Carlos Brazão: ″Não teremos problemas em convencer as companhias aéreas a voar para Santarém″

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O ex-diretor da Cisco é o fundador do Magellan 500, o projeto que coloca Santarém no centro da solução para a expansão da capacidade aeroportuária da região de Lisboa, em parceria com o grupo Barraqueiro e investidores internacionais.

Source: Carlos Brazão: ″Não teremos problemas em convencer as companhias aéreas a voar para Santarém″

a faroleira de santa maria

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May be an image of 1 person and text that says "BAREIAA To A A FAMÍLIA AUTORIDADE MARÍTIMA NACIONAL FAROLEIRA SUSETE MELO"

A Família Autoridade Marítima Nacional – Faroleira Susete Melo
Nesta Páscoa damos a conhecer a Faroleira, Susete Melo, com 47 anos e natural de Vila do Porto, na ilha de Santa Maria. Ingressou em 2004 nesta profissão, “pela oportunidade de poder viver e trabalhar no mesmo local e sempre com o mar no horizonte”.
Durante o seu percurso profissional prestou serviço em diversos faróis do Arquipélago dos Açores, tais como o Farol do Arnel, o Farol da Ferraria, o Farol da Ponta do Cintrão e o Farol da Ponta do Carapacho. Destaca o Farol do Gonçalo Velho, onde começou o seu percurso, em 2004, e onde volta em 2021, estando até aos dias de hoje como Chefe do Farol.
No seu dia-a-dia, num farol onde pode chamar de casa, realiza além das “rotinas dos equipamentos elétricos e manutenção das infraestruturas, a receção dos visitantes” que lá passam.
Conta-nos que ser faroleira é “poder, acima de tudo, ser uma referência e contribuir para a segurança de quem está em alto mar e não só”. Não deixa de destacar a importância que os faróis têm a nível nacional, pois é “igualmente o preservar de um património singular”.
Da sua experiência, a faroleira revela que um dos momentos que mais a marcou foi quando uma piloto de uma avioneta lhe confessou o quão importante foi a “luz do farol durante o seu voo”.
Susete confessa-nos que o principal desafio nesta profissão é “manter uma vigilância constante à operacionalidade do Farol”, mas que por outro lado tem “o privilégio de usufruir da tranquilidade e paisagem características dos locais isolados, onde normalmente, se localizam os faróis”.
Esta é uma das caras que faz parte da família Autoridade Marítima Nacional.
Desejamos a todos uma Feliz Páscoa 🐰

AZINHOSO DA MINHA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

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Recomendo a visita! Este cartaz e a exposição inclui uma fotografia que eu partilhei na página da Junta de Freguesia do Azinhoso e que me foi enviada pelo Nuno Saavedra.
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Nuno Saavedra

Arquivo Luís Reis Santos
Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian

Carlos Melo Bento updated his cover photo.

Museu do Pico acolhe obras de Chrys Chrystello

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492 Museu do Pico acolhe obras de Chrys Chrystello

LAJES APRESENTAÇÃO 3 LIVROS 50 ANOS VIDA LITERÁRIA CHRYS C APRESENTADO POR MANUEL DA COSTA JNR, DIANA ZIMBRON E CARLA SILVA

Pico, museu dos baleeiros 5 abril 2023 Apresentação 50 anos de vida literária

Peço desculpa mas com as minhas atuais limitações de fala optei por mostrar as imagens que acabam de ver. Resta-me acrescentar que os seis volumes da Crónica do Quotidiano Inútil almejam ser amostra das Obras Completas de poesia e da inquietude que me persegue desde que deixei a Europa em 1973 e me abri ao conhecimento universal e multicultural.

Após 2006 traduzi, entre outras, obras de autores açorianos para Inglês, nomeadamente Daniel de Sá (Santa Maria ilha-mãe, O Pastor das Casas Mortas, São Miguel: A Ilha esculpida e a Ilha Terceira Terra de Bravos ), de Manuel Serpa (e das pedras se fez vinho), Victor Rui Dores” (Ilhas do Triângulo, coração dos Açores numa viagem com Jacques Brel ) e outros autores da Antologia Bilingue de Autores Açorianos como Álamo Oliveira, Caetano Valadão Serpa, Eduardo Bettencourt Pinto, Eduíno de Jesus, Emanuel de Sousa, Emanuel Félix, Fernando Aires, Marcolino Candeias, Mª de Fátima Borges, Martins Garcia, Onésimo Teotónio de Almeida, Urbano Bettencourt, Vasco Pereira da Costa.

