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594. autonomias nominais (moinhos) 6 junho 2013
“para saberes quem te governa descobre quem não podes criticar” voltaire
hoje acordei sem voz
sem mãos,
sem pés
sem coração.
habito nove ilhas de mil cores
arquipélago de mil autores
num fiasco de autonomia
de pobreza sem alegria
na independência poucos confiam
em busca de subvenções porfiam
melhor é ficar mudo e quedo
viver dos subsídios esmoleres
submissos e acomodados
pobres e despreocupados
perenes servos enfeudados
ingénuos sempre explorados
na eterna espera de godot
de um mandela que não nasceu
assim se explicam os açores
ilhas de mil e uma dores
584. autonomias (moinhos) maio 10, 2013
arquipelágica
nasceste para as palavras
sísmica
nasceste para a fé
vulcânica
nasceste para as lendas
autónoma
nasceste para a liberdade
que um dia terás
678 autonomias açorianas (moinhos) 20 ago 2015
a independência é o fim
último das autonomias
de nada serve criar
sonhos grandiosos
(de independência)
em fundações movediças
mais valera criar
realidades funcionais
(de autonomia)
assentes na instabilidade destes vulcões
de nada serve sonhar
sem lançar alicerces
de cultura e educação
só um povo culto e educado
pode ser libertado
só um povo autónomo
pode ser independentizado