incrível como as coisas mudam, dizem que já não se dança assim…

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Lúcia Vasconcelos Franco and 23 others
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os dias da peste (estou tão bem acompanhado neste livro)

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Boa tarde. Já está publicado pela Gradiva (Lisboa) o grande livro “Os Dias da Peste”, editado no nosso país sob resonsabilidade do PEN (Poets, Essaysts and Novelists/Poetas, Ensaístas e Romancistas, presente activalente em 155 países) que tem a Porfessora Doutora Teresa Martins Marques, São testemunhos nas mais variadas línguas de se viveu os primeiros dias da actual pandemia.
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May be an image of book and text that says "PEN CLUBE PORTUGUÊS OS DIAS DA PESTE Internacional Centenário do PEN 1921-2021 ORGANEAICIOU ORGANIZAÇÃO MARQUES ORGANIZAÇÃO MARTINS TERESA ROSA MARIA FINA PPESTE DA gradiva"
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uma crónica mogadourense Francisco Madruga

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Mês de agosto, mês de férias, mês da família.
Anda por estes dias uma azáfama doentia pela minha terra. Parece que temos que fazer tudo este mês. A Pandemia vai condicionando tudo e todos. As Festas às Padroeiras estão canceladas e mesmo a Festa maior, a da Senhora do Caminho, tem decorrido com os cuidados necessários. Lugares sentados e distanciamento, tem marcado as realizações promovidas pela Comissão de Festas.

Parabéns

a todos quantos contribuíram para que tudo decorresse em segurança.

Hoje, já nada é como dantes.
Antigamente, saíamos da Aldeia em ranchos de pessoas, que pela sombra dos freixos e olmos percorriam a distância até à Vila, que quase começava junto à Capela da Senhora do Caminho. Pelo caminho, poderíamos encontrar o senhor António do “curral”, cantoneiro de profissão, que mantinha as bermas das estradas devidamente limpas. Que falta fazem os cantoneiros nos dias de hoje!
O tempo passava-se em conversas de circunstância e combinavam-se os encontros.
Muitos iam cumprir promessas recentes, outros tinham sempre a mesma promessa e a mesma Fé.
O meu avô, por exemplo, levava o rebanho das ovelhas que entravam no recinto da Alameda e davam voltas à Capelinha. Quando alguma entrava, estava cumprida a Promessa. A ovelha era para a Senhora do Caminho.
Muitas das Promessas, tinham a ver com a famigerada Guerra Colonial.
Os pais, com os filhos ausentes, agarravam-se aos aerogramas, às cartas e às Promessas. As cartas e aerogramas, eram lidos por alguém que tivesse algumas letras. O analfabetismo era a palavra de ordem.
Conta-se, aliás, que a minha tia Helena fez uma Promessa pelo filho que andava na Guerra Colonial em Moçambique. Regressado da sua comissão, foi confrontado com a Promessa da mãe que consistia em levar o andor da Senhora do Caminho com um saco de trigo de 50 kgs ao ombro.
Começou a Procissão que deu a volta à Vila. Lentamente, ao som da Banda de Música, acompanhada a cavalo pela GNR e devidamente enquadrada por uma multidão que se apinhava nas ruas para participar nas cerimónias. Mordomos, padres, senhores da terra, povo anónimo, engrossava o cortejo engalanado e devoto. os foguetes rebentavam no ar. Rezava-se, ajoelhava-se e faziam-se preces.
O andor da Senhora do Caminho voltava a entrar na Capela com um rebombar de foguetes e muita emoção.
Cumprida a Promessa, o filho diz à mãe:
– Para a próxima, quando fizer uma Promessa, veja se promete uma coisa mais simples, não chegou andar na guerra e ainda tenho que carregar com 50 kgs de trigo!
A Fé movia a multidão.
Para fazer horas, as famílias iam ocupando lugar nas Eiras, estendendo as mantas, abrindo as cestas com a merenda.
