morreu o nosso Norberto Ávila, sem nos dizer nada…

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esta foi a homenagem que os colóquios lhe fizeram enm 2015 na Graciosa E 2016 MONTALEGRE

em abril pela primeira vez faltou ao nosso colóquio de Belmonte por já não se sentir bem….será lembrado por todos nós

Sidonio Bettencourt

MORREU NORBERTO ÁVILA… QUE TRISTEZA….
Surpreendido e triste com a morte de Norberto Ávila, um dos grandes dramaturgos portugueses de sempre, Terceirense apaixonado por São Jorge. Morreu há dias em Lisboa na sua solidão de escrita. Só agora se soube da notícia. Pouco importa. Importa sim, que perdemos um Homem um grande amigo, um autor com uma grande obra, diversificada e complementar. Vou ter muitas saudades do Norberto, da sua fina ironia, o seu rigor, as suas histórias, a sua competência. A sua generosidade imensa. Vou ter saudades das nossas tertúlias poéticas, com o Aires Reis, com o Belarmino Ramos, com os nossos amigos jorgenses no jardim Francisco Lacerda, ou sobre as árvores na Fajã de São João. Morreu um grande Açoriano.
Dramaturgo, romancista, contista e poeta português, nascido em Angra do Heroísmo, Açores, a 9 de setembro de 1936.
De 1963 a 1965 frequentou, em Paris, a Universidade do Teatro das Nações. Criou e dirigiu a revista Teatro em Movimento (Lisboa, 1973-75). Chefiou, durante 4 anos, a Divisão de Teatro da Secretaria de Estado da Cultura; abandonou o cargo em 1978, a fim de dedicar-se mais intensamente ao seu trabalho de dramaturgo.
Traduziu obras de Jan Kott, Shakespeare, Tennessee Williams, Arthur Miller, Jacques Audiberti, Junji Kinoshita, Valle-Inclán, Fassbinder, Blanco-Amor, José Zorrilla e Liliane Wouters.
As obras dramáticas de Norberto Ávila, maioritariamente reunidas na coletânea Algum Teatro (20 peças em 4 volumes, Imprensa Nacional-Casa da Moeda) têm sido representadas em diversos países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Coreia do Sul, Croácia, Eslovénia, Espanha, França, Holanda, Itália, Portugal, República Checa, Roménia, Sérvia e Suíça. Títulos mais divulgados, nacional ou internacionalmente: As Histórias de Hakim, O Marido Ausente, A Ilha do Rei Sono, O Rosto Levantado, Arlequim nas Ruínas de Lisboa, Florânia ou A Perfeita Felicidade, D. João no Jardim das Delícias.
A atividade literária de Norberto Ávila abrange porém outros géneros, como o romance – No Mais Profundo das Águas, (sobre Antero de Quental e a Geração de 70), A Paixão Segundo João Mateus (Romance Quase de Cordel), em que se recria a oralidade popular da ilha Terceira, e Frente à Cortina de Enganos (inédito) – , estando em preparação (em 2014) o seu primeiro livro de contos. É ainda autor do livro de poemas Percurso de Poeta (Prémio Natália Correia, 1999, edição de autor, 2000). S.B.
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Pedro Paulo Camara and 3 others
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    Pedro Paulo Camara

    Não pode ser!!! Tão, tão triste! Ainda há dias falávamos nos seus projetos futuros! 🙁
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situação séria, aterrar um cessna

