poesia afegã

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Mas não uma afegã
Adoraria ser qualquer coisa neste mundo
Mas não uma mulher
Seria um papagaio
Seria uma ovelha
Seria uma corça ou
Um pardal morando numa árvore
Mas não uma afegã.
Seria uma senhora turca
Com um irmão gentil me tomando pela mão
Seria tajik
Ou seria iraniana
Ou seria árabe
Com um marido me dizendo
Que sou linda
Mas sou uma afegã.
Quando é preciso
Fico a seu lado
Quando há risco
Fico à frente
Quando há sofrimento
Tomo a mim
Quando há direitos
Fico atrás
Poder é direito e
Sou uma mulher
Sempre sozinha
Sempre um exemplo de fraqueza
Meus ombros pesam
Sob o peso das dores.
Quando quero falar
Minha língua é censurada
Minha voz causa dor
Ouvidos dementes não me tolereram
Minhas mãos são inúteis
Não posso fazer nada com
Minhas pernas tolas
Ando sem
Nenhum destino.
Até quando devo aceitar o sofrer?
Quando a natureza anunciará minha libertação?
Onde fica a casa da Justiça?
Quem escreveu meu destino?
Digam a ele
Digam a ele
Digam a ele
Adoraria ser qualquer coisa na natureza
Mas não uma mulher
Não uma afegã.
Roya
Cabul, 2009*
May be a close-up of child, sitting and outdoors
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talibãs matam grávida

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A CAUSA DAS COISAS
Mas alguém acredita de boa fé, que uma seita de selvagens acossados, canibalizados politicamente, sujeitos à caça e com a cabeça a prémio, violentados e obrigados a viverem em cavernas escavadas ao abrigo de mísseis, fossem capazes agora de amansarem a sua ira contra a humanidade?
Gente que nem sabe e reconhece que o ventre que os pariu, o mesmo ventre que lhe dá a existência, que lhe dará a continuidade?
Experimentem enjaular animais em clausuras forçadas e logo entenderão que a primeira coisa que fazem em liberdade, é morder em tudo o que mexe, porque tudo o que mexe é o inimigo.
Não os dizimaram enquanto detiveram esse poder, deixaram-nos remoer, remoer, estimular e refortalecer ódios, estavam então convictos que estariam domesticados?
Esta estirpe de criaturas não sabem o que é civilização, o que são valores, o que são princípios, nem sequer sabem o que é humanidade.São primitivos, irracionais, ferozes e perigosos.
Quando um dia já não restar um ventre que lhes dê guarida, talvez nesse dia, a extinção dos talibãs seja uma realidade.
Até que tal aconteça, as mulheres Afegãs estarão subjugadas, amesquinhadas, vilipendiadas, todos os dias do resto das suas vidas!
Por essas e por outras … Russia, China, Paquistão, Arábia Saudita, Irão, EUA e Europa, vão se CATAR!!!
May be an image of 2 people, beard, people standing and text that says "Foto Epa Talihas.controlamo Governo do Ateganistao Militares talibãs mataram uma polícia grávida, na província de Ghor, oeste do Afeganistão. A mulher trabalhava numa prisão, antes de a cidade de Cabul ter sido tomada, no passado dia 15 de agosto."
Artur Arêde and 4 others
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o estado social ameaçado

