conference online Timor Cast a Magical Spell 50 Years Ago, by Chrys Chrystello

Views: 2

Topic: Luso-Brazilian Culture: Timor Cast a Magical Spell 50 Years Ago, by Chrys Chrystello
Time: Nov 29, 2021 04:30 PM Central Time (US and Canada) 21.3o azores

Join Zoom Meeting
https://wisconsin-edu.zoom.us/j/92089145687

Meeting ID: 920 8914 5687
One tap mobile
+13126266799,,92089145687# US (Chicago)
+16465588656,,92089145687# US (New York)

Dial by your location
+1 312 626 6799 US (Chicago)
+1 646 558 8656 US (New York)
+1 301 715 8592 US (Washington DC)
+1 346 248 7799 US (Houston)
+1 669 900 9128 US (San Jose)
+1 253 215 8782 US (Tacoma)
Meeting ID: 920 8914 5687
Find your local number: https://wisconsin-edu.zoom.us/u/ad7K8n7WSJ

Join by SIP
92089145687@zoomcrc.com

Join by H.323
162.255.37.11 (US West)
162.255.36.11 (US East)
115.114.131.7 (India Mumbai)
115.114.115.7 (India Hyderabad)
213.19.144.110 (Amsterdam Netherlands)
213.244.140.110 (Germany)
103.122.166.55 (Australia Sydney)
103.122.167.55 (Australia Melbourne)
149.137.40.110 (Singapore)
64.211.144.160 (Brazil)
149.137.68.253 (Mexico)
69.174.57.160 (Canada Toronto)
65.39.152.160 (Canada Vancouver)
207.226.132.110 (Japan Tokyo)
149.137.24.110 (Japan Osaka)
Meeting ID: 920 8914 5687

Slide1.JPG

Timor Cast a Magical Spell 50 Years Ago, by Chrys Chrystello

Views: 3

Topic: Luso-Brazilian Culture: Timor Cast a Magical Spell 50 Years Ago, by Chrys Chrystello
Time: Nov 29, 2021 04:30 PM Central Time (US and Canada) 21.3o azores

Join Zoom Meeting
https://wisconsin-edu.zoom.us/j/92089145687

Meeting ID: 920 8914 5687
One tap mobile
+13126266799,,92089145687# US (Chicago)
+16465588656,,92089145687# US (New York)

Dial by your location
+1 312 626 6799 US (Chicago)
+1 646 558 8656 US (New York)
+1 301 715 8592 US (Washington DC)
+1 346 248 7799 US (Houston)
+1 669 900 9128 US (San Jose)
+1 253 215 8782 US (Tacoma)
Meeting ID: 920 8914 5687
Find your local number: https://wisconsin-edu.zoom.us/u/ad7K8n7WSJ

Join by SIP
92089145687@zoomcrc.com

Join by H.323
162.255.37.11 (US West)
162.255.36.11 (US East)
115.114.131.7 (India Mumbai)
115.114.115.7 (India Hyderabad)
213.19.144.110 (Amsterdam Netherlands)
213.244.140.110 (Germany)
103.122.166.55 (Australia Sydney)
103.122.167.55 (Australia Melbourne)
149.137.40.110 (Singapore)
64.211.144.160 (Brazil)
149.137.68.253 (Mexico)
69.174.57.160 (Canada Toronto)
65.39.152.160 (Canada Vancouver)
207.226.132.110 (Japan Tokyo)
149.137.24.110 (Japan Osaka)
Meeting ID: 920 8914 5687

Slide1.JPG

Médica sul-africana diz que pacientes com Ômicron apresentam sintomas “muito leves” | CNN Brasil

Views: 2

Angelique Coetzee afirma que quase metade dos pacientes com sintomas de Ômicron, que ela tratou, não foram vacinados

Source: Médica sul-africana diz que pacientes com Ômicron apresentam sintomas “muito leves” | CNN Brasil

Vulcão de La Palma abre novo foco emissor e intensifica-se atividade sísmica

Views: 2

Mais duas crateras secundárias abriram-se este domingo de madrugada no lado noroeste do cone do vulcão Cumbre Vieja, com emissão de fluxos e fragmentos, quando a sismicidade associada ao processo eruptivo se intensificou nas últimas horas.