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Artigo de opinião de Henrique Costa Santos, publicado na revista Visão em 16 de Maio de 2022.
Uma situação séria.
Somos, aliás, todos ateus até que a pessoa do outro lado do telefone não percebe as instruções à terceira.
Da próxima vez que estiver perto de bradar aos céus porque o interlocutor não está a apanhar as indicações, lembre-se desta aterragem.
Esta semana, um passageiro sem qualquer experiência de pilotagem conseguiu aterrar um avião no maior aeroporto da Flórida, com o piloto desfalecido a seu lado.
No registo áudio divulgado pelo Live Air Traffic, conseguimos ouvir o passageiro a dizer à central de controlo
“estou aqui numa situação séria. O meu piloto está incapacitado e eu não faço ideia de como pilotar um avião”.
Por favor, pense nisto antes de voltar a dizer que está perante uma situação séria.
Habemus herói.
A primeira resposta que obteve ao pedir ajuda pelo rádio foi “Qual é a sua localização?”.
Mas o passageiro, no instante piloto, também não fazia ideia.
“Consigo ver a costa da Flórida”.
Maravilhoso.
Robert Morgan, o controlador de tráfego aéreo que recebeu a comunicação, decidiu dar-lhe instruções sobre como aterrar o avião – nunca tendo, também ele próprio, pilotado uma aeronave daquele modelo.
Em tempo real, procurou uma imagem do painel de instrumentos do Cessna 208 e improvisou uma lição de voo, encaminhando-o até ao aeroporto internacional de Palm Beach – o local próximo com a pista mais larga possível.
Há uma ideia famosa, simplificação de uma discussão teológica, que afirma: “somos todos ateus até que o avião começa a cair”.
Sendo básica à partida, a frase tem a particularidade de poder servir de argumento, tanto a crentes, como a ateus.
Para os crentes, é uma tirada sarcástica que impõe limites ao espírito ateísta, como quem diz “são muito terra-a-terra, mas chamam por Deus quando o medo aperta”.
Para os ateus, a ideia cola à crença em Deus o caráter de um recurso irracional perante o pânico e o desespero.
Neste caso, sabemos que o sangue frio salvou o dia.
De acordo com o controlador aéreo, o passageiro “estava muito calmo”.
Ouvindo os áudios, não restam dúvidas.
Das duas, uma: ou estamos perante um ateu férreo, certo de que só ele se pode ajudar a si mesmo, ou perante um crente inabalável, certo de que ainda não chegou a sua hora.
Como o cavaleiro de Bergman, o passageiro de Morgan enganou a morte.
Ajudar alguém, dando-lhe instruções remotamente, pode ser desafiante.
Mesmo quem não trabalha num call center já teve de prestar auxílio a uma mãe às aranhas com o smartphone, ou a um avô quase náufrago no Google.
É coisa que pode ser muito exigente.
Somos, aliás, todos ateus até que a pessoa do outro lado do telefone não percebe as instruções à terceira.
Da próxima vez que estiver perto de bradar aos céus porque o interlocutor não está a apanhar as indicações, lembre-se desta aterragem.
Valeu a pena o esforço.
Já com os pés na terra, o passageiro não ficou para os aplausos.
Seguiu a correr para casa, onde a mulher, grávida, o esperava.
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timorenses querem passaporte portugu~es para emigrar

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Rosely Forganes shared a post.