Perguntaram-me depois de saberem que vim da Austrália, como se pode optar por ficar nestas ilhas e descurar o que existe para lá deste arquipélago? Simples, pois aqui uma pessoa fica ilhanizada como Almeida Firmino em “A Narcose”. Bastou descer à Praia da Viola na Lomba da Maia onde vivo, subir ao Monte Escuro e aos sempiternos verdes montes de São Miguel, ver as vacas alpinistas e o mar que nos rodeia para entender a açorianidade que nos leva a escrever. Depois, fui viajar entre estas nove filhas de Zeus para entender os maroiços do Pico ao sabor do seu Verdelho, descer ao Algar do Carvão na Terceira, calcorrear o mariense Barreiro da Faneca, banhar-me por entre as areias esbranquiçadas de Porto Pim no Faial depois de um gin no Peter’s, ouvir 1001 pianos na graciosa ilha branca da Furna do Enxofre, meditar nas 72 fajãs de São Jorge em frente ao ilhéu do Topo, embasbacar com as cascatas das Flores e as aterragens da SATA na ilha do Corvo.

Quando cheguei desconhecia quase tudo sobre as ilhas, mas descobri no Dicionário do Morais os termos “chamados” açorianos, do vernáculo ancestral muitas vezes em desuso no continente. Foi essencial partir à descoberta de cada ilha, sentindo com Dias de Melo as agruras e fome dos baleeiros com Mau Tempo no Canal, parar num qualquer aeroporto e entender o Passageiro em Trânsito do Cristóvão de Aguiar, ler em voz alta a poesia do Fogo Oculto de Vasco Pereira da Costa, Viajar com as Sombras ou com o Tango nos Pátios do Sul de Eduardo Bettencourt Pinto, depois de revisitar as pedras arruinadas do Pastor das Casas Mortas de Daniel de Sá. Escolhi estes mas há muitos outros que não só merecem ser lidos, como deveriam constar de qualquer currículo de ensino.

Toda a minha vida foi uma circum-navegação. Se nos anos 70 designei para pátria a Austrália nunca deixei de conjugar a de Fernando Pessoa, a língua portuguesa. Hoje, tenho como mátria Bragança, mas aos açorianos o devo pois foram eles que me ensinaram o amor às raízes. Ao vê-los tão amantes das suas terras tive de redescobrir as minhas origens em Bragança. Sinto como todos transportam esse sentimento de pertença aqui e no estrangeiro. Mas é aqui no Pico onde sinto o sortilégio da ilha. O mágico cume tem um íman que atrai e nos desconcentra, insistindo para o contemplarmos nas suas milhentas facetas, alteradas a cada segundo, quer estejamos em São Jorge, na Terceira, na Graciosa ou no Faial.

É uma honra fazer mais uma apresentação aqui na Vila que foi a primeira da ilha, feita de gente que ao longo dos séculos sempre soube arcar com todas as dificuldades, domar a lava com ferros e marrões, tarefa hercúlea que as gentes do Pico empreenderam ao longo de cinco séculos de colonização da agreste ilha, sem esquecer a luta titânica que nos seus pequenos botes travaram contra a baleia. Mas é essa mesma gente que sempre denotou um invulgar caráter e inventividade. Atualmente, é proibido por força de lei, anunciar nas viaturas particulares que estão à venda. Pois bem, nesta ilha, inventaram uma nova modalidade comercial “Troco Por Euros”. Não infringem a lei pois não vendem a viatura nem anunciam a venda. Apenas a trocam por euros. A troca não é proibida.

A terminar evoco uma memória marcante de 2009 quando ao chegar a casa do Cristóvão de Aguiar parei no café Refúgio, em pleno centro de São Miguel Arcanjo, onde me ofereceram graciosamente o café por ser o último que ali tomava. Andados uns passos deparei com uma camioneta estacionada aguardando o começo da semana para voltar a trabalhar. Acorreu-me a ideia peregrina de como seria a aventura peregrina de “pedir emprestada” a carripana, começar a percorrer as aldeias (ditas freguesias) e gravar as histórias que os passageiros fossem contando. A viagem não teria destino. Duraria tanto quanto as histórias. Não seriam cobrados bilhetes. Pararia em todos os locais, para que fossem contadas as histórias e lendas do local onde paravam. Que livro maravilhoso não daria esse compêndio de histórias apanhadas ao acaso daqueles que tomassem o autocarro dos sonhos.

Esta é também a magia da vossa ilha que se insinua como uma amante insaciada, mulher fatal capaz de marcar os destinos de todos os homens que têm a sorte de a encontrar. Bem hajam pela vossa paciência para me ouvirem.

