AÇORES PRECISAM DA RYANAIR

Views: 2

Ainda sobre este drama da Ryanair e o anúncio de que encerrará todos os voos para os Açores a partir de março de 2026, alegando como razões as taxas aeroportuárias elevadas e uma falta de intervenção governamental na redução de custos operacionais, vale a pena determo-nos sobre alguns detalhes.
A decisão, obviamente, provocou uma preocupação generalizada entre entidades regionais, operadores turísticos e autoridades económicas, algumas mesmo utilizando termos como “choque”, “golpe” e “pânico” para caracterizar este anúncio. Embora, da parte do Presidente do Governo Regional tenha havido uma alegação de, pelo menos aparente, tranquilidade. Alguém que me arranje o mesmo calmante, sff.
A Ryanair alega transportar cerca de 400 mil passageiros por ano, grande parte deles turistas em viagem de lazer ou negócios, o nosso mercado interno é pequeno e pouco abonado, portanto podemos acreditar que pelo menos mais de 60% a 70% destes 400 mil são efetivamente turistas. Ora a retirada da única oferta low-cost entre o continente e o arquipélago reduz significativamente a conectividade aérea do arquipélago e aumenta a dependência de outras companhias, como TAP e SATA, sabendo nós, também, como está, infeliz e fatidicamente, esta última.
Segundo estimativas por alto, baseadas no gasto médio por visitante (€276 por viagem segundo dados do INE), a perda direta de receitas turísticas provocadas pela retirada da Ryanair do destino Açores pode variar entre €27,7 milhões e €110 milhões anuais, dependendo do número de passageiros não residentes afetados. Se juntarmos a isto os efeitos indiretos na economia regional, esse impacto pode atingir entre €40 milhões e €166 milhões. E o Presidente do Governo diz-se tranquilo?!?!
Outro dos impactos a curto/médio prazo é a subida dos preços médios dos bilhetes, para além da redução do número de turistas sensíveis ao preço e impactos negativos em atividades complementares, incluindo restauração, transportes e animação turística. Já para não falar noutros impactos indiretos no consumo, retalho, produtos locais, etc. É que se os turistas produzem lixo, como todos nós, aliás, também gastam dinheiro, a tomar café, beber água, ou a meter gasolina nos carros de rent-a-car. Estimativas simples indicam que a perda de emprego direto pode variar entre 700 e 2 800 postos de trabalho, podendo superar 4 000 empregos se contabilizados os efeitos indiretos. Pensem por exemplo no consumo de lacticínios, carne, peixe, pão ou outros produtos.
Por outro lado temos os elevadíssimos custos reputacionais para a imagem do destino que esta novela provoca. A Ryanair aponta como causas da sua saída as taxas aeroportuárias praticadas pela ANA e a alegada inação do Governo, enquanto as autoridades regionais e nacionais defendem que os Açores têm algumas das taxas mais baixas da Europa.
Esta divergência reforça a perceção de que a decisão também poderá ter motivações estratégicas de negociação, mas ao mesmo tempo revela as fragilidades do destino em assegurar um crescimento sustentado e sustentável do sector turístico fazendo perigar não só investimentos como a própria perceção dos mercados sobre o valor intrínseco do destino. Já dizia a minha avó, leva uma vida a fazer um nome, mas basta um dia para o perder…
Face a este cenário, seria imprescindível que os sectores público e privado estudassem medidas de mitigação, incluindo negociações urgentes, e musculadas se necessário, com a ANA/VINCI, incentivos a operadores alternativos, reforço da promoção turística internacional e avaliação do impacto económico real através de estudos detalhados.
A Ryanair é a maior companhia aérea europeia em termos de número de passageiros transportados e alcance operacional voando para mais de 240 destinos, o que para nós significa uma conetividade com o mesmo número de potencias mercados. Não compreender este facto é não perceber como funciona a indústria do turismo, principalmente nas novas tendências de independent travelers e last minute, elementos essências por exemplo para combater a sazonalidade. Já para não falar no rombo comunicacional que representa sair desta máquina de promoção e comunicação que são 200 milhões de passageiros transportados anualmente.
Não quero defender o Sr O’leary que obviamente não precisa, mas reduzir isto tudo a uma birra ou a uma manobra negocial é não perceber ou não querer assumir como a distância da região dos aeroportos emissores, o sobrevoo do atlântico e tudo que isso implica em termos de consumos de combustível, seguros, especificações técnicas das tripulações e dos aparelhos, bem como outras incidências no preço, como capacidade de encher aviões, influem efetivamente na rentabilidade da rota e da operação. E, principalmente a responsabilidade que o destino têm em ser parceiro e não obstáculo…
A saída da Ryanair representa um abalo sísmico para a economia açoriana e coloca em evidência a vulnerabilidade do arquipélago face a alterações de conectividade aérea, sublinhando a importância de políticas estratégicas para assegurar acessibilidade e sustentabilidade do turismo regional. Tudo coisas que por mais que o espectador atento tente perscrutar não se vislumbram nem no imediato nem no horizonte mais longínquo.
Mais uma vez, estamos não só à mercê dos mercados, o que desde logo vai resultar num aumento lógico e imediato da tarifa média, com impactos diretos no tipo de cliente e perceção da oferta, como estamos também à mercê dos maus políticos, o que infelizmente, resulta no aumento direto da nossa desgraça coletiva…

