Plataforma para reembolso do subsídio de mobilidade operacional em janeiro – jornalacores9.pt

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A plataforma eletrónica para processar o reembolso do subsídio de mobilidade entrará em funcionamento em 07 de janeiro de 2026, anunciou hoje o ministro das Infraestruturas e Habitação, assegurando que a devolução ocorrerá em apenas dois dias. “Vai funcionar, numa primeira parte, ainda com o apoio dos CTT. Depois, o Governo quer, passados seis meses, […]

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Novo hospital de Ponta Delgada “não será apenas betão” – jornalacores9.pt

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A secretária regional da Saúde dos Açores disse hoje que o novo hospital de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, “não será apenas betão” e o executivo deixará como legado “um novo e um moderno” edifício. “O futuro do HDES [Hospital do Divino Espírito Santo] está a ser definido, seguindo os trâmites legais a […]

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Portugal com a maior contribuição de sempre para a Agência Espacial Europeia – XXV Governo Constitucional

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Contribuição envolve Ciência e Inovação, Economia, Infraestruturas, Defesa e Ambiente, e Açores

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Governo dos Açores admite adiamento da privatização da Azores Airlines

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O presidente do Governo dos Açores congratulou-se esta terça-feira, 25, pela entrega de uma proposta para a compra da Azores Airlines, mas admitiu o adiamento d

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SNPVAC reage à entrega da proposta de aquisição da Azores Airlines I Antena 1 Açores

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O presidente do Sindicato do Pessoal de Voo Ricardo Penarroias estranha nova nomeação para Atlantic Connect Group e diz que não tiveram qualquer negociação com um dos intervenientes do grupo.

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12 mil anos depois o vulcão acordou

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The Hayli Gubbi volcano in Ethiopia’s Afar region in East Africa erupted Sunday morning after lying dormant for 12,000 years, sending ash plumes across the Red Sea towards Yemen and Oman.
Located 500 miles (800 kilometers) northeast of Addis Ababa, the volcano erupted several hours leaving nearby Afdera village covered in ash.
Local resident Ahmed Abdela said it “felt like a sudden bomb had been thrown.” Thick smoke plumes rose 9 miles (14 kilometers) into the sky.
The eruption sent ash clouds to Yemen, Oman, India, and northern Pakistan according to the Toulouse Volcanic Ash Advisory Centre.
No casualties were reported, but local administrator Mohammed Seid said eruption could have economic implications for livestock herders.
May be an image of crater and text that says "10 - FOSSBYTES Ethiopian Volcano Erupts After 12,000 Years, Creating 9 Mile High Ash Cloud That Reached All The Way To India"
 

Grupo de quatro empresários entrega proposta para comprar Azores Airlines

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https://www.noticiasaominuto.com/economia/2894136/grupo-de-quatro-empresarios-entrega-proposta-para-comprar-azores-airlines?utm_medium=email&utm_source=gekko&utm_campaign=all_economia

O consórcio Newtour/MS Aviation – agora designado por Atlantic Connect Group – formalizou a apresentação de uma proposta vinculativa para a aquisição de 85% do capital social da Azores Airlines

