~vivenda russa na quinta do lago vende-se

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Foi congelado um imóvel de Roman Abramovich, na Quinta do Lago, avaliado em dez milhões de euros. A notícia é avançada pelo jornal Público. O jornal revela que o oligarca russo tentou vender a propriedade no Algarve 15 dias antes da invasão da Ucrânia. https://www.rtp.pt/…/roman-abramovich-congelado-imovel…
Roman Abramovich. Congelado imóvel na Quinta do Lago
RTP.PT
Roman Abramovich. Congelado imóvel na Quinta do Lago
Foi congelado um imóvel de Roman Abramovich, na Quinta do Lago, avaliado em dez milhões de euros. A notícia é avançada hoje pelo jornal Público. O jornal revela que o oligarca russo tentou vender a propriedade no Algarve 15 dias antes da invasão da Ucrânia.
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Movimento de jovens da lusofonia quer chegar a Macau – PONTO FINAL

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A Juventude Unida dos Países de Língua Portuguesa, que nasceu há quase dois anos, está a expandir-se e também quer chegar aos jovens de Macau. “Precisamos de pontes que nos ajudem a chegar às pessoas”, indicou ao PONTO FINAL Ricardo Soares, fundador e coordenador do movimento.   A Juventude Unida dos Países de Língua Portuguesa […]

Source: Movimento de jovens da lusofonia quer chegar a Macau – PONTO FINAL

Morreu o jornalista Jerónimo Pimentel, fundador do PÚBLICO

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Maria Flor Pedroso posted 2 updates.
Morreu o jornalista Jerónimo Pimentel, fundador do PÚBLICO
Texto de autoria de Ana Sá Lopes
Jerónimo Pimentel fez parte da equipa fundadora do PÚBLICO como subeditor de Política DR
Jerónimo Pimentel, jornalista que fez parte da equipa fundadora do PÚBLICO, morreu na madrugada desta sexta-feira, no Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa. Tinha sido internado após uma queda em casa em que fracturou o colo do fémur. Operado 15 dias depois, Jerónimo chegou a sair dos cuidados intensivos. Era um doente cardíaco grave – reformou-se antecipadamente do jornalismo na sequência de várias operações ao coração – e acabou por não resistir. Tinha 65 anos.
Quando, a 5 de Março de 1990, o PÚBLICO pôs na rua a sua primeira edição, a secção política tinha dois chefes: Áurea Sampaio, a editora de política, e Jerónimo Pimentel, subeditor. Áurea e Jerónimo já se conheciam há anos – ele tinha sido jornalista especializado em política na Rádio Renascença, TSF e Expresso, ela no Diário de Lisboa e no Semanário.
“O Jerónimo aliava a seriedade no trabalho que fazia à forma surpreendente com que nos conseguia alegrar”, conta Áurea Sampaio ao PÚBLICO, que recorda o seu “humor sarcástico, corrosivo” e como encontrava “imagens demolidoras para descrever situações que nos levavam às lágrimas”. “Todos nos divertíamos com ele. Estava sempre de bem com a vida, gostava muito de viver, e tirar proveito da vida”, diz Áurea. A primeira editora de Política do PÚBLICO (que mais tarde regressou como directora-adjunta) lembra como Jerónimo Pimentel era de uma enorme seriedade do ponto de vista ético e deontológico: “Foi facílimo trabalhar com ele”.
A seguir ao PÚBLICO, no fim dos anos 90, foram juntos para O Independente, na altura dirigido por Constança Cunha e Sá. Jerónimo Pimentel era licenciado em Direito em Coimbra, fez o curso contra a sua vontade e rapidamente escolheu o jornalismo. Chegou à Rádio Renascença no início dos anos 80, passou pelo Expresso e pela TSF.