Chrys Chrystello

Carla Maria Pereira Pimentel Silva

Apresentação de “Crónica do Quotidiano Inútil – 50 anos de Vida Literária” de Chrys Chrystello

5 de abril de 2023 Museu do Pico, Açores

 

Estão de olhos postos em mim, mas não deviam. Os olhares deveriam todos recair sobre um poeta/narrador rebelde, incomodado, corajosamente irrequieto que durante 50 anos, também eles de poesia, enfrentou a irregularidade do quotidiano. Sairia eu do brasão da nossa história açoriana, tal açor engalanado, e sobrevoaria este maravilhoso mar vermelho e negro de nome “Crónica do Quotidiano Inútil – 50 anos de vida literária”. Senti-me predadora de palavras, perdida num jogo de espelhos iconicamente deturpados por uma análise crítica, tenaz e muito afinada, tal viola da terra em noite de chamarrita na eira. Perdoem-me a ousadia, mas esta afronta que o nosso povo foi sempre capaz de fazer através da viola e das palavras equipara-se à deste poeta.

Trago-lhe uma surpresa, Chrys Chrystello, uma viola da terra nas mãos de um cantador de chamarrita picaroto e acompanhado no despique por outro, por um segundo. Paulo Rogério Goulart na voz e Orlando Martins, na voz e no som trinado da viola da terra, a dos 2 corações.

CHAMARRITA CANTADA

Vou repescar, da minha introdução, o vocábulo icónico que, derivando do latim “iconicus”, apresenta o sentido de algo feito naturalmente; que tem semelhança com o que representa, que simboliza uma época, uma cultura, uma área do conhecimento. Eu diria mais refere-se a alguém que se destaca ou se distingue em relação aos demais, conferindo-lhe um comportamento, esse sim, icônico. São 6 volumes condensados num único grito que, tomando as palavras de Sérgio Augusto Vieira no prefácio do volume I datado de maio de 1972, diz:

“Só podemos chegar ao mundo do poeta pelo abandono temporário de nossos hábitos de pensamento ou de nossas funções pensadas(…). Em relação ao jovem poeta José Chrystello, desejamos que o não vejam com a rudeza e a intranscendência dos conceitos e das deformações do pensamento crítico, mas que o olhem como que mergulhados no seu mundo, no momento de suas vivências. Só desse modo devem ser vistos os artistas.”

Há aqui um aconselhamento ao leitor que data de 1972, como já referi, mas atualíssimo, alta costura, 2023/24, meus senhores. – Repito: Só desse modo devem ser vistos os artistas.

Primeiramente avagarei na palavra icónico e agora permitam-me voltar às cores, à capa e contra-capa – vermelho, preto e branco e uma imagem; na capa, um perfil com mão de escrita que intercala o número 50 – tanto poderia ser dito da simbologia destas cores e deste número, mas tão diretamente como o narrador desta obra “ eu quero que tudo isto seja significado de libertação e grito de revolta à subordinação dos povos e de um eu lírico”.

Na contra-capa há um círculo que nos inflama a curiosidade; é o autor a impor a sua verdade – vigiarás, mas mediante as minhas formas e propostas; se fores astuto sobreviverás. Temos que nos despir do nosso quotidiano inútil e embarcar, através desta estrutura circular, numa jornada sem fim, com retornos memoráveis – aos seus países, às suas cidades, às suas ilhas, aos seus lugares, aos seus amores e desamores, à suas guerras, à sua paz.

Ao longo destes 6 volumes há uma denúncia de um quotidiano mísero, de um Deus não protetor, de uma sociedade em coma como podemos verificar no poema seguinte que encontrei no volume 6

Orlando – Música “Este parte, aquele parte…”

Carla – “galiza não morras sozinha” – página 181

Este narrador é nitidamente contestatário e no mesmo volume 6 mantém esta vontade de mudança gritando: “deem-me outro povo menos manso / gente de sangue na venta / capaz de vencer a tormenta”.

Mas este ser tumultuoso também dá possibilidades às homenagens, a muitas personagens de valor, de muito valor, mais ou menos reconhecidas – António Gedeão, Natália Correia, Maria Nini, Pedro da Silveira, Dias de Melo… e tantos tantos outros que são referência nomeada nas manchetes dos seus poemas. Fico a dizer-vos, com os toques da viola da terra, um que me diz muito como leitora e ex estudante da Universidade dos Açores, aluna de um professor marcante:

Orlando – Música “Eu fui ao pico, piquei-me

Carla – Poemas a Urbano Bettencourt, pág. 204

É tão nítido e contagiante o entusiasmo deste narrador que mostra ao leitor que ao longo da sua viagem de, no mínimo, 50 anos de memórias, traz consigo eternidades de gentes que lhe foram significativas quer no Planeta Chrys, quer no Planeta Macau, quer no Planeta Timor, quer no Planeta Galiza, quer no Planeta Açores como ele próprio nomeia nos volumes 5 e 6.