Source: Vulcão de La Palma abre novo foco emissor e intensifica-se atividade sísmica

a única cultura idílica não-colonizada…

Views: 3

Sim, já sabemos que os indígenas da África, Ásia, América e Oceânia já se tinham descoberto a si próprios e já conquistavam os seus vizinhos antes de os indígenas da Europa por lá aparecerem. Não é isso que está em questão. O descobrimento e criação de conhecimento universal sobre a geografia do mundo e sobre os muitos povos que o habitavam foi na época tão revolucionária como na atualidade a ida à lua. Os contactos entre povos no passado eram frequentemente acompanhados de violência, sabemos disso, mas poucos grupos humanos puderam viver numa cultura em isolamento como os indígenas da Ilha de Sentinela do Norte, no Golfo de Bengala, vivem. Mas os Sentinela não fazem posts no Facebook e matam quem quer que lá apareça, por isso é difícil saber o que realmente pensam sobre a sua cultura idílica não-colonizada…
No photo description available.
You, Shusan Liurai and 6 others
Like

Comment
0 comments

vamos achatar a curva?

Views: 1

COMO SOMOS OS MELHORES NA VACINACÃO, VAMOS FECHAR UM BOCADINHO PARA ACHATAR A CURVA
Não sei se tiveram hipótese de ver/ouvir a apresentacão pública que se seguiu ao último conselho de ministros. Eu não vi mas a minha irmã, atenta, fez o favor de me enviar o documento.
É um belíssimo documento, devo dizer. Especialmente as 10 primeiras páginas com o título “Gracas ao sucesso da vacinacão…”, seguido de algumas variantes que explicam, graficamente, como passámos a ser os maiores da Europa em praticamente tudo no combate ao Covid.
O diabo está na página 11 e nas que se seguem. É que apesar de todo o sucesso na vacinacão, do camuflado do vice-almirante e de menos de 5% das mortes diárias em Portugal serem atribuidas ao Covid, mesmo assim, vamos voltar a complicar a coisa até Marco. Pelo menos.
E mantemos a receita porque, lá está, em equipa que ganha não se mexe. Tudo tranquilo com o sector produtivo, transportes públicos e por aí fora. Aí não se mexe porque, como o nome do sector indica, há que produzir e gerar capital para quem já o tem.
Com as escolas nem tanto. Toca a atrasar o regresso e não tarda estão os putos em casa novamente. Restaurantes só com certificado ou pcr, espectáculos culturais também, entrada no país com teste, certificado, cruz de cristo e tatuagem de Angola 74.
Permitam-me algum egoísmo na análise e deixem-me ver a coisa na perspectiva do emigrante. Aliás, é dificil ter qualquer outra neste momento.
Por mais variantes que aparecam, reforcos ou novas vacinas, o covid continua apenas a bater forte nas tascas, no teatro e nos hotéis. É isso, não é?
Numa vertente um pouco mais prática, questiono-me, um casal pode ir trabalhar a semana toda sem apresentar certificado ou teste mas, se for ver um concerto ao sábado com os filhos menores sem certificado, tem que pagar um teste que custa mais do que o bilhete para o espectáculo.
Qual é a ideia? Arrasar o que falta da cultura e deixá-los só com os 0,2% do orcamento? Garantir que passamos o inverno todo em casa e esperar pela libertacão que virá finalmente com a vacina de 2022? A tal que nos torna imunes? Rebentar com os restaurantes que ainda não faliram?
E já agora, quando o período de validade do certificado terminar e a pessoa ainda não tiver a terceira dose, o que acontece? Dá-se um voucher de acesso condicionado aos restaurantes? Pode comer mas só de escafandro? Vai-se manter este regime de descriminacão até a vacina (a tal da imunidade) passar a obrigatória?
Continua-se a navegar na caravela do Antunes a cada gráfico avermelhado do Rt. E faz-se EXACTAMENTE o mesmo desde Abril de 2020. Encerrar o lazer, dificultar o regresso dos emigrantes, tirar os miudos da escola e manter o grosso da populacão activa no quotidiano productivo. E de variante em variante, vacina em vacina, os tempos mudam, o conhecimento também e a estratégia segue. Estavelmente errada.
Pessoalmente é a segunda vez, em dois anos, que fico entalado com as restricões impostas. Não só a entrada é mais difícil como a estadia, para quem tem uma crianca de 12 anos sem certificado, se torna de uma logística, custo e incómodo insuportáveis.
Tenho ainda uma preocupacão adicional que ultrapassa a fronteira portuguesa. Se a Europa seguir o exemplo português e se preparar para encerrar, o consumo baixará e, com ele, postos de trabalho desaparecerão novamente. Será uma visão particular, assumo, mas para quem “sobreviveu” a um despedimento colectivo de 1300 pessoas há pouco mais de um ano, não sonho com nova aventura. É que para quem não tem o emprego dependente do endividamento das contas públicas, não há mesmo outra hipótese senão continuar.
E no fim de tudo isto estão os números. Há alguém no infarmed a olhar para os números que interessam ou ficam todos ali a espumar no Rt? Morrem em média 300 pessoas por dia em Portugal, 10 ou 15 por Covid. Sim, também fiquei espantado fui consultar o site do mnistério da saúde. Pensei que tirando o pessoal que patina com covid, todos os outros tivessem atingido a imortalidade.
O país (ainda tenho esperanca que a Europa não entre nisto) pára por causa de um virus endémico (não há “libertacão”, já todos ouvimos isto dos especialistas) que é responsável por 3 ou 4% das mortes diárias. E pelo meio repete-se a receita de atirar mais uns milhares para a pobreza e de rebentar a sanidade mental de outros tantos.
Juro que não consigo perceber como é que pode ser tão difícil ir a casa. E pior, nem percebo porque razão tem que ser tão complicado. Para quem espera meses a fio para poder ver familiares e amigos, a conversa de “são só mais 15 dias” atingiu o ponto de não retorno.
Mantenham o distanciamento e evitem molhadas mas, pela vossa saúde, deixem-nos ir a casa. Foda-se.
May be an image of 1 person, standing and outdoors
Visit the COVID-19 Information Centre for vaccine resources.
Get Vaccine Info