45,000 holiday rental (AL) licences expected to be cancelled

Views: 1

The registration process for civil liability insurance for local accommodations should be completed by the summer of 2026 and result in the cancellation of approximately 45,000 spaces, estimates the president of the Local Accommodation Association in Portugal.

Source: 45,000 holiday rental (AL) licences expected to be cancelled

Governo “surpreendido” com a Ryanair lembra que taxa nos Açores “é a mais baixa da Europa” – CNN Portugal

Views: 6

Ministério das Infraestruturas diz que “a taxa de rota aplicada aos Açores é a mais baixa da Europa e que a taxa de terminal se situa entre as mais reduzidas”

Source: Governo “surpreendido” com a Ryanair lembra que taxa nos Açores “é a mais baixa da Europa” – CNN Portugal

Ryanair abandona Açores a partir de março. Culpa ANA e Governo – Sociedade – Correio da Manhã

Views: 3

A companhia aérea ‘low-cost’ diz que a decisão fará os Açores perderem seis rotas e 400 mil passageiros.

Source: Ryanair abandona Açores a partir de março. Culpa ANA e Governo – Sociedade – Correio da Manhã

Subsídio dependência.

Views: 5

Subsídio dependência.
Os Açores pagaram para que esta companhia aérea privada, cujos lucros são de milhões, fechasse a sua base em Ponta Delgada e fizesse meia dúzia d…

See more
 

May be an image of ‎aircraft and ‎text that says "‎SIC Notícias 8 min … A Ryanair vai encerrar todos os voos para os Açores a partir de março de 2026, alegando as elevadas taxas aeroportuárias e 'a inação do Governo", anunciou esta quinta-feira a companhia aérea de baixo custo. Saiba mais aqui: https://bit.ly/4iemLwW #ryanair #portugal #travel #acores #news #sicnoticias sicnoticias איומ ANANAIRP PAIS Ryanair deixa de voar para os Açores a partir de março‎"‎‎
AP Manes