Meus senhores e minhas senhoras, tanto haveria ainda para dizer nos recursos de estilo, na forma estonteante das rimas, na pontuação, no entrosamento da natureza com o poema… mas prometi ser breve. Sou uma picarota muito mais Ilha Maior do que era há 1 mês atrás. Esta viagem por “Crónica do Quotidiano Inútil – 50 anos de vida literária” limou-me, engrandeceu-me. Muito grata pelo convite e termino com umas “açorianices” um dos poemas mais deliciosos desta viagem:

Orlando – Música “Ilhas de Bruma

Carla – Açorianices, pág. 174

Lajes do Pico, 5 de abril de 2023

Carla Maria Pereira Pimentel Silva

Diana Zimbron

Apresentação dos Livros “Liames e Epifanias Autobiográficas, ChrónicAçores V (1949-2005) Uma Circum-navegação” e “Alumbramento: Crónicas do Éden, ChrónicAçores VI (2005-2021) Uma Circum-navegação” de Chrys Chrystello

5 de Abril de 2023 – Museu dos Baleeiros, Lajes do Pico

 

[citação lenda do crocodilo 103 CH AZ V]

Esta lenda timorense é citada por Chrys no volume V da série ChrónicAçores e, se me dedicarem alguma paciência, perceberão porque eu escolhi começar com esta partilha.

Da escrita do Chrys eu conhecia algumas crónicas e poesia, mas não tinha imaginado a dimensão do seu legado escrito, quando ele me convidou para estar aqui hoje. Humildemente, aceitei o desafio e ele enviou-me, pelo correio, os dois últimos volumes desta série, que aqui veem. Não tive muito tempo para os ler, que bem podiam ser alvo de estudo durante 6 meses cada, pela sua qualidade e riqueza de conteúdo e de formato literário.

Então, comecei a leitura das primeiras 285 páginas, incluindo o prefácio de Vamberto Freitas e posfácio de Pedro Paulo Câmara. Letras miúdas, margens estreitas, na corrida contra o tempo assustei-me e tentei dar pequenos “saltos”.

Não foi possível! Os olhos fugiam para as últimas palavras do parágrafo ou crónica acima e, irresistivelmente, tinha de ler tudo do início.

Tinham o fascínio das histórias contadas à hora do jantar, pelos pais ou avós, sobre a sua infância e peripécias, que mais imaginamos num livro de aventuras.

Com a escrita de Chrys embarcamos numa viagem, quer por locais diversos, quer através do tempo.

Começamos no Portugal profundo da sua infância, num tom mais melancólico, com ligações e conclusões sobre a nossa herança judia, por exemplo. Depois disparamos numa vertigem, através do que certamente foram os anos áureos de Chrys, pois é assim que ele nos faz sentir, durante a sua perseguição de emoções, na juventude. Passamos por Timor, Macau, Austrália.

O autor não só nos relata períodos da sua vida como demonstra tudo com pesquisa, para que possamos compreender. Temos o enriquecimento do texto com dados históricos (políticos, económicos, religiosos). Temos etnografia, cultura de diversos locais e sempre a crítica social. Vejamos um exemplo [p.134]

Nas suas andanças pelo mundo, Chrys apercebe-se da imensidão da influência de Portugal; dos locais onde a nossa língua e cultura deixaram raízes, para o bem ou para o mal; apercebe-se do impacto da colonização e da descolonização.

Mais tarde, a língua torna-se objeto da sua atenção, “Português, a quinta língua mais falada no mundo” e daí nascem os Colóquios da Lusofonia.

De resto, Chrys sempre se colocou em situações em que pudesse lutar pelo que acredita ser do interesse comum. Foi líder progressista, fez rádio, deu aulas, escreveu para a imprensa e passou notícias dos locais que visitava. Numa correria que demonstra o seu empenho e ética profissional e o compromisso do jornalismo, verdadeiro e vocacionado, por vezes em detrimento da sua vida relacional.

Das maiores insistências, da sua parte, aponto a afronta. Chrys toma como sua a missão de pôr os outros a pensar. A esse propósito, faço mais uma leitura [p.173].

Chrys continua a percorrer o mundo, encontra os Açores e apaixona-se. Da nossa ilha, diz: [pag. 247]

Quando resolve fixar-se em S. Miguel, sabemos que Chrys foi crocodilo, saiu do pântano, viu as maravilhas do mundo, connosco aninhados às suas costas, do que viu tirou o melhor e trouxe consigo. E agora é ilha. Guarda, nos seus recantos, o encanto, mas também o desencanto, pois que não se repitam os erros do passado, essas memórias são preciosas e não admitem “limpezas ou censuras”.

