O LÍTIO DOS TALIBÃS

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The country has enormous lithium resources, essential for the manufacturing of electric car and smartphone batteries. Will the country’s new owners be able to exploit these $ 1 billion deposits?

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Minerais. Le lithium, trésor stratégique aux mains des talibans en Afghanistan
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Minerais. Le lithium, trésor stratégique aux mains des talibans en Afghanistan
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A FUGA DO AFEGANISTÃO

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APESAR DAS PROMESSAS DE MODERAÇÃO DOS TALIBÃ
DEZENAS DE MILHAR DE PESSOAS QUEREM SAIR DO PAÍS
Corrida para fugir do Afeganistão continua mesmo após promessa de 'perdão' do Taleban - Internacional - Estadão
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Corrida para fugir do Afeganistão continua mesmo após promessa de ‘perdão’ do Taleban – Internacional – Estadão
Apesar do grupo fundamentalista islâmico falar em ‘anistia geral’ e ‘garantias’ a mulheres, desconfiança do povo afegão segue alta
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3 AÇORIANOS EVACUADOS DE CABUL

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Fantástico, estamos em todo o lado
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Roberto Y. Carreiro, Fátima Silva and 3 others
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TALIBÃS, FEIOS, PORCOS E MAUS

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Bom dia, amigos.
Ontem coloquei aqui um post sobre a tremenda asneira que foi a guerra levada a cabo no Afeganistão, com a factura em vidas humanas e perda de recursos que seriam muito melhor aplicados em algo mais útil.
E há tanto onde investir dinheiro!
A começar pelos que morrem de fome e estão doentes por esse mundo fora…
Dito isto, quero deixar bem claro que não nutro qualquer simpatia pelos talibans.
A razão?
Porque não gosto de extremistas, sejam eles de extrema-esquerda, de extrema-direita, radicais cristãos ou radicais muçulmanos.
E os talibans estão entre os mais extremistas dos extremistas.
Além disso, são feios, porcos e maus.
Não sei, mas tenho quase a certeza que o mestre Ettore Scola se deve ter inspirado neles para realizar aquele filmão que a todos nos deliciou.
Mas quem é realmente esta gente e o que pretendem?
Vejamos.
Todos sabemos que os talibans já tinham sido donos e senhores do Afeganistão antes do 11 de Setembro.
Contudo, devido à amplitude desses ataques terroristas, levados a cabo pela al-Qaeda de Bin Laden em solo americano, o então presidente George W. Bush achou por bem cortar o mal pela raiz – se os terroristas tinham santuários em solo afegão, pois bem, os americanos iriam invadir o país e acabar de vez com os talibans.
Os talibans (ou “estudantes”, em língua pashtum) surgiram no início dos anos 90 no Norte do Paquistão logo após a retirada das tropas soviéticas.
Surgiram à sombra de seminários religiosos (madrassas) que ensinavam uma variante radical do sunismo (o wahabismo), sendo subsidiados com dinheiro vindo da Arábia Saudita, onde aquela corrente é dominante.
O seu objectivo era já claro: conquistar o poder em Cabul e, uma vez ali instalados, impor a Sharia (ou Lei Islâmica) em todo o país.
Depois de atravessarem facilmente a porosa fronteira paquistanesa, os “estudantes” (de Teologia, claro) apoderaram-se com relativa facilidade do Sudoeste do Afeganistão e, em Setembro de 1995, conquistaram a sua primeira capital provincial – Herat.
Apenas um ano depois já estavam em Cabul, onde depuseram o regime do presidente Burhanuddin Rabbani, um dos líderes dos mujahedines (ou “guerreiros sagrados”) que se tinham oposto à invasão soviética.
Refira-se que na generalidade o povo afegão estava então de rastos devido à destruição causada pela invasão soviética.
Por outro lado, estava farto dos excessos levados a cabo pelos mujahedines, que se achavam donos do país.
Não constituiu assim surpresa que os talibans fossem inicialmente vistos como uma espécie de libertadores, até porque os “estudantes” combatiam de facto a corrupção e asseguravam a liberdade de circulação de bens e mercadorias, o que permitiu que o comércio florescesse.
Depressa porém os talibans mostraram ao que de facto vinham – a sua estrita interpretação da Sharia levou a que fossem introduzidas novas e severíssimas medidas – quem desrespeitasse a Lei Islâmica corria um sério risco de ser alvo de execução pública (à pedrada, no caso das mulheres, para os casos de adultério) ou de ser amputado à força e a sangue-frio caso fosse acusado de roubo (brrrr… que medo!).
Ao mesmo tempo, os homens foram “aconselhados” a deixar crescer a barba e as mulheres obrigadas a usar burka, que as cobria da cabeça aos pés, não fossem quaisquer dois centímetros quadrados de carne descoberta tentar algum exemplar da predadora raça masculina.
Como se não bastasse, os “estudantes” também acharam por bem proibir a televisão e os cinemas.
Ao mesmo tempo, todas as meninas com 10 ou mais anos foram impedidas de frequentar as escolas.
Para além disso, começaram a destruir todo e qualquer património cultural que, no seu entender, não seguia os preceitos wahabitas, como sucedeu em 2001, quando arrasaram as famosíssimas estátuas de Buda no Centro do país, o que gerou um coro de críticas internacionais.
