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TRADIÇÃO DE PÃO POR DEUS – A Autoridade de Saúde Regional DESACONSELHA o cumprimento da tradição do Pão por Deus.
Para mais informações, consulte o documento ( …
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Ricardo Pinto DeCastro ECésar and 11 others
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ps açores e a necessidade de reflexão interna
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Críticos do PS querem reflexão interna
Algumas vozes do PS pretendem que os dirigentes promovam, a seguir a esta fase de formação do governo, uma reflexão interna sobre o que é que se passou para a perda de muitos votos no domingo, sobretudo em S. Miguel e Terceira.
Por enquanto não há nenhuma voz socialista, “dos que frequentam a sede”, que ponha em causa, publicamente, a liderança do partido, esperando apenas pelo desfecho da formação do governo, mas fonte socialista garante que, se Vasco Cordeiro não conseguir formar governo, “vai haver algumas vozes a pedir explicações internas”.
Pedro Arruda, o único socialista que arrasa Vasco Cordeiro
O único socialista que tem sido crítico da governação do PS nos últimos anos é o empresário e comentador Pedro Arruda, que não esconde o seu descontentamento como o partido tem sido liderado nos últimos tempos.
Num texto publicado na sua página das redes sociais, Pedro Arruda, que já foi Delegado de Turismo em S. Miguel, arrasa a estratégia socialista e diz abertamente que “para o PS e para Vasco Cordeiro estas eleições começaram, provavelmente, a ser perdidas em 2012. A verdade é que Vasco Cordeiro nunca conseguiu afirmar plenamente uma identidade própria dentro do projecto socialista, tanto no Governo, como no próprio partido. A herança Cesarista, que no partido nem herança foi, mas antes uma presença e um domínio constante, nunca permitiram que Vasco Cordeiro marcasse uma liderança, uma estratégia e uma personalidade própria que lhe possibilitasse autonomizar a sua governação dos 24 anos de governação socialista. Isto pode parecer incongruente, mas essa ligeira nuance, a governação e o partido de Vasco Cordeiro, teria feito, certamente, toda a diferença”.
Os nomes dos “triturados” no PS e os “protegidos”
Pedro Arruda adianta que “o PS e a governação socialista foram sempre de Carlos César e nunca de Vasco Cordeiro. Isso viu-se na longevidade de Sérgio Ávila, na omnipresença de Carlos César, na incompreensível e absurda telenovela da “Casa da Autonomia” e da sua Estrutura de Missão comandada à tripa forra por Luísa César e na ascensão e autoridade desenfreada de Francisco César. Ao mesmo tempo, causa igual tristeza e estranheza a forma como Vasco Cordeiro foi, sucessivamente, triturando figuras com gabarito, validade intelectual e política, competência e projecção na sociedade açoriana. Desde os Governos, às listas de deputados, às empresas públicas e tantos outros cargos com maior ou menor visibilidade, a fúria autofágica de Vasco Cordeiro criou um imenso exército de descontentes e de ressentimentos”.
Pedro Arruda dá mesmo exemplos: “Assim de cabeça lembro-me de nomes como Fagundes Duarte, Piedade Lalanda, Luís Cabral, Nuno Domingues, Pilar Damião, João Roque Filipe, Nuno Mendes, Miguel Cymbron, António Gomes de Menezes, Fausto Brito e Abreu. E, mais recentemente, os casos de Filipe Macedo ou da limpeza nas listas de deputados, que correu, sem apelo nem agravo, com Renata Botelho, Graça Silva e Sónia Nicolau, sem que se soubesse da mais pálida justificação. Ao mesmo tempo, que uma série de outras figuras eram candidamente protegidas e apaparicadas, fossem quais fossem, e foram muitas, as asneiras, para usar um termo suave, que cometessem. De que, para mim, o caso mais dramático e paradigmático foi a dupla Vitor Fraga e Francisco Coelho. Um mistério que só possivelmente a história elucidará…”.