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ç
As promessas de mais e mais apoios são um sinal vermelho, ou deviam ser, para quem verdadeiramente quer proteger o Estado Social. Não haverá dinheiro para tanto almoço grátis.
Com tudo o que nos anda a ser prometido, temos de nos preparar para a combinação de três cenários. Um é as promessas não estarem ou não virem a ser cumpridas, outro é a degradação de serviços públicos menos expostos ao mediatismo. como já aconteceu, e em terceiro lugar um novo colapso financeiro do Estado. Porque não vai haver dinheiro para o país de almoços grátis que se está a prometer.
Trazemos uma carga de dívida pública já muito elevada que a pandemia, e bem, impediu que se controlasse melhor. E as perspectivas de crescimento mais robusto pura e simplesmente não existem. Assim que for corrigido o efeito da pandemia, o que se espera é o regresso dos crescimentos pouco superiores a 2%, sem que se veja o efeito a longo prazo do plano de recuperação ou do novo quadro comunitário de apoio.
Entrámos, como sempre, nesta altura de pré-discussão do Orçamento do Estado, na fase do “bacalhau a pataco”, agravado este ano pela aproximação das eleições autárquicas. No discurso do Primeiro-Ministro no Congresso do PS ouvimos uma lista de promessas, todas elas com custos orçamentais acrescidos, sem que nos tenhamos apercebido de medidas que possam promover o crescimento sem ser pelo consumo ou que promovam a eficiência, designadamente da administração pública. Dos partidos que apoiam o Governo, PCP e Bloco de Esquerda, a atitude é a mesma, estando aliás o PS a prometer para que o Orçamento seja viabilizado.
Mas do lado do PSD também não nos apercebemos de uma atitude diferenciadora. Rui Rio, por exemplo, propõe uma descida do IVA da restauração para 6% durante dois anos, argumentando com a necessidade de apoiar um dos sectores que mais sofreu com a pandemia. Não nos bastou o erro de ter baixado o IVA da restauração em 2016 – por via de uma promessa de conquista de votos por parte de António Costa – e que na altura significou, no mínimo, menos 300 milhões de euros de receita nesse ano. Foi com certeza uma das medidas mais irracionais deste Governo, a par da redução do horário de trabalho da administração pública de 40 para 35 horas semanais. E Rui Rio parece querer ir pelo mesmo caminho.
O Estado Social é obviamente um pilar fundamental da sociedade portuguesa em particular e da europeia em geral. Temos um contrato com o Estado para nos apoiar financeiramente na velhice, na doença e no desemprego, por contrapartida das contribuições que pagamos. E igualmente pelos impostos e contribuições, valorizamos, como sociedade, o combate à pobreza e à desigualdade. Tal como por via dos nossos impostos queremos, como sociedade, uma Educação acessível e de qualidade para todos e um Serviço Nacional de Saúde tendencialmente gratuito e com respostas de qualidade para todos. É esta a sociedade que, poucas ou nenhumas dúvidas existem, a esmagadora maioria dos portugueses quer ter.
O medo que o Governo inspira é que estejamos a destruir o Estado Social com as promessas e medidas impossíveis de pagar a prazo. Se ao menos víssemos medidas que procurassem a eficiência – fazer mais com menos – ou tivéssemos no horizonte a perspectiva de mais crescimento, o conforto seria outro. Mas aquilo que vemos é o Governo a negar a existência de qualquer problema no sistema público de pensões e a ignorar a proliferação de apoios sem uma preocupação mínima de avaliar essas políticas públicas e perceber se cumprem os objectivos para as melhorar. Na Educação, a degradação do ensino público tem cavado as desigualdades. Na Saúde assiste-se exactamente à mesma degradação que faz do SNS o serviço dos mais pobres, das catástrofes, como a pandemia, ou dos que caminham para a morte.
Marta Temido é injustamente olhada como a ministra mais popular, com a pandemia a ter ditado o esquecimento do que se fez ao SNS para controlar as contas públicas, antes da pandemia. Esquecemo-nos, por exemplo, como Adalberto Campos Fernandes, o ex-ministro da Saúde, enfrentou dificuldades em entender-se com o então ministro das Finanças Mário Centeno, um dos artífices da forma como se chegou ao equilíbrio orçamental. A pandemia encontrou o SNS depauperado e, por muitas estatísticas que o Governo construa, há uma vida da saúde para além da pandemia que é um problema grave. E que tenderá a agravar-se caso o Governo insista em soluções como a exclusividade dos médicos, em vez de pagar devidamente aos médicos e enfermeiros e investir racionalmente no serviço nacional de saúde.
Passada a pandemia, o pior que nos pode acontecer é assistir exactamente à mesma abordagem de reequilíbrio das contas públicas, a receita Centeno, que passa por manter a pão e água, sem racionalidade, tudo aquilo que não se percebe nem se vê, com a cumplicidade do Bloco de Esquerda e do PCP, como aconteceu na primeira legislatura.
Lamentavelmente é a isso que estamos a assistir, à repetição da receita Centeno. Muitas promessas, muita despesa que satisfaz grupos com voz no espaço público, sejam órgãos de comunicação social ou redes sociais, e cortes na despesa que não é exposta mediaticamente. Vamos continuar a ver o SNS a degradar-se, a Educação a degradar-se, a pobreza e a desigualdade a não serem combatidas porque é preciso dar dinheiro a quem grita mais alto. E continuaremos a assistir ao adiamento de mudanças na administração pública, que vive falta de perfis profissionais numas áreas e excesso noutras, mas que a falta de coragem política impede que se faça o que tem de ser feito. Com a agravante de termos agora alguns serviços públicos desestruturados pelos maus hábitos que a pandemia criou em alguns funcionários.
Pequenos sinais começam a ser dados sobre os efeitos das restrições financeiras que podem chegar. Veja-se, por exemplo, a redução das comparticipações da ADSE, a nova tabela que arrisca tornar o sistema pouco atractivo, quando era o melhor que o país tinha.
Promessas por cumprir, cortes em despesa que não é mediática e o risco sempre presente de colapso financeiro do Estado é a combinação de cenários que vamos ter em mais este ano de 2022, disfarçado pelos milhares de milhões do Plano de Recuperação e Resiliência.
Os mais pobres e a classe média que se preparem para tempos que não serão fáceis, especialmente para quem precisa de casa, educação e saúde pública ou aguarda daqui a uns anos a sua pensão de reforma.
É de facto irónico que quem mais juras públicas faz pelo Estado Social constitua a sua maior ameaça. Não se garante o Estado Social prometendo tudo a todos, sem qualquer preocupação de nos tornarmos todos mais ricos e menos dependentes do Estado. Seremos todos pobres a viver de apoios de um Orçamento magro porque não há impostos e contribuições para cobrar numa economia que produz pouco. Parece ser esse o sonho de alguns governantes, fazer de cada um de nós um funcionário público ou um subsídio-dependente. Esperemos estar enganados.
(Helena Garrido – Observador de 07/09/2021)
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  • Carolina Matos