Do outro lado da fronteira, o Governo de Islamabade jurava entretanto a pés juntos que o Paquistão nada tinha a ver com os talibans, mas a verdade é que as madrassas paquistanesas (os tais seminários religiosos) continuavam a despejar torrentes de novos “estudantes” de Teologia em território afegão, em boa parte graças ao apoio mais ou menos descarado do ISI, os tenebrosos serviços secretos do Paquistão.
O Paquistão foi aliás, a par da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, um dos poucos países que reconheceu o regime dos talibans.
O caldo entornou-se quando os “estudantes” tentaram igualmente conquistar o poder em Islamabade.
Os paquistaneses acharam que de mais era de mais e deram inclusive autorização aos americanos para que os drones destes pudessem sobrevoar livremente território do Paquistão, o que levou à neutralização de vários líderes talibans, inclusive do seu guia, o mullah Haki Mehsud.
Claro que os diferentes serviços secretos, designadamente a CIA e o FSB (herdeiro do KGB), olhavam com muita desconfiança para o que se passava em território afegão e nas montanhas do Leste do Paquistão.
No caso dos russos, estes temiam que os “estudantes” pudessem exportar as suas teses revolucionárias do islamismo para regiões da federação onde os muçulmanos constituem a maioria, como sucede por exemplo na Chechénia ou no Daguestão (refira-se que 14% da população russa professa a fé muçulmana).
Já no que diz respeito aos Estados Unidos, os receios eram outros.
Temia-se essencialmente que os extremistas pudessem levar a cabo ataques terroristas em solo americano.
E receava-se basicamente uma eventual acção da al-Qaeda, grupo terrorista liderado pelo wahabita saudita Bin Laden, cujos efectivos treinavam livremente em território afegão.
O resultado foi o que se viu.
Claro que os americanos não perderam tempo a querer vingar os ataques do 11 de Setembro.
Logo no início de Outubro de 2001, forças dos Estados Unidos lançaram violentos ataques contra os talibans.
O regime colapsou rapidamente.
O seu líder, o mullah Mohammad Omar, arranjou contudo artes de se escapar para as montanhas paquistanesas, tal como aliás fez o próprio Bin Laden (que como sabemos foi assassinado em Maio de 2011 na sequência de um raide da CIA e de forças especiais americanas no Paquistão).
Graças aos apoios que ainda tinham em solo paquistanês, os líderes talibans instalaram-se tranquilamente na cidade de Quetta, de onde, apesar dos protestos americanos junto de Islamabade, continuaram a liderar as acções dos “estudantes”.
A verdade é que, apesar de todos a parafernália militar posta no Afeganistão pelos americanos e pelos seus aliados, os talibans continuaram a exercer considerável influência nas montanhosas zonas rurais.
Rapidamente os ocupantes ocidentais descobriram que, tal como sucedera com os soviéticos, tinham de ficar remetidos às principais cidades se tinham amor à pele.
Em 2015, entretanto, os talibans reconheceram que tinham perdido o seu líder, o mullah Omar, que morreu pacificamente devido a problemas de saúde num hospital do Paquistão.
Mas rapidamente encontraram um novo chefe – o mullah Mansour, que fora o braço direito de Omar.
Ao mesmo tempo, no terreno, apoderaram-se de Kunduz, uma capital de província afegã de grande importância estratégica.
Foi um importante ponto de viragem na guerra.
No ano seguinte, todavia, os “estudantes” sofreram um revés considerável – o mullah Mansour morreu na sequência do ataque de um drone americano.
Mais uma vez, os talibans não se atrapalharam e escolheram um novo líder, o adjunto de Mansour: Mawlawi Akhundzada, que é o actual homem-forte dos talibans.
A partir de 2018, tornou-se claro para os americanos que não poderiam ganhar aquela guerra, que durava já há demasiado tempo e custava uma fortuna.
Estabeleceram-se tímidas conversações de paz no Qatar e chegou-se a um princípio de acordo: o então presidente Donald Trump garantiu que as suas tropas abandonariam gradualmente o país, saindo de vez em 2021.
Em troca, os “estudantes” comprometiam-se a não atacar as forças ocidentais.
Os talibans aceitaram a proposta americana, mas rapidamente mudaram de alvo – passaram a atacar jornalistas afegãos, juízes, activistas em prol da paz e mulheres em posições relevantes.
Em suma, todos que pudessem de alguma forma contrariar os seus desígnios quando estivessem de novo no poder em Cabul.
O calendário da retirada americana acabou por ser cumprido, não obstante os apelos desesperados dos responsáveis afegãos, que alertaram que o regime não conseguiria sobreviver sem ajuda internacional.
Esses alertas caíram em saco roto.
Em Abril deste ano, o novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reiterou que não haveria qualquer soldado americano no país depois do próximo dia 11 de Setembro, exactamente 20 anos depois do ataque às Torres Gémeas.
O resultado de tudo isto está à vista – os “estudantes” estão de novo no controlo de Cabul e mais fortes do que nunca, graças aos seus 85 mil efectivos, uma força temível com 20 anos de experiência de guerra.
Todo um povo está agora na expectiva.
Os talibans voltarão a repetir as patifarias de outrora?
Resta esperar para ver.
Mas eu apostaria que sim.
O que nasce torto tarde ou nunca se endireita.
Uma boa quarta-feira para todos.
(da página do Facebook de Jorge Alves).
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  • Pedro Coimbra

