Só 7% das empresas vai conseguir aproveitar fundos da bazuca – ECO

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Um inquérito da AEP mostra a falta de confiança dos empresários no aproveitamento dos milhões do Plano de Recuperação e Resiliência. Impostos, transportes e matérias-primas condicionam a retoma.

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La Palma. Povoação de El Paso destruída com desmoronamento parcial da cratera do vulcão

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Foi mais uma noite de destruição na Ilha de La Palma. Parte da cratera do vulcão desmoronou-se e novas línguas de lava arrasaram bairros e um polígono industrial que pareciam estar a salvo.

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https://www.rtp.pt/noticias/mundo/la-palma-povoacao-de-el-paso-destruida-com-desmoronamento-parcial-da-cratera-do-vulcao_v1354636

PORTUGAL NÃO É PARA VELHOS

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O assunto é grave, demasiado grave para ficar fechado nas gavetas dos governantes e reduzido a discussões e relatórios de grupos de trabalho que pouco mais fazem do que concordar com a gravidade da situação: o sistema nacional de pensões está à beira do colapso. Em Portugal e em boa parte da Europa.
Não é admissível que encaremos como natural que daqui por 10 ou 20 anos os novos reformados sejam obrigados a (sobre)viver com metade do salário que auferiam antes da reforma. Mas é isso que aponta o relatório “The 2021 Ageing Report” – publicado pela Comissão Europeia – que quase passou despercebido da discussão pública em Portugal e nos Açores em particular. O nosso país caminha a passos muito largos para um cenário em que o número de reformados será superior ao de cidadãos ativos e, por conseguinte, o atual modelo de financiamento das pensões de reforma irá colapsar se nada for feito. Contudo, as soluções preconizadas para evitar a derrocada do sistema passam, teoricamente, por um aumento da carga fiscal e da idade da reforma, e ainda assim sem que se consiga compensar os reformados com uma pensão justa e capaz de proporcionar uma última etapa de vida dentro dos parâmetros expectáveis. E aqui devemos perguntar, sem pudor, como pode alguém viver com metade, ou menos, do seu salário atual? Que velhice nos está reservada? Que modelo de sociedade vamos ter? Esta é uma realidade que se aproxima rapidamente e não se vislumbra quem avance com soluções à altura do problema.
O atual modelo de financiamento das pensões em Portugal já data do século passado, um modelo assente em pressupostos caducos. Contudo, e apesar de algumas vozes de alerta, o assunto não tem sido devidamente discutido e debatido por governantes, partidos da oposição, sindicatos e demais agentes da nossa sociedade. Devemos, ou por outra, temos que exigir de quem nos governa e de quem está na oposição política, um debate amplo e a procura urgente de soluções que não se limitem ao óbvio, pouco útil e injusto prolongar da idade da reforma associado a cortes progressivos e significativos no valor das pensões de reforma.
Se nada for feito estaremos condenados a viver num país – e numa Europa – que não será para velhos.
(Paulo Simões – Açoriano Oriental de 10/10/2021)
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De algumas autoras açorianas (irreverentes, livres e insubmissas) VICTOR RUI DORES

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De algumas autoras açorianas

(irreverentes, livres e insubmissas)

 

Durante milénios a mulher foi, e em muitos países ainda é, submetida ao poder masculino. Segundo os antropólogos, só na pré-história é que homens e mulheres viveram em harmonia. E isto porque nesse tempo não existiam povos nem estados separados, os seres humanos viviam em pequenos grupos (hordas) e tinham que se manter agregados, solidários entre si, para sobreviver e se defender dos animais ferozes e das intempéries. Quem se marginalizava morria. Logo não havia uma superioridade cultural entre homens e mulheres.

Só quando, muitos séculos depois, o ser humano se tornou sedentário, é que começou a surgir o domínio do homem sobre a mulher.

No mundo ocidental, muito por ação da moral cristã, a mulher submeteu-se, durante séculos, ao pater famílias. E só a partir dos finais do século XIX é que ela começa a reivindicar direitos e a lutar pela sua emancipação. Até aos dias de hoje. Porque apesar de ter conquistado os mesmos direitos do homem e de estar, perante a lei, em pé de igualdade com ele; não obstante ter conquistado espaços no mercado de trabalho e de participação política, a verdade é que a mulher continua, muitas vezes, a ser discriminada, preterida e explorada. O número (crescente) de casos de violência doméstica só prova que, nesta matéria, há ainda muitas batalhas a travar.