9
3 comments
1 share
Like

Comment
Share
3 comments
View 2 more comments
  • Luisa Capela

    Ocorreu-me agora que lhes falta implementar o “teledesemprego”…!

escrvatura para carros elétricos

Views: 0

 

Apple, Google, Dell, Microsoft e Tesla processaram por trabalho infantil em  minas de cobalto - Avalache Notícias

 

Acabamos de ver no canal televisivo AlJazeera a destruição causada no ambiente em África pelas minas de cobalto, indispensável às baterias dos carros elétricos. Solos e rios completamente destruídos por estas minas lá no Congo Crianças a nascer com terriveis deformações e os pais sem médicos para as tratarem.
Carros elétricos? Não obrigado! Talvez o hidrogênio verde seja a solução. E entretanto ter o carro parado sempre que pudermos .
2

Frank Williams, fundador da Williams Racing, morreu

Views: 0

Lúcia Vasconcelos Franco shared a link.

Admin

3f410tuph43m1onshol

Frank Williams, fundador da Williams Racing, morreu este domingo, aos 79 anos, anunciou a equipa britânica de Fórmula 1
Morreu Sir Frank Williams
RTP.PT
Morreu Sir Frank Williams
Frank Williams, fundador da Williams Racing, morreu este domingo, ao

e voltou a gripe das aves

Views: 0

A Organização Mundial da Saúde Animal, OIE, alertou para a recente disseminação do vírus da gripe das aves tanto em animais de cativeiro como selvagens. Têm sido identificados surtos em mais de 40 países, da Europa, Ásia e África.
Gripe das aves alastra e já atinge populações avícolas em 40 países
RTP.PT
Gripe das aves alastra e já atinge populações avícolas em 40 países
A Organização Mundial da Saúde Animal, OIE, alertou para a recente disseminação do vírus da gripe das aves tanto em animais de cativeiro como selvagens. Têm sido identificados surtos em mais de 40 países, da Europa, Ásia e África.
98
36 shares
Like