Chega é de extrema-direita
Pedro Arruda critica ainda a elaboração da lista de deputados por S. Miguel e aponta os erros cometidos pelos socialistas na governação.
Também faz um reparo à direita: “Quanto à suposta maioria de direita a verdade é que ela não existe. O que há, neste novo quadro parlamentar, é uma maioria anti-PS. Sendo que, para além disso, o CHEGA não é de direita. O CHEGA é de extrema direita! E, embora seja aceitável a sua presença no parlamento, é a vontade de 5% dos eleitores, não é já, de forma alguma, admissível que os restantes partidos se aproveitem do CHEGA, legitimando com esse gesto o fascismo latente do partido do Dr. Ventura, para assaltar o poder. Por outro lado, embora muitas das suas principais figuras venham do CDS e do PSD, é um erro pensar que a Iniciativa Liberal encaixa nas visões tradicionais de esquerda e direita. Tal como, também tenha as minhas duvidas, que o PAN possa ser entendido como um partido de esquerda”.
Os sucessores
E conclui: “Quem tem, neste momento, a responsabilidade de fazer as pazes com o seu passado, deixando no passado o que lá deve estar, com o que de bom e de mau as suas lideranças tiveram, é o próprio Partido Socialista. Há uma democracia interna para conquistar dentro do Partido Socialista dos Açores, e essa libertação, se não for iniciada pela liderança tem que o ser pela militância. Figuras como Cristina Calisto, Rodrigo Oliveira, ou mesmo Andreia Cardoso, são hoje esperanças para um futuro PS, que seja mais solidário, mais aberto e mais justo”.

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até internamente estão amordaçados… só fazem o que lhes mandam fazer, ainda hoje o artigo de opiniao do sr vitor fraga demonstra isso mesmo. há gente de valor no ps, mas venderam a sua verticalidade quando se deixaram subjugar pelas orientacoes super…See more
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- 27 m
Mas não tiveram uma vitória clara e inequívoca? Até na hora que o jornalista fez uma pergunta Carlos César deu sinal para não o fazer, toda a gente viu, é assim o regime socialista em que vivemos.1
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- 22 m
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açores, a culpa de César
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Destacado militante socialista açoriano responsabiliza família César com criticas também a Vasco Cordeiro
Pedro Arruda, destacado militante socialista açoriano, empresário e comentador, num texto publicado nas redes sociais, diz que o líder do PS-Açores e ainda presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, “nunca conseguiu afirmar plenamente uma identidade própria dentro do projecto socialista, tanto no Governo, como no próprio partido”.
“A herança cesarista, que no partido nem herança foi, mas antes uma presença e um domínio constante, nunca permitiram que Vasco Cordeiro marcasse uma liderança, uma estratégia e uma personalidade própria que lhe possibilitasse autonomizar a sua governação dos 24 anos de governação socialista. Isto pode parecer incongruente, mas essa ligeira nuance, a governação e o partido de Vasco Cordeiro, teria feito, certamente, toda a diferença”.
Pedro Arruda adianta: “O PS e a governação socialista foram sempre de Carlos César e nunca de Vasco Cordeiro. Isso viu-se na longevidade de Sérgio Ávila, na omnipresença de Carlos César, na incompreensível e absurda telenovela da ´Casa da Autonomia` e da sua Estrutura de Missão comandada à tripa forra por Luísa César e na ascensão e autoridade desenfreada de Francisco César”.
“Ao mesmo tempo, causa igual tristeza e estranheza a forma como Vasco Cordeiro foi, sucessivamente, triturando figuras com gabarito, validade intelectual e política, competência e projeção na sociedade açoriana. Desde os Governos, às listas de deputados, às empresas públicas e tantos outros cargos com maior ou menor visibilidade, a fúria autofágica de Vasco Cordeiro criou um imenso exército de descontentes e de ressentimentos”, realça.