    Um trilião de dólares que enriqueceu uma cambada de cleptómanos e equipou um exército que agora os talibãs vão usar.
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      Luis Almeida Pinto

      A Indústria da Guerra, Pedro, cujo lobby é poderosíssimo, e determina as guerras que o Mundo e as Pessoas são obrigadas a suportar…🥲
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AFEGANISTÃO – VOLTOU-SE O FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO

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AFEGANISTÃO – VOLTOU-SE O FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO
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“Quando a história for escrita, será dito que os talibãs, com a ajuda da América, derrotaram a União Soviética no Afeganistão e depois, com essa mesma ajuda, derrotaram a América no Afeganistão.”
O título é meu, o texto é de João Melo no DN
«A esmagadora maioria das manchetes e análises da imprensa mainstream ocidental sobre os atuais acontecimentos no Afeganistão é patética. Nas redes sociais, o desespero é aflitivo. Alguns lamentam a morte dos soldados dos Estados ocidentais cujos governos os mandaram para aquele país unicamente por causa da geopolítica. Outros, mais lunáticos, pedem uma intervenção militar internacional já. Precisam todos de ler o lúcido e certeiro texto de Miguel Esteves Cardoso – “Que grande derrota” – publicado ontem, 16, no Público.
Como diz MEC, a derrota ocidental era previsível, pois “quem vive na sua terra, por poucas armas que tenha, tem a arma mais poderosa de todas: o tempo”. Tal desfecho, acrescenta, pouco ou nada tem que ver com o facto de os ideais por que se batem aqueles que vivem na sua terra serem, eventualmente, “horrendos ou não, aos nossos olhos [ocidentais]; os nossos olhos não interessam nada nesse dia-a-dia, nesse terreno, nessa realidade só para nós difícil, só para nós incompreensível”.
De facto, e com toda a empatia com os mortos inocentes, em ambos os lados, uma pergunta se impõe: o que foram os Estados Unidos e os restantes países ocidentais fazer ao Afeganistão? Não respondam que foram combater o terrorismo islâmico, proteger a democracia e os direitos humanos e salvar as meninas de Cabul. Se esses argumentos fossem válidos, a maior potência mundial teria de intervir militarmente em muitos outros países, a começar, por exemplo, pela sua querida Arábia Saudita.
Será preciso lembrar que os talibãs foram apoiados pelos Estados Unidos a fim de expulsar os soviéticos do Afeganistão e pôr fim ao regime de inspiração marxista-leninista da época? A verdade – factualíssima e, portanto, irrefutável – é aquela descrita por Hamid Gul, um ex-chefe das secretas afegãs: “Quando a história for escrita, será dito que os talibãs, com a ajuda da América, derrotaram a União Soviética no Afeganistão e depois, com essa mesma ajuda, derrotaram a América no Afeganistão.”
Por falar no governo socialista do Afeganistão derrotado pelos talibãs, com apoio dos Estados Unidos, e nas “meninas de Cabul”, é bom lembrar também que foi nesse breve período que as mulheres afegãs tiveram acesso a direitos, como o de estudar e não só, que hoje todo o mundo brada aos céus estarem em risco, por causa do regresso dos fundamentalistas islâmicos locais ao poder.
Quanto a saber o que foram os EUA fazer o Afeganistão, a resposta é dada pelo mercenário norte-americano Sean McFate, com várias atuações em África, posteriormente doutorado e autor de um livro já famoso – As Novas Regras da Guerra -, na entrevista que o DN publicou no último sábado, 15: ninguém sabe ao certo; a única coisa clara, segundo ele, é que a intervenção americana no Afeganistão foi motivada pelos interesses do complexo industrial-militar dos EUA.
As palavras são dele: “Os EUA estão por fim a sair do Afeganistão, o que é muito controverso, não entre o povo americano, mas entre os membros da classe de DC. O general Petraeus disse que temos de ficar, George W. Bush disse que temos de ficar. Não dizem porquê. (…) Há algo destas empresas de biliões que querem vender armas…”
Para o autor de As Novas Regras da Guerra, “o complexo industrial-militar dos EUA é uma espécie de estado profundo, onde empresas como a Ratheon, a Boeing ou a Lockheed fazem pressão no Congresso para se comprar mais aviões de caça” (e outras farão pressão para vender outras armas e equipamentos).
McFate considera que o Afeganistão (tal como o Iraque) foi o maior equívoco estratégico norte-americano nos últimos 70 anos. Ele destrói com contundência o argumento de que a intervenção dos Estados Unidos no referido país se destinava a combater a Al-Qaeda: “A Al-Qaeda está em 20 países depois de a termos escorraçado do Afeganistão”, disse. Bem, ela acaba de voltar.
Em tempo: não consta que Sean McFate seja comunista.»
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Roberto Y. Carreiro, Fernando Martinho Guimarães and 258 others
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  • António Polido Polido

