timor -Recomendações da OMS permitem conciliar vontade de famílias em casos de morte

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Última Hora – ENTREVISTA: Covid-19: Recomendações da OMS permitem conciliar vontade de famílias em casos de morte
*** António Sampaio, da agência Lusa ***
Díli, 14 abr 2021 (Lusa) – As recomendações da OMS sobre o processo fúnebre de pessoas infetadas com a covid-19 permitem “flexibilidade” para resolver o impasse que se vive atualmente em Timor-Leste, segundo o responsável da organização.
O responsável da Organização Mundial de Saúde (OMS) em Timor-Leste, Arvind Mathur, disse em entrevista à Lusa, que o guia para estes casos permite “espaço” para que as autoridades e a família de um homem que morreu na segunda-feira cheguem a acordo.
Vincando que a decisão é soberana das autoridades timorenses, Mathur disse que o guia “é adaptável tendo em conta aspetos como a dignidade da morte, tradições e cultura da família que devem ser protegidas, mesmo em detalhes de cremação ou enterro”.
Questionado sobre se é recomendação da OMS que o funeral ocorra num local específico, o Arvind Mathur disse que se trata de uma decisão timorense, considerando que ainda que as regras sanitárias do tratamento do corpo devem ser seguidas.
“O local do enterro não é uma questão crítica ou um desafio”, afirmou.
O responsável da OMS preferiu não comentar alargadamente o que tem motivado o atraso numa decisão do Governo, explicando que “tem havido diferenças em termos da interpretação e entendimento dos processos”.
Ainda assim vincou que o protocolo de segurança inclui “passos claros sobre como lidar com o enterro” e que aparenta haver “alguma má comunicação sobre o processo”, que procura “manter a segurança ainda que respeitando as práticas locais”.
“Se isto for claramente comunicado entre as partes penso que é possível de ser resolvido”, considerou.
Em causa está uma polémica que se arrasta desde o início da manhã de segunda-feira quando o homem, de 46 anos, morreu.
Rui Araújo, do Centro Integrado de Gestão de Crise (CIGC), explicou que o homem de 46 anos entrou no Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV) no domingo com um quadro grave, com tensão elevada, respiração dificultada e hemorragia.
“Pelo facto de ter frequência respiratória afetada, os médicos dos serviços de emergência deram atendimento e seguiram o protocolo normal, incluindo o teste PCR à covid-19”, explicou.
“O resultado foi positivo com um nível ativo elevado de 25.1. O paciente foi transportado para Vera Cruz e foram recolhidas análises a três pessoas da família, das quais duas tiveram resultados positivos: ou seja, três dos quatro habitantes da casa deram resultado positivo”, afirmou, mostrando as páginas com os resultados dos testes.
Araújo explicou que a família questionou a aplicação do protocolo previsto para o caso de mortes de pessoas infetadas com covid-19, referindo que foi feita uma nova análise post-mortem que confirmou “o que já se sabia com base científica, de que depois da morte o vírus se multiplica ainda mais”.
O ex-Presidente timorense, Xanana Gusmão, foi informado pela família do caso na madrugada de segunda-feira tendo-se deslocado para o local onde mantém desde aí – dormiu as últimas duas noites numa esteira no chão – um protesto exigindo que a vontade da família seja respeitada Hoje, um enviado do responsável máximo das Nações Unidas em Timor-Leste, Roy Trivedy, entregou a Xanana Gusmão uma cópia do guia da OMS com as recomendações adaptadas a Timor-Leste sobre a “gestão de um cadáver de forma segura” em casos de covid-19.
Esse documento, que Arvind Mathur disse ter sido preparado e traduzido para tétum e comunicado às autoridades timorenses, explica, entre outros aspetos, que “o local adequado para o enterro pode ser identificado em consulta com a família e em conformidade com as medidas adequadas de prevenção de infeções”.
“Foi entregue um documento que partilhei com o coordenador residente com as recomendações técnicas. A OMS faz as recomendações, mas o Governo soberano é que decide que recomendações aplicar e como as aplicar no contexto local”, enfatizou Mathur.
As medidas determinam que a prioridade é a “segurança e o bem-estar de todos os que manuseiam um corpo”, definindo condições e métodos para preparação do corpo e considerando que “a dignidade dos mortos, as suas tradições culturais e religiosas, e as suas famílias devem ser respeitadas e protegidas”.
“As autoridades devem gerir cada situação caso a caso, equilibrando os direitos da família, a necessidade de investigar a causa da morte e os riscos de exposição à infeção”, afirma.
“A família e os amigos podem ver o corpo depois de ter sido preparado para o enterro, de acordo com os costumes, sempre que possível. No entanto, não devem tocar no corpo, nos pertences pessoais dos falecidos ou noutros objetos cerimoniais e higienizar as mãos depois da visualização”, considerou.
Deve procurar manter-se distanciamento físico rigoroso e medidas como uso de máscaras durante os rituais.
“Normalmente há adaptações por motivos culturais ou contextuais, dependendo da situação do país e dentro do quadro das recomendações de base cientifica”, explicou Mathur.
“A recomendação de tratar cada óbito caso a caso, não é apenas pelas condições das vítimas e do ponto de vista de prevenção da doença, mas também de aspetos emocionais e sentimentais da familia”, afirmou.
Questionado sobre o risco de infeção do cadáver, Mathur frisou que “pode haver secreções acidentais e por isso se sugere que não se deve tocar o corpo” pelo que sem entrar no debate da virulência ou grau de risco, se devem tomar medidas de prevenção.
Relativamente à perceção de menor risco de transmissão da covid-19 e de alguma descrença no país sobre a doença – registaram-se até agora apenas dois mortos infetados com covid-19 e ambos tinham comorbidades – Mathur disse que é normal que haja “negação”.
O facto de ter havido poucos casos em Timor-Leste leva a isso, pelo que é importante, disse, perante o aumento exponencial de casos continuar a adotar medidas preventivas.
ASP//MIM
Lusa/Fim
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  • Só dialogando, podemos caminhar e viver. Dialoguem senhores franca e com princípios……

