o medo Hermann Göring

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Maria Fonseca

Há cerca de 75 anos, Hermann Göring testemunhou no Tribunal de Nuremberga. Ao perguntarem-lhe:
′′ Como conseguiste que o povo alemão aceitasse tudo isto?”
Ele respondeu:
′′ Foi fácil, não tem nada a ver com o nazismo,
tem a ver com a natureza humana.
Você pode fazê-lo num regime nazi, socialista, comunista, numa monarquia e até numa democracia.
A única coisa que precisa de ser feita para escravizar as pessoas é assustá-las. Se consegues descobrir uma maneira de assustar as pessoas, podes fazê-las fazer o que quiseres. ′′

Do perfil de
Jose Alberto Varela

memórias do oriente

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“O domínio dos portugueses em Ormuz, durante aproximadamente um século, nem sempre foi pacífico nem sempre nos foi favorável mas já esquecemos qualquer momento menos agradável. Sabe porquê? Porque as outras potências europeias, que vieram depois, como os britânicos, foram bastante piores para nós. Por outro lado, se estudarmos bem a documentação existente, encontraremos, para além desses pontos de tensão, muitos vestígios de autêntica cooperação comercial, militar e política entre os dois países no período da dinastia safávida (1501-1722).”

“Nos séculos XVIII e XIX as relações comerciais com portugueses não eram tanto com a Europa, mas com o vosso antigo território de Macau. Na segunda metade do século XIX, a economia mundial mudou significativamente e o Irão tornou-se o principal produtor mundial de ópio. Ora, foi também nesse período que Macau se tornou o principal porto de entrada deste produto na China.”

Mohammad Ali Kazambeyki, professor do Departamento de História e Civilização das Nações Islâmicas da Universidade de Teerão esteve em Lisboa para participar no seminário “500 anos de relações Portugal-Irão”, realizado no Arquivo Nacional da Torre do Tombo. E falou ao DN.

Mohammad Ali Kazambeyki, professor do Departamento de História e Civilização das Nações Islâmicas da Universidade de Teerão esteve em Lisboa para participar no seminário “500 anos de relações Portugal-Irão”, realizado no Arquivo Nacional da Torre do Tombo. E falou ao DN.

o senador escondeu o dinheiro no ….

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8tSponhsforhfled

NA BOCA DO FOGAREIRO
I
Antes era no colchão
Que se guardava dinheiro,
Depois usaram a cueca
Como novo mealheiro
E agora escondem a grana
Na boca do fogareiro.
II
Quando bateram na porta,
O senador se tremeu,
Olhou pra achar um buraco,
Não achou e resolveu
Por três maços de 200
Na porta do camafeu.
III
Arrumou os três pacotes
Dentro do samba-canção,
Em seguida abriu a porta
Pro Delegado Sansão
E disse: “Aqui é limpeza,
Não temos corrupção!”.
IV
Começou por toda a casa
A busca e apreensão:
Acharam um cofre escondido,
Lá por detrás do fogão,
Todo socado, entupido,
Com mais de meio milhão.
V
Lá pras tantas, o senador
Disse que ia urinar,
O Agente Zeferino
Resolveu o acompanhar
E achou um pouco estranho
Aquele jeito de andar.
VI
Me responda, senador:
Você tá entiriçado?
O passo está bem miúdo,
Parece um pinto piado,
Ou o senhor se assou
Ou está todo cagado.
VII
Foi então que o delegado
Resolveu o quiproquó:
– Senador, tire essa roupa,
Para um exame melhor!
Aí acharam os três maços
Na boca do fiofó.
VIII
Em Brasília, Bolsonaro
Ficou muito revoltado,
Retirou da liderança
O senador enrolado
E disse: “Além de ladrão,
Esse tá afolosado!”.
IX
A Direção do BC
Ficou muito indignada:
– Uma nota tão novinha,
Bonita, recém-lançada,
Agora volta pra cá
Amarela e desbotada.
X
Fizeram o exame da goma
No nobre parlamentar:
Ele sentou numa bacia
E começou a bufar,
Mas não restou nenhuma prega
Pro perito apreciar.
XI
A coisa ficou ruim
Pra quem gosta de contar
Dinheiro passando a mão,
Indicador e polegar,
Na língua velha estirada
Com cheiro de vá lavar.
XII
Inda ontem no Senado,
O líder da oposição
Se mostrava impressionado
Com a força do Chicão:
Ou a nota era pequena
Ou ele tem o Centrão!
Autor: Miguezin da Princesa PB
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ilha das flores

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bum Açores

Fernando A. Pimentel

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Localizadas no concelho das Lajes, ilha das Flores, lagoas Fundas e Rasa estão incluídas no conjunto das Sete Lagoas que se formaram em sete crateras originadas por erupções vulcânicas que contribuíram para a actual geologia da ilha.
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Fernando A. Pimentel

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Localizadas no concelho das Lajes, ilha das Flores, lagoas Fundas e Rasa estão incluídas no conjunto das Sete Lagoas que se formaram em sete crateras originadas por erupções vulcânicas que contribuíram para a actual geologia da ilha.