Comment
Share

santa maria anos 50-60 filetes de abrótea no terra nostra

Views: 0

Filetes de abrótea(no Terra Nostra)
Sonhei com filetes de abrótea.
No Pacífico Noroeste é difícil encontrar abrótea.
E nem sei bem como dizer abrótea em inglês. Talvez “forkbeard”. Ou como dizia uma prima de Fall River, que fumava cinco maços de Santa Justa por dia, “abrotey”.
O desespero da saudade, eu sei. Ou talvez o labirinto…E é nestas coisas(para além do futebol e do Espírito Santo)onde ainda se inventa o amor açoriano.
E fui ao supermercado “Whole Foods”(que desde que foi comprado pela Amazon perdeu algum encanto). A senhora da peixaria olhou para mim com pena. Coitado. Está perdido. A pedir uma coisa exótica, impossível. E nada. Ela ainda tentou vender o seu peixe. Bacalhau fresco, talvez um primo afastado da abrótea. Agradeci.
Pior. Sonhei com filetes de abrótea no antigo restaurante do hotel Terra Nostra, em Santa Maria. Outro tempo. No meu caso nos anos setenta e oitenta(decadência já do aeroporto e da glória da ilha mãe dos Açores). Mas ainda com filetes de abrótea.
Com o meu avô António(o homem mais bonito de Santa Maria), tínhamos este ritual de almoçar ou jantar no restaurante do hotel. Sem razão. Éramos todos vivos. Ele comia sempre filetes de abrótea. Nem lia a ementa. Eu, por vezes – a tentação dos que não sabem- pedia outra coisa qualquer. Com a idade(depois dos dez anos)obviamente que cheguei ao destino da abrótea. Com salada russa.
Não que o restaurante do hotel, em Santa Maria, fosse o único lugar dos Açores para se pedir “filetes de abrótea”. Lembro-me na Terceira, na Estalagem da Serreta, anos setenta, criança, num almoço com o meu avô, a Conceição Bettencourt, o Dr. Oldemiro Figueiredo e outros amigos de sempre de António, também “servirem” abrótea feita por deuses. Mas, como sou moralmente de Santa Maria, serei, talvez, “pouco imparcial”. Nunca me libertei da felicidade. Da gratidão.
O restaurante do hotel, em Santa Maria, tinha, aliás, uma tradição única nos Açores. Frank Sinatra, Bing Crosby, Henry Kissinger, Amália, Mário Soares, etc, etc., todos por lá almoçaram ou jantaram…Não sei se pediram filetes de abrótea mas gosto de imaginar que sim. E que nunca perderam a memória. E que também levavam os netos.
O meu avô morreu há muitos anos. Hoje nem sei se a ilha de Santa Maria ainda existe(a da minha infância desapareceu).
Restam os sonhos com filetes de abrótea no Terra Nostra, em Santa Maria.
Foto: busca Google. Foto Toste. Foto antiga do restaurante Terra Nostra, em Santa Maria. Anos cinquenta.
May be an image of 5 people and indoor
Like

Comment
Share
0 comments

28 novembro 1975 declaração unilateral de independência

Views: 11

 

do volume 1 da trilogia da história de timor (j chrys chrystello) Timor-Leste-1973-1975-o-dossie-secreto

em https://www.scribd.com/doc/39958581/Timor-Leste-1973-1975-o-dossie-secreto extraio

TIMOR AGORA: DECLARAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE TIMOR-LESTE: 28 DE NOVEMBRO DE  1975

CURTA INDEPENDÊNCIA

A 28 de novembro é proclamada a independência da República Democrática de Timor-Leste. As agências noticiosas indonésias relatam uma proclamação de integração pelo M.A.C. A posição oficial portuguesa no assunto só é divulgada publicamente em 29 de novembro. Portugal não reconhece nem a independência unilateralmente proclamada pela Fretilin, nem a integração proclamada pelo M.A.C., e ameaça resolver o caso no seio da Assembleia Geral das Nações Unidas se uma solução pacífica não for encontrada.

 

Moçambique e a Guiné-Bissau são os primeiros países a reconhecer formalmente a nova República. Em 2 de dezembro, Adam Malik visita Timor Ocidental, e em Atambua exorta o povo timorense (Atambua era o Quartel-General do M.A.C. na fronteira com a Indonésia) ali presente a pegar em armas e recorrer à luta armada como a ÚNICA forma de resolver o conflito. Assim, Malik renegava o Acordo de Roma com os portugueses. É curioso notar que a proclamação de independência pela Fretilin foi severamente criticada pelos Indonésios, mas eles nem se preocuparam em aceitar a proclamação simultânea de integração das forças do M.A.C. Malik reitera a preocupação da Indonésia com a situação em Timor-Leste, a qual já transmitiu a oito países, nomeadamente a Washington e a Moscovo. Lisboa acusa numa NOTA DE PROTESTO formal à República Indonésia de erroneamente ter anunciado que Portugal tinha reconhecido a proclamação da Fretilin.

