fechaduras no Corvo (carabelhos)

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Feitas de madeira de cedro, a origem das fechaduras do Corvo perde-se no tempo e são o resultado da escassez de matérias-primas aliadas ao engenho e à necessidade de preservar as propriedade desde o tempo dos assaltos de corsários e piratas.
Durante séculos fizeram parte integrante do núcleo populacional da ilha. Actualmente ainda é possível observar em algumas portas essas típicas fechaduras, sobretudo em casas desabitadas e nas de abrigo da faina agrícola, localmente designadas por palheiros.
Foto de Mário Nelson Medeiros.

noa do editor do blogue: em Rio de Onor ainda há destes carabelhos

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manipulação e o ensino da cidadania

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O QUE IMPORTA

Confesso que ao princípio me senti atraído pela discussão pública levantada pelo pai de Famalicão e a sua “objecção de consciência” em não permitir que os filhos frequentassem a disciplina de Educação para a Cidadania e Desenvolvimento.

Não obstante achar chocante que um pai, actuando em nome da sua invocada consciência, fizesse pagar o preço aos filhos, optando por os fazer chumbar de ano, pareceu-me estar ali uma verdadeira questão de separação de águas ideológicas — das que vale a pena ter, e são tão raras neste tempo do extremismo e da alarvidade instantânea servida nas redes sociais.

E, no meu entusiasmo, até me cheirou que pudéssemos estar perante uma manifestação de insuportável doutrinação ideológica do Estado sobre os alunos.

Que ingenuidade a minha!

Comecei a perceber do que verdadeiramente se tratava quando li a lista dos 85 cavaleiros da liberdade individual contra o abuso estatal das criancinhas: estava ali uma exemplar representação da direita católica reac­cionária no seu melhor ou no seu pior, com a inexplicável intromissão do Sérgio Sousa Pinto.

Mas, embora o hábito vista tantas vezes o monge, isso, honestamente, não chegava.

Havia que ver de que se queixavam eles, em concreto.

Fui então consultar as 16 matérias que integram a agora famosa disciplina de Educação para a Cidadania.

E, pois bem: não só todas elas são absolutamente consensuais entre gente civilizada, como todas são altamente recomendáveis dentro do sistema de ensino, no mundo que temos hoje, na juventude entregue a si mesma que temos hoje e na confusão induzida de valores que temos hoje.

Mais: é preciso ser-se desonesto intelectualmente, ser-se assumidamente hipócrita ou não ter uma genuína cultura de valores democráticos (como alguns dos 85) para conseguir sustentar que os alunos são prejudicados na sua educação ou violentados na sua liberdade por abordarem aquelas matérias.

Porque não são capazes de o dizer, os 85 agarram-se a uma única das 16 matérias em questão: a educação sexual.

Ó santa paciência, estamos em pleno século XXI e aquelas cabeças agem como se estivéssemos num Estado islâmico ou no saudoso Portugal de há cem anos!

Eles acham que os seus filhos não sabem que existem gays e lésbicas, que não têm de saber que existem métodos contraceptivos, que há diferenças entre homens e mulheres, mas também há direito à igualdade, que há relações amorosas diversas e famílias disfuncionais que são tão dignas de respeito como as convencionais, e todo um mar de coisas misteriosas naquelas idades que os jovens querem saber e estes zelosos pais jamais lhes explicam porque acham que é tudo “pecado”.

E até o cardeal-patriarca, que representa a Igreja Católica portuguesa, misterio­samente poupada ao escândalo universal da pedofilia na Igreja Católica, se arrola com os demais 84, como se a Igreja, aqui ou em qualquer outro lugar do mundo, tivesse hoje qualquer autoridade moral no assunto.

O que querem estes zelotas da moral — que as crianças ou os jovens aprendam educação sexual, direitos humanos, educação ambiental na escola, em debate uns com os outros e com os professores ou na solidão dos seus quartos, entregues às redes sociais e aos predadores sexuais, políticos, sociais?

Sim, porque aqui a escola faz o que os pais não fazem em casa, por muito que, indignados, venham jurar o contrário.

E os poucos que o fazem, os poucos que se ocupam a sério da educação cívica e cidadã dos filhos, se verdadeiramente o fazem a sério, não têm de ter medo algum daquilo que eles aprendem na escola: podem sempre seguir o que lhes ensinam lá e podem contrariar isso pelo seu exemplo e pelas suas lições.

Se a alternativa for, como alguns defendem, que esta disciplina passe a ser opcional, todos sabemos que o resultado prático é que o grosso dos alunos deixará de a frequentar.

E, então, a educação cidadã, que é a base de uma sociedade saudável, ficará exclusivamente na mão dos pais.

