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https://www.rtp.pt/acores/local/corvo-volta-a-apresentar-rutura-de-produtos-video-_65039?fbclid=IwAR3N0pwLYfgtant0AAY_dWBM63UNrw0UUIIEc4ZkIQUjMJxd67UM-Uz6F9U
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“Mercados financeiros em pânico. Indústria de automóveis parada. Cidades sem trabalho. Aos poucos, a pandemia transtorna a normalidade opressora do capitalismo, expõe suas entranhas e mostra: outras formas de estar no mundo são necessárias.
A disseminação contínua da epidemia do coronavírus acabou desencadeando, também, certas epidemias de vírus ideológicos que estavam adormecidos em nossas sociedades: fake news, teorias da conspiração paranoicas e explosões de racismo.
A quarentena, devidamente fundamentada em evidências médicas, encontrou um eco na pressão ideológica por estabelecer fronteiras estritas e isolar os inimigos que representam uma ameaça à nossa identidade.”
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Investidor russo que adquiriu o aquaparque apresentou um processo de licenciamento de obras na Câmara Municipal de Vila Franca do Campo. Objetivo é abrir o espaço durante este ano
Source: Aquaparque vai sofrer obras de beneficiação – Açoriano Oriental
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A Assembleia Geral do Eixo Atlântico aprovou por unanimidade a proposta do presidente da Câmara de Peso da Régua, para incluir no plano de atividades a defesa política da reativação da Linha do Douro até Barca de Alva
Source: Aumenta pressão para obrigar governo a reabilitar a linha do Douro até Espanha
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O Governo dos Açores, através do Fundo Regional de Coesão, tem assegurado o transporte por via área para a ilha do Corvo de farinha, fruta, legumes, entre outros bens essenciais, tendo em conta que devido ao estado do mar, não tem sido possível efetuar o abastecimento por via marítima.

De acordo com nota do executivo, na quarta-feira, foram transportados para o Corvo,10 sacos de farinha com 25 quilos cada, para assegurar o fabrico de pão, sendo que, na quarta-feira da semana passada, tinha sido transportada idêntica quantidade.
Desde o início desta semana, a Secretaria Regional dos Transportes e Obras Públicas tem vindo a acompanhar o evoluir do estado do tempo e das previsões para os próximos dias, sendo que a melhoria das condições é essencial para que se concretize a viagem do navio ‘Lusitânia’, que carregou mercadoria no Porto da Horta com destino ao Corvo, adianta, ainda, a nota, explicando que “esta viagem ainda não se realizou porque o Porto da Casa, no Corvo, foi encerrado à navegação pela Capitania do Porto de Santa Cruz das Flores devido às condições do tempo, principalmente do estado do mar”.
Da mesma forma, o Porto de Santa Cruz das Flores está atualmente encerrado à navegação.
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O que está a suceder com o abastecimento da ilha do Corvo é um escândalo. Desde o dia 6 de dezembro de 2019 que o abastecimento marítimo da ilha do Corvo não é realizado. Os poucos bens que nos chegaram – que não representam nem 10% das necessidades habituais da ilha – foram transportado pelos aviões da SATA e da Força Aérea.
É falso que as condições do estado do mar tenham permanecido adversas ao longo dos últimos 48 dias. É MENTIRA! A melhor prova disso é a vinda à ilha do Corvo, no dia 17 de janeiro de 2019, do rebocador que efetuou o abastecimento de combustível com êxito.
Não vale a pena voltar a interpelar a Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas a respeito deste assunto. Já percebi que não quer ou não consegue resolver a questão do abastecimento da ilha do Corvo. Vou chamar à Comissão de Economia, para dar explicações, o próprio Presidente do Governo Regional. Vou também provocar uma sessão de perguntas no Parlamento e voltar a pressionar o Governo Regional a respeito dos pagamentos efetuados e das condições contratuais estabelecidas com a empresa responsável pela realização das ligações marítimas entre as ilhas do Corvo e do Faial.
O que está a acontecer é inaceitável e está a ser feito com a complacência das diversas entidades oficias e a cumplicidade dos mais altos representantes da Região e do Estado.