Pedro Arruda dá exemplos: “Fagundes Duarte, Piedade Lalanda, Luís Cabral, Nuno Domingues, Pilar Damião, João Roque Filipe, Nuno Mendes, Miguel Cymbron, António Gomes de Menezes, Fausto Brito e Abreu”. E, mais recentemente, cita “os casos de Filipe Macedo ou da limpeza nas listas de deputados, que correu, sem apelo nem agravo, com Renata Botelho, Graça Silva e Sónia Nicolau, sem que se soubesse da mais pálida justificação”.
Tudo isso “ao mesmo tempo que uma série de outras figuras eram candidamente protegidas e apaparicadas, fossem quais fossem, e foram muitas, as asneiras, para usar um termo suave, que cometessem”. E acrescenta: “De que, para mim, o caso mais dramático e paradigmático foi a dupla Vítor Fraga e Francisco Coelho. Um mistério que só possivelmente a história elucidará…”.
Pedro Arruda diz ainda: “Quem tem, neste momento, a responsabilidade de fazer as pazes com o seu passado, deixando no passado o que lá deve estar, com o que de bom e de mau as suas lideranças tiveram, é o próprio Partido Socialista. Há uma democracia interna para conquistar dentro do Partido Socialista dos Açores, e essa libertação, se não for iniciada pela liderança tem que o ser pela militância. Figuras como Cristina Calisto, Rodrigo Oliveira, ou mesmo Andreia Cardoso, são hoje esperanças para um futuro PS, que seja mais solidário, mais aberto e mais justo”.
Paula Cabral and 4 others
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Concordo. Qualquer um via isto. Até na noite eleitoral, lá estava o grande “padrinho” ao lado de Vasco Cordeiro, na hora do discurso. César já deveria ter retirado as suas conclusões das reações dos açorianos. Já devia ter deixado de aparecer e de inte…See more
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Não tem humildade pessoal e política para perceber isso. Ele, com a sua vontade desenfreada de mandar, só tem desbaratado o prestígio que possuía e só tem prejudicado o PS-Açores, mas, como se vê, na sua grande “cegueira”, não “desarma”. É lamentável!
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Tomás, exato. Por pouco que esta anunciada coligação de direita dure, uma vantagem é certa: vai servir para fazer uma grande varredura!
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sempre prejudicados Professores deslocados sem ajudas de custo – Economia – Jornal de Negócios
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As ajudas de custo a professores deslocados por não conseguirem pagar casa ficaram na gaveta, conta o Jornal de Noticias. E o Orçamento do Estado para 2021 também não prevê nenhum apoio.
Source: Professores deslocados sem ajudas de custo – Economia – Jornal de Negócios
OS ÍNDICES DE MORTALIDADE NOS AÇORES EM SETEMBRO ESTIVERAM SISTEMATICAMENTE ACIMA DO ESPERADO
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MORTALIDADE NOS AÇORES EM SETEMBRO FOI O DOBRO DA ESPERADA
OS ÍNDICES DE MORTALIDADE NOS AÇORES EM SETEMBRO ESTIVERAM SISTEMATICAMENTE ACIMA DO ESPERADO E O INSTITUTO NACIONAL DE SAÚDE DIZ QUE NÃO É NORMAL E VAI INVESTIGAR, ADMITINDO RELAÇÃO DIRECTA OU INDIRECTA COM A COVID-19.
Com efeito, a mortalidade nas diferente regiões de Portugal continental e na Região Autónoma dos Açores esteve “sistematicamente” acima do esperado para esta época do ano durante o mês de Setembro, sobretudo nas idades acima dos 85 anos.
A conclusão é do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) num relatório que analisou os óbitos registados no último mês.
O documento, revelado pela TSF, feito pelo departamento de epidemiologia, detectou esta manutenção sistemática acima da linha da mortalidade esperada, num padrão que, como é sublinhado, não foi observado em anos anteriores.
O caso dos Açores
As conclusões deste relatório sublinham que a Covid-19 pode ter tido uma influência directa ou indirecta na mortalidade num mês, Setembro, em que os dados da Direcção-Geral da Saúde revelam que os óbitos oficialmente relacionados com o coronavírus foram 149 (um dos meses com números mais baixos).