No último volume, ou no mais recente, pois provavelmente Chrys já terá outras 200 crónicas na gaveta, o autor assume de forma inegável o papel de provocador. Provoca dúvidas, obriga a pensar. Conquanto esteja enamorado, pelos Açores, ou talvez, por isso mesmo!

São 231 páginas, com prefácio de Osvaldo Cabral e posfácio de Pedro Almeida Maia.

Convém que o leitor entenda o contexto da maioria destas crónicas que [pag. 230]. Portanto, o veículo ideal para provocar uma comunidade, com insistência em temas que nos vão passando ao lado e que vamos desculpando, como a priorização questionável dos investimentos públicos, a (des)educação ambiental, o controlo da informação, a crise educacional, a herança deixada pelos sistemas governativos anteriores à democracia, a forte influência religiosa na sociedade, com deturpação dos valores, em detrimento de fracas interpretações daquilo que seria fundamental transmitir de geração para geração.

Vejamos o que diz sobre a maior manifestação religiosa da região [pag. 39].

Durante a leitura, em várias ocasiões eu disse para comigo: eu poderia ter escrito isto, ou mesmo, eu já escrevi sobre isto, ou ainda, isto é tão natural…

Porém não o é, não para todas as pessoas. Encontramos manifestações da cultura do queixume e das aparências todos os dias, à nossa volta.

O clubismo, o partidismo, o machismo.

Não me entendam mal, o autor reconhece as maravilhas do nosso povo e da nossa terra. A nossa vontade de ajudar, só por ajudar, de dar, só por dar, de receber bem e acolher. Reconhece as provações a que estamos sujeitos quando esta linda terra e este lindo mar se revolvem. Porém [p.27]

Há muitas e duras críticas neste Alumbramento, demonstradamente merecidas, mas também há partilha, de experiências e da troca de ideias com outros escritores e pensadores Açorianos, como Daniel de Sá e Cristóvão de Aguiar.

Há ainda reflexão sobre a atualidade regional, nacional e internacional regada com humor, do qual confesso ser adepta.

Vamos a um exemplo [p. 169] E ainda, a respeito de uma troca de doentes aquando da devolução de uma idosa à sua casa, pelos Bombeiros [p.230]

Assim termino a viagem por estes dois volumes em que o autor narra o seu orgulho em ser Português, numa relação amor-ódio com muito amor, Porém tenho uma última consideração a partilhar sobre estes 50 anos de contributo do Chrys:

Outro escritor açoriano afirmou que as novas gerações, as de 70 e 80, nas quais me incluo e às quais até já chamaram geração rasca, têm mais imaginação do que memória.

Talvez assim seja, mas Chrys Chrystello sabe que as lutas e provações à liberdade são cíclicas. Os ataques dissimulados à liberdade são constantes e a geração d”os novos” segue em frente, empatizando com as lutas do passado, através dos relatos de quem viveu antes do 25 de abril. Estabelece as suas ligações e tira as suas conclusões.

É a esta geração que Chrys dá a mão. Ele é um realista. Ele sabe que o dia chegará em que serão eles a dizer “basta” e quer que reconheçam os sinais.

Chrys chama “os novos” para a luta. Chama-os para si e para os Colóquios. Fá-los falar sobre o seu trabalho, aqui, na vossa frente. Põe-nos a escrever prefácios e posfácios dos seus livros e concede-lhes a honra de falar sobre eles também. Assim lhes diz: não se calem!

Por isso, por isto [apontar os livros] e por tudo o resto: Obrigada.

Diana Zimbron

5 de abril 2023

 

Chrys Chrystello, [email protected], Jornalista, Membro Honorário Vitalício nº 297713 [Australian Journalists’ Association – MEEA]

Diário dos Açores (desde 2018)/ Diário de Trás-os-Montes (2005)/ Tribuna das Ilhas (2019)/ Jornal LusoPress, Québec, Canadá (2020)/ Jornal do Pico (2021)

Rogério Silva – um pintor nascido no Faial mas habitante noutro planeta | Onesimo Almeida – Academia.edu

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Rogério Silva (1929-2006), faialense, passou parte da sua vida em Angra do Heroísmo e em New Bedford, Massachusetts (EUA) inteiramente dedicado à arte que cultivou como se fosse a sua religião. Desprendido de tudo, viveu como um eremita isolado de

Source: (99+) Rogério Silva – um pintor nascido no Faial mas habitante noutro planeta | Onesimo Almeida – Academia.edu

Dalai Lama pediu a menino para lhe “chupar a língua”. Líder já reagiu

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Perante esta interação, classificada pelos internautas como “perturbadora”, “inapropriada” e “nojenta”, o gabinete do líder espiritual assegurou que o seu comportamento foi “inocente e brincalhão”.

