Opinião: Rui Martins | Turismo: diversificação da oferta e sustentabilidade – Jornal Açores 9

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Foi este o tema das jornadas parlamentares que levaram o Grupo Parlamentar do CDS-PP à ilha do Pico. Quando se fala de diversificação da oferta, é incontornável olhar as assimetrias das nove ilhas dos Açores. Estas assimetrias devem ser vistas, não como uma desvantagem, mas como uma oportunidade de oferecer um produto diferenciado. É isso […]

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Açores: Livraria “Letras Lavadas” lança segunda edição de concurso literário – Agência Incomparáveis

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No âmbito do terceiro aniversário da Livraria Letras Lavadas, no passado dia 22 de Julho, foi anunciada a segunda edição do concurso literário Letras Lavadas. Este concurso destina-se a todos os interessados com idade mínima de 16 anos, que residam em Portugal e que nunca tenham publicado anteriormente. Poderão concorrer trabalhos em prosa ou em […]

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PORTUGAL QUINHENTISTA

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*** 27 DE JULHO ***
~ O ÚLTIMO LUGAR DE PORTUGAL LIVRE QUINHENTISTA ~
A esquadra do Marquez de Santa Cruz rondava a Ilha estudando os seus pontos de desembarque, até que na manhã de 25 enviou emissários com promessas, os quais não foram recebidos, respondendo a ilha com descargas de seus fortes.
Reunido o conselho a bordo, resolveu o Marquez de Santa Cruz, comandante em chefe, assaltar a terra na madrugada de 27 (1583), o que realizou, fazendo desembarcar uma força de quatro mil homens comandados por D. Francisco de Bobadilha e Agostinho Iniguez, no porto das Môs, sem serem apercebidos pelos de terra. Estabelecendo-se uma luta medonha nos fortins e areias, não podendo obstar a que continuassem a desembarcar tropas que chegaram a atingir o número de 16.000 soldados! Em terra só havia 8.000, na defesa da ilha e, pertencentes a várias nações, não se unificando um plano de defesa, pela deficiência de um homem que tudo mandava, sem competência e sem ânimo – Manuel da Silva, que assim entregou a ilha aos inimigos.
Pela cobardia do Conde Manuel da Silva perdeu D. António a Ilha Terceira em 1583, como perdera já a de S. Miguel, em igual dia de 1582, pela traição de Saint-Soline, vendido aos espanhóis por 64.000 ducados, como afirmam vários historiadores, e cita Camilo Castelo Branco, em crónicas referentes a esta época.
Neste dia caiu a Terceira em mãos dos espanhóis sob reinado de Filipe I, que vingaram cruamente os excessos praticados pelos nossos na vitória da Salga.
In Gervásio Lima, Breviário Açoreano, p. 233, Angra do Heroísmo, Tip. Editora Andrade, 1935
Imagem: MAPA DA ILHA TERCEIRA
Da autoria do monge francês André Thévet (1502-1590),
Publicada pouco depois da conquista de Álvaro de Bazán (1583), algumas curiosidades dela são as anotações relativas ao local do desembarque espanhol, os dez fortes que protegem a Praia, indicações sobre S Roque dos Altares e outras povoações que não aparecem nas outras cartas da época e a multidão de navios que se aproximam da Baía das Mós.
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Madeira e Açores levam a Lisboa problemas do mar e pescas – O Jornal Económico

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“Até aqui, a Madeira e os Açores eram apenas ouvidos, mas entendemos que futuramente devemos estar presentes nas reuniões onde são decididas as quotas dos tunídeos, nomeadamente”, realçou Teófilo Cunha.

