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Não há nada sustentável nos Açores

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Não há nada sustentável nos Açores
O programa do Governo Regional afirma que a “sustentabilidade tem de continuar a ser um princípio norteador da [sua] ação”.
Em que mente distorcida é que uma agricultura baseada em máquinas destas é sustentável? É preciso não ter nenhum respeito pelo solo (já nem falo em amor!) para o agredir com um trator gigantesco cujo nome reflete a atitude desta gente: Warrior, guerreiro! A agricultura intensiva está em guerra com a natureza, baseando a sua força no diesel, na importação de tudo (adubos, pesticidas, soja e milho transgénicos) e na exportação de tudo (para que a economia continue a crescer). O mar está exausto, salários de miséria pagos a quem sacrifica o seu conforto e arrisca a vida para perseguir cada vez menos peixes, cada vez mais pequenos. Incineradoras são inauguradas para manter um estilo de vida baseado no usar e deitar fora, queimando recursos naturais que não conseguimos deixar de destruir e chamando-lhe “valorização”. O direito à habitação foi transformado num “mercado de habitação” que deixa os açorianos apinhados em anexos que ardem com frequência, juntamente com os carros velhos que são obrigados a manter porque o “mercado do transporte” não lhes dá outra solução para se integrarem no “mercado de trabalho”.
Propõe o Governo Regional uma “senda do desenvolvimento, que efetive rendimento, sustentabilidade e crescimento.” E, de facto, o documento deixa claro que um crescimento económico “forte” é outro dos seus princípios norteadores. O programa segue à letra a cartilha capitalista, na sua versão neoliberal: o “aumento significativo do investimento privado” é apresentado como essencial à “criação de emprego e a fixação das populações”, o governo remetendo-se a um papel regulador “nos aspetos em que o mercado possa falhar”. Claramente, o governo não vê nenhuma falha nesse mercado que nem provê às necessidades mais básicas da pirâmide de Maslov: abrigo, comida, água, ar respirável.
Em vez disso, atira-nos “sustentabilidade” para os olhos, como areia.

Plano para inclusão de pessoas sem-abrigo nos Açores é “muito realista” – jornalacores9.pt

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O primeiro Plano Regional para a Inclusão da Pessoa em Situação de Sem-Abrigo (PRIPSSA) nos Açores 2025-2030, que tem como objetivo reduzir o número de casos na região, é considerado “muito realista” e “operativo” pela equipa técnica. “O plano é muito realista. É realista e assente na realização de um estudo técnico prévio, solicitado pelo […]

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Duarte Freitas anuncia pagamento de todas as dívidas aos fornecedores do setor da Saúde – RTP Açores

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… até ao final do mês.

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PS-Açores numa miséria política

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PS-Açores numa miséria política
Na minha modéstia de sempre, há muito que venho dizendo: enquanto o PS-Açores não se libertar dos Césares não chegará a lado algum com sucesso. O pai, Carlos, teve o seu tempo, com virtudes e defeitos, mas “já era”. O filho, Francisco, também “já era”, sem nunca ter sido nada de relevante na política regional e nacional. Militantes e simpatizantes socialistas açorianos: acordem! Numa altura em que o (verdadeiro e genuíno) Partido Socialista (PS) é cada vez mais necessário na política regional, temos o PS feito numa miséria política, como se está a ver com a candidatura à Câmara Municipal de Ponta Delgada. É um desastre completo!
Se eu fosse a drª Isabel Almeida Rodrigues – candidata a presidente da Câmara Municipal e depois de o próprio PS reconhecer que ela não tem condições para vencer ao constituir uma coligação com partidos embora insignificantes eleitoralmente -, diria aos Césares: candidatem-se vocês, em vez de estarem na retaguarda, bem instalados na vida política, sem riscos.
Isabel Almeida Rodrigues é uma senadora política, digna, com muitos e bons serviços prestados à causa pública, mas não tem, de facto, perfil pessoal e institucional para autarca. Honesta e com boa fé, aceitou ingenuamente o convite dos Césares, sem ter percebido o “poço” em que a meteram.
Na hora da derrota, que os Césares – o pai é presidente do
PS-Nacional e do PS-Açores, enquanto o filho é líder do PS-Açores – assumam, desapareçam e deixem o PS em paz, para cumprir a importante missão política e histórica que lhe cabe, nomeadamente na Região Autónoma dos Açores.