Subsídio dependência.
Os Açores pagaram para que esta companhia aérea privada, cujos lucros são de milhões, fechasse a sua base em Ponta Delgada e fizesse meia dúzia de voos. Há dias, pretendiam reabrir a base e tal. Hoje, já deram início a uma nova campanha de chantagem. Desta subsídio dependência ninguém quer falar. Ah, pois. O mercado funciona quando suportado pelo Estado.
Agora, com a privatização da SATA e da TAP, a mobilidade e coesão territorial e a monocultura do turismo, ficamos como? Dependentes das chantagens de privados.
Muito bonito!
Embora seja uma companhia reconhecida pela sua tendência chantagista, a verdade é que estamos a ser liderados por Governos incompetentes, com inúmeras fragilidades.
Já agora, com as privatizações da Sata, da Tão e a saída da Ryanair, como ficam os Açores em termos de continuidade territorial?
A companhia aérea critica as elevadas taxas aeroportuárias definidas pela ANA e a inação do Governo português.
Ryanair deixa de voar para os Açores a partir de março 2026 | RTP Açores
acores.rtp.pt
Ryanair deixa de voar para os Açores a partir de março 2026 | RTP Açores
…aérea em 120%.

Daniel Fernandes

Não ficam… Ficámos reféns do território e da insularidade

Ligações aéreas do Canadá para os Açores aumentam

Views: 5

O número de voos entre o Canadá e Ponta Delgada registou um crescimento significativo de 69%, segundo dados divulgados pelo Skyscanner e citados pelo The Portugal News. Este aumento expressivo confirma o interesse crescente dos canadianos pelos Açores, um destino cada vez mais procurado pelas suas paisagens naturais, autenticidade e oferta turística. De acordo com […]