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AÇORES TUDO VIVE COM SUBSÍDIOS

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May be an image of 3 people, tree, outdoors and text that says "MAIS ANTIGO ORNAL PORTUGUES PORMANUEL ANTONIO DEVASCONCELOS Acoriano www.acorianoorientai.pt Fábrica Melo Abreu precisa de apoio urgente de 2 milhões de euros Diretor-Geral da Fábrica Melo Abreu, Carlos Decq Mota, alerta que fim da empresa pode estar a vista se não houver uma transformação PÁGHAS2E3"
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Mais uma empresa falida a espera de subsídios
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REINALDO FERREIRA, 100 ANOS

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REINALDO FERREIRA, 100 ANOS
Nelson Saúte
Quando morreu, a 30 de Junho de 1959, aos 37 anos, vítima de um cancro fulminante, Reinaldo Ferreira era, nas assertivas palavras de Eugénio Lisboa, “rigorosamente desconhecido na Metrópole” e “profundamente admirado por um número reduzido de amigos ou simples conhecidos”, em Moçambique, onde, acrescentava, “os seus poemas circulavam há muito de mão em mão, aqui e acolá publicados em jornais ou revistas, republicados, modificados, retomados, com aquela admiração e veneração sempre vivas que só as coisas realmente belas costumam motivar”.
Reinaldo Ferreira permanece, à distância de seis décadas, omisso, desconhecido, deslembrado, esquecido, não obstante a obra de grande quilate que então legatou, reunida e publicada, por um grupo de amigos, no ano ulterior ao seu óbito, sob a chancela da Imprensa Nacional e com o título “Poemas”. O Poeta projectava um livro a que daria o nome de “Um voo cego a nada”, belíssimo verso do poema “Eu, Rosie, eu se falasse, eu dir-te-ia”. Cito os primeiros versos: “Eu, Rosie, eu se falasse, eu dir-te-ia/ Que partout, everywhere, em toda a parte, / A vida égale, idêntica, the same, / É sempre um esforço inútil, / Um voo cego a nada.”
“Poemas” acabará por incluir 4 livros, designadamente: Livro I) “Um voo cego a nada”, Livro II) “Poemas Infernais”, Livro III) “Poemas do Natal e da Paixão de Cristo” e Livro IV) “Dispersos”. José Régio, à época uma sumidade nas letras portugusesas, dedicou-lhe um extenso estudo e uma admiração indisfarçável. O mesmo aconteceria com António José Saraiva e Óscar Lopes, autores da incontornável “História da Literatura Portuguesa”. Todos estes gabam-lhe a rara qualidade da sua poética e elevam-no, inclusive, à estatura de um Fernando Pessoa. No entanto, esta sua breve glória póstuma seria aviltada pelo tempo.
No belo e pungente “Reino Submarino” (1962), segundo livro de Rui Knopfli, que se estreara como poeta justamente no ano da morte de Reinaldo Ferreira, em 1959, com o provocatório “O País dos Outros”, cabe uma elegia ao Poeta: “O que na vida repartiu seu poema/ por alados guardanapos de papel, / o criador de sonhos logo perdidos/ na berma dos caminhos, / o mago que pressentia o segredo/ da beleza perene”.
Reinaldo Ferreira é autor de alguns dos mais belos poemas da língua portuguesa. Figura mítica da vetusta capital moçambicana, sobretudo nos cafés e dos circuitos da boémia nocturna, como haveria de testemunhar Guilherme de Melo, seu amigo e autor de um texto redigido para uma edição de “Poemas”, edição da Vega, em 1998, que sucedeu à da Imprensa Nacional de Moçambique (1960) e da Portugália, em Lisboa, em 1962, esta, por sua vez, com o texto de Eugénio Lisboa e um estudo de José Régio. A edição da Vega não inclui o texto de Lisboa, mas traz o texto do autor de “Poemas de Deus e do Diabo”.
Reinaldo Ferreira era também conhecido por ser autor de canções como “Uma casa portuguesa”, “Kanimambo”, “Piripiri” ou “Magaíça”, entre tantas outras, umas compostas originalmente e outras que resultavam de poemas seus que foram, entretanto, profusamente musicados. O Poeta dedicou-se abundantemente à arte dramática e foi responsável pelo programa “Teatro em sua casa”, do antigo Rádio Clube de Moçambique, parente distante de “Cena Aberta”, que, muitos anos depois, teria o concurso de figuras como Leite de Vasconcelos ou Né Afonso na subsequente Rádio Moçambique.