 

Na sua comunicação ao mundo com a proclamação unilateral de independência, a Fretilin alerta a opinião pública mundial para a ameaça iminente de invasão indonésia da nova República, depois da sangrenta luta que deu a vitória militar às forças da Fretilin.

 

Recordemos como nas manchetes do jornal “N. T. News” daquela data, não vemos qualquer menção a uma declaração unilateral de independência pela Fretilin. A comunicação social australiana estava desesperadamente a tentar evitar o impossível.

nov. 25 “Não havia conhecimento da invasão.”

nov. 26 “Fretilin apela ao fim da agressão”.

nov. 27 “ACTU diz a Jacarta para largar Timor”.

novº 28 “Refugiados de Timor temem represálias (Rick Leeming)”.

dez 1 “Tentativa de auxílio humanitário falha.”

dez 2 “A solução de Timor no campo de batalha.”

dez 3 “Evacuação de Timor.” “Reconhecimento para a Fretilin.”

dez. 4 “Médico fala de ameaças de morte. Chegam os evacuados de Timor”, “Fretilin vai efetuar conversações”, “Apoio para a resolução”, “Apelo para a paz em Timor”.

Últimas Notícias: “Missa para jornalistas.”

dez 5 “Timor tenta admissão na O.N.U.”.

XVI) FINALMENTE ACONTECE A BRUTAL INVASÃO

Aos 6 de dezembro depois de uma violenta ofensiva das forças militares pró-Indonésias na vila fronteiriça da Maliana e no seu importante planalto, os membros da República Democrática de Timor-Leste dão início a uma série de visitas a vários países para obterem apoios à sua recém-proclamada independência, assim como às Nações Unidas onde vão tentar obter a sua admissão.

 

A Presidência da República Portuguesa emite em 7 de dezembro um extenso comunicado onde afirma que a Ilha do Ataúro e o enclave de Oé-cusse Ambeno [Timor Ocidental] estão ainda sob soberania portuguesa. De acordo com as mesmas fontes, a região fronteiriça da Maliana, com a exceção de Bobonaro está sob o controlo das forças do M.A.C. enquanto o resto do território está sob o controlo das forças da Fretilin.

 

A ameaça de fome e malnutrição é já uma realidade, assim como a falta de medicamentos e combustíveis. É com um certo grau de surpresa que as agências noticiosas internacionais anunciam que Díli foi invadida e capturada pelas forças indonésias, no mesmo dia [7 dezembro]. O MNE da Indonésia, Adam Malik, refere-se à operação militar como sendo fruto de forças voluntárias recrutadas pela UDT, APODETI, KOTA, e Partido Trabalhista.

 

Da Austrália, um porta-voz da Fretilin acusa o Presidente Ford e o Secretário de Estado, Henry Kissinger de apoiarem a invasão, e acusa a Austrália de inação. Deve considerar-se como mais do que uma mera coincidência o facto de Ford e Kissinger terem uma série de encontros de alto nível na capital indonésia, Jacarta, na véspera da invasão.

 

Na Austrália, o recém-demitido Primeiro-ministro, Gough Whitlam acusa o governo interino de apoiarem os anticomunistas e a hostilidade anti-FRETILIN da Indonésia. Malcolm Fraser, o líder conservador torna pública uma Nota, na qual o MNE, Andrew Peacock salienta que o Governo Australiano ainda considera Portugal como potência administrativa e declina reconhecer qualquer representatividade à Frente Revolucionária de Timor-Leste [Fretilin].

 

O embaixador indonésio em Portugal, entretanto informa o governo de Lisboa das razões humanitárias para desembarcar e conquistar Díli, a pedido das autoridades locais. Surpreendentemente, considerando que previamente Portugal havia sido lento a reagir aos acontecimentos em Timor, o Conselho de Ministros do governo em Lisboa decide imediatamente romper as relações diplomáticas com a Indonésia, e submete uma Nota formal de Protesto às Nações Unidas, a fim de conseguir impor o termo da intervenção militar indonésia, e para conseguir obter a libertação imediata de 23 Oficiais do Exército detidos pelas forças da UDT desde o golpe de agosto.

 

expresso 28.11.2015

Expresso | Ramos-Horta: “Fui contra a declaração unilateral da independência !”

Ramos-Horta: “Fui contra a declaração unilateral da independência!”