Source: Ligações aéreas do Canadá para os Açores aumentam

por 599 milhões compro

Views: 1

POR 599.(9) MILHÕES (VOSSOS), EU COMPRO |
Para quem não tem qualquer ligação aos Açores, a Sata, ou esta história da privatização da Sata, é uma nota de rodapé, entre as notícias das cheias e as entrevistas do pastor.
Para mim a Sata, tal como o cacilheiro na década de 90, é o transporte que me leva para casa.
Devo confessar o meu espanto com a quantidade de açorianos, residentes nas ilhas, que gritam pelo encerramento da companhia (da parte operacional que faz a ligação ao exterior do arquipélago – Azores Airlines).
Há duas razões para isso. A primeira é nunca ter saído do arquipélago e não ver qualquer necessidade disso. A outra é a de achar que o mercado, por si só, tratará de cobrir os slots da Sata quando esta deixar de voar para Lisboa, Porto, EUA ou Canadá.
Ora, meus amigos, trago novidades. É que o mercado está mais do que aberto há anos e as ligações às ilhas, tirando aquelas que a Sata garante, são miseráveis. Maior parte das companhias mostram interesse apenas em ligações sazonais (Maio a Outubro). No resto do ano há a Sata, TAP, Ryanair e pouco mais.
Tal como na privatização da TAP feita pelo Passos Coelho, também agora aparece um grupo privado que não se importa de nos tirar o fardo de gerir a companhia se nós lhes pagarmos para isso. 600 milhões, mais coisa menos coisa, para limpar o passivo e deixar dinheiro em tesouraria para arrancar com a operação.
O “investidor” privado, do qual faz parte Carlos Tavares, com créditos firmados na praça depois de ter sido corrido da Stellantis, quer receber um crédito nosso para ficar com a empresa. Uma situação idêntica à que aconteceu na TAP com o Neman e o grupo Barraqueiro.
Quando li esta notícia lembrei-me do dia em que, com mais dois colegas, fomos ao banco abrir a conta da nossa empresa e nos informaram que nem a linha de crédito teríamos direito para pagar os primeiros salários (antes de emitirmos sequer faturas), com a justificação de que precisariamos de um ano de contas solidificadas, para sequer podermos pensar nisso.
Imagino que isto seja o dia a dia de qualquer pessoa que se lance nestas coisas das empresas. Já para mega aquisições quando os governos são de direita, o crédito parece ser ilimitado e sem dono aparente. O facto de pagarmos todos, a milionários, para que fiquem com uma companhia pública, parece ser uma excelente ideia. Para os milionários, pelo menos.
A parte mais divertida disto é quando leio que se pode enterrar a Sata e usar a Ryanair. Uma companhia que vive da chantagem contra os aeroportos e que, sempre que os preços não lhes agradam ou os subsídios desaparecem, cancelam rotas do dia para a noite. Queria ver como é que “terminavam a vidinha” com aquela rapaziada das raspadinhas.
Há mais açorianos fora do arquipélago do que lá dentro. Tal como o resto do país, somos uma nação de emigrantes (shiiuuu…não digam ao Ventura) com origens pobres, vindos de um país que não contava para o totobola até o boom do turismo (que já agora, não é a realidade dos Açores).
É por isso difícil perceber como é que as pessoas, de uma maneira geral, desprezam quem nos assegura a ligação com a Diáspora e dentro do território nacional. São a Sata e a TAP que garantem isso, mais ninguém.
Se poderiam ser melhor geridas? Claro que sim. Mas alguém duvida, ainda assim, que a nossa mobilidade, enquanto povo, será pior quando a Sata e a TAP forem privadas?
Apenas por ideologia não conseguirão assimilar que privado algum poderá garantir as ligações deficitárias do serviço público.
Em tempos defendi algo para a TAP que se aplica também à Sata. No Porto diziam que a TAP só servia Lisboa (Rui Moreira foi o impulsionador dessa saloiada) e portanto, podia ser privatizada. O Porto está a 300 km de Lisboa com voos de hora a hora para o hub. Na ilha Terceira ou nas outras mais pequenas, diziam que a Sata só servia São Miguel e os restantes ficavam com as sobras. Em 30 minutos chega-se a quase todo o lado.
A minha sugestão, há anos, era que deixássemos de ser um país de pelintras com manias de grandeza e que, por momentos, deixássemos o bairrismo de lado para usar um pouco o cérebro.
E isso é, obviamente, fundir a TAP com a Sata, criar dois hubs (Lisboa e Ponta Delgada) e distribuir as rotas pelas ligações prioritárias entre os hubs e para a diáspora. O resto vem depois.
Num país tão pequeno mas com a população espalhada por território continental e 11 ilhas, não se pode dar à iniciativa privada a expectativa de garantir a mobilidade e coesão territorial. Muito menos se formos nós, de qualquer maneira, a pagar por isso.
Ainda assim, se o Governo Regional dos Açores não parar este disparate, eu estou disponível para comprar a Azores Airlines bastando, para isso, que me paguem 599 999 999 euros. Julgo que passa a ser a proposta mais atrativa.
Como diria um primo meu, temos que parar com esta mania de comer atum em casa e arrotar camarão na rua. É possível ter serviço público bem gerido e não complicar, ainda mais, a nossa vida. É para isso que servem os impostos. Não é para a banca ou para websummits.
A questão é, contudo, saber, o que sobrará para recuperar depois da passagem dos governos da Spinumviva e do Chega.
