Livraria Portuguesa de Macau: uma vitrina da cultura lusófona no Oriente – TV Europa

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A Livraria Portuguesa de Macau assume a missão de persistir em preservar e difundir a língua portuguesa, e como refere Daniel Bastos, neste seu artigo, é um espaço relevante na promoção da língua e cultura lusófona no Oriente.

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DOM JOÃO O REI QUE AMAVA FREIRAS

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D. JOÃO V: DO CONVENTO PARA O BORDEL
«Acerca do senhor de Mafra escreveria Voltaire: “quando ele desejava uma festa, organizava uma procissão, quando desejava um novo edifício, construía um convento, quando desejava uma amante, procurava uma freira.
E Voltaire não exagerava. O libidinoso rei teve várias freiras como amantes durante o seu longo reinado, de que terá tido dezenas de filhos, incluindo dois dos três Meninos de Palhavã: o futuro inquisidor-geral, D. José, e o futuro arcebispo de Braga, D. Gaspar. Em 1780, um velho padre italiano recordava D. João V passando “horas de retiro luxurioso numa câmara ornada de espelhos e carpetes, num palácio encantado que comunicava com a clausura de Odivelas”.
Foi aí que encontrou a madre Madalena de Miranda, de quem terá tido D. Gaspar. Mas a sua amante mais famosa foi a madre Paula Teresa da Silva, a pequena freira-concubina de Odivelas que fora objeto das régias atenções durante mais de vinte anos e que deu à luz vários filhos bastardos do rei, incluindo o já mencionado D. José, príncipe de Palhavã.
Na sua predileção por freiras, o rei não estava só. No século XVIII, a diferença entre os conventos de Lisboa e os seus bordéis era praticamente nula. “Pondo de lado as (…) vestes, batom, sinais e diamantes”, as freiras da cidade eram, segundo um observador francês, “pouco mais do que prostitutas de clausura”, que “incitavam (…) à mais refinada galanteria e passavam por ser as eleitas mais atraentes da nobreza portuguesa.” Eram tantos os nobres que buscavam o prazer em conventos que as parteiras se referiam aos recém-nascidos como “pequenos cónegos da Igreja Patriarcal” ou “pequenas monjas capuchinhas”. Ainda hoje se vendem na capital certos docinhos bojudos com o nome de “barrigas de freiras”, “suspiros de freira” e papos-de-anjo”.»
Mark Molesky, O Abismo de Fogo – O Grande Terramoto de Lisboa
Sérgio Rezendes, Ana Maria (Nini) Botelho Neves and 28 others
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RIBEIRA GRANDE MONUMENTO AO SURFISTA POR RUI GOULART

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Monumento ao Surfista
Escultura em bronze – registos da memória para a posteridade
May be an image of Rui Goulart, standing and body of water
Lena Goulart, Luís Godinho and 93 others
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não há vacinas seguras mas vamos vacinar todos???

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  • André TopGames

    Há seres humanos com comportamentos de bichos, este não foge a regra.
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  • Luis Rodrigues

    Estão se este…《~&%#*/÷^ vem para os mídia dizer e confirmar que não há vacinas seguras!!
    Porquê insistem em querer obrigar a vacinar toda a gente?💉☠⚰
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    • 21 h

