo, um objeto sagrado que inspirava fascínio e temor porque trazia com ele a milagrosa possibilidade da comunicação instantânea e a ameaça de despesas acrescidas. Era preciso ter cuidado com a duração e o teor das chamadas. Nas nossas casas, o telefone era tão decisivo como os telefones vermelhos e secretos que imaginávamos ao dispor dos grandes líderes mundiais.Era o telefone tão importante e tão perigoso, que a minha avó paterna, que ainda tinha um daqueles telefones de disco, arranjou um cadeado para evitar as contas astronómicas com que, em certos meses, era surpreendida. A estratégia não resultava porque as chamadas mais caras era a minha avó que as fazia. Passava horas a falar com as filhas emigradas e esquecia-se de tudo, do telefone e dos custos, penosamente lembrados quando então chegava a fatídica fatura com muitos contos para pagar.Lembro-me que, nesses dias, a casa transformava-se no cenário de um mistério de Agatha Christie em que todos éramos potenciais culpados, autores de chamadas exorbitantes. Embora a culpa fosse geralmente da minha avó, o que ela assumia a contragosto, confesso que por várias vezes violei o cadeado com um clipe para poder falar com a minha namorada de então, que vivia no Porto. Após a chamada, fechava o cadeado e é possível que tenha usado um lenço para limpar as impressões digitais, tal era o pavor do castigo. Mas alguém se lembrou então de pedir as faturas detalhadas e o mistério e o pânico dos dias em que a fatura chegava perderam-se no rigor forense dos números discriminados. Contudo, isso não me impedia de continuar a fazer chamadas para o Porto porque a voz que me recebia do outro lado justificava os riscos e havia a esperança mágica de que o número iniciado por 22 passasse despercebido no meio das dezenas de chamadas da minha avó para o estrangeiro.O telefone era tão importante naqueles tempos que a minha avó materna cismava dias a fio quando, por engano, alguém ligava lá para casa. Identificar a voz desconhecida tornava-se uma obsessão. temia que, do outro lado, estivesse um ladrão a ligar para nossa casa só para confirmar se havia lá alguém, e esse ladrão hipotético, ou um seu cúmplice, era, na cabeça da minha avó, o autor de todas as chamadas em que alguém dizia atrapalhado: “Desculpe, é engano”. A suspeita podia adormecer, entrar em hibernação, mas ressurgia meses depois, intacta ou ainda mais viva, numa frase repetida vezes sem conta: “Foi como daquela vez que ligaram para cá à noite”.Nesses tempos em que o telefone era importante, fundamental, um número era um bem que tinha de se conquistar, que tinha de se merecer. Ligar para casa de alguém era uma ato que exigia uma bravura, uma intrepidez espiritual, que as novas gerações já não podem entender. Aquela frase inicial – “É da casa da Sílvia?” – era arrancada das profundezas da insegurança, não como se fosse a pergunta banal e objetiva que era. mas um desmedido atrevimento, como se entrássemos no quarto da rapariga a meio da noite por uma janela e nos preparássemos para a raptar.Que terrível provação quando se ouvia uma voz masculina e grave: “Quem quer falar com ela?” E, nesse segundo em que até a resposta simples e verdadeira, “É um colega da escola”, nos parecia trair uma intenção imoral, uma indecência, a vontade era a de desligar imediatamente e nunca mais falar com ninguém, por telefone ou em pessoa. Só os mais fortes lhe resistiam. Ah, mas o prazer de ouvir a voz desejada! Que conquista! Havia um sentimento militar de espaço íntimo franqueado. O número de telefone era para nós o que o lenço da mulher amada era nas épocas em que ainda se morria de amor e de tísica (provavelmente transmitida através dos lenços): a chave do coração.Todos esses delicados entraves, esperas angustiadas, números guardados como tesouros, toda essa experiência que, na juventude, julgávamos eterna, morreu. Os dramas, as emoções e os silêncios determinados por aquele artefacto tecnológico morreram quando ele se tornou obsoleto. A fúria com que se desligava uma chamada após uma discussão telefónica, a delicadeza com que a minha avó discava cada número ao mesmo tempo que o arrastava na voz, ao ritmo do disco – “dooooois, zéérooo” -, até a estridência da campainha que os telemóveis tentam imitar numa lamentável paródia, tudo isso desapareceu. Ouvir o telefone e pensar “Quem será?”, ser dominado pelas esperanças e ilusões que o toque despertava, inventar rituais, superstições, “Vou deixar tocar só mais uma vez e depois atendo” – e, nesse entretanto, sem aviso, os telefones fixos, jurássicos, passaram à história e nunca mais tocaram.»
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Artur Arêde and 9 others
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O fotógrafo Laudalino da Ponte Pacheco documentou, ao longo de décadas, o quotidiano da ilha de São Miguel, nos Açores. O fotolivro homónimo, editado pela Auracária, contém imagens que datam de 1963 a 1975 e que “constituem documentos riquíssimos para a compreensão do território antropológico, sociológico e histórico da ilha de São Miguel”.
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Olá a todos,
Segue mais um recorte “daqui e dali“:
1618 – Carta Regia — reparo e fortificação da Ilha de Santa Maria
– in: Chancelaria de D. Filipe II (1598-1621), Livro 1613-1619.