 

A 28 de novembro de 1975 a Fretilin declarou unilateralmente a independência de Timor-Leste. Nove dias depois, a ex-colónia portuguesa foi invadida pela Indonésia, para uma brutal ocupação que se prolongou até ao histórico referendo de 1999. 40 anos depois da bandeira de Portugal ter sido arriada de Díli, o Expresso entrevistou em Lisboa o Nobel da Paz, José Ramos-Horta, que foi primeiro-ministro e Presidente da República de Timor-Leste

Aos 65 anos, José Ramos-Horta viaja por todo o mundo. É orador em múltiplas conferências, e a sua experiência como diplomata e moderador é requisitada em várias situações, como aconteceu recentemente na Guiné-Bissau. Momentos antes de dar a entrevista ao Expresso, falou ao telefone com o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Kosovo, a quem prometeu ajuda. “Sou um grande admirador seu há décadas, sei bem o que fez pelo seu país”, disse-lhe o político kosovar.

0 seconds of 1 minute, 16 secondsVolume 90%

Onde estava no 25 de Abril?

Estava em Díli. Em Lisboa era 25 de abril, lá já era dia 26 devido ao fuso horário. De manhã, estava no jornal “Voz de Timor”, onde era o editor, e apareceram dois senhores, um deles da PIDE. “Sabe que houve um golpe em Portugal?”, perguntou. E eu pensei: ‘Está a querer pregar-me uma rasteira a ver se eu fico todo satisfeito.’ “Ah, sim?”, disse-lhe.

O jornalista não acreditou nessa fonte…

Não acreditei. Uns meses antes, eu tinha tido um problema sério com o governo português. Escrevera um artigo para o jornal “A Seara”, que não era sujeito à censura prévia porque era um quinzenário da igreja. O final do artigo era: “Maubere, meu irmão, levanta-te, são horas, o sol já vai alto, as suas luzes são também para ti”. O governador, Fernando Alves Aldeia, que me protegia da PIDE, chamou-me ao seu gabinete, atirou-me o jornal à cara e disse: “Vou a Portugal e quando voltar digo-te o que é que eles vão querer fazer. O que gostarias? Ir para a prisão ou para fora do país?” Entre aquela escolha era óbvio que queria ir para fora. Ele foi a Portugal e na altura foi apanhado pela revolta das Caldas da Rainha…

O golpe das Caldas, a 16 de março de 1974.

Sim. Em Lisboa disseram-lhe: “Sim senhor, ele pode sair do país”. Comecei a preparar a minha saída de Timor, prevista para 27 de abril. Veio o 25 de abril e, naquela mesma manhã, um militar português, Cris Cristelo, que ainda está vivo, um daqueles oficiais anticolonialistas, apareceu e deu-me um grande abraço. Aí é que acreditei que as coisas estavam a mudar.

Meteu-se logo na política…

Já me tinha envolvido antes com o Mari Alkatiri e o Nicolau Lobato. No princípio dos anos 70, éramos muito jovens, 20 ou 21 anos, sem a mais pequena experiência, nenhum de nós tinha estudos universitários, mas já tínhamos estado fora. Em 1970, com uma encrenca que tive com a PIDE, fui parar a Moçambique, fiquei lá dois anos, voltei em 1972. Era o único que tinha estado em Moçambique, mas não aprendi nada lá.

Ramos Horta entrevistado pelo Expresso nos anos 70

Ramos Horta entrevistado pelo Expresso nos anos 70

O 25 de abril mudou completamente a sua vida?

Completamente. Fui apanhado no remoinho. Comprei o meu bilhete para Jacarta, para criar o meu partido, a ASDT (Associação Social-Democrata Timorense).

Quando formou a ASDT, a questão da independência já se colocava?

Antes mesmo da constituição formal da ASDT o nosso grupo já advogava a independência de Timor-Leste.

E porquê a designação de Social-Democrata? Era uma profissão nesse modelo de sociedade?

Essa foi uma proposta minha. Desde que me conheço como pensador político, desde os 18 e 19 anos, que o meu modelo era associado à social-democracia sueca. Ainda hoje.

Um dos elementos que o distingue de quase todos os seus camaradas é o facto de, sendo de formação católica, nunca ter estado num seminário.

Nem sei porque nunca fui para o seminário. Andei sete anos na missão católica, mas os meus pais mandaram-me para o liceu. Se tivesse ido, hoje estaria em Roma, provavelmente como cardeal.

Papa?