    Pois, na realidade o que irá acontecer, é que; só quem saberá a realidade serão:
    Os não alienados, e a verdade ( sem redundâncias) esses têm denúnciado ao longo de décadas:…

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  • Teresa Frotta

    Facto. Mas houve e há mais qualquer coisa …
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  • Nelson Carvalho

    A sério. Farto do luxo dos europeus gordinhos e anafados no seu sofá, viciados na protecao do escudo americano, semore a duzerem mal dos… americanos. Se vao sao uns imperialistas. Se deixam sao uns irresponsaveis. E os franceses? Alemaes? Ingleses? E…

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  • José Oliveira

    Quem foi o presidente americano, atacou Iraque e Afeganistão???
    Esse mesmo que antes do 11 de Setembro as empresas dele( e não só) estavam na falência, e
    Depois da guerra, e do roubo do ouro no atentado às torres do kuwait, alguém ficou bem na vida as…

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  • Mauro Burlamaqui Sampaio

    Ora bem . Ao invés de deitar abaixo é preciso ajudar os afegãos com inteligência. Contra as doutrinas, e superior a elas, estão os homens e isso poucos saberão fazer. A América e a Rússia deram-lhes balas e bombas assim como outros «amigos». Os afegãos…

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  • Carlos Eufémia

    Muito bom texto.
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  • Vitor Manuel Marques

    Errado. Os talibã não são mujjahedins
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  • Jorge Ramos

    O texto é interessante, mas resumindo,neste como em outros conflitos do que se trata basicamente é de tráfico de armas,drogas,com prejuizo para o Povo destes países.
    Não vemos intervenções militares em nenhum Pais que não tenha nada a oferecer em termos de Lucro ilicito!
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  • Pedro Damas

    A culpa tem um nome bem claro… é neste momento que me pergunto para que serve a Onu? Talvez para dar algumas reformas douradas aos políticos acabem com isso é já agora com a oms! Deixem de ser hipocritas salvem as pessoas e não as ideologias e deixem d…

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  • José Manuel Braz

    Não foram os talibãs que lutaram contra a União Soviética, esses foram os muijahedins comandados por Osama Bin Laden da al-qaeda, os talibãs foram formados e organizados pela União Soviética, no Paquistão a partir das madrassas e não só, depois da sua …

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paz para as escolas SANTANA CASTILHO

