mais um poema covid – Ah! Esta solidão mascarada que asfixia

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719 ESTA SOLIDÃO MASCARADA QUE ASFIXIA 5.2.2021

 

Ah! Esta solidão mascarada que asfixia

Este isolamento involuntário a que nos obrigam

Esta segregação imensa que nos anquilosa

Este drenar cerebral que nos impede de ler livros

Ah! Esta solidão mascarada que asfixia

Esta lavagem covidesca ao cérebro

Como se não houvesse mais doenças

As restrições e as proibições e as negações

Ah! Esta solidão mascarada que asfixia

As vacinas, os entubamentos

Os mortos diários como folhas que caem das árvores

Os internados, os positivos, os recuperados

Os contaminados por esta lepra do séc. XXI

Ah! Esta solidão mascarada que asfixia

A economia morta, as famílias moribundas

O ensino de rastos, e a proibição de comprar livros

As igrejas abertas, ginásios fechados

Ah! Esta solidão mascarada que asfixia

As revistas não propagam o vírus porque entorpecem

Os livros são perigosos porque abrem janelas

E proibições atrás de proibições

Neste país de saudades salazarentas

De denúncias pidescas, de invejas mesquinhas

De pânico e medo que nos metralham

A toda a hora nos jornais, telejornais

Ah! Esta solidão mascarada que asfixia

Neste carnaval em que não podemos despir a máscara

O humor ainda não foi vetado mas não é apreciado

Ah! Esta solidão mascarada que asfixia

E o vírus que me matou a mãe, primos e amigos

Ainda não me matou a alma nem a poesia

Nem a utopia e sonhos

Nem a vontade de ser livre

Nem me silenciou

Nem me condenou ao cadafalso

Ah! Esta solidão mascarada que asfixia

E não há ventilador que nos salve

desta solidão mascarada que asfixia

 

inédito vol 6 de crónica do quotidiano inútil

 

 

 