POR 599.(9) MILHÕES (VOSSOS), EU COMPRO |
Para quem não tem qualquer ligação aos Açores, a Sata, ou esta história da privatização da Sata, é uma nota de rodapé, entre as notícias das cheias e as entrevistas do pastor.
Para mim a Sata, tal como o cacilheiro na década de 90, é o transporte que me leva para casa.
Devo confessar o meu espanto com a quantidade de açorianos, residentes nas ilhas, que gritam pelo encerramento da companhia (da parte operacional que faz a ligação ao exterior do arquipélago – Azores Airlines).
Há duas razões para isso. A primeira é nunca ter saído do arquipélago e não ver qualquer necessidade disso. A outra é a de achar que o mercado, por si só, tratará de cobrir os slots da Sata quando esta deixar de voar para Lisboa, Porto, EUA ou Canadá.
Ora, meus amigos, trago novidades. É que o mercado está mais do que aberto há anos e as ligações às ilhas, tirando aquelas que a Sata garante, são miseráveis. Maior parte das companhias mostram interesse apenas em ligações sazonais (Maio a Outubro). No resto do ano há a Sata, TAP, Ryanair e pouco mais.
Tal como na privatização da TAP feita pelo Passos Coelho, também agora aparece um grupo privado que não se importa de nos tirar o fardo de gerir a companhia se nós lhes pagarmos para isso. 600 milhões, mais coisa menos coisa, para limpar o passivo e deixar dinheiro em tesouraria para arrancar com a operação.
O “investidor” privado, do qual faz parte Carlos Tavares, com créditos firmados na praça depois de ter sido corrido da Stellantis, quer receber um crédito nosso para ficar com a empresa. Uma situação idêntica à que aconteceu na TAP com o Neman e o grupo Barraqueiro.
Quando li esta notícia lembrei-me do dia em que, com mais dois colegas, fomos ao banco abrir a conta da nossa empresa e nos informaram que nem a linha de crédito teríamos direito para pagar os primeiros salários (antes de emitirmos sequer faturas), com a justificação de que precisariamos de um ano de contas solidificadas, para sequer podermos pensar nisso.
Imagino que isto seja o dia a dia de qualquer pessoa que se lance nestas coisas das empresas. Já para mega aquisições quando os governos são de direita, o crédito parece ser ilimitado e sem dono aparente. O facto de pagarmos todos, a milionários, para que fiquem com uma companhia pública, parece ser uma excelente ideia. Para os milionários, pelo menos.
A parte mais divertida disto é quando leio que se pode enterrar a Sata e usar a Ryanair. Uma companhia que vive da chantagem contra os aeroportos e que, sempre que os preços não lhes agradam ou os subsídios desaparecem, cancelam rotas do dia para a noite. Queria ver como é que “terminavam a vidinha” com aquela rapaziada das raspadinhas.
Há mais açorianos fora do arquipélago do que lá dentro. Tal como o resto do país, somos uma nação de emigrantes (shiiuuu…não digam ao Ventura) com origens pobres, vindos de um país que não contava para o totobola até o boom do turismo (que já agora, não é a realidade dos Açores).
É por isso difícil perceber como é que as pessoas, de uma maneira geral, desprezam quem nos assegura a ligação com a Diáspora e dentro do território nacional. São a Sata e a TAP que garantem isso, mais ninguém.
Se poderiam ser melhor geridas? Claro que sim. Mas alguém duvida, ainda assim, que a nossa mobilidade, enquanto povo, será pior quando a Sata e a TAP forem privadas?
Apenas por ideologia não conseguirão assimilar que privado algum poderá garantir as ligações deficitárias do serviço público.
Em tempos defendi algo para a TAP que se aplica também à Sata. No Porto diziam que a TAP só servia Lisboa (Rui Moreira foi o impulsionador dessa saloiada) e portanto, podia ser privatizada. O Porto está a 300 km de Lisboa com voos de hora a hora para o hub. Na ilha Terceira ou nas outras mais pequenas, diziam que a Sata só servia São Miguel e os restantes ficavam com as sobras. Em 30 minutos chega-se a quase todo o lado.
A minha sugestão, há anos, era que deixássemos de ser um país de pelintras com manias de grandeza e que, por momentos, deixássemos o bairrismo de lado para usar um pouco o cérebro.
E isso é, obviamente, fundir a TAP com a Sata, criar dois hubs (Lisboa e Ponta Delgada) e distribuir as rotas pelas ligações prioritárias entre os hubs e para a diáspora. O resto vem depois.
Num país tão pequeno mas com a população espalhada por território continental e 11 ilhas, não se pode dar à iniciativa privada a expectativa de garantir a mobilidade e coesão territorial. Muito menos se formos nós, de qualquer maneira, a pagar por isso.
Ainda assim, se o Governo Regional dos Açores não parar este disparate, eu estou disponível para comprar a Azores Airlines bastando, para isso, que me paguem 599 999 999 euros. Julgo que passa a ser a proposta mais atrativa.
Como diria um primo meu, temos que parar com esta mania de comer atum em casa e arrotar camarão na rua. É possível ter serviço público bem gerido e não complicar, ainda mais, a nossa vida. É para isso que servem os impostos. Não é para a banca ou para websummits.
A questão é, contudo, saber, o que sobrará para recuperar depois da passagem dos governos da Spinumviva e do Chega.