Mas foi no Diário de Notícias, em 2005, anos depois de Jerónimo ter saído do PÚBLICO, que a jornalista Isabel Lucas o conheceu. “Encontrámo-nos no riso”, diz Isabel, hoje jornalista do PÚBLICO. “O Jerónimo tinha um sentido de humor muito parecido com o meu. Ríamos das mesmas coisas. Às vezes bastava um olhar”. Na época, a redacção do Diário de Notícias era bastante tradicional, os dois tinham acabado de chegar, sentiam-se “peixes fora de água” e começaram a almoçar juntos. Jerónimo convida Isabel Lucas, até aí “confinada” à cultura, a fazer reportagens de política, coisa que Isabel adorou. Áurea nota essa característica: “O Jerónimo era muito generoso com os colegas. Deixava brilhar e gostava que os outros brilhassem”.
Jerónimo Pimentel saiu do Diário de Notícias para integrar a equipa fundadora do semanário Sol, como editor de Política, em 2006. As várias operações ao coração levaram-no a antecipar a reforma. Abriu um turismo de habitação em Provezende, a sua quinta no Douro, onde cozinhava mesmo para os hóspedes – outra das suas paixões, cozinhar e estar à mesa, como diz Isabel Lucas que admite que, apesar de ter sido a saúde o motivo da reforma de Jerónimo, a decisão coincidiu com um momento de mudança das redacções, onde há menos lugar para “pessoas que gostam de desestabilizar mas são criativas, em que se pode dizer um disparate e dali sai uma ideia, onde se pode pensar para além do óbvio”.
Até um dia camarada! Bjinhos
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Ana Sá Lopes deve ter sido tão difícil escrever este texto, Ana
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Ana Sá Lopes deve ter sido tão difícil escrever este texto, Ana
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OÉ-CUSSI ONDE TUDO COMEÇOU

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Admin

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Timor-Leste/20 Anos: Oecusse, o enclave onde tudo começou e cujo futuro ainda parece pouco claro
António Sampaio (Texto) e António Cotrim (Fotos)
Pante Macassar, Timor-Leste, 14 maio 2022 (Lusa) – O único avião timorense, de 19 lugares, parece ainda mais pequeno do que é quando aterra na maior pista de Timor-Leste, no Aeroporto Internacional Rota do Sândalo, no isolado enclave de Oecusse.
Com duas mangas – uma foi usada uma única vez – o aeroporto é, para os críticos do projeto da Região Administrativa Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA), o maior símbolo negativo dos investimentos na região, que consideram sobredimensionados, pelo menos para o momento atual.
Questionam o porquê do investimento significativamente maior em Oecusse do que em qualquer dos outros municípios fora de Díli e, acima de tudo, perguntam para que servirá e que futuro terá a região e se alguma vez se chegará a usar as duas mangas.
Apoiantes da iniciativa argumentam que quase 97% da população tem luz elétrica, que a produção agrícola na região aumentou, que há em curso projetos para levar água a toda a população e que a cidade é a mais limpa de Timor-Leste.
“Não temos elefantes brancos. Temos é estradas limpas, com alta qualidade, construídas por indonésios e fiscalizadas por consultores portugueses e que podemos comparar com outros locais”, explicou à Lusa, Arsénio Bano, presidente da autoridade regional.
“Temos um aeroporto operacional e a funcionar bem, eletricidade 24 horas para 97% de toda a população, e isso não é exagero, estradas na zona central, e isso não é exagerado. Não temos problemas com inundações”, sublinha.
O enclave de Oecusse-Ambeno, a região mais isolada do país e berço de Timor-Leste – foi aqui que chegaram os primeiros missionários e navegadores portugueses – é, provavelmente, um dos locais que, hoje, mais divide e extrema opiniões.
Praticamente abandonado depois de ser destruído – como o resto do país, após o referendo da restauração da independência, em 1999 – Oecusse só começou, verdadeiramente, a receber as atenções das autoridades timorenses em 2014.
Foi nesse ano que nasceu oficialmente a RAEOA e o projeto associado da Zona Especial de Economia Social de Mercado (ZEESM), frutos da boa relação, na altura, entre os dois principais líderes políticos nacionais, Xanana Gusmão (então primeiro-ministro) e Mari Alkatiri, o primeiro presidente da autoridade regional.