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LEIS DE OUTRORA, ALGUÉM SABE QUAIS AS MULTAS DE HOJE PARA ESTES CRIMES?

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Até amanhã!!! Aqui fica esta digna poesia de liberdade. Espero não ser queimada na fogueira. 🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣. Boa noitinha pessoinhas 🤣🤣🤣🤣
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Ai que saudades do Portugal de outrora! Naquele tempo é que havia decência. Havia cuidado com o que se fazia na mata, por detrás da moita. Havia atenção ao que se desapertava e desabotoava, alcinha de sutiã ou braguilha. Era preciso ter tento com o que se metia ou tirava em vão de escada escusa. Para dentro de um carro, por mais camuflado que estivesse na noite escura, tudo se vislumbrava e deslumbrava mesmo que não fosse esse o intento do incauto voyeur. Mão naquilo ou aquilo na mão dava lugar a onerosa multa. Se fosse aquilo naquilo, aquilo atrás daquilo ou a língua naquilo então a pena redobrava e implicava detença e chilindró, visita de médico ou poiso duradoiro dependia da ofensa, se agravada ou ligeira, mas ligeira nunca seria sendo atentado ao pudor o molesto crime. Fosse língua na língua, boca com boca, mão na mão, aquilo na boca ou a boca naquilo, língua naquilo ou aquilo na língua, a boca na coisa ou a coisa na boca, a mão naquilo ou aquilo na mão, aquilo na coisa ou a coisa naquilo, aquilo com aquilo ou coisa com coisa, perdão, está mais que visto, não havia. Não havia comiseração. Preferível era encolhermos a língua. Cerrarmos os lábios. Aferrolharmos a boca. Retrairmos a mão. Resguardarmos a coisa. Recolhermos aquilo em virginal recato. Na ignorância dos inocentes e na inocência dos ignorantes.
Lúcia Duarte and 5 others
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ALGUÉM SABE QUAIS AS MULTAS DE HOJE PARA ESTES CRIMES?

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  • Se com a língua naquilo além dos 150$ de multa ainda daca cadeia e direito a fotografia, imagino o que seria aquilo a Kilo?

TERTÚLIAS SAUDADE DOS COLÓQUIOS DA LUSOFONIA

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VEJA E OUÇA OS NOSSOS CONVIDADOS EM

https://www.lusofonias.net/documentos/tert%C3%BAlias-saudade-dos-col%C3%B3quios.html

Pode ver todas as tertúlias anteriores EM

https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/live/ ou

https://www.lusofonias.net/documentos/tertúlias-saudade-dos-colóquios.html

OU

1 Álamo Oliveira

https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/913777022447355

2 (Criatividade Confinada) Urbano Bettencourt, Chrys, Pedro Almeida Maia

https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/635885243732266

3 (Educação Confinada) Helena Ançã, Luciano Pereira E Helena Chrystello

https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/634964720788883

  1. (o autor na primeira pessoa) Teolinda Gersão, Onésimo T Almeida, Luís Filipe Borges

https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/757295621484202

  1. Maria João Ruivo

https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/2724774111098743/

  1. Sérgio Rezendes

https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/1415760265280870

  1. 7. José Luís Peixoto

https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/1764308467071226

MUITOS OS CULPADOS POUCOS PRESOS. SÉRGIO GALBA E OS PORTUGUESES: Estes lusitanos nem se governam, nem se deixam governar . CRÓNICA 66 – 28 JUNHO 09

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. MUITOS OS CULPADOS POUCOS PRESOS. SÉRGIO GALBA E OS PORTUGUESES: Estes lusitanos nem se governam, nem se deixam governar . CRÓNICA 66 – 28 JUNHO 09

Há tempos ouvi um comediante dizer “muitos são os culpados, mas nem todos vão presos”. Na Bíblia “muitos são chamados, mas poucos escolhidos” [Mt 22: 14], mas a lei portuguesa não discrimina quem vai preso. Se todos os culpados fossem presos, Portugal ficava sem políticos, deputados, presidentes da câmara, vereadores, ministros, secretários de estado, diretores gerais…. Convenhamos que a Assembleia da República, funciona pouco, mas ocupa muitos (230 deputados mais assessores). Não se imagina aquele órgão de soberania vazio, por estarem arguidos, detidos preventivamente ou a cumprirem pena pelos crimes de que obviamente deveriam ser acusados. O país pararia se a justiça fosse cega e prendesse os culpados. Portugal teria de pedir ajuda a países vizinhos (Marrocos, Argélia, Tunísia) para ter celas para tanta gente. À medida que fossem presos os eleitos iriam, na boa tradição inquisitorial portuguesa, incriminar os constituintes que os corromperam. Prendiam os políticos e a turbamulta eleitora. Seria impossível governar o jardim à beira-mar plantado, até surgir alguém para pôr o interesse nacional à frente do interesse próprio ou partidário. Cuidem-se entre sebastianismos e salvadores da pátria se escondem ditadores e tiranos insuspeitos.