Governo investe nos helicópteros Black Hawk que só podem aterrar num hospital

Views: 1

Os especialistas alertam que estes aparelhos não são adequados para emergências que requerem resposta imediata, servindo principalmente para missões secundárias. O Ministério da Defesa reconhece que os helicópteros serão um reforço e não substituirão diretamente os meios do INEM.

Source: Governo investe nos helicópteros Black Hawk que só podem aterrar num hospital

Aeroporto de Ponta Delgada vai “mudar radicalmente” até 2030 com expansão, diz ANA

Views: 12

O Aeroporto de Ponta Delgada, nos Açores, vai ter obras de expansão que o vão “mudar radicalmente” e aumentar as áreas do terminal, ‘check-in’ e embarque, entre outras, revelou hoje o presidente da ANA – Aeroportos de Portugal.

Source: Aeroporto de Ponta Delgada vai “mudar radicalmente” até 2030 com expansão, diz ANA

Privatização Azores Airlines: Júri adia para 24 de novembro prazo para entrega da proposta | que palhaçada!!!

Views: 5

…do Consórcio Newtour/MS Aviation.

Source: Privatização Azores Airlines: Júri adia para 24 de novembro prazo para entrega da proposta | Antena 1 Açores

O CAOS SATA

Views: 5

Temos voos com 50, 70 pessoas ida e volta azores /LIS. Somos obrigados a fazer apesar de darem prejuízo. Temos tarifas interilhas com preço que nem paga metade de uma cadeira. Temos voos para países que o governo quer. Claro que tem de dar prejuízo… Há administrações e administrações! Mas as últimas foram destrutivas para a Sata com ajuda do governo.
Salvem a SATA para o bem dos Açores.

Luna Telles Ribeiro

Tb Temos meninos e meninas metidos em lugares que não se sabe o que fazem e foram metidos pelo PSD e PS… Metidos em lugares de chefia…tb temos trabalhadores que estão de folga e são chamados para trabalhar quando podem chamar quem está em standby. Mas fazem jeitos aos amigos
. Tb temos chefias a mais…

Governo dos Açores fará “tudo o que estiver” ao alcance para salvar a SATA – Rádio Atlântida

Views: 8

A secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas dos Açores […]

Source: Governo dos Açores fará “tudo o que estiver” ao alcance para salvar a SATA – Rádio Atlântida

a SATA PRIVATIZAÇÃO NEM ATA NEM DESATA PARTE 2

Views: 3

Aviação Privatizar a SATA pode custar €600 milhões
Candidato quer que o Governo limpe a dívida, o prejuízo de 2024 e deixe dinheiro em caixa para avançar para a compra.
Com o processo de privatização da Azores Airlines, antes SATA Inter- nacional, a arrastar-se há quase três anos, o seu desfecho continua muito incerto. O candidato único, o consórcio Newtour/MS Aviation, tem estado numa maratona de conversas, e o Expresso sabe que tem em cima da mesa uma proposta que atira os encargos da privatização da companhia, a cobrir pelo Governo Regional, para valores acima dos €600 milhões, o equivalente a mais de 10%
do Produto Interno Bruto (PIB) da Região Autónoma dos Açores (€5,4 mil milhões em 2023).
O consórcio, cujos rostos têm sido o empresário açoriano do sector do turismo Tiago Raiano e o gestor Carlos Tavares (ex-presidente executivo
da Stellantis), poderá só avançar se o Governo de José Manuel Bolieiro assumir a dívida de €470 milhões da companhia que faz as ligações exter-
nas ao arquipélago, cobrir o prejuízo de €72 milhões previsto para este ano e deixar em caixa mais cerca de €60 milhões. Tudo junto, são €622
milhões. Uma fatura pesada e maior do que inicialmente previsto.
Contactado pelo Expresso para confirmar as condições que terá colocado para avançar com uma proposta.
O Governo dos Açores já se manifestou em relação a esta notícia?
In Expresso
AP Manes