A partir do nada e nos primeiros anos seguintes, Oecusse foi, provavelmente a zona de Timor-Leste com mais construção e desenvolvimento de infraestruturas a ocorrer em paralelo, incluindo novo aeroporto, central elétrica, estradas, pontes, drenagem, irrigação, serviços de saúde e a melhoria de toda a zona central do espaço urbano.
Algumas críticas ao projeto já se ouviam, mas a paz política empurrava a contestação para sussurros que só começaram a crescer de intensidade com o agudizar da crise política em Timor-Leste (a partir de 2017)
A crise acabou por tornar este símbolo da paz política, entre Xanana Gusmão e Mari Alkatiri, num dos símbolos do confronto entre ambos, e, posteriormente, com o peso da pandemia que só acentuou o isolamento do enclave, paralisou muitas das iniciativas em curso.
Rápidas trocas de líderes da autoridade – ao sabor de rápidas mudanças políticas – não ajudaram, como não contribuiu o quase nulo avanço do projeto da ZEESM.
Ainda assim – e com o caos urbano que se agudiza dia após dia em Díli, a apenas 30 minutos de viagem no Twin Otter 400 canadiano – pelo menos a zona central da capital do enclave, Pante Macassar, não poderia representar maior contraste.
Na região que acolheu a primeira capital do país, Lifau, reina a tranquilidade, a calma, com estradas em ótimas condições, grandes espaços públicos e praias e ruas limpas, com brigadas de limpeza a trabalhar praticamente todo o dia.
Quase como cogumelos há cada vez mais escolas e, nas ruas, grupos imensos de crianças e jovens a ir ou a vir da escola – são tantos os alunos, que há que fazer turnos, metade vão só de manhã e outra metade só à tarde.
“Oecusse está a desenvolver-se, apesar de andar devagar, do isolamento como enclave, de problemas com transportes marítimos”, disse Bano.
“Ainda há muito para fazer. O meu sonho era conseguir desenvolver o enclave para autossuficiência de alimentação, não ter problemas de transporte, uma cidade limpa e verde que possa atrair turistas e desenvolvimento em infraestruturas”, frisou.
Ainda assim sublinha que houve “mudanças claras na região nos anos depois da criação da autoridade”, e defende que continuar no “bom caminho” exige “mais consistência, de manter o nível de investimento em infraestruturas, água e saneamento e serviços”.
E a equação é simples, refere, promovendo com a comunidade ações de consciencialização sobre, por exemplo, insistir na limpeza, para atrair mais visitantes.
“Devia ser um exemplo. Temos feito um trabalho de consciencialização a toda a população para que a cidade esteja limpa para atrair toda a gente. Porque alguém que venha cá deixa alguma coisa, come, dorme, compra e isso está ligado com a política de que a população tem que conseguir viver”, disse.
“Se Oecusse pode fazer isso, o resto de Timor-Leste pode fazer o mesmo. Merecemos, depois de tantos anos de luta e sofrimento, estradas melhores, eletricidade sem problemas e outras coisas”, vinca.
A região continua a produzir internamente apenas três meses de alimentação, dependendo do comércio com a Indonésia, legal e ilegal e depois afetado pela pandemia, ou da ligação a Díli por mar, afetada por problemas nos navios e também pela pandemia.
À exceção do orçamento do Estado – a RAEOA tem autonomia financeira – pouco tem sido o investimento privado na região, ainda que a zona central tenha mais lojas que nunca.
Na sede da autoridade, na sala de espera, folhetos cheios de imagens, mapas e informação para visitantes, sobre o que fazer e visitar em Oecusse, uma promoção turística, da autoridade para os poucos turistas que vão chegando, a grande maioria turismo interno.
Pante Macassar é também a ponte entre o passado histórico nacional e a tentativa de agarrar a modernidade e de conseguir desenvolver a economia e, assim, melhorar a vida da grande fatia populacional que, como no resto do país, ainda sente carências profundas.