Source: Dalai Lama pediu a menino para lhe “chupar a língua”. Líder já reagiu

Portugal põe fim aos vistos gold

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A modalidade que dava passaporte português e europeu a quem investisse ao menos 250 mil euros no país durou 10 anos, beneficiou 31 mil estrangeiros e injetou 6.852 milhões de euros na economia, mas também trouxe problemas.
Portugal põe fim aos vistos gold
SBS.COM.AU
Portugal põe fim aos vistos gold
Portugal põe fim aos vistos gold

Geraldo Sem Pavor, fronteira e operações “irregulares” no século XII

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Geraldo Geraldes, o Sem Pavor, foi protagonista de uma década de ação guerreira intensa, entre 1165 e 1175, tendo estado no epicentro da atividade militar no Ocidente Peninsular e no Norte de África. Caudilho de fronteira, apoderou-se de castelos e fortalezas numa vasta área compreendida entre Évora, Serpa, Trujillo e Montánchez, organizou guarnições nos espaços controlados, transacionou territórios, empenhou vastas hostes muçulmanas e cristãs contra si, e negociou com os monarcas de Portugal, Leão e Marraquexe. Em 1173, ofereceu os seus serviços ao califa Abu Yaqub Yusuf e tomou parte em operações ofensivas almóadas contra a cristandade. Atravessou, depois, o Estreito e foi governador do vale do Sus, no Magrebe. Em 1175, depois de descoberta correspondência secreta que mantinha com o rei Afonso Henriques de Portugal, foi condenado à morte e degolado. […]

Source: Geraldo Sem Pavor, fronteira e operações “irregulares” no século XII

José Gabriel Ávila · Viagens Marítimas

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Viagens Marítimas (Crón. Rádio)
Antes de mais, desejo aos estimados ouvintes a continuação de Boas Festas Pascais.
Dentro de semanas começam as grandes festas do Senhor Santo Cristo e, logo a seguir, as do Espírito Santo que perduram vários meses, incluindo os do verão.
É um tempo em que os açorianos se mobilizam inter-ilhas para confraternizarem.
Há poucos anos, deslocavam-se de barco – transporte que muitos preferem ao avião. O mar está no sangue da nossa gente e chega o tempo de ele amansar as suas iras invernosas que fustigam as ilhas.
Quem vive no grupo central, nomeadamente no Triângulo – São Jorge, Pico e Faial – tem essa facilidade e pode até levar a viatura. Os outros não têm essa sorte. As viagens de barco continuam a ser-lhes negadas, embora se tratasse de um serviço público relevante que necessitaria, certamente, de reajustamentos.
Os decisores políticos quando cancelaram esse transporte, alegaram os elevados custos e a proteção do negócio dos rent-a-car. Isso pesou mais que o interesse das populações insulares de Santa Maria às Flores que optavam pela via marítima.
Há dias, o Secretário Regional das Finanças anunciou a compra de dois navios “ferry”, movidos a energia elétrica destinados a operar no Triângulo.
Quando chegam? Que capacidade têm? Não se sabe, nem lhe foi perguntado, que se saiba. E deveria ter sido, mais não fosse para comprometer o Governo com a medida anunciada.
Que farão os “ferries” atuais a navegarem entre Faial, Pico e São Jorge? Irão operar entre São Miguel e Santa Maria – disse Duarte Freitas. Quando? Não se sabe, nem lhe foi perguntado.
Quem fica a perder? Os marienses e micaelenses habituados a passar férias na ilha de Gonçalo velho, transportando viatura própria.
O ano passado eles fizeram ouvir seu protesto, reclamando o regresso dos “ferries”, mas até agora, nada. Ilha pequena, como as outras seis, não tem peso político. E isso paga-se caro.
São Miguel continua assim de costas voltadas para o restante arquipélago. E entre a Terceira e São Miguel, o mesmo acontece. As ligações marítimas de passageiros, comprovam-no. Os mais afetados são sobretudo os açorianos de outras ilhas residentes na “ilha grande fechada” sobre si.
Não é esta a ligação que pretendiam os defensores da Autonomia, quando em 1976 consagraram o estatuto político-administrativo que visava a unidade e o desenvolvimento harmónico. Todavia é esta a situação que temos: três arquipélagos, com fronteiras marítimas que deviam fazer recuar o governo.
O mar é estrada aberta à união do arquipélago. Todavia, se delimitarmos fronteiras, as relações entre as ilhas afundar-nos-ão em incompreensões e lutas que levarão ao descrédito das instituições autonómicas e dos seus protagonistas.
Não se diga que o centralismo está no Terreiro do Paço. Ele atinge também a nossa classe política e os fortes interesses económicos escondidos nos corredores do poder.
Ponta Delgada, 10 abril 2023
José Gabriel Ávila
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o elefante na sala