Aliás, o relatório mostra que em quase todas as semanas, em todas as regiões (menos na Madeira), a mortalidade em Setembro esteve acima do esperado tendo em conta o histórico dos últimos anos, mas foi exactamente nos Açores onde esses números foram mais elevados.
Apesar de não ter registado, em Setembro, uma única vítima mortal de Covid-19, nas duas primeiras semanas desse mês (e de forma apenas um pouco menos vincada nas outras), a mortalidade nos Açores foi o dobro da esperada para esta época do ano.
Efeito directo e indirecto
da Covid-19?
Uma conclusão que, segundo o relatório, obriga a investigar se existe ou não uma relação directa com a pandemia de Covid-19, resultado da gravidade da doença em indivíduos mais fragilizados, ou indirecta, fruto da alteração do padrão de cuidados de saúde ou adopção de comportamentos de risco.
Esta conclusão é diferente da visível nos anteriores relatórios à mortalidade, entre Março e Agosto, feitos pelo INSA nos primeiros meses da pandemia.
Até agora, os especialista deste instituto do Ministério da Saúde ligavam os momentos de excesso de mortalidade, que outros especialistas associavam ao impacto directo e indirecto da Covid-19, nomeadamente no acompanhamento de outras doenças, a vários períodos de calor extremo que existiram em 2020.
Agora, para Setembro, há uma conclusão diferente.
Calor deixou de explicar
quase tudo
Para além de uma semana numa região específica do país (Lisboa e Vale do Tejo) e de outra semana num grupo etário (dos 75 aos 84 anos), voltou a não se identificar, de uma forma genérica, em Setembro, um excesso de mortalidade, ou seja, não foram ultrapassadas, durante uma ou duas semanas, as variações normais dos valores de mortalidade – na linguagem técnica, 95% ou 99% acima do “intervalo de confiança”.
No entanto, houve um segundo valor ou uma segunda linha na análise que foi persistentemente ultrapassada em setembro, ficando a mortalidade quase sempre acima da “mortalidade esperada”, indicador calculado com base no histórico de outros anos, a tendência e a época do ano.
Na prática, em vez de variar aleatoriamente, como é comum, ao longo de um mês inteiro, devendo estar umas vezes acima ou abaixo da linha da mortalidade esperada, a mortalidade esteve sistematicamente acima, o que levanta interrogações aos especialistas do Instituto Nacional de Saúde.
O calor extremo, que até agora era o principal factor explicativo do aumento da mortalidade nos meses anteriores, segundo os especialistas do INSA, já não foi um factor tão forte em setembro, não chegando para explicar a tendência de mais óbitos que o esperado.

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nuno-costa-santos-tanta-rima
Conversas pandémicas XXIX
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Conversas pandémicas XXIX – “Há tempos de usar de coruja e tempos de voar como o falcão.” (D. João II)
Numa rampa descendente, com travões frágeis, só resta a acção.
1. Ponto de situação da evolução da pandemia
Todos aqueles que têm acompanhado estas modestas conversas, decerto não estão surpreendidos com a evolução da Pandemia, quer a nível mundial, quer a nível nacional. Façamos um ponto de situação, actualizado.
Portugal vem apresentando uma taxa de incidência crescente, sendo que, neste momento, há em Portugal mais novos casos (proporcionalmente) de COVID19 do que na Alemanha, mas também do que nos (tão mal-afamados) Brasil e EUA.
Os números são o que são, e não os podemos negar. Nem o facto de a nossa incidência ser ligeiramente inferior à do Reino Unido nos deve servir de consolo.
Espanha, a braços com uma incidência cada vez maior – há meses – parece agora ser uma espécie de previsão para o futuro da evolução em Portugal, com cerca de 10 a 20 dias de antecedência.
“É uma inevitabilidade!”, gritam os epidemiologistas de bancada. Atentemos num outro gráfico que vos trago: Portugal e Espanha versus Irlanda, Islândia, Formosa, Japão, Singapura e Coreia do Sul.
