guerra e paz

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A GUERRA E INVASÃO
RUSSA DA UCRÂNIA
Uma parábola levada aos limites mas que exemplifica bem a hipocrisia dos defensores de Putin e da agressão imperialista da Rússia contra a Ucrânia…..
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A invasão da Ucrânia explicada ao PCP!
– Socorro!
– O que foi, vizinho?
– Assaltaram-me a casa e estão a bater-me…
– Tem a certeza, vizinho?
– Tenho, porra. Empreste-me a sua caçadeira.
– Para que quer você a caçadeira?
– Para me defender, porra! A ver se se vão embora.
– Mas, ó vizinho, isso é fazer escalar o conflito.
– Conflito e escalar, uma porra. A casa é minha.
– Como sabe, eu sou contra todas as guerras, vizinho.
– Não são todas, porra. É esta. Invadiram-me a casa.
– Mas se eu lhe der a caçadeira, a violência vai continuar…
– Já me mataram a sogra e o gato, porra!
– Mas você não deve pedir armas. Isso é contra a paz.
– Mas estão a partir tudo. Não temos água nem luz…
– Tem de aguentar. É a sua contribuição para a paz.
– Olhe, vizinho, vá-se foder com a sua paz.
– Tá a ver, eu bem achava que você era um belicista.
– Socorro!
– E fascista, ainda por cima.
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os erros do turismo nos açores

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Voltemos então por momentos e com alguma calma e sensatez ao Turismo. O Turismo é uma actividade económica complexa e multifaceteda. Enquanto indústria é, ao mesmo tempo, extrativa, porque explora a “matéria-prima” de uma determinada localização geográfica, e transformadora, porque cria e multiplica produtos dessa mesma matéria-prima. Enquanto setor da economia até podíamos avançar, e que me perdoem os economistas, que é, em simultâneo, primário, secundário e terciário – extrai, transforma, serve. E, finalmente, até exporta. Em grande medida a venda de serviços e produtos do turismo é feita directamente ao exterior, sendo, também por isso, de grande valor acrescentado.
Como todas as actividade económicas precisa de regulação e, talvez até mais, de estratégia. A sustentabilidade, esse palavrão que está tanto na moda, não se resume nesciamente à defesa do ambiente, mas, outro sim, aos vários equilíbrios que são necessários encontrar, entre a extração e a transformação das matérias-primas do Turismo, e o seu crescimento e preservação. É desse equilíbrio, tanto ou até mais do que do valor acrescentado que o Turismo cria, que nasce a sustentabilidade, seja ela económica, social e/ou ambiental.
Como em todas as actividades económicas o crescimento selvagem, voraz, desregulado e cego é, na sua essência, autofágico e acaba, no fim, por ser auto destrutivo. Daí que o Turismo precise também, e repito, de Planeamento e Estratégia. Isto faz-se com PROTAA’s e PEMTA’s e PDM’s e todo um outro rol de minudencias, estatísticas, burocracias, regras, HACCP’s e o diabo. Mas, faz-se essencialmente com uma Ideia, com uma noção clara e concreta daquilo que queremos ser como Destino, que produtos temos e o como e o onde os queremos vender.
É aqui que tudo começa. Não é certamente na culpabilização da vítima pelo crime, nem na penalização do consumidor pela qualidade do produto, que é, no fundo, o que esta famigerada Taxa Turística procura vir fazer. Quando convidamos alguém para a nossa casa não os culpamos pelo autoclismo que funciona mal, nem lhes pedimos que levem o lixo consigo. Quando damos uma festa não nos queixamos que a casa é pequena e que temos que arranjar uma casa maior para os jantares de Natal ou para os aniversários. A Taxa Turística é uma espécie de ónus no convidado pelo nosso desleixo do ano todo.
Colocar a culpa da falta de estacionamento, ou dos entupimentos no trânsito, das filas nos restaurantes, o preço da Poça da Beija, as enchentes no Ilhéu, os hotéis que nascem como cogumelos, ou os AL que se multiplicam como ervas daninhas, colocar a culpa disto e de tudo nos turistas é não perceber ou não querer aceitar que a culpa somos nós. São os autarcas que autorizam e não fazem, são os empresários que se aproveitam, são os cidadãos que não cuidam e não protegem…
Comecemos por perceber o que somos e o que queremos ser e depois, então, pensemos em como tornar isso num instrumento criador de riqueza, multiplicador de bem estar e potenciador de futuro para os que cá estão e, fundamentalmente, para os que hão-de vir…
Esta Taxa Turística é a todos os níveis um tiro no pé, na forma, no conteúdo e nos objectivos, com erros, trapalhadas e injustiças, podendo mesmo vir a ser inconstitucional, mas isso fica para outro post que hoje é Sábado…
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  • Ricardo Bravo

    Bem visto. Este tipo de taxa pode ter bons resultados em situações muito específicas. Fernando de Noronha julgo ser um bom exemplo. A taxa – que tem um valor significativo e ainda aumenta em função dos dias de estadia – permite por um lado limitar o nú…

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    • Pedro Arruda

      Ricardo Bravo caríssimo Noronha é um excelente exemplo de uma Taxa ambiental, aquilo que querem fazer nos Açores é um imposto sazonal… 😎
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      • 6 m

um povo que odeia a sua história ruma à ruína

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Inês Duque shared a link.