A Papa não diria, mas a cardeal podia chegar. Pelo menos é mais fácil. Daria menos dores de cabeça ser cardeal do que político em Timor-Leste…

Aos 65 anos, José Ramos-Horta viaja por todo o mundo. É orador em múltiplas conferências, e a sua experiência como diplomata e moderador é requisitada em várias situações, como aconteceu recentemente na Guiné-Bissau. Momentos antes de dar a entrevista ao Expresso, falou ao telefone com o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Kosovo, a quem prometeu ajuda. “Sou um grande admirador seu há décadas, sei bem o que fez pelo seu país”, disse-lhe o político kosovar.

0 seconds of 1 minute, 16 secondsVolume 90%

Onde estava no 25 de Abril?

Estava em Díli. Em Lisboa era 25 de abril, lá já era dia 26 devido ao fuso horário. De manhã, estava no jornal “Voz de Timor”, onde era o editor, e apareceram dois senhores, um deles da PIDE. “Sabe que houve um golpe em Portugal?”, perguntou. E eu pensei: ‘Está a querer pregar-me uma rasteira a ver se eu fico todo satisfeito.’ “Ah, sim?”, disse-lhe.

O jornalista não acreditou nessa fonte…

Não acreditei. Uns meses antes, eu tinha tido um problema sério com o governo português. Escrevera um artigo para o jornal “A Seara”, que não era sujeito à censura prévia porque era um quinzenário da igreja. O final do artigo era: “Maubere, meu irmão, levanta-te, são horas, o sol já vai alto, as suas luzes são também para ti”. O governador, Fernando Alves Aldeia, que me protegia da PIDE, chamou-me ao seu gabinete, atirou-me o jornal à cara e disse: “Vou a Portugal e quando voltar digo-te o que é que eles vão querer fazer. O que gostarias? Ir para a prisão ou para fora do país?” Entre aquela escolha era óbvio que queria ir para fora. Ele foi a Portugal e na altura foi apanhado pela revolta das Caldas da Rainha…

O golpe das Caldas, a 16 de março de 1974.

Sim. Em Lisboa disseram-lhe: “Sim senhor, ele pode sair do país”. Comecei a preparar a minha saída de Timor, prevista para 27 de abril. Veio o 25 de abril e, naquela mesma manhã, um militar português, Cris Cristelo, que ainda está vivo, um daqueles oficiais anticolonialistas, apareceu e deu-me um grande abraço. Aí é que acreditei que as coisas estavam a mudar.

Meteu-se logo na política…

Já me tinha envolvido antes com o Mari Alkatiri e o Nicolau Lobato. No princípio dos anos 70, éramos muito jovens, 20 ou 21 anos, sem a mais pequena experiência, nenhum de nós tinha estudos universitários, mas já tínhamos estado fora. Em 1970, com uma encrenca que tive com a PIDE, fui parar a Moçambique, fiquei lá dois anos, voltei em 1972. Era o único que tinha estado em Moçambique, mas não aprendi nada lá.

Ramos Horta entrevistado pelo Expresso nos anos 70

Ramos Horta entrevistado pelo Expresso nos anos 70

O 25 de abril mudou completamente a sua vida?

Completamente. Fui apanhado no remoinho. Comprei o meu bilhete para Jacarta, para criar o meu partido, a ASDT (Associação Social-Democrata Timorense).

Quando formou a ASDT, a questão da independência já se colocava?

Antes mesmo da constituição formal da ASDT o nosso grupo já advogava a independência de Timor-Leste.

E porquê a designação de Social-Democrata? Era uma profissão nesse modelo de sociedade?

Essa foi uma proposta minha. Desde que me conheço como pensador político, desde os 18 e 19 anos, que o meu modelo era associado à social-democracia sueca. Ainda hoje.

Um dos elementos que o distingue de quase todos os seus camaradas é o facto de, sendo de formação católica, nunca ter estado num seminário.

Nem sei porque nunca fui para o seminário. Andei sete anos na missão católica, mas os meus pais mandaram-me para o liceu. Se tivesse ido, hoje estaria em Roma, provavelmente como cardeal.

Papa?

A Papa não diria, mas a cardeal podia chegar. Pelo menos é mais fácil. Daria menos dores de cabeça ser cardeal do que político em Timor-Leste…

Na declaração unilateral da independência, pela Fretilin, a 28 de novembro de 1975, estava em Díli?