Projeto da nova cadeia de Ponta Delgada adjudicado com um prazo de execução de 450 dias – Rádio Atlântida

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O projeto da nova cadeia de Ponta Delgada, nos Açores, […]

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TAXA TURÍSTICA PARA ISTO?

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Taxa turística para isto?
Esta é a realidade diária na zona da Pranchinha, em Ponta Delgada uma área com vários alojamentos locais, onde pagamos taxa turística obrigatória, mas não temos segurança, nem limpeza, nem dignidade.
A imagem fala por si: toxicodependentes completamente abandonados, caídos no chão, em plena via pública. Isto acontece a metros da minha porta. Nenhuma presença policial, nenhuma ronda, nenhuma intervenção social.
A Câmara Municipal de Ponta Delgada cobra uma taxa a quem tenta receber bem os turistas mas não oferece nada em troca.
E o Governo Regional dos Açores, que tanto fala em turismo sustentável e bem-estar social, fecha os olhos ao que está mesmo à vista de todos.
Querem que os turistas fiquem? Que tenham boas experiências? Comecem por dar condições mínimas a quem aqui vive e trabalha.
Basta de fingir que está tudo bem.
Está tudo mal.
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Tomás Quental and José Ant

AS BARRACAS ESTÃO DE VOLTA

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As barracas estão de volta. Nos arredores de Ponta Delgada, estão a surgir algumas barracas como resultado de dinâmicas urbanas muito diferentes das que foram responsáveis pelo recurso a este tipo de habitação, em tempos pretéritos.
No passado o completo abandono a que algumas pessoas eram sujeitas, obrigavam-nas a ter que recorrer a uma barraca para poder ter um teto. Hoje vivemos num mundo aparentemente diferente mas o fenómeno está de volta.
Não me parece que a solução seja fácil, porém, numa comunidade pequena, como é a nossa, não vejo equipas no campo a tentar combater este ressurgimento, que evidencia um retrocesso civilizacional. Os”doutores” deviam estar no terreno com equipas multidisciplinares a dar o “corpo ao manifesto”, em vez de estarem sentados nos seus gabinetes a assinar papéis e a dar ordens.
Claro que o poder político é o principal responsável, porque para que exista vontade em combater esta situação é necessário investimento e vontade política. Já lá vai o tempo em que a caridade de muitos católicos era a principal forma de combate a situações como estas. Hoje o problema é muito mais complexo e no entanto vejo os nossos representantes de mãos para baixo, a olhar este fenómeno sem saber o que fazer. Para isto não são necessários governantes. O que se espera é que tenham o perspicácia de compreender que este fenómeno é novo e que deve ser atacado já, porque “esta planta pega de galho” e quando a floresta estiver densa, tudo será mais difícil de combater.
Como habitante desta “aldeia” custa-me aceitar a inoperância dos nossos representantes e assistir a espetáculos degradantes onde os sem-abrigo proliferam perante o olhar impávido de quem devia estar a combatê-los. Não aceito o argumento de que é impossível resolver este problema. Se for para racicionar assim, não são necessários políticos, bastam administradores de carreira. Se temos políticos eleitos e pagos devemos exigir soluções divergentes para problemas complexos, caso contrário, não sei para que servem estes nossos governantes.
P.S. – Este problema envolve o poder autárquico, poder regional e o recurso a programas comunitários, já que de Lisboa não espero nada, basta olhar para as áreas onde o Terreiro do Paço tem obrigações.