    Portugal é um país onde se continua a publicar livros que ninguém lê e onde se continua a distribuir benesses que ninguém vê. Cantando e rindo, acaba sempre tudo na prateleira do esqueciment

e o meu voto vai para ……..Crónica 415 eleições autárquicas 7.9.2021

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Crónica 415 eleições autárquicas 7.9.2021

Crónica 415 eleições autárquicas 7.9.2021

Novas eleições à porta, vários partidos e personalidades esperam pelo meu voto.

Gostava e espero que os partidos e as pessoas pensem nos Açores, como um todo, uma família de nove filhas a quem é preciso dar dote valioso com políticas de transportes urbanos, interurbanos, interilhas e de carga, políticas de emprego (em vez da exploração desenfreada do salário mínimo), aumento de qualificações académicas e profissionais dos que anda recitem ao apelo da emigração, política agropecuária para o século XXI e política agrícola de produção e distribuição adequada às novas realidades europeias, melhoria da política de água e saneamento (construção de reservatórios que evitem o desperdício das águas das chuvas) e construção de ETAR que evitem a poluição fecal das praias e surf, política social de apoio aos necessitados e incentivos ao aumento da produtividade baixa da classe trabalhadora, redução da carga fiscal (os impostos sobre combustíveis são uma enormidade, tal como na energia elétrica e na água), uma política de cultura que deixe de ser esmoler e premeie os que mais produzem (desde a cultura elitista clássica às novas formas culturais e à manutenção da herança cultural, seja ela folclórica, filarmónica ou outra). Uma política de recuperação urgente do enorme património abandonado, arruinado e desprezado existente nas nove ilhas.

Um povo inculto continuará a poluir, deitar lixo para o chão, menosprezando as riquezas naturais e ecológicas, sem prezar a linga e cultura, a educação e a formação, sem visão de futuro, repetindo modelos ancestrais de desenvolvimento que são inadequados aos tempos que aí vêm, novas tecnologias, Inteligência artificial e robótica, mecanização de tarefas que dantes empregavam a mão-de-obra pouco qualificada, em tarefas repetitivas, monótonas e de baixa produtividade.