Mesmo a Irlanda e a Islândia (que há bem pouco tempo esteve a braços com surtos descontrolados) inverteram a curva. A oriente, e é apenas do oriente democrático que aqui falo, a pandemia está controlada, com valores de incidência residuais. Há cerca de 2 meses expliquei aqui as medidas que cada um destes países adoptou.
2. Portugal, num caminho muito perigoso.
A “gripezinha”, como infelizmente alguns lhe chamam, leva pessoas ao internamento. Cada vez mais pessoas. Mesmo levando em linha de conta que temos agora critérios de internamento totalmente diferentes de Março/Abril (altura da 1ª vaga) os internamentos por COVID19 ultrapassaram substancialmente os de então. A ocupação dos Cuidados Intensivos está aos níveis de então. Cerca de 50% da capacidade total.
Nunca esquecendo que todas as outras doenças continuam a existir, a carecer de internamento, e em muitas circunstâncias de Cuidados Intensivos. No fim da linha, quando nada mais resulta, temos a morte. E, essa, indicador objectivo, não cessa de aumentar.
3. O Rt vai alto, é bom de ver.
Já aqui falei avidamente do Rt. Mas, recapitulemos. O Rt, ou o número reprodutivo efectivo em tempo real diz-nos a taxa de transmissão real de um vírus, num determinado momento, t. Ou seja, numa determinada população, num determinado momento, quantas outras pessoas contrairão a doença a partir de uma única pessoa infectada.
A chanceler Merkel explicou, brilhantemente, este conceito em Abril: disse que o Rt na Alemanha estava então num valor à volta de 1, o que significa que, em média, uma pessoa com o vírus infecta outra pessoa.
1 é o limite crítico: abaixo de um, a epidemia gradualmente desaparece. Acima de um, ela vai crescer, possivelmente exponencialmente.
Merkel então explicou (em Abril) o que significaria se o Rt da Alemanha subisse para 1,1: “Se chegarmos ao ponto em que todos infectam 1,1 pessoas, em Outubro (ou seja 6 meses depois) atingiremos o nível de capacidade do nosso sistema de saúde, com o nível assumido de camas para cuidados intensivos”, disse ela.
E se subir ainda mais, para 1,2, “a população infectará 20% mais.”
20% é um número abstrato, e difícil de entender para o cidadão médio. Merkel, por isso, explicou a percentagem de forma mais concreta: “Em cinco pessoas, uma infecta duas e as demais, uma”. Nesse ritmo, o sistema de saúde da Alemanha atingirá o seu limite em Julho (ou seja 3 meses depois).
Com um Rt de 1,3, o sistema de saúde atinge o seu limite máximo em Junho (ou seja, 2 meses depois).
“Percebeis a pouca margem de manobra que temos…?”, disse Merkel. Chanceler da Alemanha. Em Abril.
Ora, como sabemos, nós não somos a Alemanha. Nós não estamos em Abril. E, já agora, Merkel não é nossa Chanceler. E, por fim, o nosso Rt anda no 1,2.
4. Regiões de Portugal diferentes, estratégias diferentes.
Somos um país com muitas realidades. Apesar de um pequeno país.
Nos últimos dias a comunicação social fala no “Norte” como área critica da pandemia. Mas, o próprio “norte” encerra várias realidades. Veja-se só este exemplo: Gaia e Braga e a área limítrofe de Lisboa.
Mas, acrescentemos Paços de Ferreira e Lousada.
5. Resulta claro que cada realidade exige uma intervenção diferente.
Retomando a célebre intervenção da chanceler Merkel de Abril, na altura ela esboçou planos para o país diminuir lentamente as suas medidas de confinamento, depois de ter alcançado o que ela chamou de “sucesso intermediário frágil”, na luta contra a Covid-19. As etapas, de então em diante, teriam que ser graduais, para que não houvesse ressurgimento de casos.