Durante a tarde, vinha o jogo de futebol. No campo pelado, soltava-se a bola e o verbo com os impropérios próprios da bola.
Era um campo cheio de vida, de praticantes, de dirigentes, um campo que juntava e dinamizava. Hoje, temos um complexo desportivo, mas não temos uma equipa de futebol de 11, não temos clube, não temos miúdos, não temos gente.
Á noite, vinha o arraial. O conjunto atacava as primeiras valsas, faziam-se os pares.
Conta-se igualmente, que numa dessas festas se juntaram 3 famílias, a minha, a do tio Camilo e da tio João Gomes. Uns mais novos, outros mais velhos. O Eduardo Gomes era muito conhecido e um dos galãs lá da terra. Não havia moça que não quisesse dar uns passos com ele, fosse nos bailes do Convento, em Ventuzelo ou no arraial da Senhora do Caminho. Conta-se, dizia eu, que o Lalo e a Graça, os mais novos, se agarraram no baile.
O rapaz ficou tão entusiasmado que veio a correr para o cabeço e atirou ao pai da Graça:
– Tio Camilo a sua Graça já cá canta no papo!
Ainda hoje se repete o dito quando se encontram.
Depois do fogo, à meia noite, era o regresso a casa. Contentes por terem cumprido as suas Promessas, por terem revisto a família de outras aldeias, por abraçarem aqueles que labutavam fora de Mogadouro. O caminho era feito às escuras, não havia luz, ocasionalmente as estrelas ou a lua iluminavam os passos. Não havia transportes mas havia gente. Hoje, temos uma Central de Camionagem mas não temos autocarros nem pessoas.
Era uma malta muito unida lá na Aldeia, percorríamos as festas todas de verão. O Abílio Geraldes, o Manuel “bigodes”, a Helena, o Chico Figueira, o Manel Figueira, o Eduardo Gomes, a Isabel Gomes, a Cândida, a Josefa, o Altino, a Adelaide, o Francisco Jarnalo, a Teresinha Morais, a Conceição Madruga e tantos outros que talvez me tenha esquecido.
As festas e as atividades noturnas para descascar amêndoa ou desbagar feijão permitiam unir.
Hoje, por hoje tudo é mais volátil e até nem preciso de estar convosco para vos contar estas histórias.
Aos meus mestres de infância, Casimiro Oliveira, Cónego Nogueira Afonso.
Ao Cónego Belarmino Afonso, pela sua sabedoria e cultura.
Ao Cónego Dino Parra, por ter permitido a minha participação na Comissão que liderou a recuperação da Igreja da minha Aldeia e ao Dr. António Guilherme Moraes Machado que teve o engenho de convencer o Secretário de Estado para libertar as verbas necessárias.
Hoje, por hoje, os nossos cafés, restaurantes e alamedas estão cheios de mogadourenses que regressam à terra para comemorar a Senhora do Caminho ou por simples tradição.
As nossas rotundas estão engalanadas, bem como as aldeias, com vistosos outdoors que nos vendem imagens e ilusões mas que não transmitem ideias nem futuro.
Sentado no muro do Centro de Saúde, enquanto converso com taxistas, aqui ainda não chegou a UBER, vou assistindo à novena que decorre na Alameda.
Uma carrinha estaciona junto à rotunda, lá dentro, jovens aguardam não sei porquê.
Acaba a novena, os jovens saem da carrinha, carregam um mupi que prendem diligentemente no poste da eletricidade.
Aproximo-me e pergunto se precisam de alguma coisa. Respondem que não, apenas estão a repor o mupi que lhe roubaram na noite anterior. Lembrei-me de uma situação dos anos 80 no Café Flórida em Bragança. Pela noite alta, alguns jovens colavam cartazes, um notívago interpelou os jovens e incentivou-os a continuarem a lutar pelos seus ideais. Sacou de uma nota do bolso e ofereceu a sua contribuição. Ontem, apeteceu-me sacar uma nota do bolso e dar uma contribuição para pagar o mupi roubado.
Bom trabalho Amigos e continuem a lutar pelos vossos ideias.
Terras de Trindade Coelho, 28 de agosto de 2021
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Animal rescue charities are in a race against time to get staff and pets out of Afghanistan