Como combater a desinformação? OSVALDO CABRAL

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Como combater a desinformação?
Como ajudar os cidadãos para que sejam mais resistentes às notícias falsas?
Esta é uma questão que tem suscitado amplo estudo e debate por parte de inúmeros especialistas, em vários países, com muitas teses sobre as teorias de desinformação, propaganda e conspiração, que se tornam “virais”.
Greg Weiner, um destes especialistas, cientista político da Assumption University, nos EUA, defende uma tese, corroborada por muitos, de que a via educacional é um dos instrumentos mais eficazes para o combate à desinformação.
Como se sabe, nas redes sociais a desinformação é replicada e evolui a um ritmo difícil de controlar pelas próprias plataformas.
Conta Weiner que, quando as grandes operadoras, como o Twitter e Facebook, cancelaram a conta de Trump e a Fox News deixou de ser leal ao ex-Presidente, ele virou-se para outras plataformas, como a One America News Network e a Newsmax, que o receberam de braços abertos.
Resultado: a Fox News perdeu 25% de audiência e a Newsmax quase triplicou a sua audiência, o que só prova, na teoria do referido especialista, que a mentira encontra sempre uma saída para se implantar.
Numa sociedade livre, como ele explica, a melhor resposta à desinformação viral é fortalecer o nosso sistema imunológico contra ela, desenvolvendo cidadãos motivados e capazes de distinguir a verdade da ficção.
Um dos focos para esta motivação é na comunidade escolar, onde o “pensamento crítico” deve ser ensinado e desenvolvido como actividade intelectual nobre.
O problema, na teoria de Greg, é quando, nos dias de hoje, o pensamento crítico é, muitas vezes, mais crítica do que pensamento…
A equação é simples: quando queremos trabalhadores qualificados, instruímos os alunos com as ferramentas adequadas, mas se quisermos cidadãos informados, a abordagem passa a ser a de ensinar a cultura de hábitos de boa informação.
Ela está bem identificada nas sociedades democráticas, como a nossa, onde os média tradicionais são regulados e os seus profissionais obedecem a princípios éticos.
Qualquer solução geracional passa pela educação e os média tradicionais devem fazer parte integrante desta educação e cultura de hábitos.
Só assim será mais fácil combater a desinformação a que todos, mas principalmente os mais jovens, estão expostos, por razões incontornáveis da nossa globalização, a começar pela ligação permanente às plataformas digitais.
A imunidade colectiva só se alcança com este foco na educação, pelo que a ausência dos média das escolas é logo um obstáculo a este combate.
Foi um erro acabar com as disciplinas de Iniciação ao Jornalismo no ensino secundário, como agora se comprova.
Os jornais são incontornáveis para a defesa da liberdade e do pensamento plural, como têm demonstrado ao longo destes séculos.
Quanto mais enfraquecida for a imprensa, pior será a democracia e todo o sistema de escrutínio da sociedade.
A Câmara Municipal de Ponta Delgada, ao tempo do Dr. José Manuel Bolieiro, tomou uma decisão inovadora neste aspecto, ao mandar várias assinaturas dos jornais do concelho para distribuir pelos alunos, docentes e pessoal auxiliar das escolas do município.
Replicar esta ideia por toda a Região seria um progresso extraordinário para a literacia da informação, pelo que Governo Regional e Associação de Municípios dos Açores têm aqui um papel decisivo, contribuindo para a literacia dos média nas escolas e, ao mesmo tempo, fortalecendo o apoio económico à imprensa das nossas ilhas.
Tenho sido chamado – como outros colegas – por escolas da nossa ilha para conversas com alunos acerca da problemática da desinformação, do jornalismo e a influência das redes sociais.
Constato uma ausência generalizada, por parte dos jovens, no contacto com os média tradicionais açorianos e uma cada vez maior propensão para a obtenção de “notícias” apenas pelos canais das redes sociais.
Começa mesmo a formar-se a ideia, perigosa, entre estas comunidades mais jovens, de que tudo o que vem lá relatado é verdadeiro, “porque se assim não fosse não estava lá publicado”, como já ouvi bastas vezes.
É uma geração fortemente influenciada pela informação desregulada, sem filtro de verdade e totalmente exposta a parâmetros que nem as próprias famílias ou educadores conseguem controlar.
À semelhança do que já acontece no Continente e um pouco na Madeira, é imperioso que se crie nos Açores um programa específico que ajude a alertar os jovens para a desinformação, “fake news” e os ajude a criar hábitos de leitura dos jornais.
A Secretaria Regional da Educação, a Secretaria da Cultura e a própria Universidade dos Açores, em colaboração com os média regionais, poderiam liderar este programa de literacia mediática, sobretudo agora, nesta época pandémica, em que há, cada vez mais, uma enorme necessidade de informação de qualidade.
Durante esta época de crise sanitária, em que o medo se apoderou de milhões de pessoas, a Comissão Europeia detectou, em média, por dia, mais de 2.700 notícias falsas sobre a Covid-19.
Inês Amaral, docente na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, explica que “é a primeira vez que há uma pandemia na era digital e que, à escala mundial, há esta generalização do medo. E esse poderá ter sido um factor-chave para fazer crescer a desinformação e trazer dividendos — não só económicos, mas também políticos”.
O consumo desenfreado de informação, neste novo mundo pandémico, mostrou-se propício para a propagação das notícias falsas, tão depressa como o próprio vírus.
Nos Açores não fugimos ao fenómeno, tal é a exposição dos jovens às plataformas digitais, que têm uma forte penetração em todos os lares açorianos, com cerca de 70% das famílias açorianas a terem computador em casa e mais de 60% dispondo de ligação à internet com banda larga.
No futuro, segundo Bill Kovach, um jornalista americano de descendência da Albânia, ex-chefe do departamento de Washington do New York Times, o desafio será saber onde procurar o tipo de informação que nos permita estar inseridos numa comunidade, porque “sem partilha de informação uma comunidade não se pode formar e, por isso, o papel mais importante para os média será o de fornecer a informação básica de que a audiência necessita para funcionar em comunidade”.
É este desafio que o “Diário dos Açores” também enfrenta nestes 151 anos de publicação.
Com as dificuldades acrescidas que toda a imprensa regional está a enfrentar, agravadas pela crise sanitária, o “Diário dos Açores” pretende dar esse contributo no combate à desinformação, mantendo-se no rigor do jornalismo com critério, combativo, plural, incómodo e de respeito para com os seus leitores, na linha dos seus fundadores.
O nosso obrigado aos que nos lêem todos os dias, aos que nos suportam com o seu patrocínio e aos inúmeros colaboradores desinteressados que ajudam a trazer mais qualidade a este jornal.
(

Osvaldo Cabral

– Diário dos Açores de 05/02/2021) — with

Osvaldo José Vieira Cabral

.

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  • O compreender-se que há um problema, já é bem um indicio que se vive num mundo de ardis mil. Isso aponta para sociedades empobrecidas em sentido de valores familiares, sentido de honra, brio, rectidão, seriedade. As crianças e adultos aprendem mel…

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  • Muito interessante!
    Gostei de ler e de me sentir informada.
    Obrigado.
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UM PAÍS QUE NÃO PRESERVA O SEU PATRIMÓNIO E HISTÓRIA ESTÁ CONDENADO AO OLVIDO..

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Pois é ….
Está assim…..