O reiniciar das economias após semanas de paralisações, levou muitos epidemiologistas a recomendarem uma estratégia de múltiplos ciclos de “supressão e elevação”. O “martelo e dança”, de que falei há umas crónicas atrás. A ideia é relaxar nas medidas quando o crescimento de casos cair o suficiente, mas apertá-las novamente quando as infecções começarem a espalhar-se novamente. Hong Kong e Singapura, por exemplo adoptaram esta estratégia.
No centro desta estratégia está o Rt. Que varia dentro de cada uma das regiões de Portugal, e, que necessariamente é diferente na Região Autónoma dos Açores.
Depois, uma política de testagem agressiva, recorrendo em boa medida aos testes de Antigénio que já existem, para procura de casos, seguida do isolamento dos mesmos, para quebrar cadeias de transmissão, precocemente.
Haja Organismos de Saúde Pública locais, com os recursos adequados, que façam essa monitorização, e ajudem os decisores na tomada das melhores decisões, para a Região, e para a população. Incluindo a importante variável económica. Não há felicidade num povo com fome.
PS: O que está a acontecer com a disponibilidade da vacina anti-gripe em Portugal e nos Açores? Porque não foram montadas criadas soluções para maior acessibilidade à mesma, como tendas de campanha para acções de campanha maciças, mas antes se levam os cidadãos ao desespero na procura de uma “vaga para ser vacinado”, a estar em filas, e a um sofrimento absolutamente desnecessário e evitável…?
Mario Freitas
Médico consultor (graduado) em Saúde Pública e Delegado de Saúde
(Diário dos Açores de 30/10/2020) — with
Mario Freitas
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Eduardo Sá – “As crianças aguentam tudo!” Não! Não, aguentam!
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ão José Marques
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Maria Beatriz Rodrigues
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EDUARDOSA.COM
Eduardo Sá – “As crianças aguentam tudo!”
Não! Não, aguentam!
imensa religiosidade
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Ao sair, à hora de ponta, com uma temperatura de 37 graus, cheguei a um cruzamento muito complicado, com muitos veículos.
Fiquei ali parada, porque o semáforo estava vermelho, pensando no Senhor e nas coisas boas que dele tenho recebido.
Não me apercebi do sinal ter ficado verde, mas descobri que há muitos que amam o Senhor, porque imediatamente começaram a buzinar… Foi maravilhoso!
A pessoa que estava atrás de mim era, com certeza, muitíssimo religiosa, porque tocava a buzina insistentemente e gritava: “Pelo amor de Deus!”
Incentivados por ele, todos começaram a buzinar também. Eu sorri-lhes e saudei-os com a mão pela janela, totalmente emocionada.
Vi que um outro rapaz me acenava de uma maneira muito especial, levantando só o dedo médio da mão.
Perguntei ao Beto, o teu primo, que estava comigo, o que queria dizer aquele aceno.
Ele respondeu-me que era uma “saudação hawaiana”, de boa sorte!
Então, comecei a saudar todos da mesma maneira.
O Beto estava muito feliz, rindo muito, imagino que pela bela experiência religiosa que estava vivenciando.
Dois homens desceram de um carro e começaram a andar na nossa direção, acho que para rezar comigo, para me perguntar que igreja frequento, mas foi neste momento que vi que estava verde.
Então, saudei todos meus irmãos e irmãs e passei o semáforo.
Percebi logo que o único carro que tinha passado era o meu, já que voltou a ficar vermelho. Senti-me triste por deixá-los ali, depois de tanto amor que havíamos partilhado.
Então parei, desci do carro e saudei-os a todos com a “saudação havaiana” e fui-me embora.
Agradeço a Deus por mais esta experiência maravilhosa que tive com todos estes bons homens e mulheres.
Beijos da tua avó.
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fake news a toda a hora
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EU NÃO QUERO!!! A mim ninguém me perguntou nada !!! 

81% dos portugueses??? São mais de 8 milhões!! Quem foi contactado para esta sondagem???
Vivemos na total dissonância cognitiva!
Jornal de Notícias: 81% dos p…
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JN.PT
81% dos portugueses querem recolher obrigatório
Oito em cada dez já defendiam encerramento noturno antes da investi