JÁ NÃO SE FAZEM FESTAS ASSIM..-SANTA INQUISIÇÃO, EM LISBOA ERA UMA FESTA

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AUTOS DE FÉ EM LISBOA
«O mais espetacular e inventivo castigo criado pela Inquisição foi, de longe, o auto de fé, que, em Lisboa, o povo considerava uma autêntica festa religiosa – o que, em certo sentido, era verdade. A cidade engalanava-se com flores e estandartes. Soldados e padres alinhavam-se pelas ruas e as mulheres usavam as suas mais finas roupas e joias e punham-se à janela apreciando o desenrolar da cena. Depois da missa da manhã, os condenados, segurando velas e envergando longos hábitos e mitras, eram levados pelas ruas da cidade até ao Rossio ou ao Terreiro do Paço. Aí, de pé ou de joelhos, permaneciam ante o rei e outros dignitários, enquanto as suas sentenças eram lidas em voz alta pelo bispo, que presidia à cerimónia. Se os crimes fossem graves, eram entregues ao “braço secular” (porque a Igreja estava moralmente proibida de realizar execuções) e eram então enforcados, como o fora Malagrida [Gabriel Malagrida (1689 – 1761), padre jesuíta], ou queimados vivos em estacas verticais.
Enquanto os condenados se contorciam, agonizantes, no meio das chamas, eram frequentemente escarnecidos pelos seus carrascos e pela multidão e açoitados com grandes bastões. Se os ventos dominantes lograssem evitar-lhes a morte por inalação de fumo, a sua sorte seria ainda mais tremenda. Quando tudo estava terminado, o inquisidor-geral, como era prática, recebia vários convivas em sua casa para uma refeição tardia. Embora as execuções públicas se tenham mantido como um acontecimento comum por toda a Europa até ao século XIX, inclusive, os autos de fé eram mais raros do que se acreditava (entre 1682 e 1691), por exemplo, apenas dezoito pessoas foram executadas desta forma em todo o país). Não obstante, nenhum outro aspeto da civilização portuguesa foi tão inexoravelmente condenado – como esta reminiscência das Guerras de Religião.»
Mark Molesky, O Abismo de Fogo – O Grande Terramoto de Lisboa
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  • Jose Encarnação Arroteia

    Se o inferno existir a igreja tem lá uma forte representação; e como tão ladrão é o que vai à vinha como o que cá fica fora, os que assistiam prazenteiros, a estas cenas de horror, também lá têm um lugar cativo…só que ainda não percebi como é que tal organismo da igreja se chamava de SANTA INQUISIÇÂO…

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    • 1 h

uma crónica de 2018 muito atual

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1.11. DE FOGOS QUE NINGUÉM APAGARÁ, GOVERNAÇÃO E INSIGNIFICÂNCIAS, CRÓNICA 207 9.8.18

 

 

“A verdadeira natureza da felicidade é, muitas vezes, mal compreendida.

É frequentemente confundida com satisfação, contentamento, ou paz de espírito.

A forma mais simples de explicar a diferença é descrever o contentamento como a disposição que sentimos quando a vida nos corre bem, enquanto a felicidade é a sensação que temos quando ela melhora subitamente.

No preciso momento em que nos acontece algo de maravilhoso, somos invadidos por uma onda de emoção, um sentimento de prazer intenso: uma explosão de puro deleite.

Este é o momento em que somos verdadeiramente felizes.”

Desmond Morris in A Natureza da felicidade

 

 

Hoje não falarei de fogos, de maus-tratos, de abusos, de saúde, da greve dos professores e contagem de tempo de serviço, nem da falta de médicos ou outras questões. A minha cor política é o país onde vivo, nem direita nem esquerda. Claro que tenho preferências e já as afirmei. (Desmistifiquemos: apesar de hoje não ser já relevante, tenho de me definir, como de “esquerda” o que significa simpatizar com a noção de social-democracia à sueca, do tempo do malogrado Olof Palme. Sou multicultural e não aceito xenofobia nem extremismos de qualquer formato).

 

Tal como no desporto (tenho simpatias), na política nunca serei membro partidário pois o meu individualismo e desprendimento nunca pactuariam com disciplinas partidárias. Nunca me inibi de fazer sugestões de preservação linguística e cultural, mesmo quando me apodavam (crime de lesa majestade) de elitista e não respeitar as massas (por mais que as respeite e suas vontades, sempre foram dirigidas, era preferível serem por elitistas culturais do que por populistas, demagogos e outros).

 

Quando como jornalista critiquei igualmente a Austrália e Portugal em relação a Timor, chamaram-me muita coisa, e antipatriota, desde que adotei os Açores nunca me coibi de exigir o melhor para o país e Açores. Sim (apesar da idade) sou um poeta, utópico que acredita em mundos mais perfeitos, sonhador que imagina justiça, equidade e transparência, e é difícil encontrá-las.

 

Cito Jack Kérouac

“Aqui estão os loucos.

Os desajustados.

Os rebeldes.

Os criadores de casos.

Os pinos redondos em buracos quadrados.

Os que fogem ao padrão.

Aqueles que veem as coisas de um modo diferente.

Não se adaptam às regras, nem respeitam o status quo.

Pode citá-los, discordar, glorificá-los ou caluniá-los.

Mas a única coisa que não pode fazer é ignorá-los.

Porque eles mudam as coisas.

Empurram a raça humana para a frente.

E enquanto alguns os veem como loucos, nós vemo-los como geniais.

Porque as pessoas suficientemente loucas para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam.