Lisboa não autoriza abertura de supermercados antes da s08.00

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Emiti hoje um despacho clarificando que o horário de abertura dos estabelecimentos comerciais, nos próximos dois fins de semana, será às 08h00 da manhã. Não será aceite abertura antecipada antes dessa hora a qualquer estabelecimento comercial ou de venda a retalho.
Uma medida tomada após ser conhecida a intenção de algumas grande superfícies comerciais de abrirem às 6h30 nos próximos fins de semana, no seguimento do determinado pelo Dec 8/2020, 8 novembro, que regulamenta aplicação do estado de emergência decretado pelo Sr. Presidente da República.
Fernando Medina, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa –
Espero que os municípios “cá de cima” adoptem os bons exemplos dados por outras Câmaras Municipas.

convid, um abrandamento?

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“The whole of life is just like watching a film. Only it’s as though you always get in ten minutes after the big picture has started, and no one will tell you the plot, so you have to work it out all yourself from the clues.” (Terry Pratchett, Moving Pictures)
1.ª pista do filme da vida: haja coração para o que aí vem no número de mortos. Os de ontem e hoje corresponderão aos diagnósticos de 29/30 de outubro, ou seja, contágios de 23/24 de outubro. Os diagnósticos desta primeira quinzena de novembro já sabemos que terão um valor aproximado de óbitos, embora os médicos estejam de parabéns: a cada semana, a taxa de letalidade cai 0,1%. A cada semana! (Chegou a ser 4,2% em maio.) Ou seja, chegaremos provavelmente aos dias de 100 óbitos antes de diminuir, para uma média de 67 mortos/dia. Isto só para os contágios já conhecidos até hoje.
2.ª pista: Parecera-me detetar um abrandamento no final da semana passada, mas depois achei que era ilusão, quando vi o efeito dos casos não reportados atempadamente por um laboratório privado do Norte. Mas agora volto a ver que essa impressão era afinal real. Agora já não é apenas uma impressão, é uma constatação que podemos fazer reforçada por várias indicações em paralelo:
– A linha vermelha de casos afasta-se cada vez mais do ritmo anterior (tracejado): estamos a abrandar;
– Os internamentos, os internamentos em UCI, os casos ativos, os casos ativos estimados por mim… estão todos a começar a arredondar, indicando o aproximar de um patamar e depois de uma redução.
Estamos há quase uma semana com o recolher obrigatório, estamos há mais tempo com a população nitidamente a mudar comportamentos com o receios do que está a ocorrer. Embora haja escolas aberta, embora haja ainda muita aglomeração de gente, isso não pode deixar de se fazer sentir cada vez mais nos números.
Resta saber a que ritmo. Para quando virá o abrandamento notório? A olho, parece-me que lá para o final deste mês, início de dezembro (altura dos grandes números de óbitos).
Mas porque não antes? Porque não ter esperança que comece já para a semana? Se o estado de emergência e as restrições estiverem a ter efeito… deveria começar-se a ver o resultado já na próxima semana.
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Portugueses na imprensa europeia de início de Quinhentos – Biblioteca Nacional Digital

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Ao iniciar-se o séc. XVI, a publicação de autores portugueses no estrangeiro fazia eco do esplendor imperial do rei D. Manuel I e da expansão ultramarina portuguesa. Desde logo, em 1505, Eucharius Silbert publicava, em Roma, a oração de Diogo Pacheco (fl. 15–) Obedientia Potentissimi Emanuelis Lusitaniae Regis &c. per clarissimum Iuris. V. co[n]sultum Dieghum Pacettum Oratorem ad Iulium. II. Ponti Max…. (BNP RES. 75//1 V.)

Source: Portugueses na imprensa europeia de início de Quinhentos – Biblioteca Nacional Digital

os contadores de mortos

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Era uma vez…
Era uma vez um reino liliputiano, vassalo de um senhor feudal, onde os pirilampos cintilavam dia e noite e eram de plástico, onde os gambuzinhos eram todos solteiros, as bruxas eram fervorosas beatas, os anões eram grandes e bêbados, as fadas eram todas mancas, os coelhos eram cor-de-rosa e as maçãs não caíam…voavam!
Nesse reino havia uma arte que se chamava – Contadores e apontadores de mortes – porque nesse tempo morría-se…
No final de cada ano saía um jornal onde se dava conta do total das mortes e das suas diferentes causas. Engraçado era que, quase dava vontade de pôr em causa o salário dos contadores e apontadores de mortes, porque apenas variavam umas décimas entre as alínias do ano antecedente que rezava assim:
– 2% – por acidente
– 2,5% por homicídio
– 0,5 % por suicídio
– 25% por doença súbita
– 30% por doença prolongada
– 40% por uma outra doença que especificavam como – gripe
Não, não estava contemplada a mortalidade infantil derivada da interrupção de gravidez, nem como causa ou…tout court. Nem mortes por deficiente ou carente nutrição e menos por ingestão de remédios, se bem que no domínio do senhor feudal esta última tivesse honra de alínia e fosse contabilizada com um valor intermitente na razão de 20%… talvez nessas terras os habitantes tivessem mais poder de compra… Quem sabe?
Entretanto no pacato reino liliputiano surgíu um intruso metafísico, misterioso, assassino impacável e silencioso que alterou o status e o métier dos contadores e apontadores de mortes.
Nesse ano todos os habitantes do reino liliputiano morriam por via do intruso.
Os habitantes do reino liliputiano começaram então a pensar na morte… E depois de pensar em colectivo, chegaram à conclusão que todos tinham aprendido a ser prudentes, que as pistolas, ao invés de um chaço de chumbo embebido num casulo pontiagudo de latão, disparavam intrusos que, magoavam muito menos e não matavam embora desmoralizassem muito… Realizaram igualmente que aquelas doenças atléticas ou molengonas que, apesar de tudo, lhes pesavam na alegria de viver, tinham desaparecido trazendo à liça uma milagrosa benesse genética até então adormecida. E repararam que aquela gripe ranhosa tinha desaparecido.
Então no seu introspecto colectivo decidiram que se mandassem o intruso para canto… não morreriam.
No entretanto o intruso que se mantinha de medo, medrava, medrava, medrava…
Mas os habitantes do reino liliputiano entusiasmados com a dedução, prezaram o trabalho, a amizade e a alegria. Trabalharam, trabalharam, deram abraços e beijos, fizeram liliputianinhos, dançaram, cantaram…viveram! E semearam, cada um uma flor em toda a linha da fronteira. E o reino víu-se cercado de luz, côr e alegria. E o intruso que se alimentava de medo e tinha medrado… medrado… foi apanhado de surpresa e nem tempo ou agilidade teve para fugir. Definhou, mirrou….mirrou e morreu! E nesse ano, foi a única morte anunciada pelos contadores e apontadores de mortes!
Em seguida os habitantes do reino liliputiano, por unanimidade, decidiram abolir a morte e enterraram-na num campo muito… muito grande coberto de papoilas. E os hospitais transformaram-se em pombais, os sanatórios em albergues para as amantes do rei, os manicómios em criações de borboletas da raínha, o ministério da saúde em fábrica de anedotas, a faculdade de medicina em fábrica de tesouras e corta-unhas, as farmácias em mercearias, as fábricas de remédios passaram a produzir artigos de retrosaria, os médicos transformaram-se em professores de história, os enfermeiros em alfarrabistas, os psicólogos em monitores de canto, os psiquiatras em calistas, os legistas em fotógrafos de moda, os delegados de informação médica em moços de trolha e…os agentes funerários em plantadores de árvores porque nesse ano ninguém morreu.
E os contadores e apontadores de mortes ficaram eternamente à janela. A ver se alguém morria…
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Book Launch of Smiling in the Darkness by Adelaide Freitas

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The book launch for the English translation of Adelaide Freitas’s novel “Smiling in the Darkness” [original Portuguese title “Sorriso por dentro da Noite”] was held online on the evening of Tuesday, November 10, 2020. The work is translated by Katharine F. Baker, Bobby J. Chamberlain, Ph.D., Reinaldo F. Silva, Ph.D., and Emanuel Melo, and published by the Bellis Azorica book series of the University of Massachusetts-Dartmouth’s Tagus Press.
The event was hosted by Diniz Borges, director of the Portuguese Beyond Borders Institute at Fresno State University in Fresno, California. Featured speakers were:
Katherine Vaz, writer
Anthony Barcellos, Ph.D., writer
Emanuel Melo, “Smiling in the Darkness” co-translator
Mário Pereira, Ph.D., Executive Editor of Tagus Press’s Bellis Azorica book series
You are cordially invited to watch the official video of the launch, which is now available online courtesy of Diniz Borges and Fresno State’s PBBI:

a most awesome conversation about an amazing novel and Azorean author.
www.youtube.com

covid e os livros do pai de boris johnson

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Censoring Facts, Reifying Fiction
Last month, the father of UK PM Boris Johnson, Stanley Johnson, was caught at a second time in public, not wearing a mask. Was he unaware that there is a highly contagious pandemic, one which affects his age group in particular? Does he not know what is going on in the UK and around the world?
Or does he know something that the rest of us do not? The folly that it may be, it came to be learned that it was Stanley Johnson who wrote the dystopian fiction novel, The Virus, one that describes much of what we are living through today. He is also the author of World Population and the United Nations: Challenge and Response, a non-fiction primer on the subject described in its title. In The Virus,
In both the narrative arc of the novel, and in his own introduction, Stanley Johnson lays out the necessity of a virus in the eyes of an insidious elite to curb population growth. This coincidence with the actual Agenda 201/2030 of the UN on population control, and the commitment of vaccine advocate and WHO beneficiary Bill Gates to decrease world population, is absolutely disconcerting and raises questions about further coincidences that have since arisen. This of course includes the very position that Boris Johnson holds today in managing the real-life version of the virus in Britain today.
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Estrategizando | Cidadão morto a tiro pela polícia angola

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Como houve desmentidos inacreditáveis decidiu a direção e a edição do Estrategizando divulgar mais material comprovativo de um assassinato a tiro perpetra

Source: Estrategizando | Cidadão morto a tiro pela polícia angola