Mas onde o ambiente que se respira já é diferente do passado.
“Todos que querem conhecer Timor-Leste, primeiro têm que conhecer Oecusse. Onde os portugueses chegaram primeiro, onde Timor-Leste se criou. Foram aqui os primeiros católicos, com os missionários a batizar 5.000 pessoas, há 500 anos”, recorda Bano.
ASP // PJA
Lusa/Fim
Chrys Chrystello

ENTREVISTA A XANANA

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ENTREVISTA: Timor-Leste/20 anos: Xanana não desiste de dissolução, mas prefere estabilidade
António Sampaio (Texto) e António Cotrim (Fotos), da agência Lusa
Díli, 14 mai 2022 (Lusa) – O líder histórico timorense Xanana Gusmão considerou hoje que o seu partido não desistiu da exigência de que o novo Presidente, José Ramos-Horta dissolva o parlamento, mas que deve ser “realista” e garantir, acima de tudo, a estabilidade.
“Em termos de princípio fizemos este apelo, já não dizemos exigência, e este apelo continua. O partido não diz que agora desistiu da sua exigência, mas tem que considerar todos os fatores políticos, sociais e económicos”, disse o presidente do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), segundo partido timorense, em entrevista à Lusa.
“Por isso, não está a ser exatamente uma exigência, já que preferimos que haja estabilidade. Ainda assim, colocamos na mesma ao Presidente eleito, desde que haja possibilidades, que tem que se repor uma ordem no parlamento”, considerou.
A questão da dissolução do parlamento – o CNRT considera que a atual mesa foi ilegalmente eleita em maio de 2020 – vincou grande parte da campanha presidencial de José Ramos-Horta, que venceu as eleições de 19 de abril com uma ampla maioria.
Pela primeira numa eleição presidencial o CNRT avançou com um candidato presidencial do partido, ao contrário do passado em que Xanana Gusmão deu a sua voz a candidaturas que se tinham já apresentado.
Nos comícios, declarações mediáticas e outros atos de campanha, quer Xanana Gusmão, quer Ramos-Horta quer outros apoiantes da candidatura defenderam esta exigência cuja concretização, depois do voto e apesar da ampla vitória, pareceu atenuar-se.
No final de abril e em entrevista à Lusa o próprio José Ramos-Horta afastou o cenário de dissolução do parlamento e eleições antecipadas ou da queda do atual Governo, considerando que esses cenários não são adequados dado o atual contexto de crise económica e social do país.
Ramos-Horta disse que esse compromisso de dissolução “não é dogma” e que o essencial é apostar no diálogo de todas as forças parlamentares.
“Sim, isso foi o compromisso, só que nada é dogma em política e não podemos ser dogmáticos, porque isso leva a imprudências e políticas erradas. A grande preocupação de Xanana Gusmão é como fazer face a essa situação de extrema dificuldade da população, [ele] não quer maior instabilidade política”, explicou.
No momento em que o país comemora os 20 anos da restauração da independência, e depois de cinco anos de grande instabilidade política, agravada pela pandemia – que fizeram a economia nacional recuar mais de uma década -, as conjeturas sobre o que vai acontecer agora no país dominam os debates.
Xanana Gusmão reconhece este momento e diz que o mais importante é estabilidade e paz, necessárias para o desenvolvimento, recorrendo a frases da ‘guerrilha’ para descrever o sentimento atual.
“Hoje, depois das eleições, depois de olhar para algumas tentativas de violência que aconteceram, o partido deve ser realista a olhar para este processo. O partido mantém a perceção de que o parlamento não está a funcionar segundo as normas, segundo o regimento”, disse, relembrando que no parlamento “existe uma maioria que defende esta situação atual”.
Assim, sublinha, o partido não desistiu da sua exigência, mas “tem que considerar todos os fatores políticos, sociais, do outro lado”, da maioria que suporta o atual Governo, liderada pela Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin).