Aviação Privatizar a SATA pode custar €600 milhões
Candidato quer que o Governo limpe a dívida, o prejuízo de 2024 e deixe dinheiro em caixa para avançar para a compra.
Com o processo de privatização da Azores Airlines, antes SATA Inter- nacional, a arrastar-se há quase três anos, o seu desfecho continua muito incerto. O candidato único, o consórcio Newtour/MS Aviation, tem estado numa maratona de conversas, e o Expresso sabe que tem em cima da mesa uma proposta que atira os encargos da privatização da companhia, a cobrir pelo Governo Regional, para valores acima dos €600 milhões, o equivalente a mais de 10%
do Produto Interno Bruto (PIB) da Região Autónoma dos Açores (€5,4 mil milhões em 2023).
O consórcio, cujos rostos têm sido o empresário açoriano do sector do turismo Tiago Raiano e o gestor Carlos Tavares (ex-presidente executivo
da Stellantis), poderá só avançar se o Governo de José Manuel Bolieiro assumir a dívida de €470 milhões da companhia que faz as ligações exter-
nas ao arquipélago, cobrir o prejuízo de €72 milhões previsto para este ano e deixar em caixa mais cerca de €60 milhões. Tudo junto, são €622
milhões. Uma fatura pesada e maior do que inicialmente previsto.
Contactado pelo Expresso para confirmar as condições que terá colocado para avançar com uma proposta.
O Governo dos Açores já se manifestou em relação a esta notícia?
In Expresso
João Alberto Medeiros

Uma não notícia. Isso já está a acertado, que a região assugura o passivo
AP Manes

João Alberto Medeiros, sim. Até porque foi a própria Secretária Regional que me respondeu a essa questão, no âmbito de um debate parlamentar. O que não estava em cima da mesa, era assegurar o prejuízo do ano em curso e a garantia de tesouraria. Há factos novos, pelo menos para mim.
João Alberto Medeiros

AP Manes faz parte do pacote. Vejo isso com naturalidade tendo como base outros processos idênticos na União Europeia. Como cidadão, o que se deve registar é que não parece que haverá liquidação da empresa
Chrys Chrystello

emprestem-me a mim que eu também compro…
  • Reply
Consórcio e SPAC chegam a acordo
O Sindicato de Pilotos de Aviação Civil (SPAC) e o consórcio concorrente à privatização da Azores Airlines, a Newtour/MS Aviation, chegaram a um “conjunto de princípios” na quinta-feira, após um processo negocial que entrou pela noite dentro. Agrupamento vira-se agora para os sindicatos do pessoal de bordo.

