Osvaldo Cabral Pobre de quem é pobre

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Pobre de quem é pobre

Se há tarefa social urgente que é preciso empreender nesta pandemia, é tratar imediatamente das famílias pobres que existem nesta região e que ficaram ainda mais frágeis com a crise.
Se um em cada três açorianos já apresentava níveis de pobreza, com a crise sanitária este valor agravou-se, sendo cada vez mais visível a quantidade de mendigos nos centros urbanos, sobretudo na baixa de Ponta Delgada.
Este cenário, que julgávamos completamente afastado da nossa sociedade, ou, pelo menos, em grande parte, debelado, devido à dimensão das intervenções sociais públicas, torna-se aterrador aos olhos de qualquer cidadão sensível.
Alguma coisa deve estar a falhar, na área da intervenção pública, para assistirmos a histórias pouco dignas no que respeita ao crescente fenómeno da pobreza.
Houve um tempo em que o padre dos pobres, Monsenhor Weber Pereira, dirigia a Cáritas de S. Miguel com 23 utentes e nenhum funcionário. E todos eram felizes.
Hoje, há instituições que têm mais funcionários do que utentes, mais directores e assistentes sociais por metro quadrado e continuamos a ver muita gente na rua a pedir, muitos cidadãos a dirigirem-se às autarquias e a particulares pedindo ajuda, porque têm receio de expor à burocracia institucional os seus casos.
O Professor Fernando Diogo, que tem efectuado vários estudos sobre esta temática e que, incansavelmente, tem chamado a atenção das entidades públicas para uma intervenção nesta área, já tinha concluído que nas situações de crise o problema agrava-se substancialmente nos Açores.
É ele que confirma que “a pobreza é um problema especialmente grave nesta Região e está associado a um elevado nível de desigualdade de distribuição de rendimentos” e que “os Açores têm, de longe, a maior percentagem de população residente com o estatuto de beneficiário do RSI. De facto, o valor dos Açores representa mais do que três vezes a média e é verdadeiramente singular no contexto nacional. Se a taxa de pobreza dos Açores se situa nos 117,3% da nacional (dados do IDEF), no caso do RSI a taxa açoriana corresponde a 375% do seu equivalente para o conjunto do país. Por isso, esta questão merece algum aprofundamento”.
Não faltam alertas para a gravidade do fenómeno.
E quando a pobreza foi eleita como a área mais urgente de intervenção nesta legislatura, não se percebe que continuemos a marcar passo e, mais grave, que o assunto esteja a cair no esquecimento neste período de propostas e debate eleitoral.
Por isso, é de apoiar e acarinhar a proposta da Presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, para que todos os países da União Europeia adoptem um salário mínimo para toda a gente, que vai dos 312 euros por mês na Bulgária até 2.142 euros no Luxemburgo.
Não é admissível que, depois de tantos recursos alojados ao combate à pobreza e de tantas promessas para minimizar o fenómeno, ainda seja perceptível, a olhos vistos, tanta gente a necessitar de socorro social, como se constata pela longa lista do RSI.
Será que na próxima legislatura haverá mais arrojo e coragem para colmatar as falhas ou já vamos tarde?

(Osvaldo Cabral – Diário dos Açores de 20/09/2020)

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vídeo esclarecedor sobre o covid

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Melhor video que já vi sobre o comportamento da covid-19! Muito bem explicado e bem documentado. Recomendo vivamente!

The ultimate update on our viral issue, bar none – Sept 8th 2020 . Get educated guys and gals – or keep your head in the sand while your errant leaders destr…

covicídio

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Cecília Barreira
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O MUNDO ÀS AVESSAS

Um mundo às avessas.
A nova lepra.
Aquele que transporta o vírus: há que isolá-lo. Que ninguém se chegue perto.
Em casa, enclausurado.
( Ele era o inimigo).
Para ali estava numa divisória do apartamento. A cabeça vazia. As dores da alma.
Ele era o alvo. Ninguém mais o ia querer ver. Nem falar ao telemóvel. Podia ser contagioso.
(O virótico não come. Não dorme. Bebe esporadicamente um pouco de água.
Não vê o sol. Não vê a chuva. Não respira.
Tudo lhe é interditado. Contém o mal).
Nunca se vira como o leproso. Mas era.
Fora obrigado a tudo abandonar.

A mulher não entrava no quarto vedado. Deixava à porta os alimentos.
(Nem sequer era de um grupo de risco. Tivera uma vida razoável. Apaixonara-se várias vezes. Foi amado).
Agora era estrangeiro dentro de si próprio.
Como previsível, ninguém telefonava.
No quarto , uma cama pequena, uma televisão antiga, uns livros esparsos.
(Teria sido daquela vez no escritório? O tal lanche?)
Impotente, apetecia-lhe chorar baixo.
Tentara falar com uma psicóloga . Estava mais assustada que ele.
A imanência do mal .
As duas filhas preservadas. A mulher longe.
A estranheza de um vírus demolidor.
Percorria o quarto pequeno dúzias de vezes para não dar em doido.
Quando ia à casa de banho contígua, olhava ao espelho: os olhos cavos , a boca doente, rugoso e pálido.
(Ele era o inimigo)
Ele , que fora sempre saudável.
Ele ,que até ia ao ginásio.
Ele, que não fumava nem bebia.
Crescia-lhe uma revolta.
O caos e a impotência.