Brianda Pereira
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Brianda Pereira
Brianda Pereira nasceu no Porto Judeu, c. 1550 — Jurisdição do extinto Concelho da Vila de Sã

SÃO JORGE | Ponto de situação da crise sismovulcânica na ilha. – Rádio Ilhéu

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O ponto de situação no âmbito da crise sismovulcânica na ilha de São Jorge, referente a ontem sexta-feira, dia 22 Abril de 2022. <!–

Source: SÃO JORGE | Ponto de situação da crise sismovulcânica na ilha. – Rádio Ilhéu

Acerca das palavras XLVII – gírias Paula De Sousa Lima

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Aqui vai, AMIGOS, a crónica deste sábado:
Acerca das palavras XLVII – gírias
Dei comigo a pensar que as gírias têm andado arredadas das reflexões e dos debates sobre as coisas da língua. De facto, há tanto para se comentar e lamentar, desde os erros ortográficos aos de sintaxe, desde o mau uso dos pronomes ao dos verbos, desde os anglicismos aos brasileirismos, et j’en passe, que as gírias se tornaram um mal menor, diria. E digo mal menor porque os supostos puristas da língua sempre “olharam atravessado” para os linguajares que entendemos por gíria.
Aprendi, em tempo idos, que as gírias são usadas por grupos específicos e demarcados, os quais, através duma forma específica de falar, se individualizam e distinguem. A gíria mais (re)conhecida e mais focada tem sido, indubitavelmente, a dos adolescentes, os quais, por inerência da sua idade e da sua forma de estar no mundo, pretendem individualizar-se e distinguir-se. Esta gíria é muito mutável, pois a um grupo de adolescentes segue-se outro, mais novo e mais irreverente, naturalmente desejoso de se diferenciar do anterior e dos cidadãos adultos. Isto é muito natural, conquanto haja quem discorde, julgando a gíria dos adolescentes uma coisa medonha e que devia ser erradicada, dado ser contrária à norma e, por vezes, quase incompreensível. Ora, se é a gíria dos adolescentes contrária à norma e quase incompreensível, isto acontece porque assim o querem tais adolescentes – ao falarem uma “língua” que só entre pares é entendida, afirmam-se como grupo, distanciando-se da mediania dos adultos e, assim, individualizam-se e distinguem-se.
Pensará o leitor, pensará a leitora qual é a opinião da signatária desta crónica relativamente às gírias, em particular em relação à gíria dos adolescentes. Pertinente pergunta a vossa, leitor e leitora. Responder-vos-ei já a seguir, embora já tenha deixado “pistas”, permitam-me que mude de parágrafo, convém, caso contrário o texto pode ficar muito “empacado”.
Pois eu, caro leitor, cara leitora, gosto muito de quase tudo o que é criatividade linguística, portanto as gírias, naturalmente criativas, bastante transgressoras, “caem-me bem no goto”. E, aliando esta minha profissão de escrevente à de ensinar (ou tentar ensinar) a adolescentes, encontro-me frequentemente com o linguajar destes. Já lhes “topo” tal linguajar – e notei, encantada, que o “bro” de há uns anos caiu em desuso, agora diz-se “primo”. É uma delícia ouvi-los e notá-los contrariados quando são “apanhados”, isto é, quando percebem que eu os percebo, coisa não desejável por eles. Esquecem os “piquenos” – tal esquecem muitos adultos – que nós, adultos, já fomos adolescentes e já usámos gíria. Eu nunca abandonava a sala ou me ia embora – “bazava”. Ficava a mãe muito contrariada, tal como ficava com os meus trajes e penteados, mas entranhou-se-lhe o “bazar” e hoje diz frequentemente que fulano ou sicrano “bazou”.
O que aconteceu à mãe acontece-nos a quase todos, pois, mais ou menos inconscientemente, vamo-nos apropriando da linguagem dos mais novos. Quem é que (seja sincero, leitor, seja sincera, leitora) não sabe o que é uma “ganza” e uma “moca”? Todos temos um filho, um sobrinho, um neto, um vizinho, o filho de uma amiga ou de uma vizinha que está na idade da irreverência e que tem uma forma muito particular de se exprimir oralmente, tal os seus amigos. Eu gosto, acho graça, aprecio. Se não se for irreverente e transgressor na adolescência, vai-se ser quando? Temo, é a verdade, adolescentes muito certinhos, muito enfileirados. Há que viver a adolescência, há que ousar, para vir a ser um adulto equilibrado. E há que fazer experiências, mesmo linguísticas, para, um dia, dar valor à regra – esta que, mesmo na idade adulta, deve ser vista como facilitadora, não repressora.
You, Telmo R. Nunes, Vitor Almeida and 21 others
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