Quero uns Açores verdes, sustentáveis , capazes de resistir à massificação e funchalização das ilhas em busca de lucro rápido e dos elefantes brancos de 5 estrelas.

Quero políticos que saibam pensar as ilhas independentemente da cor partidária, capazes de limpar os mortos dos cadernos eleitorais, capazes de defender os interesses locais e regionais duma verdadeira autonomia mesmo que tenham de confrontar o centralismo lisboeta e que pensem em criar o futuro já que o presente parece muito comprometido por mais bazucas que se anunciem quando a população continua a fazer o que sempre fez, abster-se de votar e vota com os pés rumo à emigração de outras paragens, onde o seu trabalho seja melhor reconhecido e remunerado e onde pode construir carreiras, futuro e sonhar viver em vez de aqui permanecer e mal sobreviver

É só isso que desejo em troca do meu voto

Chrys Chrystello, Jornalista, Membro Honorário Vitalício nº 297713

[Australian Journalists’ Association MEEA]

Diário dos Açores (desde 2018)

Diário de Trás-os-Montes (desde 2005)

Tribuna das Ilhas (desde 2019)

Jornal LusoPress Québec, Canadá (desde 2020)

 

Gostava e espero que os partidos e as pessoas pensem nos Açores, como um todo, uma família de nove filhas a quem é preciso dar dote valioso com políticas de transportes urbanos, interurbanos, interilhas e de carga, políticas de emprego (em vez da exploração desenfreada do salário mínimo), aumento de qualificações académicas e profissionais dos que anda recitem ao apelo da emigração, política agropecuária para o século XXI e política agrícola de produção e distribuição adequada às novas realidades europeias, melhoria da política de água e saneamento (construção de reservatórios que evitem o desperdício das águas das chuvas) e construção de ETAR que evitem a poluição fecal das praias e surf, política social de apoio aos necessitados e incentivos ao aumento da produtividade baixa da classe trabalhadora, redução da carga fiscal (os impostos sobre combustíveis são uma enormidade, tal como na energia elétrica e na água), uma política de cultura que deixe de ser esmoler e premeie os que mais produzem (desde a cultura elitista clássica às novas formas culturais e à manutenção da herança cultural, seja ela folclórica, filarmónica ou outra). Uma política de recuperação urgente do enorme património abandonado, arruinado e desprezado existente nas nove ilhas.

Um povo inculto continuará a poluir, deitar lixo para o chão, menosprezando as riquezas naturais e ecológicas, sem prezar a linga e cultura, a educação e a formação, sem visão de futuro, repetindo modelos ancestrais de desenvolvimento que são inadequados aos tempos que aí vêm, novas tecnologias, Inteligência artificial e robótica, mecanização de tarefas que dantes empregavam a mão-de-obra pouco qualificada, em tarefas repetitivas, monótonas e de baixa produtividade.

Quero uns Açores verdes, sustentáveis , capazes de resistir à massificação e funchalização das ilhas em busca de lucro rápido e dos elefantes brancos de 5 estrelas.

Quero políticos que saibam pensar as ilhas independentemente da cor partidária, capazes de limpar os mortos dos cadernos eleitorais, capazes de defender os interesses locais e regionais duma verdadeira autonomia mesmo que tenham de confrontar o centralismo lisboeta e que pensem em criar o futuro já que o presente parece muito comprometido por mais bazucas que se anunciem quando a população continua a fazer o que sempre fez, abster-se de votar e vota com os pés rumo à emigração de outras paragens, onde o seu trabalho seja melhor reconhecido e remunerado e onde pode construir carreiras, futuro e sonhar viver em vez de aqui permanecer e mal sobreviver

É só isso que desejo em troca do meu voto

Chrys Chrystello, Jornalista, Membro Honorário Vitalício nº 297713

[Australian Journalists’ Association MEEA]

Diário dos Açores (desde 2018)

Diário de Trás-os-Montes (desde 2005)

Tribuna das Ilhas (desde 2019)

Jornal LusoPress Québec, Canadá (desde 2020)