A SATA PRIVATIZAÇÃO NÃO ATA NEM DESATA

Views: 2

, , € ̃
Consórcio que junta a Newtour/MS Avition e Carlos Tavares quer que o Governo limpe a dívida, o prejuízo de 2024 e deixe dinheiro em caixa para avançar para a compra da companhia açoreana
Com o processo de privatização da Azores Airlines, antes SATA Internacional, a arrastar-se há quase três anos, o seu desfecho continua muito incerto. O candidato único, o consórcio Newtour/MS Aviation, tem estado numa maratona de conversas, e o Expresso sabe que tem em cima da mesa uma proposta que atira os encargos da privatização da companhia, a cobrir pelo Governo Regional, para valores acima dos €600 milhões, o equivalente a mais de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) da Região Autónoma dos Açores (€5,4 mil milhões em 2023).
O consórcio, cujos rostos têm sido o empresário açoriano do sector do turismo Tiago Raiano e o gestor Carlos Tavares (ex-presidente executivo da Stellantis), poderá vir só avançar se o Governo de José Manuel Bolieiro assumir a dívida de €470 milhões da companhia que faz as ligações externas ao arquipélago, cobrir o prejuízo de €72 milhões previsto para este ano e deixar em caixa mais cerca de €60 milhões. Tudo junto, são €622 milhões. Uma fatura pesada e maior do que inicialmente previsto.
Contactado pelo Expresso para confirmar as condições que terá colocado para avançar com uma proposta de compra vinculativa, o consórcio não comenta. O Governo tem-se escudado da polémica remetendo as questões sobre a privatização para a gestão de Rui Coutinho. O Executivo regional, sabe o Expresso, está dividido sobre que destino dar à companhia, criada na década de 90 e que tem tido sempre um percurso difícil. Muitas são as vozes a pedir que a solução envolva a TAP, como é o caso do Bloco de Esquerda, que aconselha Bolieiro a voltar a negociar com a Comissão Europeia uma solução. “No caso da Azores Airlines, só vemos uma saída viável: uma articulação estreita com a TAP”, defendeu o deputado do BE António Lima.
Azores Airlines viu disparar os custos, tem mais despesa do que receita e atingiu um prejuízo recorde em 2024
A 10 de novembro termina o prazo do concurso para que o candidato faça uma proposta. O presidente do júri, Augusto Mateus, assegura ao Expresso que essa será a data final, sublinhando que a sustentabilidade futura da Azores Airlines será determinante na avaliação, que estará concluída duas semanas depois. Não é, porém, o júri quem decide o destino da privatização, mas o Executivo.
A tensão é grande para o Governo e para os trabalhadores. Fontes sindicais ouvidas pelo Expresso defendem que “ou o passivo da Azores Airlines é limpo ou a companhia afunda” e não se mostram entusiasmadas com uma proposta que dizem não aportará escala à SATA e se pendura às costas do Estado.
As contas da companhia açoriana, com uma pequena frota de oito ­aviões, voltaram a agravar-se a partir de 2023 e os custos já são mais elevados do que as receitas. A despesa cresceu 27% em 2024, de €264 milhões para €336 milhões, sendo que os gastos com os trabalhadores — onde quem mais pesa são os pilotos e os tripulantes — cresceram €16,3 milhões para €66,6 milhões. É uma rubrica que tem estado pressio­nada pelas horas extraordinárias e a subida do número de trabalhadores: 815 em 2024 contra 652 em 2022. Já as receitas aumentaram €52 milhões, para €331 milhões, acompanhando o aumento do número de voos e de passageiros transportados: 1,6 milhões em 2024. A tudo isto soma-se um capital próprio negativo de €448 milhões, revelando que a companhia está tecnicamente falida.
A preocupação dos sindicatos em relação à sobrevivência da empresa é grande. Sindicatos e Comissão de Trabalhadores têm protestado contra o que dizem ser a “má gestão” da tutela e dos “sucessivos Conselhos de Administração” do grupo. O Governo de Bolieiro comprometeu-se a fechar o dossiê até ao final do ano.
(Expresso de 06/11/2025)

May be an image of aircraft
Henrique Schanderl

A única solução prática é juntar o processo de privatização em conjunto com o da TAP e a venda à semelhança do concurso de privatização da TAP ser somente de 49% , ou então como já referi diversas vezes, mas fará sangue, fechar a Azores Airlines, e abrir uma nova de forma realista, tendo por base as necessidades de acessibilidade dos açorianos e aviões e funcionários de acordo com a real necessidade desta nova empresa aérea, como tem sido feito em muitos países europeus e com aval da União Europeia.