CASA PRÉFABRICADAS PARA REDUZIR A FALTA DE HABITAÇÃO

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Bairros de casas pré-fabricadas, para minorar os actuais gravíssimos problemas da habitação em Portugal.
Quando se sabe que a habitação pública em Portugal é de apenas 2% do total edificado, ao contrário da média europeia que é de 8%, chegando em alguns países a ser de 10% e 15%,
quando se sabe que as pessoas carecidas de habitação a preços reduzidos, ou acessíveis, são na ordem das centenas de milhares,
sejam portugueses de origem, sejam imigrantes estrangeiros ou naturalizados,
quando se sabe que existem já cerca de 1800 famílias a viver em barracas, em 13 novos bairros de lata existentes à volta de Lisboa, no Seixal, Almada, Loures e Amadora,
quando se sabe que a actual alternativa às barracas para essas pessoas é viverem em tendas, colocadas nas ruas e em lugares públicos,
como acontece, em grande escala, em cidades dos Estados Unidos da América como Los Angeles, Seattle, São Francisco, Portland e Nova Iorque,
quando se sabe que, mesmo que se faça agora um forte investimento na construção de habitação social pública, os prédios e os apartamentos vão demorar vários anos para ficarem prontos para serem habitados,
então irei retomar aqui uma publicação que fiz na minha página do Facebook há uns tempos, em que se defende que a implantação de bairros de casas pré-fabricadas pode minorar o candente problema da habitação em Portugal.
Na verdade, e como já se afirmou acima, o problema da falta de casas no país é uma evidência e uma certeza inquestionável, seja no mercado da compra e venda, seja no mercado do arrendamento,
e a carência de habitação em Portugal multiplica-se ao longo do país, ainda que seja mais premente nos grandes centros urbanos do litoral,
sendo na ordem das muitas dezenas, ou mesmo centenas de milhares de fogos as actuais necessidades de habitação para satisfazer a população,
sendo que a construção de habitação pública a preços controlados e acessíveis é fundamental para suprir as carências habitacionais da população,
porque já se percebeu que a legislação actualmente em vigor, e o funcionamento das regras de mercado, só tem resultado no acréscimo acentuado e constante do preço de venda das habitações e das rendas,
e na redução da tipologia da construção para prédios, apartamentos e casas, privilegiando os promotores imobiliários privados o segmento superior de áreas e preços,
e estando presentemente o Estado central, e as autarquias locais, apesar do grande esforço financeiro que tem sido feito nos últimos cinco anos,
incapazes de assegurar rápidamente a construção de habitação condigna para todos aqueles que dela precisam, sejam jovens, ou não, nacionais ou imigrantes,
e a preços que possam ser efectivamente pagos pelos jovens ou pelas famílias de menores rendimentos,
pelo que urge tomar decisões que satisfaçam, a curto prazo e com uma mínima qualidade, a necessidade urgente de habitação acessível.
O mercado das casas pré-fabricadas tem evoluído muito nas últimas duas ou três décadas,
sendo cada vez mais oferecidas casas com grande qualidade de construção, em vários tipos de material, que se ajustam às condições climatéricas das regiões a que se destinam, e fornecidas com todos os equipamentos necessários,
com preços muito acessíveis, e de fácil e rápida instalação,
podendo ser uma solução célere para satisfazer a necessidade de habitação por parte de alguma da população em todo o país,
com a disponibilização de terrenos públicos vagos, aproveitando até a recente aprovação da Lei dos Solos, através do Decreto-Lei n.º 117/2024, entrado em vigor em 29 de Janeiro de 2025, que alargou substancialmente a área edificável a nível nacional,
mas também prestando-se apoio técnico e financeiro, por parte das autarquias locais e do Estado central,
e com a planificação, instalação de infraestruturas e construção de bairros com essas casas pré-fabricadas em muitos municípios do país,
o que podia fazer diminuir sobremaneira a pressão actualmente existente no mercado de habitação,
e ajudaria com certeza à demolição célere dos bairros de lata ora existentes, evitando o seu crescimento e, claro, a sua prória existência e necessidade,
e garantindo que os investimentos públicos e privados, actualmente em fase de execução ou de planificação, ou os novos que se prevejam para breve, pudessem ser efectuados nos prazos normais relativos à construção.
A construção e utilização de casas pré-fabricadas em grande quantidade é cada vez mais frequente em quase toda a Europa, como é o caso da Suécia, Alemanha, Reino Unido, Croácia, Áustria, Dinamarca, Hungria, e é muito generalizada nos Estados Unidos da América.
Não é com certeza uma solução permanente para a crise de habitação em Portugal, mas é uma fórmula temporária e expedita de enfrentar o problema,
que pode minorar em muito a actual carência de muitos cidadãos e suas famílias, e dos imigrantes pobres que aqui trabalham.
(Luis Almeida Pinto)