“Já que na guerrilha aprendi: conhece o inimigo nos seus pontos fortes e fracos, assim como deves conhecer os teus próprios pontos fortes e fracos. E nunca dês as munições ao adversário para te matar”, frisou.
Vinca que o Estado tem quatro pilares, e “não é apenas o parlamento”, alude a que esperava alguns sinais idênticos da maioria, considerando que parecem não estar a ser dados quando, por exemplo, as bancadas do Governo querem avançar com uma lei sobre responsabilidade criminal do Presidente.
“Às vezes queremos corrigir uma situação qualquer, mas se desistimos por desistir vai causar mais problemas, mas se avançamos este desejo, este mal pode produzir mais males para a sua própria destruição”, explicou.
No atual contexto, e depois dos últimos cinco anos de tensão, Xanana Gusmão reconhece alguma “frustração”, apontado a projetos interrompidos ou parados e ao grande recuo económico do país, entre outros aspetos.
Motivo pelo qual se mostra disponível para voltar a assumir, eventualmente, a liderança do Governo, depois das próximas eleições.
“Claro que traz essa frustração, e esta frustração é mais alimentada pela frustração do povo e é nesse sentido que disse que perante isto, perante o carinho, perante o amor, perante as manifestações de afeto por parte da população, sinto este dever de continuar, em termos de repor e criar novas bases para o desenvolvimento”, afirmou.
“E foi por causa desta frustração que o partido decidiu ter um candidato. Quando falamos com o Presidente eleito, depois das eleições, eu disse que não estava contente porque o Horta ganhou. Fiquei mais contente porque o povo soube escolher, exerceu o seu direito, soube em que votar e o que o candidato podia fazer”, considerou.
José Ramos-Horta toma posse a 20 de maio.
ASP // PJA
Lusa/Fim
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a dívida dos açores

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O Secretário Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Duarte Freitas, anunciou ontem que a dívida dos Açores ficou, em 2020, perto dos 3.600 milhões de euros, “números brutais” que “devem ser conhecidos e reconhecidos por todos” e merecem um olhar para o futuro assente no “rigor”. Já o líder do PS e ex-Presidente do Governo, Vasco Cordeiro, garantiu que “a dívida dos Açores no fim de 2020 era de 2.400 milhões de euros”. “Um Governo que, num ano e meio, aumenta a dívida em mais de 400 milhões de euros e agrava o défice em 360 milhões, vem agora invocar uma suposta herança?”, questionou Carlos Silva, também do PS, disse que esperava do Governo Regional a apresentação de “medidas para responder às preocupações das empresas e das populações”. O Secretário das Finanças dos Açores reconheceu, a propósito, o “risco de uma espiral inflacionista”, assegurando que o Governo está “preparado para tomar as medidas necessárias para ajudar as famílias e as empresas. A inflação é o mais injusto dos impostos”, disse. O deputado do Chega, José Pacheco, apoiou proposta do BE que propõe a actualização do valor da remuneração complementar e limitação de margens máximas de preços de comercialização para mitigar os efeitos da inflação nos Açores. O debate dos números Num debate parlamentar a propósito das finanças regionais, Duarte Freitas lembrou que “as responsabilidades financeiras futuras da Região, isto é, aquilo que os açorianos vão ter de pagar, resultam da dívida financeira, da dívida não financeira e de outras responsabilidades como sejam o caso dos compromissos com as parcerias público-privadas e dos passivos do Sector Público Empresarial Regional que não consolida, à excepção da EDA”. E prosseguiu: “Para que todos os açorianos conheçam a realidade, a soma destas responsabilidades financeiras futuras que sobre eles impendem, totalizam três mil, quinhentos e noventa e oito milhões, oitenta e sete mil, cento e trinta e um euros e setenta e um cêntimos”. Duarte