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Isto e pouco mais traria paz e sucesso às escolas
O acordo sobre a formação profissional e qualificação dos portugueses, assinado em sede da Comissão Permanente de Concertação Social, é uma pérola do clássico “eduquês” das Novas Oportunidades, agora ressuscitadas. São mais de cinco mil milhões de euros para “formação contínua de formadores” (pág. 4), “educação e formação à distância” (pág. 6), “maior centramento (sic) nas competências … promovendo maior flexibilidade” (pág. 7) “processos de upskilling e reskilling (o itálico é meu) de curta e média duração” (pág. 14) e toda uma cascata de delírios palavrosos, que fazem antever a festa que aí vem. Ler aquelas inenarráveis 19 páginas mostra bem como António Costa aprendeu com o seu mestre José Sócrates e ajuda a entender a doutrina bolçada sobre o sistema de ensino. Imagino que, no fim do acto, patrões e UGT (CGTP excluiu-se) se terão precipitado a dirigir a António Costa a pergunta que ele próprio fez a Ursula von der Leyen, em lapso freudiano definidor de um carácter: já posso ir ao banco?
Tudo o que pode ser feito para melhorar o nosso sistema de ensino é conhecido. Mas as decisões deste Governo têm ignorado o conhecimento que a investigação em Epistemologia e Educação tem proporcionado, designadamente a produção científica de investigadores de orientação cognitivista. E com a mansidão política da oposição e a apatia dos professores, não é fácil opor iniciativas sérias à amálgama de teorias desactualizadas, que os responsáveis impõem como de vanguarda.
Há seis anos que venho mostrando nesta coluna os sinais do sistema dominante, uma espécie de distopia pedagógica paranóica, que nos vai afastando dos resultados médios da OCDE, a que chegámos com o esforço de tantos e apesar das diferenças políticas de sempre. A cada passo desse triste caminho, apontei sinais. Dois deles foram particularmente perniciosos, a saber:
– A ideia de que transmitir conhecimento é redundante, porque os alunos têm-no armazenado nos seus smartphones. Donde, o importante são as “competências” e “aprender a aprender”. Como se a psicologia cognitiva não tivesse concluído, há muito, que só conhecimento gera conhecimento e que para entender e assimilar conhecimento novo é necessário possuir-se conhecimento anterior, que vincule a aquisição do novo. Com efeito, John Sweller [Sweller, J. (1988). Cognitive load during problem solving: effects on learning. Cognitive Science 12 (2): 257–285], conhecido pela formulação da teoria da carga cognitiva, tornou isso evidente. Na peugada, aliás, dos anteriores estudos de Bruner e Ross, que demonstraram a importância do conhecimento acumulado pela memória de longo prazo na resolução de novos problemas.
– A ideia de que são os alunos que devem orientar a sua educação, mediante metodologias de descoberta, e não os professores, segundo o tradicional ensino directo. Ora não é procurando que os alunos actuem como cientistas nas aulas que os preparamos para serem cientistas no futuro. Uma coisa são previsões não fundamentadas de resultados, outra coisa é a medição dos resultados. Com efeito, a produção científica disponível mostra que é aprendendo por ensino directo, feito pelos professores, que não por metodologias de descoberta, que se obtêm os melhores resultados. Ver, a este propósito, David Klahr, Department of Psychology, Carnegie Mellon University: The equivalence of learning paths in early science instruction: effects of direct instruction and discovery learning.
Aqui chegados, perto do início de mais um ano lectivo, deixo um sumário mínimo para sairmos do trilho do retrocesso:
1. Elevar a Educação a prioridade política, do pré-escolar ao superior, passando pelo básico e secundário. Rever a Lei de Bases do Sistema Educativo. Universalizar todo o pré-escolar até à entrada no básico. Proceder à reformulação integral do plano de estudos do ensino obrigatório e dos respectivos conteúdos disciplinares, assente no estabelecimento de um exaustivo diálogo social sobre Educação, que envolva os diferentes protagonistas educativos (Ministério da Educação, sindicatos de professores, associações profissionais de professores, associações de pais, partidos políticos, associações científicas, associações empresariais e associações de estudantes). Sendo certo que o acompanhamento das crianças enquanto os pais trabalham é um problema para o qual a sociedade deve encontrar resposta, é inaceitável que muitas crianças cheguem a permanecer na escola dez horas por dia. Importa por isso avaliar o impacto que essa permanência significa no desenvolvimento das crianças, sobretudo quando as actividades que lhes são proporcionadas (utilização excessiva de tarefas de natureza escolar, por exemplo) ignoram ditames básicos da psicologia do desenvolvimento. Eliminar a burocracia estéril. Pôr cobro à hiperprodução de normativos.
2. Valorizar a autoridade do professor. Operar a revisão do estatuto da carreira docente, particularmente para remover os constrangimentos injustos de progressão e desenhar um novo modelo de avaliação do desempenho. Abolir a classificação do desempenho, entre pares, dentro da escola. Pôr fim à instabilidade e à precaridade da profissão docente, designadamente pela estabilização dos quadros, alteração dos mecanismos de concursos e vinculação de contratados. Reduzir o número de alunos por turma e definir o máximo de alunos por professor.
3. Proceder à revisão do modelo de gestão dos estabelecimentos de ensino, recuperando a sua democraticidade. Pôr fim aos agrupamentos. Nunca, em cada escola, se deveria ter perdido a sua identidade de cultura e de actuação pedagógica. A agregação de escolas foi uma das medidas de maior impacto negativo no funcionamento do sistema. Se há situações geográficas onde a iniciativa poderia ser considerada, a generalização a todo o país foi um verdadeiro desastre e dilacerou o ambiente relacional na generalidade das escolas. Resolver definitivamente a carência de funcionários auxiliares nas escolas. Institucionalizar as equipas multidisciplinares (professores, psicólogos e técnicos de serviço social) que assegurem o acompanhamento dos alunos sinalizados pelos conselhos de turma como estando em situações de risco, tendo presente que as estratégias de apoio ao primeiro sinal de dificuldade são decisivas. Reconhecer que as escolas carecem de apoios diferentes, em função dos contextos diferentes em que operam. Criar nas escolas estruturas de apoio técnico especializado, designadamente face às alterações operadas pela digitalização.
4. Promover, de modo sério e exigente, a relação entre o ensino profissional e as necessidades das empresas, sem transformar as escolas de ensino humanístico em institutos de formação profissional. Melhorar a eficiência do sistema de qualificação por via de uma eficaz articulação entre as políticas de Educação e Formação, as primeiras tuteladas pelo Ministério da Educação e as segundas pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.
Isto e pouco mais traria paz e sucesso às escolas.
In “Público” de 18.8.21
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  • Paula Cristina Lopes