Hoje, no entanto, este imenso Poeta está “rigorosamente” esquecido. Fortuitamente citado, jamais celebrado pelos seus porvindouros, proscrito da glória que cobre tantos poetas efémeros, objecto de descaso quer em Moçambique ou mesmo em Portugal, os seus versos, quase todos aqui produzidos, permanecem no território do oblívio. Dir-se-ia que estamos perante um daqueles casos que não se sabe a que pátria literária pertence. Nasceu em Barcelona, cumpriu a adolescência no Porto para onde fora aos 4 anos e chegaria a Moçambique aos 19 anos e aqui viveria metade da sua vida, produziria a sua breve e fulgurante obra poética e dramática e aqui teria sepultura. Reinaldo Ferreira ficou, assim, prisioneiro do seu infortunado e paradoxal destino.
Breves efemérides da sua vida curtíssima em Moçambique: chega ao país em finais de 1941 e em 1942 termina o liceu. Ingressa, posteriormente, nos serviços de Administração Civil. Entre 1947 e 1949 publica, esporadicamente, poemas em páginas literárias. “Uma casa portuguesa” estreia em 1950 e torna-se um êxito de imediato. Dois anos depois, em 1952, passa a responsável da secção de teatro do antigo Rádio Clube. Em meados da década de 50 encontra-se a trabalhar nos “Poemas Infernais”. Em 1958 são-lhe detectados os primeiros sintomas da doença. No mesmo ano trabalha na colectânea “Um voo cego a nada”. Vai a Lisboa de férias e retorna a Moçambique em Janeiro de 1959. Em Março de deste infausto ano a doença agrava-se e segue para Joanesburgo em desesperada busca de cura. Em Maio já não há esperanças, regressa a Moçambique. No dia 30 de Junho desse ano morre de cancro no pulmão.
A sua campa é rasa e nela estão inscritos a bronze estes versos: “Mínimo sou, / Mas quando ao Nada empresto/ A minha elementar realidade, / O Nada é só o resto.” Descobri-a no acaso de uma romaria familiar ao Cemitério de Lhanguene e me deixei surpreender pela singela tumba. Não me sobressaltou o abandono. Os poetas costumam ter essa fortuna: o desabrigo, a solidão e a negligência do futuro.
Reinaldo Ferreira é, não obstante, um grande Poeta. Não entro na discussão da sua nacionalidade literária. Aliás, estão os seus poemas coligidos na antologia de poesia moçambicana “Nunca Mais é Sábado”. Um país que se preze reivindica-o. “Receita para fazer um herói” é o primeiro poema dessa escolha. Cito-o aqui na íntegra: “Tome-se um homem / Feito de nada, como nós, / E em tamanho natural. / Embeba-se-lhe a carne, / Lentamente, / Duma certeza aguda, irracional, / Intensa como o ódio ou como a fome. / Depois, perto do fim, / Agite-se um pendão / E toque-se um clarim. // Serve-se morto”. Belíssimo.
Maputo tem, felizmente, uma rua com seu nome, uma pequena rua cul-de-sac, que entronca na Emília Daússe, muito perto da Salvador Allende. Fui ontem procurá-la e lá estava recolhida na sua pacata obscuridade. O Poeta não está degredado da nossa toponímia. Ainda alimentei a esperança de o ver celebrado hoje nos lustros que perfazem, por estes dias, a relacção entre Moçambique e Portugal. Debalde.
Celebro-o aqui, nestas breves palavras, no dia em que passam, justamente, 100 anos sobre a data do seu nascimento, ocorrido a 20 de Março de 1922, em Barcelona. Reinaldo Edgar de Azevedo e Silva Ferreira, de seu nome, filho do celebérrimo Repórter X, pseudónimo do conhecido jornalista Reinaldo Ferreira, de quem herdou o nome. Leio-o esta noite e sempre com assombro e não deixo de vituperar esta cultura de esquecimento que é o apanágio dos nossos dias.
Maputo, Domingo, 20 de Março
Artur Arêde and 3 others
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