Mas se a alternativa é essa, eu, que tantas vezes critico a escola pública, digo sem hesitar: tenho muito mais medo de uma educação cidadã exclusivamente entregue aos pais do que de uma educação entregue aos pais e à escola.

Miguel Sousa Tavares.
Jornal Expresso, 12 de Setembro de 2020.

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use máscara

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Peritos pedem mais estudos para sustentar a hipótese, mas acreditam que o uso universal de máscara reduz a severidade das infeções.

Peritos pedem mais estudos para sustentar a hipótese, mas acreditam que o uso universal de máscara reduz a severidade das infeções. – Coronavírus , Sábado.

SABADO.PT
Peritos pedem mais estudos para sustentar a hipótese, mas acreditam que o uso universal de máscara reduz a severidade das infeções. – Coronavírus , Sábado.

O NÃO ganha em Chaves com 85,37 % dos votos | Diário de Trás-os-Montes

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A população de Chaves votou contra a reabertura ao trânsito automóvel na ponte romana, no referendo local realizado hoje, no qual votaram 12% dos eleitores recenseados no concelho e o ‘não’ obteve mais de 85% dos votos.

Source: O NÃO ganha em Chaves com 85,37 % dos votos | Diário de Trás-os-Montes

a microsoft não lhe telefona

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INFORMAÇÃO DE UTILIDADE PÚBLICA
Acabei de receber um telefonema da ‘Microsoft’.
Desliguei.
Estas (tentativas) de fraude já vêm de há muito (ver notícia em anexo) mas parece que agora voltaram a intensificar-se…

Centro Nacional de Cibersegurança lança alerta sobre fraude utilizando o nome da Microsoft.

Centro Nacional de Cibersegurança lança alerta sobre fraude utilizando o nome da Microsoft.
Comments
  • Carla Marques Abreu Também já recebi pelo menos duas e desligide imediato!
    Beijo e boa semana, amigo Herberto!

5 MIL CASOS POR SEMANA É O LIMITE

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Agora que começa a travessia do Outono e do Inverno, fixemos este número para Portugal: 5.000 casos/semana. Nunca mais do que isto.

A semana que terminou revelou um aumento de 1235 casos em relação à anterior. Desde o período do estado de emergência que não existiam sete dias consecutivos com tantas infeções. O virologista Pedro Simas aponta que estes resultados “são perfeitamente normais”, uma vez que os novos casos di…

Governo dos Açores “continua a violar” a Constituição portuguesa

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Expresso | Covid-19. “Se começar a correr mal, não vai haver responsabilidade política, as pessoas é que se terão portado mal”

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O médico que viu provavelmente mais doentes com covid-19 e os casos mais graves desta infeção em Portugal, Roberto Roncon, está exausto. Intensivista do hospital de São João, no Porto, não só está cansado da intensidade do trabalho como da inabilidade política para lidar com os profissionais de saúde. Numa longa conversa, partilha o receio do inverno e o que não gostou de ouvir. Não é um desabafo, é um testemunho sólido de quem esteve na linha da frente, perto demais de tudo o que o país preferia que não tivesse acontecido

Source: Expresso | Covid-19. “Se começar a correr mal, não vai haver responsabilidade política, as pessoas é que se terão portado mal”

XIMENES BELO MAIS DOIS LIVROS

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3.º volume da História da Igreja em Timor-Leste, com o título: “Do Cernache do Bonjardim ao Extremo Oriente. Missionários seculares portugueses do Colégio das Missões Ultramarinas Portuguesas em Timor-Leste”. Sairá também brevemente outro livro sobre os padres da Índia Portuguesa ((Goa) em Timor-Leste. Este é publicado em Díli.

Renovo as minas saudações.

Respeitosamente,

Dom Carlos Filipe Ximenes Belo

CONTINUA A CAÇA ÀS BRUXAS PELOS POLITICAMENTE CORRETOS

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E ninguém diz nada?
“Prossegue a caça à cultura
Coube agora a vez a David Hume, maior expoente do Iluminismo escocês. O nome do edifício que lhe era dedicado no campus de Edimburgo foi alterado por decisão da reitoria, após um tal Felix Waldmann o ter associado a “preconceito racista”, posto o empirista autor do Tratado da Natureza Humana (1739) ter feito alusões hoje estimadas depreciativas a respeito de outras raças. Não faltará muito para que toda a Filosofia ocidental seja pasto desta investida dos pirómanos que transformam a história das ideias num perpétuo presente exposto aos berros da massa analfabeta que invadiu e dominou a Universidade.
É evidente que tudo isto vai terminar com uma tremenda reviravolta política no Ocidente; é evidente que …”
Via Miguel CB

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