Estava na Austrália. Tinha lá ido fazer lóbi, sobretudo nas embaixadas em Camberra. Regressei de Camberra para Darwin, para no dia seguinte apanhar o avião para Díli, quando soube que a Fretilin fizera uma declaração unilateral da independência.

 

Não lhe comunicaram a decisão? Na altura, você já era o responsável pelas relações externas…

Antes de sair tinha manifestado a minha discordância. Eu não discordaria de uma declaração unilateral da independência, mas para a fazer tinha que ser bem preparada. Quando cheguei a Díli, Timor-Leste já tinha outro estatuto: era a República Democrática de Timor-Leste.

Quem decide declarar a independência?

O Comité Central da Fretilin.

A que pertencia.

Pertencia, mas o facto de ter estado ausente não invalida a decisão.

Ainda voltou a Timor?

Sim, para a posse do governo. Cheguei a Díli só com tempo para vestir um fato.

Já com lacinho?

Sem lacinho e sem gravata, só um casaco. Fui à cerimónia de posse como Ministro de Relações Externas e Informação.

Exerceu durante quantos dias?

Dez dias. Entretanto reuniu-se o primeiro Conselho de Ministros presidido por Nicolau Lobato, que designou para cada um de nós algumas tarefas. Mari Alkatiri ia para Moçambique cuidar do apoio africano. Lobato ia também para fora, mobilizar apoio militar para as Falintil. Por fim, o Horta ia para Nova Iorque para tentar mostrar a nossa causa junto do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

 

 

Foi em Lisboa, em trânsito para Nova Iorque, que Ramos Horta ficou a saber que a Indonésia tinha invadido Timor. Já nos Estados Unidos, teve a sua primeira lição de “hipocrisia internacional” quando chegou às Nações Unidas: Washington votou a favor de uma resolução que condenava a invasão, ao mesmo tempo que continuou a fornecer armas à Indonésia durante anos.

0 seconds of 3 minutes, 21 secondsVolume 90%

Dois acontecimentos acabaram por mudar a história de Timor. Um foi a atribuição do Prémio Nobel a Ramos Horta e D. Ximenes Belo, em 1996. “Fiquei surpreendido, não queria acreditar quando um jornalista me ligou a dar a notícia”. O outro foi o massacre de Santa Cruz, em 1991.

0 seconds of 3 minutes, 2 secondsVolume 90%

Quem propôs o seu nome para o Nobel?

Uma deputada socialista, membro do próprio Comité, creio que em 1994. O meu nome e do bispo Belo começaram a ser ativamente considerados em 1995, mas nesse ano decidiram dar ao trio do Médio Oriente. Mais tarde, comecei a conhecer o processo e a sensibilidade dos membros do Comité Nobel e a partir daí nomeei algumas pessoas para Nobel. Fui eu que propus a União Europeia, o presidente da Coreia, Kim Dae-jung, e Muhammad Yunus.

Chegamos ao referendo sobre a independência, em 1999. Não votou?

Votei, mas em Sidney com a comunidade timorense. Mas assim que ganhámos começou a violência.

 

 

 

Portugal acabou por exercer um papel importante no processo de independência de Timor-Leste. Em entrevista ao Expresso, Ramos Horta conta que o primeiro-ministro de então, António Guterres, chegou a ameaçar os Estados Unidos com a saída da NATO, caso Washington não desse o apoio à causa timorense.

0 seconds of 2 minutes, 50 secondsVolume 90%

Regressou a Timor em 1 de dezembro de 1999.

Exato. Finalmente, depois de 24 anos.

1975 TIMOR PROCLAMA A INDEPENDÊNCIA

Views: 0

Fora da ordem cronológica, porque merece destaque, em 1975, Timor proclamou a sua independência como República Democrática de Timor-Leste. O mundo era, então, bipolar e nessa lógica, a Indonésia, apesar de ser uma ditadura, integrava então o bloco do “mundo livre” (leia-se era pró-ocidental e anti-comunista). Escassos dez dias depois, com o beneplácito dos EUA, procedeu a uma invasão terrestre e aero-naval do novo país, ocupando-o, primeiro e integrando-o posteriormente como uma província promovendo ao longo de 27 anos uma política genocida que causou um número indeterminado de mortos compreendido entre 100 000 e 300 000. Hoje, e desde 2002, o resiliente povo maubere, é senhor do seu destino.
May be an image of 2 people, people standing and outdoors
Like

Comment
Share
0 comments