Em Cartago o general Amílcar Barca em 237 a.C. embarca para Gadir (Cádis) a fim de alargar o domínio púnico. Morre em combate, sucede-lhe o genro Asdrúbal (fundador de Cartagena das minas de prata). Aníbal Barca (filho de Amílcar) fica comandante da Península, conquista Salmantica (Salamanca) e Arbucala (Zamora), e funda Portus Hannibalis (Portimão). Há vestígios cartagineses em Ossonoba (Faro). Em 197 a.C., Roma divide a Ibéria na Hispânia Ulterior (ocidente) e Citerior (oriente). Após 194 a.C., há confrontos com os Lusitanos, vencedores em Ilipa, Guadalquivir. Em 155 a.C., Roma controla o território basco, Andaluzia, e parte do Alentejo, quando Lusitanos e Vetões atacam a Ulterior. Desde 152 a.C. as legiões evitavam o contacto com os indígenas e tinham dificuldades em recrutar legionários. Em 151 Roma rompe as tréguas, exigindo a vitória incondicional. Mas os triunfantes são os Lusitanos. Uma derrota em 150 força-os à paz. Galba concede aos Lusitanos três locais de residência, chacinando 8 mil e aprisionando 20 mil que vende como escravos, causando sangria demográfica aos Lusitanos mas estes (147 a.C.) exigem novos territórios, irrompem na Ulterior, forçando Vetílio a propor a distribuição de terras. Viriato, sobrevivente da primeira matança, relembrou a anterior traição, foi aclamado chefe, e atraindo Vetílio a uma emboscada em Tríbola, ali o mata. Os Romanos atacam com mercenários celtibéricos que foram chacinados. Seguiram-se vitórias lusitanas graças às longas lanças e os mortíferos gladius hispaniensis, que não deram tréguas à infantaria romana habituada a lutar em campo aberto.

A segunda guerra lusitana surge na Turdetânia, e os Lusitanos vencem Cláudio Unímano (146) e Caio Nigídio (145); mas Quinto Fábio Máximo Emiliano, cônsul da Citerior provoca Viriato em campo aberto no Guadalquivir e derrota-o (144). Viriato retira-se para Baecula (Bailen), refaz as forças e contra-ataca no ano seguinte, repelindo os romanos para Córdova. As vitórias militares de Viriato entusiasmam os celtiberos revoltados da Meseta. Começa a guerra Numantina. Divididas as legiões, Viriato derrota (143) as tropas de Quinto Pompeio, e Lúcio Cecílio Metelo Calvo (142). Quinto Fábio Máximo Serviliano ataca Viriato (141) que recua e contra-atacando destroça as legiões. Serviliano persegue-o sem sucesso pois o banditismo organizado era um problema endémico. Viriato ataca Serviliano e cerca-o. Em Erisane (Arsa, perto de Asido, no sul da Andaluzia) celebra um tratado de paz (140) com o título de Amigo do Povo Romano. Na Ulterior, Quinto Servílio Cipião desencadeia nova ofensiva e força Viriato a retirar para Badajoz. Daqui envia três emissários (Audax, Ditalco, e Minuro), para negociar a paz, mas estes são aliciados com ouro para o matarem. No regresso, ouviram de Cipião que “Roma não paga a traidores“. Em 140 a.C., Fábio Serviliano, saqueou cidades fiéis a Viriato na Andaluzia mas é vencido. Quinto Pompeio não conquista Numância e os romanos são forçados à paz, renunciando a mais territórios, e humilhando o Senado e a corrente belicista encabeçada pelos Cipiões. Viriato fica na História, com Espártaco, como dos poucos que pôs Roma de joelhos enquanto travava uma guerra justa pela liberdade do seu povo.