    Sabia reflexão mas pena que o nossos ministro não perceber nada de nada! Um verdadeiro desalento a situação atual das escolas e do ensino!!!!
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mais um saneamento na TSF

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TRISTEZA
JORNALISMO – MAIS UM SÉNIOR COMPELIDO A SAIR
Visão | Carlos Vaz Marques sai da TSF e acusa chefias de "bullying profissional"
VISAO.SAPO.PT
Visão | Carlos Vaz Marques sai da TSF e acusa chefias de “bullying profissional”
Após 31 anos, o jornalista rompe com a estação de rádio e segue com processo para tribunal
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não se joga à bola

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A Federação de Futebol do Afeganistão apoiou a modalidade feminina nos últimos sete anos e, agora, os dirigentes fugiram com as respetivas famílias para a Índia.
Afeganistão: dirigentes pedem asilo com medo de represálias dos talibãs
TVI24.IOL.PT
Afeganistão: dirigentes pedem asilo com medo de represálias dos talibãs

o terrorista das falas mansas

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falinhas mansas
Antes, o porta-voz Taliban Zabihullah Mujahid era quem assumia responsabilidade por alguns dos tentados mais sangrentos no Afeganistão. Hoje, com falinhas mansas, anunciou numa conferência de imprensa a intenção do novo regime respeitar as mulheres e não perseguir os colaboradores com as forças ocidentais, mas não é isso que se passa fora de Cabul, p.e. em Candahar e Cunduz, segundo a BBC.
(imagem TOLOnews)
May be an image of ‎1 person, beard and ‎text that says "‎/TOLOnews پلازمینه کما خبري ساعت بنستونه دي ببرته فعاله او ژوند عادي حالت ته راوكرخي طلوع ۷۰۶‎"‎‎
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o porto da horta