Freitas lamentou ainda que, ao mesmo tempo que a Região acumulava responsabilidades financeiras, nas anteriores governações socialistas, esta “apresentava alguns dos piores indicadores socioeconómicos do país e da União Europeia”. “Esta fotografia da nossa realidade suscita também um olhar sobre o futuro. Face aos dados da execução orçamental até esta data, e considerando um endividamento zero para o próximo ano, estima-se ser possível apresentar uma proposta de Plano de Investimento da ordem dos 600 milhões de euros. Não prometemos ilusões, mas sim rigor. Não anunciamos milhões, mas sim transparência. Não devemos prometer os maiores planos de sempre se queremos inverter o processo de crescimento de responsabilidades financeiras futuras. Preferimos a verdade e todo o encargo que ela acarreta. O futuro, sendo a verdade que se eterniza, impõe um compromisso político. O compromisso com os açorianos e com as gerações futuras.”, disse. Duarte Freitas informou ainda os deputados da Assembleia Legislativa Regional o XIII Governo dos Açores irá transmitir, “com regularidade, os dados sobre a situação das finanças regionais”. O filme da dívida da Região em 2020 Em Setembro passado, no âmbito do Procedimento por Défices Excessivos foram reportados pelo INE, os valores finais da dívida pública dos Açores e, no mês de dezembro, o Tribunal de Contas emitiu o Relatório e Parecer sobre a Conta da Região de 2020. Esta é, pois, “a primeira oportunidade que tenho para dar a conhecer aos açorianos quais as responsabilidades financeiras que sobre eles impendem”. “Esta postura será replicada, ano após ano, logo que tenhamos os valores reportados, confirmados e auditados”, disse Duarte Freitas. As responsabilidades financeiras futuras da Região, “isto é, aquilo que os açorianos vão ter de pagar, resultam da dívida financeira, da dívida não financeira e de outras responsabilidades como sejam o caso dos compromissos com as parcerias publico-privadas e dos passivos do Sector Público Empresarial Regional que não consolida, à excepção da EDA”. Assim, dentro do perímetro de consolidação regista-se como dívida financeira: Serviços integrados – 2 mil, cento e oitenta milhões, quatrocentos e setenta e oito mil, setecentos e doze euros e quarenta e três cêntimos; Entidades Públicas Reclassificadas – vinte sete milhões, novecentos e um mil, quatrocentos e oitenta e cinco euros e oitenta e sete cêntimos; Avales à SATA – 197 milhões de euros. Como dívida não financeira, arrola-se: Serviços integrados – 91 milhões, oitocentos e noventa e um mil, quinhentos e doze euros; Serviços e Fundos Autónomos – 24 milhões, trezentos e quarenta e três mil, quatrocentos e noventa e seis euros e Entidades Públicas Reclassificadas – 157 milhões, oitocentos e cinquenta e três mil, trezentos e noventa e cinco euros. Outras responsabilidades responsabilidades respeitam a: PPP – 604 milhões, setenta e oito mil, oitocentos e cinco euros e quarenta e três cêntimos, sendo: SCUTS São Miguel – 452 milhões, treze mil, seiscentos e sete euros e vinte cinco cêntimos; Hospital Santo Espírito da Ilha Terceira – 152 milhões, sessenta e cinco mil, cento e noventa e oito euros e dezoito cêntimos; Iluminação Pública – 4 milhões, quinhentos e cinquenta mil, novecentos e trinta e cinco euros e noventa e oito cêntimos; IRS Municípios – 5 milhões, quatrocentos e oitenta e nove mil, quatrocentos e cinquenta e cinco euros. Fora do perímetro de consolidação, excluindo o Grupo EDA, a Região apresenta dívidas de: Dívida financeira: 251 milhões, oitocentos e setenta mil, seiscentos e quarenta e cinco euros e trinta e cinco cêntimos, dos quais, 7 milhões, oitocentos e vinte cinco mil, setecentos e vinte e dois euros e noventa e sete cêntimos relativos à Santa Catarina e 20 milhões, duzentos e trinta e nove mil, trezentos cinco euros e sete cêntimos relativos à Sinaga e Dívida não financeira de 999 