— at

Varadouro, Açores
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MIRATECARTS ATIVISMO CULTURAL

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MiratecArts

added a new photo to the album OCS_2.

Ativismo a prol da cultura artística faz parte dos objetivos da MiratecArts, e responder e dar opinião aos meios de comunicação entra nessa vertente.
Jornal Ilha Maior

, 5 de fevereiro 2021

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Homem passeia sem máscara e desafia PSP em Vila do Conde. Veja as imagens – Portugal – Correio da Manhã

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Cidadão passeava, sem máscara, na marginal, que está interdita à circulação pedonal e automóvel por decisão municipal.

Source: Homem passeia sem máscara e desafia PSP em Vila do Conde. Veja as imagens – Portugal – Correio da Manhã

José Soares Bazucas e Obuses

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Transparência José Soares

 

Bazucas e Obuses

 

Foi criada uma comissão para fiscalizar(?) o tsunami de dinheiro que vem da União Europeia com destino ao parente rico da corrupção: Portugal.

Estas pessoas são nomeadas pelo governo de Lisboa e, portanto, estão, à partida, toldadas pela falta de transparência na sua nomeação. Quem são e de onde vêm. São nomeações partidárias? Simpatizantes? De confiança? Para quem?

Reconheçamos que 45 mil milhões de euros é uma soma olímpica que corrói, mesmo a honestidade dos santos. Mas ao querer precaver-se sobre o real destino desta bazuca monetária, o governo reconhece que alguns trocos (leia-se milhões) possam ser reencaminhados para bolsos de chicos espertos, sempre à espreita da oportunidade. E como ‘a ocasião faz o ladrão’ não faltarão os abutres que já pairam sobre o assunto.

Nos Açores foi, entretanto, indigitado novo presidente da EDA, o qual aposta numa das metas: Aumento das energias renováveis.

Em vez de dar prioridade na descida do preço da eletricidade, que é dos mais caros da Europa, aliviando assim a bolsa da criatividade, das empresas, das famílias neste tempo de crise, a EDA resolve dar continuidade ao problema: Mau serviço com interrupções contínuas, especialmente nas zonas rurais, onde a eletricidade falha dúzias de vezes num dia, com todo o prejuízo daí decorrente. Passados 50 anos, nos Açores a eletricidade continua com a qualidade primitiva e ao preço de ouro. Isto não é incentivo para o desenvolvimento desejado.

A EDA devia ser completamente regionalizada pelo governo dos Açores e produzir energia a preços baixos, sem preocupação de ganhos, com uma gestão de equilíbrio zero: sem prejuízo nem procura desmesurada do ganho. Da forma em que se encontra, nunca poderá reduzir preços ao consumidor, porque os acionistas privados querem, legitimamente, rendimento sobre o seu capital.

Agora deixo-vos um Obus: “Carros elétricos, aerogeradores, painéis solares… A transição energética, traz a promessa de um mundo mais próspero e pacífico, finalmente livre de petróleo e poluição. Mas esta tese prova ser um mito: Ao libertarmo-nos dos combustíveis fósseis, estamo-nos a preparar para uma dependência de metais raros.” Aconselho os leitores(as) a ver o documentário passado na RTP 3, com realização de Jean-Louis Pérez e Guilaume Pitron, “O Lado Negro das Energias Verdes”. Durante 50 minutos vai tomar conhecimento das duras realidades onde a finança é o principal ingrediente de muita retórica ambiental.

Visão | Não tenho boas notícias

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Volto a olhar para a imagem dos pulmões da senhora, a radiografia a preto e branco. Respiramos fundo, mais uma vez. A maioria dos doentes que entrou esta noite tem imagens semelhantes. Manchas esbranquiçadas, que, com os valores de oxigénio que apresentam, sugerem um mau prognóstico. Que, cá dentro, sabemos bem o que quer dizer: é provável que vão falecer nos próximos 3 a 4 dias. O relato da médica Vera Rodrigues Bernardino

Source: Visão | Não tenho boas notícias

porto da Madalena é um aborto???

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Madalena. Ondulação impede operação no cais novo
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Madalena. Ondulação impede operação no cais novo
Atracagens de hoje deverão ser todas no cais velho
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  • E com tanto milhão gasto, o Pico continua sem um porto digno desse nome…
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    • 24 m

AÇORES TERRA DE INFINDA PEDOFILIA

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Maurício Carlos De Jesus

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AÇORES – Polícia Judiciária deteve um homem por ter abusado sexualmente da neta dos 10 anos aos 12 anos
AÇORES – Polícia Judiciária deteve um homem por ter abusado sexualmente da neta dos 10 anos aos 12 anos | RÁDIO ILHÉU
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