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Draga da Horta parada há meses
Falta de areia afeta construção civil no Pico
A falta de areia está a afetar as empreitadas de construção civil do Pico há vários meses porque a draga “Coral da Horta” está parada no Faial. A embarcação, que realiza a dragagem e procede à distribuição do material inerte pelo Grupo Central, tem estado a ser reparada mas Rufino Francisco, proprietário da draga, afirma que está a demorar mais do que o previsto. Contactado por este jornal, o empresário diz que os trabalhos só não terminaram porque a Portos dos Açores (PA) não permitiu a varagem no Porto da Horta e por não haver disponibilidade para varar na Madalena. “A manutenção tem sido feita no mar; se fosse em terra já estaria concluída há muito mas a PA foi arranjando desculpas para não me deixar varar na Horta”, acusa. “Primeiro disseram-me que não tinham cabos mas eu comprometi-me a adquiri-los. Depois o problema já era da grua e das máquinas e andaram comigo para trás e para a frente, enganaram-me. E na Madalena há um barco varado na rampa”, continua. Rufino Francisco acha ainda “curioso que a draga de São Miguel tenha vindo ao Grupo Central apenas para abastecer a Terceira e tenha deixado de fora outras ilhas”. “O Governo Regional devia ter acautelado esta situação para não se chegar a um ponto de rutura”, enfatiza.
A parte mais significativa da intervenção deve estar concluída dentro de duas semanas, altura em que, segundo diz, terá de extrair areia para servir as ilhas. Contudo, a draga terá mesmo de ir para terra, durante cerca de duas semanas, para serem realizados os trabalhos no fundo da embarcação.
“Rampa da Horta foi desativada há cinco anos”
Ao Jornal do Pico Miguel Costa, presidente do Conselho de Admnistração da PA, enfatiza que, da parte do armador, deve haver “um erro na interpretação da informação que lhe foi dada porque a rampa da Horta foi desativada há, pelo menos, cinco anos por razões de segurança operacional” e que “não há exceções quando não estão reunidas as condições de segurança ideais”. Miguel Costa refere que havia duas opções: ou a Praia da Vitória ou o Estaleiro Naval da Madalena. “No caso da Madalena, a rampa e a carreira que estão a ser utilizadas por um atuneiro é na condição de que, se houver alguma necessidade de esse atuneiro ser arriado – o que vai acontecer nos próximos dias –, assim será. O que a PA fez, com boa vontade, foi arranjar um pontão, no Porto da Horta, devidamente abrigado para que ele [Rufino Francisco] pudesse trabalhar no plano de água e é lá que estão a fazer as reparações da embarcação. Aliás, o próprio armador disse que as principais podiam ser todas feitas em plano de água”, relata. O responsável recusa, por isso, qualquer culpa que esteja a ser atribuída à PA: “A PA não tem estaleiros só à espera que os armadores nos venham bater à porta a dizer que querem os estaleiros disponíveis no dia seguinte. Ainda lhe foi dado um conjunto de datas disponíveis para fazer essa operação [em terra]. Eu acho que o atraso no fornecimento de areia se deve, essencialmente, à falta de programação atempada do armador. Sabemos que essa embarcação teve um acidente na Praia da Vitória, o que também envolve as seguradoras, e, certamente, isso tudo é que deve ter motivado algum atraso nesse fornecimento que não pode, de maneira nenhuma, ser imputado à PA”, remata.
(Jornal do Pico, edição número 819, 17 de janeiro de 2020)
Foto: Direitos Reservados

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PARA MEMÓRIA FUTURA…em ano de eleições!
A propósito da recente polémica com a desflorestação e betonização do Largo do Infante, relembro o que escrevi há 1 ano!
Assim se cumpre o segundo acto da destruição da Horta…

SOS BAÍA DA HORTA.
Depois de ver os desenhos de projectos para a REQUALIFICAÇÃO DA FRENTE MAR DA CIDADE DA HORTA e do REORDENAMENTO DO PORTO DA HORTA, fico com a ideia de que há um fio condutor cujo objectivo é retirar a nossa cidade do Clube das Mais Belas Baías do Mundo ou “LIXAR” as condições geoestratégicas naturais que a tornam o porto de abrigo preferencial nas rotas América-Europa.
Assim sendo, primeiro tivemos as conhecidas “reduções” e “amputações” ao inicialmente projectado para o Cais de cruzeiros e passageiros do porto da Horta e que para além de culminar no REMEDIADO “Portas da Ribeira” trouxe também prejuízo notório nas boas condições seculares que a bacia Sul do porto oferecia.