mil, setecentos e sessenta e nove euros e noventa e cinco cêntimos relativos à Santa Catarina e 1 milhão, cento e quarenta e sete mil, setenta e três euros e setenta e um cêntimos relativos à Sinaga. A soma destas “responsabilidades financeiras futuras”, totalizam 3 mil, quinhentos e noventa e oito milhões, oitenta e sete mil, cento e trinta e um euros e setenta e um cêntimos. Face aos dados da execução orçamental até esta data, “e considerando um endividamento zero para o próximo ano, estima-se ser possível apresentar uma proposta de Plano de Investimento da ordem dos 600 milhões de euros”. António Vasco Viveiros: “exercício de verdade” O deputado do PSD/Açores António Vasco Viveiros enalteceu ontem o Governo pela iniciativa de apresentar todos os dados sobre as Finanças Públicas da Região, num “exercício de verdade que nunca foi conveniente ao anterior Governo socialista”. O parlamentar social-democrata falava no debate sobre as Finanças da Região, promovido por iniciativa do Governo Regional, na Assembleia Legislativa dos Açores. António Vasco Viveiros afirmou que as dívidas do Governo a fornecedores no final de 2020 eram de 274 milhões de euros, ou seja quase 7% do PIB”. O deputado apontou os exemplos da “Saudaçor, que acumulou passivos superiores a 600 milhões de euros, escondendo o subfinanciamento do Serviço Regional de Saúde, a SPRIH, cujo objectivo inicial foi subvertido, passando a construir até escolas e estradas e acumulando um passivo superior a 200 milhões de euros, ou ainda a Azorina e a SDEA”. Acrescem os casos da conserveira de Santa Catarina e da Sinaga, que representaram um custo de cerca de 50 milhões de euros à Região. Cabaz familiar cresceu 18,3%, diz o PAN António Lima, do BE, considerou estranho que o Governo Regional quisesse fazer um “debate de urgência com uma conta de 2020”, considerando que o Executivo “inaugurou uma nova fuga – a fuga para trás”. Para o deputado do Bloco, o que os açorianos querem saber “é quanto vão empobrecer este ano”. O deputado do PAN, Pedro Neves, manifestou-se “desiludido” com a apresentação do secretário Regional e com a “digladiação entre PS e PSD” porque, perante a actual situação financeira os açorianos querem saber se podem “estar a prever uma nova austeridade”. “O cabaz familiar aumentou, de Janeiro a Maio, 18,3%”, sublinhou. Para a Iniciativa Liberal, o Secretário das Finanças apresentou “uma mão cheia de nada”, defendendo a necessidade de “soluções de futuro, para escolher os melhores investimentos”. “As responsabilidades são algo que vamos ter de pagar. Temos pela frente uma tarefa hercúlea”, disse o deputado Nuno Barata. PPM fala em dívida “brutal” José Pacheco, do Chega, elogiou a apresentação das contas, considerando que “não deve haver opacidade ou cortinas de fumo com as contas, sejam elas boas ou muito más, como é o caso”. O deputado independente Carlos Furtado destacou a “dificuldade” que será sair da actual “camisa de forças e arranjar quem esteja disponível a pagar a dívida”. Rui Martins, do CDS-PP, também considerou importantes os números apresentados, salientando que “importa saber o ponto de partida deste Governo” e manifestando-se convicto que “este Governo está no bom caminho”. Do PPM, Paulo Estêvão destacou que “3.600 milhões de euros de dívida é uma brutalidade”, considerando que “as políticas de desenvolvimento do Governo estão altamente condicionados por esta herança. In correio dos Açores.
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Morreu o jornalista e escritor Fernando Sobral – O Jornal Económico

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O jornalista Fernando Sobral, colaborador do Jornal Económico, faleceu esta sexta-feira, vítima de doença prolongada. O Jornal Económico apresenta sentidas condolências à família e aos amigos de Fernando Sobral.

Source: Morreu o jornalista e escritor Fernando Sobral – O Jornal Económico