Por Estrabão, sabemos que Décimo Júnio Bruto, o Galaico, governador da Ulterior (138 a.C.) fortificou Olissipus (Lisboa) e muralhou cidades no Tejo. Depois da Guerra Lusitana, o Algarve e Alentejo sujeitaram-se aos romanos. Viriato morreu, mas a resistência não. Décio Júnio Bruto domina (138 -136) as tribos a norte do Douro, incluindo os brácaros. Em 133 os celtiberos rendem-se. Em 107, Cipião domina a rebelião mas é derrotado em 105. Nova revolta contra os romanos em 99, mas Lúcio Cornélio Dolabela vence-os. O governador Sertório retira-se para a África onde vão emissários lusitanos pedir para os liderar e em 81 entra em guerra contra o imperador Mário. Apesar de muitas vitórias, Sertório acaba assassinado à traição (72). Dez anos depois nova rebelião de galaicos e lusitanos é dominada por César. Nas campanhas de Pompeu (55-49) os lusitanos já figuram como auxiliares romanos. Pacificada a Ibéria, Augusto divide a Hispânia Ulterior em Lusitânia e Bética, capital Córdova. A Lusitânia passa a divisão do Império e a capital, em terras de vetões, Emérita (Mérida). Mais tarde a Calécia (Galiza) é incorporada na Tarraconense, e Caracala cria uma província com capital em Braga. Os lusitanos saem da história como relatado por Plínio, Pompónio Mela ou Ptolomeu. No início do séc. V, Orósio[1], “censura os romanos pela crueldade contra os lusitanos, a traição e assassinato de Viriato ou o cônsul Fábio que reuniu quinhentos rebeldes com promessas de paz, desarma-os e mandou cortar as mãos”.

A pacificação romana foi uma vitória sem glória mas damos razão a Sérgio Sulpício Galba, capitão das Legiões Romanas que invadiram a Ibéria e venceram a Lusitânia (à traição, assassinando Viriato[2]). Foi difícil pacificar estas gentes há vinte séculos pois Galba (com enorme capacidade visionária) escreveu a César a dar notícias e disse: “Estes lusitanos nem se governam, nem se deixam governar.” Os séculos dão-lhe razão.

Em 409 a Península é invadida por germanos. Os Suevos[3] invadem com os Vândalos e os Alanos e fundam um reino Suevo ou da Galécia (Calécia), no noroeste, um dos primeiros a separar-se do Império Romano e em 416 estende-se à Bética. Orósio deixa Braga e refugia-se em Hipona.[4] Os alanos[5] fundam um reino sediado em Pax Júlia (Beja), Em 439 Emérita era a capital sueva, abrangendo a Lusitânia e Galécia. Os romanos com os visigodos da Gália derrotam os suevos em 456 e no ano seguinte dominavam a Lusitânia mas o domínio visigótico era fraco. Em 459 os suevos saqueiam a Lusitânia, massacram romanos e em 467 destroem Conímbriga. O rei visigodo Eurico (466-484) numa reforma administrativa extingue a Lusitânia (470). Nos concílios de Toledo, os bispos lusitanos mantêm a identidade comum e o Metropolita de Mérida consegue a jurisdição das dioceses da Lusitânia (656?) pelo rei visigodo Recesvindo. Em 711 os muçulmanos invadiram a Península e a Lusitânia passa a Lugidânia. A reconquista cristã começa logo em 722 em Cangas de Onis (Cântabros e Bascos). No final do séc. IX a Galécia (Galiza) estava em poder dos cristãos. Entre Douro e Tejo é reconquistada; Viseu (1057), Coimbra (1064) e D. Afonso Henriques toma Santarém (1146), conquista Lisboa (1147), atravessa o Tejo e penetra no território céltico. A Lusitânia entrava nas brumas da memória, como diz o Hino. Falta um novo Viriato a liderar os Lusitanos contra os usurpadores da República.

 

[1] Paulo Orósio (385-420), historiador, teólogo, sacerdote e apologista cristão, da Hispânia Romana, possivelmente de Bracara Augusta, sede da Galécia.

[2] O mito de Viriato começa no séc. I a.C., com os historiadores Possidónio e Teodoro na imagem de herói puro e justo, não corrompido. Portugal reclamou o herói e o nascimento (Monte Hermínio na serra da Estrela, que nem todos aceitam), pode ter sido pastor de Lobriga (Loriga). Pode ter nascido junto ao mar, perto de Coimbra. Casou com a filha de um terratenente indígena e instalou-se em cidades meridionais. Se bem que a formação portuguesa deva mais à romana do que à celtibérica, Viriato faz parte da mitologia e História. Os romanos dominaram cartagineses e celtiberos, imaginando que a Península era deles. Viriato congrega rebeldes do centro e ocidente e inflige às legiões derrotas humilhantes. Foi grande líder e hábil estratega

[3] proto-germânicos

[4] a atual cidade de Annaba, na Argélia

[5] iranianos destronados e expulsos pelos Hunos em 466, emigram chefiados por Átax, derrotado em 418, obrigado a ir para o norte de África onde apelam aos reis Gunderico e Genserico para juntar as coroas e criam o Reino de Vândalos e Alanos, extinto no séc. VI, sob dominação bizantina.