A partir de agora ia ver-se livre disto.
E olhava para o piso da rua , do alto do sétimo andar.
Não. Não fazia falta a ninguém. As filhas já encarreiradas. A mulher completamente independente.
Do sétimo andar aquele chão parecia ínfimo. Embalador.

(Pôs diligentemente a máscara antes de saltar).

ceciliabarreira

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castelos de portugal (poucos os que nunca visitei)

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🇵🇹
CASTELO É O DIMINUTIVO DE CASTRO. SABIAM? CONFESSO QUE DESCONHECIA …

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Artur Monteiro to Os Castelos de Portugal

Sabem quantos castelos existem em Portugal?
Cerca de 400 a 500 fortificações!
Talvez fiquem surpreendidos com o número tão elevado. Descubram quantos e porque razão existem tantos.

Um castelo (diminutivo de castro) é uma estrutura arquitectónica de fortificação, com funções defensivas e em alguns casos residencial (muitos castelos serviam apenas como postos de vigia, por exemplo o Castelo de Almourol).

De tipo permanente, era geralmente erguido em posição dominante no terreno, próximo a vias de comunicação (terrestres, fluviais ou marítimas), o que facilitava o registo visual das forças inimigas e as comunicações a grandes distâncias. Chama-se castelete a um castelo pequeno e diz-se acastelado um edifício com aspecto de castelo.

Portugal, apesar de ser um país relativamente pequeno, possui centenas de castelos e fortificações, com um número entre 400 e 500. Os motivos que levaram os nossos antepassados a construir tantos castelos são, basicamente, dois: em primeiro lugar, a constante ameaça vinda de Espanha e dos Muçulmanos.

Era necessário defender as fronteiras a todo o custo e existem cidades como Chaves, por exemplo, que possuem 3 castelos e 2 fortificações, para além das muralhas. Em segundo lugar, surge um outro motivo menos óbvio, que foi a enorme onda de emigração dos portugueses para as antigas colónias. Tal facto fez com que existissem poucos homens para defender o território em caso de ataque, levando a que os governos investissem ainda mais na construção de fortificações e castelos.

Hoje em dia, esses castelos estão em diferentes estados de conservação: alguns estão preservados de forma excelente, outros foram convertidos em pousadas ou museus, outros precisam de obras urgentes e, infelizmente, alguns estão completamente em ruínas.

vírus ucraniano

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Pessoal, notei uma coisa muito importante e interessante.
Fui para a viagem de carro para Ucrânia. Na fronteira da parte da Ucrânia ninguém veste máscara, até mesmo os funcionários/militares do estado.
Nos supermercados basta entrar com máscara ao colo ou no pulso.
A questão está no seguinte: será que existe mesmo COVID-19 e ele assim tao mortal? Aquilo que vejo, não! Se aqui existisse esse vírus, toda gente já estaria morta….e serviço de fronteiras da Ucrânia sabe perfeitamente que isso tudo é uma farça…porque trabalham sem máscaras 24/7 e recebem muitas pessoas da Europa e ninguém fica doente de COVID-19. Mais uma coisa interessante que dois Doutores de uma clínica local, abriram kits de teste e mandaram-os sem utilizar nos pacientes e chegaram resultados positivos.
Aqui pessoas tem consciência que estamos numa burla política.
Mais logo ponho mais fotos.

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tempestade nas flores

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António Gil to Info Açores

JumtSurponhsifti noswoemrhed

Imagens de sexta-feira, dia 18. Impressionante.

Short flight with modified M1P drone for high wind, just a few hours before decaying tropical storm Paulette hit Flores island, Azores. Rain, strong wind, ro…

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Short flight with modified M1P drone for high wind, just a few hours before decaying tropical storm Paulette hit Flores island, Azores. Rain, strong wind, ro…

CABRAL EM BELMONTE

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ALDEIAS HISTÓRICAS DE PORTUGAL

Decorre hoje, dia 19 de setembro, a festa do Ciclo “12 em Rede” na Aldeia Histórica de Belmonte. 🎈🎊🎉
Com o mote “Por Terras de Cabral”, o dia começou com uma visita teatralizada comentada, pelas ruas de Belmonte, com o próprio Pedro Álvares Cabral. 😉
Momentos inesquecíveis, que se vivem na Aldeia Histórica de Belmonte. 😍
Conheça o programa ➡️ https://bit.ly/33Hrv8z

MORTOS COVID 1,47%

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“No que toca à percentagem de mortos por COVID-19 no total da mortalidade em Portugal, os portugueses inquiridos pensam, em média, que cerca de 26% da mortalidade se deveu à COVID-19, quando a realidade esta não ultrapassa os 3% de mortes por/com COVID no total global da mortalidade no nosso País.
Quanto ao panorama global, a perceção fica ainda mais distorcida, com a média dos inquiridos a acharem que cerca de 37% do total de mortes no mundo se deveram à COVID-19, quando na verdade, apenas 1,47% se pode atribuir à COVID, direta ou indiretamente.”

Num estudo da GfK Metris em parceria com a Blind Spot, entrevistaram-se 602 portugueses de maneira a entender a perceção dos mesmos face à COVID-19 e os seus efeitos. O estudo foi feito entre os dias 4 e 19 de Junho de 2020, e comparou-se então a opinião dos inquiridos com a realidade. Na prime…