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Correio dos Açores de ontem.
O politicamente (in)correto: o elefante na sala
Usámos máscara durante dois anos.
Apesar de ter deixado de ser obrigatória, sucede que permaneceu. Em vez de a usarmos para tapar a boca, usamo-la agora nos olhos.
A ideologia do politicamente correto que grassa por este mundo fora, pandemia que manifesta os mais variados sintomas, propagandeando a mesma estratégia do medo, obriga-nos a usar vendas.
O elefante está no centro da sala, mas recusamos vê-lo. É uma nova forma de negacionismo.
O suposto elefante está na linguagem que deve ser vigiada, nas imagens bloqueadas, até à arte reprimida, à cientificidade da biologia e da história questionada e mesmo no modelo de educação descalibrado vigente.
O mundo enfrenta fronteiras vulneráveis que podem significar a entrada numa realidade alternativa, diria, semelhante ao de universo criado pela ficção de Saramago no Ensaio sobre a Cegueira. A obra é uma belíssima metáfora da humanidade cega, tomada por um suposto vírus altamente contagioso, que atinge quem não quer ver, quem perdeu a faculdade da lucidez.
O radicalismo dessa ideologia tomou muitas ramificações e acabou por ser politizada.
A consciência daquilo que podia ser debatido, eventualmente transformado para melhor, através do apuramento de sensibilidades e tolerâncias, acabou por se tornar no seu contrário. A intolerância, a censura, a ignorância apagaram a lucidez de quem quer rasgar páginas dos livros de literatura, até da infantil, dos manuais de história, censurar a nudez de pinturas e de esculturas, substituir identidades por sentimentos de género, pelo que hoje um homem pode se sentir mulher, amanhã, sentir-se-á homem novamente, transitando entre géneros, ou até não se identificando com nenhum. É um assunto novo, delicado. Na minha visão, é um desafio à lógica da biologia. Não me interessa, sinceramente. Respeito as orientações sexuais de cada um, que, pelo que leio, é uma questão diferente da identidade de género, e isto basta-me. Não gosto é que me coloquem vendas que me impeçam de ver a realidade tal como ela é.
Como referi, as fronteiras da verdade estão cada vez mais fluídas e esta é uma característica do mundo pós-moderno. Nada é dogmático, nem tudo é preto e branco, há ambiguidades, e toda a realidade é questionável, é verdade. Até certo ponto, penso eu. A partir do momento em que a verdade é, ela própria, trasvestida, conforme a subjetividade de cada um, estamos perdidos. Passamos a ser personagens dentro de um universo fictício, onde tudo pode acontecer. A transgressão, própria da criação artística, passa a ser a norma pela qual se rege o mundo real. Passamos a viver numa moldura de arte contemporânea, onde vale tudo, até a mais delirante conceção de obra.
Diz-me a experiência como professora que esta nova forma de estar ou ver o mundo tem tudo a ver com a decadência e a insanidade em que caímos.
Na escola, lido com jovens com dificuldades de afirmação, que não sabem o que sentem, deprimidos e oprimidos entre as expetativas dos pais, aquelas muito diferentes que são as dos seus pares, e as exigências da própria sociedade: três eixos de forças contraditórias. Muitos estão sem sonhos, não sabem onde se encaixam e refugiam-se na indiferença. É muito difícil ser-se jovem hoje sem referências definidas. A ambiguidade é avassaladora para quem está a construir a sua identidade e o seu lugar no mundo. Sem orientações, a coisa é mesmo desastrosa. E aí entram cedo os psicólogos, as oscilações de comportamento e os problemas de saúde mental. Uma aluna pede ao professor que a trate pelo nome masculino. O professor concede, porque respeita. Logo a seguir, vem o pai, furioso, à escola pedir satisfações pelo sucedido, acusando-o de estimular a atitude da filha.
O sistema educativo integrou tudo isto.
Mais: acentuou o problema, arrisco-me a dizer.
Não quero falar das aulas de cidadania, de cujo currículo estes novos assuntos fazem parte, entrando aqui a politização da temática e da chamada ideologia woke ao ser paulatinamente integrada no currículo formal da disciplina. Os professores são obrigados a discuti-los com os alunos à luz do respeito que é devido, mas sem convicção, outros que o evitam, como já foi o meu caso, outros ainda com hipocrisia.
Na verdade, o meu ponto ainda é outro e que se torna mais polémico. Tem a ver com a ideia da escola inclusiva. Ocorreu-me por estes dias a seguinte questão: a conceção do modelo inclusivo, por mais bem intencionado que seja, não será outra ramificação destas novas ideologias ocas e sem consistência?