AÇORES …ROUBAM PEDRAS DO NOSSO PATRIMÓNIO

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É vergonhoso o que estão fazer ao nosso Patrimônio!
Cada vez que passo nestes arcos e vejo o que está nas fotos
Se alguém vir a retirarem pedras deste ou outro patrimônio é ligar para a policia. O Patrimônio dos Açores é de todos nós.
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  • E assim se vai erodindo o património regional, com a complacência e desinteresse das entidades públicas. Enfim…
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Açorianidade e brasilidade nas Festas do Divino: o caso de Viana (ES)

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In 1813, the Agricultural Colony of Viana was founded with the settlement of Portuguese immigrants from the Azores Islands. The Azorean families, in addition to seeking economic and social success, also brought their cultural background, including the object of our study: the Feast of the Divine Holy Spirit, which has been taking place in Viana since 1817. It is a bicentennial festival, full of material and immaterial symbolism, which preserves its structure, the ritual script similar to the one still occurring in the Azores, however, absorbing and maintaining also important characteristics of the local, capixaba and Brazilian culture. In this study, we revisit the historical context of the emergence of the Feast and the way it is held in the Azores. We comment briefly on its diffusion in Brazil and we analyze the Feast in Viana, basing on the narratives of its participants.

Source: Açorianidade e brasilidade nas Festas do Divino: o caso de Viana (ES)

Terceira dose da vacina da Pfizer sem influência na imunidade de grupo – Sociedade – Correio da Manhã

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Pfizer admite ser necessária mais uma dose para garantir proteção contra novas variantes da Covid-19. Vacinação poderá ter de ser anual.

Source: Terceira dose da vacina da Pfizer sem influência na imunidade de grupo – Sociedade – Correio da Manhã