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O PORTO DA HORTA: OUTRA VEZ, OU AINDA
Há pouco mais de dois anos, escrevi o seguinte (longo) texto sobre o porto da Horta. Porque acho que continua a ter alguma atualidade, aqui fica, para quem tiver pachorra de lê-lo ou relê-lo:
O PORTO DA HORTA E O MEU FORNO DE LENHA
Assisti na tarde de hoje no Salão Nobre dos Paços do Município à sessão do Conselho de Ilha do Faial. Intervim, no tempo destinado ao público, sobre o Porto da Horta, tema que ocupou largamente o debate.
Contei, na ocasião, que recentemente fiz obras na minha casa. Por essa altura decidi construir um forno de lenha. Com a empreitada quase pronta pareceu-me que o chamado «pescoço de cavalo», por onde passa o fumo em direção à chaminé, estava demasiado estreito.
Falei com o mestre e ele respondeu-me: está tal e qual como no projeto. Como não percebo nada de fornos, calei-me.
A verdade é que, com o passar do tempo, deixei de acender o forno. Das primeiras vezes que o fiz encheu-me a cozinha de fumo!
Quis com isto dizer que o que se está a passar com o Porto da Horta — e apesar de todas as comparações serem coxas — é parecido com o que se passou com o meu forno.
Há dúvidas e, em vez de se tratar de dissipá-las, está-se na disposição de avançar com a obra sem resolvê-las!
O que é que vai acontecer? Se as obras não resultarem ficará o porto perdido.
Além disto, no caso do Porto da Horta, temos um flagrante exemplo que nos mostra a imperiosa necessidade de se redobrarem cautelas.
O cais norte do Porto da Horta deveria servir de alerta para a importância de não tomar decisões irreversíveis.
Claro que eu estou partindo do princípio que a orientação do novo cais provoca agitação marítima na zona oposta do porto, a sul.
Nos últimos anos esta questão tem feito parte do dia-a-dia de quem se interessa pelo nosso porto.
Basta subir à Espalamaca e, na «Santa», observar a ondulação de certo quadrante para se perceber que o espelho de água protegido pela doca (antiga), no interior da baía, como que bebe as correntes que entram por lá dentro.
Algum efeito terá. Pouco? Só Deus sabe e está calado.
Há muito tempo que o Senhor Mário Moniz teve a iniciativa, através do seu partido (Bloco de Esquerda) e como deputado regional, de defender uma avaliação, suportada tecnicamente, sobre os efeitos da agitação marítima na bacia de manobra do Porto da Horta.
De lá para cá, não tem faltado quem insista no assunto, sejam os partidos políticos, sejam cidadãos individualmente.
Com o lançamento a concurso da empreitada da obra do Porto da Horta (a 2.ª fase, depois da 1.ª que contemplou o Terminal Marítimo, o molhe e o cais a partir da Alagoa) anunciada para o ano em curso, parece que a agitação marítima contagiou as consciências que por sua vez andam em alvoroço. E, na minha opinião, não é para menos, pois se à nossa baía acontecer o que aconteceu ao meu forno teremos água pela barba!
Para mim, neste momento, há duas coisas indiscutíveis que não teriam acontecido sem a 1.ª fase da obra do Porto da Horta: a grande melhoria das condições de transporte marítimo resultantes da construção do terminal de passageiros e a notória degradação das condições de abrigo e tranquilidade de «uma das mais belas baías do mundo».
Perguntar-me-ão: teria sido possível uma sem a outra?
Não sei responder, mas, por outro lado, sou levado a
pensar que, se os efeitos que hoje ocorrem a sul por causa do novo cais a norte tivessem sido antecipados, com a realização de estudos, a obra não teria sido realizada da maneira como foi. .
Ora se, como atrás referi, temos tão flagrante exemplo de que um passo mal pensado e por isso mal dado pode acarretar consequências irreparáveis, por que carga de água não nos havemos de prevenir e deixar tudo preto no branco quanto às consequências e efeitos que advirão da intervenção respeitante à 2.ª fase da obra do nosso porto?
Julgo que não haverá dúvidas sobre o verdadeiro oásis que a baía da Horta representa em pleno Atlântico Norte, não apenas pela sua privilegiada localização, apenas suplantada pelas enseadas da ilha das Flores, mas que por sua vez a elas se superiorizou precisamente pelas excecionais condições de abrigo e segurança que oferece.
Foram mais de 500 anos a ganhar notoriedade, que uma leviana, indesculpável e inconsciente atitude poderá deitar borda fora!
Tenho tido dificuldade em compreender a rija indiferença do Governo Regional dos Açores e da empresa Portos dos Açores perante os alertas, avisos e protestos dos faialenses, veiculados por alguns destemidos cidadãos.
Não entro pelo campo da disputa político-partidária, que para mim é legítima, mas lembro que, se há exageros e aproveitamentos, não são apenas de um lado.
Mas este assunto é político, porque se não o fosse a 2.ª fase do Porto da Horta já estaria pronta e mal feita. Se o Governo mandou fazer três versões de um projeto é porque reconhece que as duas primeiras estavam mal. A pressão política funcionou.
Fiquei boquiaberto no Conselho de Ilha de hoje quando ouvi um reputado cidadão e conselheiro dizer: primeiro o projeto, depois os detalhes.
Se estou de acordo com o princípio, já não estou quando percebi que esta máxima pretendia justificar o avanço da obra, cujo concurso está anunciado para antes do final do ano, como atrás referido.
Pois bem, o meu forno volta a servir de exemplo.
Vamos fazer uma obra para depois, verificadas as deficiências de eventuais detalhes, então corrigi-las com entulho ou partindo pedra?
Esta ânsia de mostrar obra é acompanhada pela Câmara do Comércio e Indústria da Horta, que quer investimentos no Faial, mas também dá mostras de pensar pouco no assunto.
Por um lado defende que o processo não pode parar, por outro diz que é preciso corrigir o que possa nele estar mal. Pergunto eu: não é isso que todos queremos? E as correções serão feitas quando?
Depois da obra feita?
A mesma Câmara do Comércio afirma que temos que acreditar nos técnicos. Mas não foram os técnicos que nos construíram as Portas da Ribeira e já vão na 3.ª versão da 2.ª fase? As Portas da Ribeira deram-nos cabo do porto, enquanto as 1.ª e 2.ª versões do projeto não estavam, de certeza, bem elaboradas, senão não teriam sido abandonadas.
Será que ter fé, apenas, nos técnicos é avisado?
É preciso, diz a Câmara do Comércio, dar condições aos iatistas cujos barcos têm que ancorar atualmente no meio da baía. Mas se tivermos um porto a chocalhar barcos eles hão-de passar lá por fora e dizer-nos adeus, evitando uma dor de cabeça.
A nomenclatura local não quer estudar os efeitos da agitação marítima dentro do porto. Mas diz que, se o estudo de impacto ambiental for negativo, a obra não avançará. Porquê esta dualidade de critério? Será porque o primeiro é reivindicado pelos cidadãos e seus representantes e o segundo será feito por um departamento governamental?
É por isto que eu acho que há sintomas de teimosia na atitude dos nossos governantes e seus pajens.
Entretanto, penso que é importante estar atento ao novo presidente da Portos dos Açores. Não quero fazer juízos prematuros, mas vejo sinais de uma campanha em curso que temo não ser de esclarecimento, mas de intoxicação. Veremos.
Digo isto porque se fala de estudos, reconhece-se «alguma» agitação» no porto, mostra-se disponibilidade para debater, mas não há um papel, nem vontade de o elaborar, em que possamos ler qual a real dimensão deste problema.
Não seria bom, de uma vez por todas, mostrar por «a+b» que, afinal, a agitação marítima no porto é «x», acontece na zona «y» e a sua repercussão é «z»?
Não seria ótimo fazer um desenho e mostrar que as causas da agitação têm origem «aqui», que é preciso alterar qualquer coisa «ali» para que o efeito não se faça sentir «acolá»?
Estou a insistir na agitação por dois motivos: porque acho que é o principal prejuízo de que o nosso porto está a ser vítima e porque não vejo nenhuma vontade de resolver a questão.
A terminar este estendal tenho que dizer que esperava mais de algumas pessoas que se instituem paladinos desta causa, uma das mais prementes dos últimos anos no Faial.
Eis dois exemplos, extraídos do Conselho de Ilha e provenientes de um antigo e loquaz defensor do porto e de um imberbe convertido à cartilha:
O Porto da Horta, diz o primeiro — e cito de memória — foi palco de grandes naufrágios e até o Funchal já teve que ir abrigar-se debaixo da Ponta da Espalamaca! Fala o segundo: no tempo da Espalamaca, da Calheta e da Velas, lembram-se de não ser possível saltar para dentro da lancha por causa dos balanços?
Meus bons amigos: não tenho idade suficiente para me lembrar de muitas coisas ocorridas no nosso porto, mas não tenho memória de alguma vez ter sido impossível atracar na doca e se o Funchal foi lá para baixo então foi mesmo num dia ímpar na história do Porto da Horta. E também não me lembro de alguém não conseguir saltar para a lancha no cais de Santa Cruz. Mas se a história o diz, quem sou eu para contestar?
Agora, uma coisa é certa: os que querem menor agitação no porto é porque querem que estas coisas não voltem a acontecer; os outros mostram somente a sua aversão à crítica.
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