– Fonte: https://dre.pt/
Beijinhos e abraços,
Ângela Loura
Ângela Loura <angelaloura@gmail.com> escreveu no dia terça, 29/11/2022 à(s) 23:02:
Olá a todos,
Segue mais um recorte “daqui e dali“:
1962: Saem 110 contos ao Pepe*!
Fonte: https://www.lib.umassd.edu/
Filho de artistas circenses, ele grego, ela italiana, José Elisabeth nasceu a 23-12-1910 em Santiago do Cacém. No final dos anos 30, José Elizabeth (Pepe) deixou a vida do circo e fixou-se em Ponta Delgada, onde passou a exercer a profissão de fotógrafo, registando as gentes e os locais de São Miguel ao longo de 10 anos. Em 1949, fixou-se definitivamente em Santa Maria, atraído pela forte agitação que ali se vivia, com a presença dos militares norte-americanos, registando os aspectos em torno do Aeroporto, e do resto da ilha. Seguiram-lhe os passos o filho Max Brix Elisabeth, e actualmente o neto Pepe Brix.
Beijinhos e abraços,
Ângela Loura
Ângela Loura <angelaloura@gmail.com> escreveu no dia domingo, 23/10/2022 à(s) 00:28:
Olá a todos,
Segue mais um recorte “daqui e dali“:
Postura 48: Acerca de se não lavarem roupas e mais imundices na ribeira pública, havendo falta de água no chafariz desta Vila
Fonte: Instituto Histórico da Ilha Terceira
Beijinhos e abraços,
Ângela Loura
Ângela Loura <angelaloura@gmail.com> escreveu no dia domingo, 24/04/2022 à(s) 02:32:
Olá a todos,
Segue em anexo mais um recorte “Daqui & Dali“:
1928: Longa vida e desafogada ao Baluarte.
Recorte do jornal «A Colónia Portuguesa», edição de 24-04-1928.
Fonte: https://www.lib.umassd.edu/
25-01-1928
Nasceu pela mão do professor José de Medeiros Moniz “O Baluarte”, um quinzenário que assumia como compromisso ser «um humilde intérprete do povo, um acérrimo defensor da verdade e da justiça». A 1ª Série (1928-1930) teve como 1º director o seu fundador José de Medeiros Moniz, 2º director António Morais Cordeiro, e 3º director José do Carmo Pacheco.
01-05-1977
Renasceu graças ao seu 4º director Arsénio Chaves Puim e seus associados, com o objectivo da defesa «dos interesses e da promoção da ilha de Santa Maria». Esta 2ª Série (1977-2016) contou também como 5º director José Dinis Resendes e como 6º director João de Sousa Braga.
01-11-1980
Por questões legais, e uma vez que já se encontrava registado no país outro jornal denominado “O Baluarte”, o jornal passou a partir desta data (Nº. 43 da IIª série) a designar-se “O Baluarte de Santa Maria”.
Fevereiro de 2017
Após uma breve pausa, o jornal retomou a sua actividade com o director Domingos Barbosa, contando actualmente com Sandra Reis como sua directora.
O ‘Baluarte’, citando e parafraseando João de Sousa Braga, não foi nem é apenas fruto do trabalho dos seus directores. Foi e será também fruto do trabalho e da generosidade dos muitos colaboradores, dos jornalistas e funcionários, dos anunciantes, e, claro, dos seus assinantes dentro e fora da ilha.
E continuamos a trilhar caminho…
«A passagem de testemunho da edição do jornal O Baluarte de Santa Maria», in “O Baluarte de Santa Maria, edição de Março de 2017, pág. 3.
Cumprimentos,
Ângela Loura
Ângela Loura <angelaloura@gmail.com> escreveu no dia domingo, 24/04/2022 à(s) 01:28:
Olá a todos,
Segue em anexo mais um recorte “daqui e dali“:
1967: Porto de abrigo.
Recorte do jornal «Diario de Noticias», New Bedford, edição de 29-03-1967.
Fonte: https://www.lib.umassd.edu/
Beijinhos e abraços,
Ângela Loura
Ângela Loura <angelaloura@gmail.com> escreveu no dia sábado, 12/03/2022 à(s) 10:30:
Olá a todos,
Segue em anexo mais um recorte “daqui e dali“.
—1618 – Carta Regia — reparo e fortificação da Ilha de Santa Maria
– in: Chancelaria de D. Filipe II (1598-1621), Livro 1613-1619.
– Fonte: https://dre.pt/
1957: “Longe, tão longe”*…
* Filho de artistas circenses, ele grego, ela italiana, José Elisabeth nasceu a 23-12-1910 em Santiago do Cacém. No final dos anos 30, José Elizabeth (Pepe) deixou a vida do circo e fixou-se em Ponta Delgada, onde passou a exercer a profissão de fotógrafo, registando as gentes e os locais de São Miguel ao longo de 10 anos. Em 1949, fixou-se definitivamente em Santa Maria, atraído pela forte agitação que ali se vivia, com a presença dos militares norte-americanos, registando os aspectos em torno do Aeroporto, e do resto da ilha. Seguiram-lhe os passos o filho Max Brix Elisabeth, e actualmente o neto Pepe Brix.

Postura 48: Acerca de se não lavarem roupas e mais imundices na ribeira pública, havendo falta de água no chafariz desta Vila
Fonte: Instituto Histórico da Ilha Terceira
https://www.lib.umassd.edu/Olá a todos,
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