Depois também parece que teremos um reordenamento da frente mar da cidade que pouco trará em termos de melhoria para as condições de vida dos locais e altera de forma significativa o aspecto de algumas zonas icónicas da avenida marginal…ou seja, basicamente cosmética que pode retirar a individualidade e unicidade da frente marginal da cidade.
Finalmente temos já vários projectos de BETONIZAÇÃO da baía que prometem ATAFULHAR e retirar definitivamente as boas características e conceitos que fizeram a baía atractiva durante mais de um século, seja para os hidroaviões seja para a navegação de cabotagem, para a marinha de guerra, para o iatismo ou para a pesca.
A par disto, tenho sempre grandes reservas e desconfianças com estes “GRANDES” projectos cujo preço é desproporcionalmente elevado em relação à execução (neste caso um projecto de 3 milhões para uma obra orçada em 17 milhões!!) e sobretudo quando são elaborados por gente que visitou o local 3 ou 4 vezes…tudo o resto é gabinete, computador e modelos desactualizados ou testados em laboratório durante uns meses e que portanto não refletem as condições de décadas, o que às vezes é melhor percebido pelo conhecimento histórico e vivencial dos locais.
No ramo dos portos, nos Açores são vários os exemplos de má utilização do betão, nalguns casos aniquilando por muitas décadas ou até definitivamente o potencial que as condições naturais oferecem.
Potenciem as mais valias que a baía e o porto da Horta oferecem, exponenciando-as ou melhorando os aspectos menos bons…com a humildade de colocar o conhecimento da engenharia moderna em sintonia com o estudo histórico do comportamento das estruturas (não de outras, noutros locais do mundo…mas sim do próprio porto da Horta) e com a experiência de décadas dos homens do mar (não de outros…destes do porto da Horta)!
Do que tenho visto nos projectos da frente mar da cidade e do reordenamento do porto, há coisas que só cabem na cabeça de gente que brinca com legos!!!
Às autoridades regionais e sobretudo locais…deixem-se lá de legos e de cartões de militante, sejam homenzinhos e com noção de que a vossa existência é demasiado curta quando comparada com as consequências que as vossas atitudes ou omissões podem provocar nesta ilha, nas suas gentes e nas gentes futuras.
MELHOREM…MAS POR FAVOR NÃO ESTRAGUEM O PORTO DA HORTA!
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Source: Salgado vai pagar multa de 4 milhões (e não pode ser banqueiro)
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O piso de Ortopedia do Hospital de Portalegre pode ter alguns buracos, mas o mais importante é taparmos os do Novo Banco e consolidarmos o excedente orçamental…
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Ilha do Pico e concelho das Lajes com os mais baixos salários de 2017
A Ilha do Pico e o Concelho das Lajes tiveram, em 2017, o mais baixo ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem.
Esta informação vem expressa no Anuário Estatístico da Região Autónoma dos Açores relativo a 2018, publicado pelo Serviço Regional de Estatística o ano transato.
O extenso e detalhado estudo, com cerca de 500 páginas, tem a particularidade de traçar, julgo que pela primeira vez, uma radiografia muito completa dos 19 concelhos açorianos, dividida por quatro grandes capítulos: O Território, As Pessoas, A Atividade Económica e O Estado. Trata-se de um estudo fiável, baseado em fontes oficiais, revelador da situação em que nos encontrávamos no final da passada década.
Tal como prometi em crónica anterior, hoje vou deter-me sobre os chamados ganhos mensais dos residentes nos 19 concelhos açorianos consoante as suas profissões.
Há dados verdadeiramente surpreendentes. Uns já conhecidos, outros nem por sombras sabíamos.
É que, muitas vezes, pensamos que as chamadas Ilhas da Coesão, têm poder de compra e salários mais baixos que as ilhas onde existem cidades. Este estudo revela o inverso.
Por exemplo, a mais alta média salarial do arquipélago regista-se em Santa Maria (1 853,53€). Em grande parte isto deve-se aos altos salários mensais dos controladores aéreos e pessoal do aeroporto, técnicos e profissionais de nível intermédio, da ordem dos 5 635,16€; aos especialistas das atividades intelectuais e cientificas (1 928,61€) e ao pessoal administrativo (1 261,03€). No conjunto dos 19 concelhos, Vila do Porto leva a palma nestes três setores profissionais.
A larga distância está o concelho de Ponta Delgada com ganhos médios mensais de 1 157,20€.
