É este o palco que fez estremecer o Rock in Rio e que levou a uma intimidação da organização deste pequeno festival a mudar o nome, pois as semelhanças são tremendas e obviamente, o nome podia levar a equívocos.
O RIR Lisboa achou que “Rock in Rio Febras ” estava a fazer ” concorrência desleal” e vai daí, notifica a organização deste pequeno festival para mudar o nome. É mesmo para “RIR”.
Para além de três palavras, não terá sido a questão das grades, a existência de estacionamento gratuito atrás ou quem sabe, a falta de seguranças junto ao palco para justificar tanto medo ? A nossa aposta são os barrotes de madeira do palco, algo inovador e que o RIR Lisboa não possui..
Do ponto de vista juridico até é defensável a posição do RIR Lisboa mas a noticia neste caso não é o cão que mordeu o homem mas o homem que mordeu o cão, tal a picuinhisse do medo.
Enfim, o rico com medo do pobre. Estavam tão bem quietinhos com o seu “Funk” in Rio e deixar o Rock das febras em paz.
Eu acho que a organização do evento devia acatar a exigência do Rock in Rio Lisboa e mudar o nome o quanto antes. Até posso dar uma sugestão: Rock in Rio Bifanas!
A empresa IMR, sediada na rua Goncalo Velho Cabral (imagino que lá no escritório não saibam por onde o rapaz andou), quer recrutar, para Ponta Delgada, alguém que perceba Português do continente.
Parece-me extraordinariamente positivo. Imagine-se o que era ter alguém a trabalhar entre as 6h e as 23h e, custo desnecessário, ainda precisar de um tradutor para lhe explicar tudo.
Isto é gestão de qualidade, optimizacão de recursos e um incentivo à formacão. Tiraram o secundário na Antero de Quental? Fossem para linguas estrangeiras e tivessem aprendido Português do continente e hoje, com sorte, estariam nos quadros da IMR a trabalhar de sol a sol.
Devo dizer que os percebo. Não é fácil de facto ser compreendido por aquelas paragens. Há 10 anos que falo com a minha sogra com tradutor, neste caso a minha mulher, que já foi à Metrópole e aprendeu o dialecto local. Não fosse isso e andava a comer inhame a pensar que era batata.
Mas reparem que a mais valia da IMR no mercado não acaba aqui. Por este poliglota das ilhas que esteja disponível o dia todo para trabalhar ainda oferecem um…contrato. UM CONTRATO DE TRABALHO! São ou não são os maiores, estes gajos? Fico em pulgas para saber o valor daquele ordenado base.
A piada do cartaz com erros ortográficos a pedir boa compreensão de Português faz-se sozinha. Mas há um detalhe que me parece interessante, neste maná de calinadas. Como é que a compreensão na leitura difere entre “Português das ilhas” e “Português do continente”? Tu queres ver que “frisa”, “candins”, “vaca miquelina” e “blica” já aparecem nos textos de controlo de qualidade?
A mim não enganam eles, estes rapazes da IMR. Estou certo que percebem micaelenses e até rabepexins. O que eles querem mesmo, mesmo, é dar uma licão a todos aqueles que se insurgiram contra o sotaque do “continente” na série Rabo de Peixe. Curisques.