Se não, vejamos: na prática, um aluno diferente, por qualquer motivo, de ordem cognitiva ou psicológica, é submetido a uma avaliação pelos serviços de psicologiada escola. Este terá direito a um currículo diferente, se tal for necessário; a estratégias de aprendizagem diferentes e a critérios de avaliação adequados ao seu problema, ou seja, um plano educativo próprio. Um aluno, por exemplo, que não saiba exprimir uma opinião com coerência, que tenha dificuldades de abstração, que não conheça vocabulário suficiente, entre outros problemas, passa a não ser avaliado na sintaxe, na ortografia, em português, ou, se, for em matemática, não terá certamente questões de raciocínio abstrato, ou, se tiver, será sob a forma de resposta múltipla, etc. Na prática, o que resta então para avaliar? Algumas ideias que vão escapando aqui e ali que o professor tenta traduzir num número, ao qual acrescenta o domínio das atitudes, se é esforçado, interessado ou não. Não está em causa a justiça ou injustiça do modelo, mas da sua aplicação. Esses alunos devem ser tratados com a justiça que merecem. Têm de ser alvo da atenção que merecem e não são, porque são cada vez mais os alunos problemáticos, colocados em turmas, também elas, problemáticas. Que atenção diferenciada então podem ter da parte de um só professor para tantos alunos? Na prática, os problemas específicos dos alunos são “esquecidos” e não desenvolvidos para serem colmatados.
Coloca-se então o problema da justiça, quando, nos resultados finais, a sua avaliação é igual a outro aluno dito regular. Ambos entram no mercado de trabalho com a mesma nota de desempenho. Na verdade, um aluno, nessas condições, com um plano educativo individual (PEI), desde que se esforce e vá às aulas de apoio, tem uma espécie de salvo-conduto até acabar a escolaridade. O elevador social de que tanto se fala funciona para esses alunos. Deixou, porém, de funcionar para tantos outros, que, sem as mesmas prerrogativas e porque não têm poder económico para explicações, desinteressam-se pelo processo e abandonam-no a meio do caminho. Um caso concreto: numa família com dois filhos, um com necessidades educativas especiais ( o PEI é lei, como se diz!) e outro regular, os pais não terão tantas preocupações com o filho que tem mais dificuldades, porque este, certamente, chegará mais longe do que o irmão, que se desinteressou. Mais facilmente poderá concluir o secundário e até prosseguir para a universidade.
Não sei qual é a percentagem de alunos com necessidades educativas especiais que existem na nossa região – de acordo com o recente decreto legislativo regional n° 5/ 2023/A de 17 de fevereiro, que rege o modelo da educação inclusiva, esta classificação vai desaparecer. Ora, por que será? – , mas sei que é alta.
Aqui chegados, pergunto-me se esta aplicação do modelo inclusivo será mesmo justa para todos os envolvidos? Ou não será condescendente? Serão as estatísticas de sucesso outra verdade pós-moderna? Não haverá necessidade de redefinir tudo isto, assumindo, de uma vez por todas, a realidade como ela é?
Não será, afinal, mais um elefante na sala que não queremos ver?
O referido decreto é cheio de boas intenções, bem como de palavras que ficam bem no papel. Expressões, que definem o seu conceito, como: “Abordagem multinível”( …) que permite o acesso ao currículo, ajustada às potencialidades e dificuldades dos alunos, com recurso a diferentes níveis de intervenção, constituindo-se como um modelo compreensivo de ação, que considera a complexidade, multiplicidade e interconectividade entre as dimensões da aprendizagem e do comportamento, oferecendo um modelo integrado de ação nestes mesmos domínios;” são deveras a revelação do rosto burocrático do sistema. Muito palavreado para se traduzir numa prática oca, uma vez que se confirma no capitulo II, artigo 8, do mesmo decreto: “As medidas a que se refere o número anterior são implementadas tendo em conta os recursos e os serviços especializados existentes e necessários na unidade orgânica, numa lógica de trabalho colaborativo e de corresponsabilização da comunidade educativa, em função das especificidades dos alunos.” Ou seja, as intenções esbarram sempre na realidade. Onde estão os recursos? Além disso, sendo imperetrível o recurso a turmas pequenas, quantas salas de aula seriam necessárias para acomodar mais turmas? É preciso investimento e pensamento sério para não se criar injustiças.
Podem acusar-me de estar a confundir tudo e a relacionar ideologias e sistemas de valores que nada têm a ver, porém o que estamos a viver em todos os domínios parece certo que está a bater na mesma porta. O politicamente correto não é mais do que a assepsia do que não interessa.
De tanto branquear a realidade, acabaremos cegos de tanta brancura e atolados em vendas de papel.
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Cristina Sofia

Completamente de acordo.
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Recordando Marcolino Candeias

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Recordando Marcolino Candeias
Texto no meu blogue:
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