A cidade de Antero só figura em primeiro lugar nos ordenados dos governantes e deputados, dirigentes e gestores de empresas cujos ganhos médios mensais atingem os 2 540,97€. Logo a seguir nestas atividades profissionais estão Santa Cruz da Graciosa (2 197,70€) e Ribeira Grande (2 115,86€).
A ilha do Faial, no total dos vários setores profissionais, ocupa a terceira posição do “ranking” com uma média de ganhos mensais da ordem dos 1 060,17€. Curiosamente é nesta ilha que os salários dos operadores de instalações e máquinas e trabalhadores de montagem é mais alto (1 038,69€.)
A seguir ao Faial vêm as ilhas das Flores com ganhos médios de 1 033,33€ e o Corvo (991,89€) e só depois surge a Ilha Terceira, já na 6ª posição (981,69€).
Ao contrário do que se possa pensar, a média de ganhos mensais é mais elevada na cidade da Praia da Vitória (987,35€) do que em Angra do Heroísmo (979,29€), pese embora estarem aqui sediados departamentos governamentais, universidade, hospital e a maioria das empresas terceirenses. Na Praia é onde ganham mais os trabalhadores açorianos não qualificados (823,58€) e é também lá que os operadores de instalações e máquinas e trabalhadores de montagem tem o segundo salário mais alto da Região (977,94€). Na cauda da tabela e nesta categoria profissional estão a Graciosa com ganhos médios de 917,88€, a Ilha de São Jorge (904,74€) e a Ilha do Pico com 878,04€.
Na ilha Montanha é o concelho de São Roque onde mais se ganha: a média atinge os 944,39€, seguido da Madalena com 877,92€. Na cauda da tabela dos 19 concelhos está as Lajes do Pico (797,16€), com os piores salários em vários grupos profissionais nomeadamente: políticos, deputados, gestores (823,53€), especialistas das atividades intelectuais e científicas (957,83€), trabalhadores de serviços, de segurança e vendedores (705,24€), agricultores e trabalhadores qualificados de agricultura, pesca e floresta (655,34€) e operadores de máquinas e montagem (703,03€).
Não deixa de ser curioso, para compreendermos o nível de vida de algumas ilhas e concelhos que um trabalhador não qualificado no Corvo recebe 814,22€ – o segundo melhor salário desta categoria profissional. Muito acima dos salários pagos a trabalhadores do mesmo setor em Vila Franca do Campo,(668,18€), no Nordeste (680,92€) e na Povoação (689,92€).
A primeira capital micaelense ocupa a 18ª posição no “ranking” dos concelhos açorianos com piores ganhos médios mensais (803,91€), seja nos setores público ou privado.
A seguir está a Calheta de São Jorge (836,89€). E, apesar de lá existirem indústrias de conservas de peixe, de lacticínios e outras, os trabalhadores qualificados da industria, construção e artífices são os mais mal pagos dos Açores ao receberem em média 704,55€.
Muitas outras análises permite o estudo que acabámos de citar. As leituras não são fáceis e os cruzamentos de dados não são tão lineares como parecem.
Os salários registados nas ilhas das Flores (3 628 hab)e do Corvo (465 hab), ilhas com reduzida e envelhecida população, demonstram o poder de compra dos residentes no grupo ocidental, mais elevado que o das Ilhas Terceira, São Jorge e Pico.
Pode então questionar-se: por que razão a juventude florentina deixa a sua terra e opta por São Miguel, onde as diferenças salariais não são tão significativas como se julgava e as ofertas de emprego, normalmente, não respeitam nem as qualificações nem as apetências profissionais?
Que dizer da Ilha do Pico, no fundo da tabela dos salários médios mais baixos e apresentada como um dos destinos mais procurados e de enorme potencial de crescimento turístico? Que futuro podem ambicionar os jovens picoenses colocados perante tão grandes diferenças salariais?
Os dados do SREA provam, à saciedade, que alguma coisa não vai bem no “reino” da economia.
Colocado perante a frieza dos números, o cidadão interroga-se, certamente, como é possível que, de ilha para ilha e de concelho para concelho, as diferenças salariais sejam tão acentuadas. Se “Para trabalho igual, salário igual”, que razões estão na base destas diferenças que geram tantas desigualdades e conflitos sociais?
José Gabriel Ávila
jornalista