No universo açoriano, e num tempo em que o papel da mulher se confinava à procriação, às lides da casa e à educação, surgiram, no século XIX e primeiro quartel do século XX, algumas açorianas que se afirmaram pela escrita, mas, diga-se de passagem, que nenhuma delas atingiu o nível de uma Natália Correia (1923-1993). Alguns exemplos por cada uma das 9 ilhas: Madalena Férin (1929-2010), Santa Maria; Alice Moderno (1867-1946), São Miguel; Maria Francisca Bettencourt, pseudónimo de Maria do Céu (1904-1980), Terceira; Palmira Mendes Enes (1886-1968), Graciosa; Josefina Amarante (1907-2008), São Jorge; Otília Frayão (1927-2020), Faial; Josefina Canto e Castro (1907-2008), Pico; Maria Tomaz (1912 -1970), Flores; Maria Palmira dos Santos Jorge (1872-1956), Corvo.

Todas estas mulheres viveram à frente do seu tempo, transgredindo regras e normas. E isto em épocas de muitos e multifacetados conservadorismos, marcados pelo patriarcado e pelo machismo. Por isso foram mulheres irreverentes, livres e insubmissas, complexas e enigmáticas, inconformistas e inconformadas, incómodas e incomodadas, suscetíveis e insatisfeitas, sempre em busca do amor, do sonho e da felicidade. E deixaram seguidoras que têm vindo a dar muito boa conta de si na escrita: Adelaide Freitas (1949-2018), Ângela Almeida (1959- ), Avelina da Silveira (1959- ), Carolina Cordeiro (1977- ), Cisaltina Martins (1947- ), Conceição Maciel (1946- ), Fátima Maldonado (1941- ), Gabriela Silva (1953- ), Humberta de Brites Araújo (1959- ), Joana Félix (1955 – ), Judite Jorge (1965- ), Leonor Sampaio da Silva (1976- ), Luísa da Cunha Ribeiro (1960- ), Madalena San-Bento (1966- ), Maria Eduarda Rosa (1947- ), Maria de Jesus Maciel (1946- ), Maria Luís Soares (1940- ), Paula de Sousa Lima (1962- ), Sónia Bettencourt (1977- ), entre muitas outras.

Uma manifesta capacidade de explorar universos femininos não torna as narrativas destas autoras naquilo a que erradamente se poderia chamar de uma “escrita feminina”, ou “escrita no feminino”. Haverá uma escrita feminina por oposição a uma escrita masculina? Não tenho tempo nem pachorra para estéreis discussões académicas. Para mim é ponto assente que não há escritas masculinas nem escritas femininas – o que há são bons e maus escritores, bons e maus livros, boas e más escritas. No fundo o que faz a grandeza da literatura é caberem nela todas as paixões do homem e da mulher.

Para esta nova geração, a mulher, cidadã de direito, já não precisa nem quer a igualdade relativamente ao homem, mas simplesmente a paridade, fazendo enaltecer a diferença que distingue os dois sexos.

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades” – continua a ter carradas de razão o nosso poeta maior.

 

Victor Rui Dores

NOVA ESCULTURA DE RUI GOULART

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Monsenhor Manuel Vieira Alvernaz, nascido na Ribeirinha do Pico em 1917, irmão do Patriarca das Índias, construiu a Igreja do Sagrado Coração de Jesus de Turlock. No estado da Califórnia, fundou o programa de rádio “Hora Católica Portuguesa”
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LÍNGUA, FALSOS AMIGOS E COMIDA

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Esta marca espanhola de comida rápida ‘não pode’ usar o nome em Portugal. Em português é uma frase pornográfica. ‘Broche’ é sexo oral; ‘pila’ é o órgão sexual masculino. “La Broche de la Pila” seria demasiado explícito para uma marca de comida em Portugal. 🙂 Suponho que neste caso não é idêntico na Galiza.
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