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“I love these animals. I love these people. I’ve known all of them for a very long time. So it would be like leaving my family,” said one charity founder.

Source: Animal rescue charities are in a race against time to get staff and pets out of Afghanistan

talibãs matam músico

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contra a música como dantes
O cantor popular Fawad Andarabi foi levado de sua casa e morto a tiro no sábado na aldeia de Andarabad, perto de Vale de Panjshir, um reduto da resistência anti-taliban, numa confirmação da versão mais retrógrada da cultura agora instalada no poder em Cabul, que a par da interdição de música em público voltou a proibir as mulheres de saírem à rua sem acompanhamento masculino.
Fawad Andarabi, a local artist, was dragged out of his home yesterday and killed by the #Taliban in
YOUTUBE.COM
Fawad Andarabi, a local artist, was dragged out of his home yesterday and killed by the #Taliban in
مقامی فنکار فواد اندرابی کو گزشتہ روز اندراب کے گاؤں کشن آباد میں طالبان نے گھر سے گھسیٹ کر قتل کر دیا۔ وہ وادی کے مشہور لوک گلوکار تھے۔ اس کے بیٹے نے واقعے …
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alastra covid delta em timor

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Algumas considerações em domingo de confinamento:
1. É evidente que a variante Delta está a correr, em sprint, pela população em Timor-Leste, especialmente em Díli. Isso é facilmente demonstrável pela quantidade de novos casos, pela gravidade de alguns dos casos, especialmente na população não vacinada, pelo número de óbitos e pela taxa de positividade (número de casos detetados versus testes).
2. É evidente que há cada vez mais casos graves a entrarem no sistema de saúde – a quase totalidade são pessoas não vacinadas – e nota-se que, infelizmente, muitas das mortes mais recentes foram de pessoas que chegaram aos serviços de saúde já num estado de saúde precário. Ficar em casa até ao limite não é aconselhável. Nada é garantido, claro, mas parece evidente que começar um tratamento mais cedo pode ajudar a evitar casos ainda mais graves. Por isso, se sente sintomas é aconselhável ir fazer um teste e, se os sintomas forem graves, deve procurar atenção médica imediata.
3. Tem havido algum debate sobre o facto de haver uma percentagem relativamente elevada de novas infeções entre pessoas já vacinadas. Mesmo que na maioria dos casos, pelo menos com as pessoas com quem tenho falado, os sintomas sejam ligeiros. Isto pode dever-se a vários fatores, nomeadamente que a Delta é mais transmissível que outras variantes. Mas também se pode dever ao facto de que, tendencialmente, as pessoas vacinadas – que mostraram estar mais conscientes para o risco da doença – também se mostram agora mais conscientes em ir testar-se caso sintam sintomas. Quem não se foi vacinar, é muito provável que não se vá testar, mesmo que tenha sintomas. E por isso os dados estatísticos não refletem a realidade total. No Reino Unido, por exemplo, onde a vacinação está muito avançada, cerca de 30% dos novos casos são entre pessoas já com a vacinação completa. E mesmo que a vacinação não impeça a infeção totalmente, pelo menos o que faz é reduz significativamente – mesmo muito significativamente – o risco de doença grave, hospitalização e morte. E isso é o mais importante, especialmente para um sistema de saúde limitado como o de Timor-Leste. E para os vacinados, como lembra e bem a Emily, devem continuar a manter cuidados. Por si próprios mas particularmente a pensar nos que estão à vossa volta e que ainda não estão vacinados.
4. Mensagens contraditórias, erradas, falsas e politizadas continuam a criar ruído – e em alguns casos até perigo – e isso alimenta o receio na população quer sobre vacinas, quer sobre testes e contágios. Isso torna o combate à doença difícil. Parece-me negativo que alguns líderes ou titulares de cargos públicos não venham a público dizer que estão infetados. A covid-19 já tem muito estigma em Timor-Leste e se há casos positivos entre cargos públicos de relevo, revelar isso à população, com mensagens positivas, parece-me ser mais útil do que esconder a infeção. Especialmente porque em Timor-Leste, como se sabe, é difícil esconder estas coisas. Liderar também é isto: falar claro à população, mesmo nos momentos mais difíceis. E aqui não se coloca a questão apenas do direito à privacidade do paciente. Aqui trata-se de ajudar a corrigir mensagens de receio, medo e afins.
5. O serviço de saúde em Timor-Leste é precário, não foi adequadamente melhorado nos últimos anos, está a sofrer com carências de recursos humanos por haver muitos profissionais de saúde infetados e com mais casos graves do que nunca, o risco de a situação piorar é elevado. A única forma de conseguir gerir a situação é testar ao máximo – sem parvoíces como a exigência de um tipo de roupa ou afins para ir fazer o teste – vacinar cada vez mais e garantir que as pessoas que estão doentes procuram assistência o mais cedo possível.
6. O confinamento é duro para as pessoas, especialmente as que dependem de sair de casa para poder ganhar alguma coisa para comer. É duro para as famílias que têm que conviver em grandes números em condições que ainda são precárias para muitos. É duro para quem tem vidas já difíceis. É duro para negócios que estão a definhar há vários anos. E por isso a sociedade precisa de apoios sérios, rápidos e imediatos. Apoios que não sejam apenas simbólicos, que não percam tempo com burocracias, demoras de aprovação e implementação, complexidades de execução.
7. Finalmente… tenham cuidado. Tentem minimizar os riscos. Por mais saudável que cada um de nós seja, por mais capaz que o nosso corpo seja de aguentar o vírus, temos sempre à nossa volta pessoas que não têm essa força ou essa saúde. E para quem o que para nós são um nariz entupido, umas dores no corpo, uma febre ligeira ou uma perda de sabor e olfato, representam riscos muitos mais graves e sérios.
Visit the COVID-19 Information Centre for vaccine resources.
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praticam banho de lama para pele sedosa

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Off-Road Baltic posted a video to the playlist ATV Off road.

4×4 ATV sport, mud race, off road event Zante 2017
1:34 / 10:41
Ready!

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Talibãs bloqueiam acesso ao aeroporto de Cabul

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Está bloqueado o acesso ao Aeroporto de Cabul. Os talibãs não permitem a saída do Afeganistão. A poucos dias do fim do prazo para a operação de retirada, as autoridades norte-americanas alertam para a probabilidade de um novo ataque nas imediações do Aeroporto, nas próximas 24 ou 36 horas.

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/talibas-bloqueiam-acesso-ao-aeroporto-de-cabul_v1345252

Source: Talibãs bloqueiam acesso ao aeroporto de Cabul