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12 m

Timor-Leste/20 anos: A incessante busca pelo passaporte português e a saída do país
António Sampaio (Texto) e António Cotrim (Fotos), da Agência Lusa
Díli, 17 mai 2022 (Lusa) – Centenas de jovens, maioritariamente rapazes, de todos os pontos de Timor-Leste, concentram-se todos os dias nos jardins de uma agência no centro de Díli para tentar agilizar o processo de obtenção de nacionalidade portuguesa, o ‘bilhete’ para emigrar.
“Todos os dias temos 500 pessoas que vem até aqui, que querem saber informação ou iniciar o processo, que querem apresentar documentos. Mas não estamos para já a processar novos, porque temos ainda 3.000 processos pendentes”, explica à Lusa Joanico Jerónimo, responsável da Cammer PC, a agência que apoia no processo.
A agência faz parte do Grupo Incanto, um conjunto de empresas que inclui um dos novos sítios ‘in’ da noite, onde bandas de música tocam aos fins de semana, e , durante o dia, se avolumam centenas de jovens.
“Começamos há dois anos e desde aí já ajudamos 6.000 pessoas que estão a trabalhar na Europa, a maioria do Reino Unido, e agora em Portugal, em lugares como Beja e Faro. Ajudamos na obtenção da nacionalidade, mas também a encontrarem emprego”, refere.
“Durante a pandemia organizamos charters de aviões, preparamos emprego e ajudamos a resolver a situação de pessoas que já estavam no Reino Unido, devido ao Brexit”, sublinha.
A agência não tem mãos a medir e soma cerca de 3.000 processos à espera de serem tratados, motivo pelo qual pede ajuda à Embaixada de Portugal para “certificar os documentos” e depois, os próprios advogados da Cammer PC entregam os processos diretamente nos Serviços Centrais em Lisboa.
Por 200 dólares – o custo médio do serviço – a agência ajuda na verificação dos documentos junto das autoridades locais, especialmente perante casos de falsificação de documentos das paróquias do país, ou do Ministério da Justiça.
“Muitos jovens timorenses querem sair do país, para qualquer trabalho. E nós conseguimos trabalho, em fábricas, unidades de empacotamento, serviços de hotelaria, restaurantes”, conta.
“Em Timor-Leste, atualmente e talvez durante os próximos 10 anos, a única oportunidade é que os timorenses emigrem para ir trabalhar no estrangeiro. Por isso temos jovens que mesmo antes de acabar os estudos começam a tratar dos papeis”, sublinha.
Jerónimo diz que o impacto é evidente em Díli, mas, talvez ainda mais, fora da capital, onde as remessas dos imigrantes servem para melhorar de imediato as condições de vida das famílias.
“Constroem casas, conseguem pagar formação aos irmãos mais novos, incluindo na Indonésia. Muitas famílias têm apenas este rendimento. E é muito dinheiro para as famílias, 121 milhões no ano passado e por isso encorajamos todas as partes para ajudar a resolver e a acelerar isto”, refere.
A lei da nacionalidade portuguesa define que são nacionais portugueses todos os timorenses nascidos até 20 de maio de 2022, quando Timor-Leste ainda era oficialmente reconhecido como um território não-autogovernador sobre administração portuguesa.
A esses somam-se depois os seus filhos que, por descendência, também podem aceder à nacionalidade.
Há anos que o corrupio para a certificação da nacionalidade se tornou habitual, em algumas alturas provocando caos na Embaixada de Portugal em Díli onde estes processos representam a ampla maioria dos atos consulares.
Além do volume em si, os processos tornam-se mais complicados porque apresentam, em muitos casos, apenas documentos de paróquias ou provas inadequadas de registo de nascimento, com pontuais casos de fraude e falsificação documental.
No passado, muitos dos processos eram enviados para a Conservatória dos Registos Centrais em Lisboa e, perante dúvidas, eram devolvidos a Timor-Leste para verificação, implicando, na prática, que um funcionário consular fosse à paróquia em causa comprovar o registo de nascimento.
A embaixada alterou os procedimentos e agora realiza as verificações de todos os pedidos em Timor-Leste, antes sequer de os processos serem enviados para Lisboa, procurando assim minimizar a possibilidade de rejeição e consequentes atrasos adicionais.
Com um reduzido número de funcionários e entre 60 a 80 agendamentos diários para nacionalidade – dos quais a maior fatia são novos processos – tudo se torna mais complicado.
Muitos dos agendamentos são marcados em ‘lotes’ por agências como a Cammer PC e depois, mesmo que tudo corra bem com o documento, há demoras prolongadas nos Serviços Centrais, em Lisboa, onde este é um problema crónico, afetado por pedidos de todo o mundo.
Alguns jovens mostram-se frustrados com a demora no processo, havendo alguns pedidos pendentes, por vários motivos, desde 2015 ou 2016 e que estão, ainda, sem informação sobre quando haverá uma decisão.
Motivo pelo qual, numa recente entrevista à Lusa, o presidente eleito timorense, José Ramos-Horta, disse que vai aprovar a visita no final desta semana de Marcelo Rebelo de Sousa par lhe pedir ajuda na agilização do processo de obtenção de nacionalidade portuguesa pelos timorenses que a ela têm direito.
“Faz muita diferença se colocarem aqui funcionários, reforçar a embaixada, alguém dos serviços centrais para com maior celeridade outorgar aos timorenses que têm direito ao passaporte português que é o cartão de livre de acesso à União Europeia”, declarou.
“Já não é apenas para o Reino Unido, mas muitos estão a ir para outros países e eu estou em contacto com amigos na Alemanha para ver se a Alemanha abre um programa especial para trabalhadores timorenses. E Portugal pode agilizar a questão dos passaportes para timorenses”, frisou.
ASP // PJA
Lusa/Fim
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