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Source: Açoriano Oriental

a demência

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Quando saiu a notícia de que o Bruce Willis tinha sido colocado num centro especializado, houve quem ficasse surpreendido.
Um homem milionário, com acesso aos melhores médicos, com uma família inteira a apoiá-lo…
E mesmo assim, a esposa e os filhos decidiram que ele precisava de cuidados especializados, naquele regime de “daycare” clínico onde há profissionais, rotinas, vigilância constante, estimulação e segurança.
E porquê?
Porque ele tem demência frontotemporal, a mesma que a minha mãe tem.
E é aqui que muita gente precisa finalmente de ouvir a verdade, sem rodeios:
A demência frontotemporal não é o mesmo que um idoso mais esquecido.
Não é o mesmo que confundir o almoço com o jantar.
Não é o mesmo que ficar mais lento.
É outra liga. É outra violência. É outra realidade.
No caso da minha mãe, por exemplo, ela não ficou agressiva.
Ela não insulta.
Ela não diz asneiras.
Ela simplesmente perdeu o vocabulário. Deixou de conhecer as pessoas . Perdeu a autonomia . A mulher mais desenrascada que conheci passou a ser dependente .
Diz palavras soltas, sons que não se encaixam, frases que não têm início nem fim.
É como viver num eterno eco.
Mas o mais perigoso não é isso.
É que ela fugia.
Várias vezes.
Abriu portas.
Saiu de casa.
Desorientada.
Sem saber quem era, nem onde estava, nem para onde ia.
E este risco , o risco de uma pessoa desaparecer , ninguém imagina até acontecer.
Não é “coitadinha, deixem-na em casa”.
Porque em casa é que o perigo é maior.
É uma doença que tira a noção de perigo, as regras sociais, o sentido do tempo, o controlo dos impulsos.
E quem cuida entra num estado de exaustão que não se descreve. Vive-se.
E depois há a ideia completamente errada de que “basta contratar cinco empregadas”.
Como se isto fosse sobre limpeza, sobre comida, sobre banhos.
Não é.
Isto é sobre um cérebro que deixou de obedecer às regras.
É sobre proteger a pessoa dela própria.
É sobre impedir fugas, quedas, pânicos, desorientação total.
E isso nenhum cuidador inventado aguenta 24 horas por dia.
Por isso é que, tal como a família do Bruce Willis, muitas famílias , incluindo a minha, tiveram de tomar decisões difíceis.
Sinalizar.
Internar.
Proteger.
E quem nunca viveu isto… julga.
Porque é mais fácil julgar do que tentar compreender.
E antes de alguém vir com a conversa do “os velhos devem morrer em casa”, deixem-me explicar o outro lado. Primeiro, a minha mãe tem 67 anos e vive com esta doença há uns 8 anos pelo menos .
A minha avó.
A minha avó esteve lúcida até ao último momento.
Teve esquecimentos, claro. São 95 anos de vida.
Trocar o almoço pelo jantar, achar que era noite quando ainda era dia, meter-se na cama às três da tarde…
Isso é idade.
Isso é desgaste natural.
Isso não é demência.
E porque nunca perdeu quem era, ficou em casa dela.
Porque era a vontade dela. Porque tinha autonomia. Porque nunca foi perigo para si.
E porque prometi quando tinha três ou quatro anos que nunca a meteria num lar , e cumpri essa promessa até ao fim.
Mas o que ela teve foi um privilégio raro: lucidez até morrer.
Um privilégio que nem todos têm.
E é preciso dizer isto sem medo: nem todos podem ficar em casa. Nem todos estão seguros em casa. Nem todas as doenças permitem casa.
O meu avô, por exemplo, também não pôde.
Teve o mesmo padrão da minha mãe.
Queria fugir, queria sair, falava como se tivesse 18 anos, perguntava pelo pai e pela mãe.
Perdia-se.
Confundia o presente com o passado.
E apesar de reconhecer toda a gente e verbalizar tudo, não tinha controlo sobre os impulsos.
E isso é perigoso demais para ignorar.
No centro de dia, ele floresceu.
Tinha informática com as animadoras, ria-se, sentia-se útil.
Sentia-se a trabalhar.
Sentia-se alguém.
E foi feliz lá , dentro do possível.
E é isso que muita gente não entende:
Estes sítios não são “lares de abandono”.
São centros de bem-estar, segurança, estrutura e dignidade.
São o sítio certo quando a casa já não é.
E depois há a pergunta que fica no ar, a que dói, a que custa admitir:
“E quando for eu?”
Eu só peço uma coisa:
Que seja rápido.
Que não seja demência.
Não me interessa a idade interessa-me a lucidez.
Já me chega aquilo que a vida me deu, já me chega aquilo que vi, já me chega a bipolaridade.
Peço só que o meu cérebro nunca me traia da forma como vi o cérebro dos meus morrer.
E se um dia me trair, que alguém tenha a coragem de fazer por mim aquilo que eu fiz por eles:
Proteger-me.
Mesmo quando o mundo inteiro não entende.

INSULARIDADE E RYANAIR

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Os Açores estão a ser governados como se fossem uma mercearia de bairro, não como uma região que precisa de visão de longo prazo.
A saída da Ryanair dos Açores é um desastre anunciado e completamente evitável.
E não me venham com explicações técnicas sobre taxas. A realidade é simples: é muito mais barato abdicar de alguma receita aeroportuária do que perder uma companhia que traz centenas de milhares de pessoas por ano. Toda a gente sabe que a Ryanair faz chantagem. Sim, faz. Mas qualquer região inteligente cede quando isso protege o futuro. Ceder um hoje pode valer cinquenta amanhã.
Nos Açores, esta lógica básica parece não existir.
Enquanto o Governo Regional continua a proteger uma SATA falida, que respeito pelo papel inter-ilhas mas que é um buraco financeiro permanente, fecha na prática a porta às low-cost que verdadeiramente ligam os Açores ao mundo.
Eu vivo em Londres. Tenho uma filha menor. Sempre que chega uma janela de férias escolares, tentar ir aos Açores é um tormento. Os preços são absurdos e, se for pela SATA, então é simplesmente impossível para uma família. Isto não é acessibilidade, não é estratégia e não serve os açorianos.
E depois querem que acreditemos que há visão estratégica. Não há. Isto é incompetência pura.
Os Açores precisam de decisões sérias, visão a longo prazo e abertura ao mundo. Não podem continuar a ser geridos como um balcão onde se fazem contas do dia a dia enquanto o futuro se perde à porta.
Perder a Ryanair não é perder uma rota. É perder mobilidade, turismo, competitividade e oportunidades para quem vive nas ilhas.
Está na altura de acordar. Porque isto só se resolve com coragem e competência, não com discursos.