CASTELO DE BELMONTE sede dos colóquios da lusofonia

Views: 0

🇵🇹

Image may contain: sky and outdoor
Image may contain: sky and outdoor
Image may contain: outdoor
António F. Oliveira Figueiredo to Os Castelos de Portugal

Castelo de Belmonte

O Castelo de Belmonte, na Beira Baixa, localiza-se na freguesia, vila e concelho de Belmonte, distrito de Castelo Branco, em Portugal.
Em posição dominante sobre uma elevação à margem esquerda do rio Zêzere, na região da serra da Estrela, este castelo medieval tem a sua história ligada à dos descobrimentos portugueses e à do Brasil, uma vez que os seus Alcaides pertenciam à família do navegador Pedro Álvares Cabral.
A primitiva ocupação humana do seu sítio é obscura, parecendo certo que, após a Invasão romana da Península Ibérica, teria coexistido com a estrada romana que ligava a povoação de Bracara Augusta (Braga) a Emerita Augusta (Mérida), hoje em território da Espanha.
As primeiras notícias históricas acerca destes domínios datam do Reinado de D. Afonso Henriques (1112/1185), quando o senhorio das terras de Centum Cellas teria sido doado ao Bispo de Coimbra (6 de Maio de 1168). Mais tarde, D. Sancho I (1185/1211), concedeu Carta de Foral à Vila (1199), que então integrava o senhorio.
Posteriormente, Afonso III de Portugal (1248/1279) determinou ao Bispo de Coimbra, D. Egas Fafes, que procedesse a construção de uma torre e castelo. Neste período, o Bispo da Guarda comprou e vendeu casas no recinto do castelo (1253) e, três anos mais tarde, a 27 de Abril, o Papa Alexandre IV doou o Castelo de Belmonte e as povoações de Inguias e Olas de Godim à Sé da Guarda, com todos os direitos episcopais, ficando a Sé de Coimbra a manter as possessões laicas. A torre e o castelo estariam possivelmente concluídos sob o Reinado de D. Dinis (1279/1325). Essas referências são confirmadas por vestígios arqueológicos dos finais do século XII e início do século XIII da demolição de casas no interior da vila para a construção do castelo e da torre de menagem.
Após o estabelecimento do Tratado de Alcanises (1297), com o consequente alargamento das fronteiras para o oeste, o Castelo de Belmonte perdeu importância estratégica, enquanto que a povoação se desenvolvia extramuros.
No contexto da crise de 1383/1385, o castelo perdeu parte das suas muralhas. Um pouco mais tarde, o Bispado de Coimbra permutou a vila de Belmonte, juntamente com o couto de São Romão, pela vila de Arganil com Antão Martim Vasques da Cunha (1392). No Reinado de D. João I (1385/1433), tendo o alcaide de Belmonte, entre 1397 e 1398, aderido ao partido do infante D. Dinis, o Soberano confiscou-lhe a vila e o castelo, doando-os como alcaidaria a Luís Álvares Cabral, passando a família Cabral a residir no castelo. O novo senhor procedeu a reconstrução do pano da muralha a Norte, onde se abriu uma nova Porta da Traição, acrescentando-se um cubelo para reforço.
No século XV, a vila e seu castelo foram doados por D. Afonso V (1438/1481) a Fernão Cabral (1466), pai de Pedro Álvares Cabral, que prosseguiu a adaptação desta edificação militar a residência senhorial.
No contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa, a sua defesa teria sido modernizada pela construção de alguns baluartes. Ainda em fins do século XVII, o interior do castelo foi danificado por um incêndio (1694). No século seguinte, foi erguido o edifício junto ao portão principal, tendo o último senhor de Belmonte, Caetano Francisco Cabral, falecido em 1762.
Pinho Leal, comentando que se encontrava em ruínas, transcreve uma descrição do castelo no século XVIII:
“O Castelo consta de uma alta torre, com duas grandes janelas, uma para o meio-dia, outra para o poente; é quadrada e dela continuam as casas do senhor do mesmo castelo, tudo fortificado com muralha de cantaria, e por fora, em todo o circuito, com baluartes que se conservam ainda em bastante altura.” (Pe. Luís Cardoso. Dicionário Geográfico. apud: Pinho Leal. Portugal Antigo e Moderno (12 v). Lisboa: 1872 e segs.)
O edifício junto à porta principal funcionou, no início do século XX, como prisão. O imóvel foi declarado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 15 de Outubro de 1927. Entre a década de 1940 e a de 1960 foram procedidas diversas intervenções de conservação e restauro a cargo da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN).
Mais recentemente, em 1992, passou à afectação do IPPAR, tendo sido erguido no seu interior, um anfiteatro, destinado à apresentação de espectáculos. Entre 1992 e 1994 foram procedidos trabalhos de prospecção arqueológica no interior do castelo, comprovando a presença romana e, entre 1994 e 1995, no interior da torre de menagem.
Revitalizado, actualmente o monumento encontra-se aberto à visitação pública. Como curiosidade, uma antiga chave do Castelo de Belmonte encontra-se no acervo da Casa-Museu João Soares da Fundação Mário Soares, em Cortes (Leiria).
Na cota de 615 metros acima do nível do mar, o castelo apresenta planta de traçado ovalado irregular, erguido em aparelho de pedra granítica. A fachada principal do castelo, orientada para o Sul, é rasgada por um portal de arco de volta perfeita, encimado por uma esfera armilar e pelas armas dos Cabral.
Fechando o ângulo Sudoeste, adossada à muralha pelo exterior, ergue-se a Torre de Menagem em estilo românico, em três pavimentos, encimada por ameias quadradas de terminação piramidal. No lado sudeste das muralhas encontra-se um espaço residencial – adaptação quinhentista, com filiação no estilo maneirista, de uma pequena torre medieval. No pano exterior do Paço rasga-se uma janela em estilo manuelino, com verga de recorte trilobado. A oeste, as ruínas do antigo Paço – mandado ampliar pelo pai de Pedro Álvares Cabral – adossado à Torre de Menagem. Rasgam-no ainda outras janelas de balcão que se apoiam em mísulas. Para além de pedras brasonadas, os panos de alvenaria são rasgados por aberturas de seteiras com troneiras.

DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO

Views: 0

«(…) A democratização do ensino consiste em que o professor não acastele o seu aluno na língua culta, pensando que só a língua culta é a maneira que ele tem para se expressar; nem tampouco aquele professor populista que acha que a língua deve ser livre, e portanto, o aluno deve falar a língua gostosa e saborosa do povo, como dizia Manuel Bandeira. Não, o professor deve fazer com que o aluno aprenda o maior número de usos possíveis, e que o aluno saiba escolher e saiba eleger as formas exemplares para os momentos de maior necessidade, em que ele tenha que se expressar com responsabilidade cultural, política, social, artística etc.

E isso fazendo, o professor transforma o aluno num poliglota dentro da sua própria língua. Como, de manhã, a pessoa abre o seu guarda-roupa para escolher a roupa adequada aos momentos sociais que ela vai enfrentar durante o dia, assim também, deve existir, na educação lingüística, um guarda-roupa lingüístico, em que o aluno saiba escolher as modalidades adequadas a falar com gíria, a falar popularmente, a saber entender um colega que veio do Norte ou que veio do Sul, com os seus falares locais, e que saiba também, nos momentos solenes, usar essa língua exemplar, que é o patrimônio da nossa cultura e que é o grande baluarte que esta Academia defende.»
http://www.novomilenio.inf.br/idioma/20000704.htm

Image may contain: 1 person

DESCOBRIMENTO DE SÃO JORGE PELOS PORTUGUESES

Views: 0

A ilha aparece figurada, sem identificação, no “Portulano Mediceo Laurenziano” (Atlas Laurentino, Atlas Mideceu), de 1351, atualmente na Bib…
About This Website
https://blogorigens3.blogspot.com/2020/09/the-jorney-to-sao-jorge-island-in.html?fbclid=IwAR3LGbSYd56yFx5JOiiE9fLRMECVTdLaz0i6L6SIfQ1FlzyOmP5ycvMWWvc

 

o regresso a Timor

Views: 1

Chegaram 🙏🙏

Image may contain: outdoor
Antonio Sampaio

Covid-19: Mais de 200 portugueses e timorenses chegaram hoje a Díli em voo de Lisboa

Díli, 21 set 2020 (Lusa) – Mais de 200 pessoas, maioritariamente professores portugueses e estudantes timorenses, entre cidadãos de outros países, chegaram hoje a Díli num voo proveniente de Lisboa, operado pela empresa euroAtlântico.
O Boeing B767-300ER da euroAtlântico chegou a Díli cerca das 11:15 (03:15 em Lisboa), depois de uma viagem direta de Lisboa com paragens técnicas no Dubai e em Kuala Lumpur.
A bordo viajaram 119 cidadãos portugueses (alguns têm dupla nacionalidade), maioritariamente professores da Escola Portuguesa de Díli.
Viajaram ainda 76 timorenses, quase todos estudantes que estavam em vários países e se concentraram em Lisboa para poder regressar a casa, depois de meses sem o poder fazer.
Entre os passageiros estão ainda dois cidadãos do Reino Unido, um cidadão brasileiro, três cabo verdianos, um espanhol e um irlandês, segundo fonte da empresa.
O voo, iniciativa da própria euroAtlântico, foi organizado para permitir que regressassem a Timor-Leste os professores da Escola Portuguesa de Díli (EPD), que tinham saído num voo de repatriamento operado pela mesma empresa.
Timor-Leste, que está com um caso ativo da covid-19 (com 26 doentes recuperados desde o início da pandemia), está sem voos comerciais desde março, deixando o país praticamente isolado.
O país está atualmente a cumprir o quinto período de 30 dias de estado de emergência, com restrições nas entradas por terra e ar.
A viagem chegou a estar marcada para 06 de setembro, mas foi adiada a pedido do Governo timorense para permitir o repatriamento dos estudantes timorenses.
Todos os passageiros tiveram de apresentar testes negativos à covid-19 e terão agora de cumprir um período de 14 dias de quarentena em Díli.
O avião pernoita em Díli antes de regressar a Lisboa, levando portugueses e timorenses – todos tiveram que obter testes negativos da covid-19 – que não têm tido alternativa para sair de Timor-Leste.
Nesse voo para Lisboa seguem 24 portugueses, 25 timorenses, uma cidadã alemã e dois cabo-verdianos.
O voo deverá aterrar em Lisboa ao final da noite de terça-feira.
A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 957.948 mortos e mais de 30,8 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

ASP // JMC
Lusa/Fim

portugal a encolher há 16 mil anos

Views: 1

No photo description available.
Horácio Costa

Há muito que procurava um mapa assim com o nível do mar em Portugal antes do degelo da ultima glaciação como ainda não encontrei resolvi deitar mãos à obra.
Com base num mapa do arcgis onde é visível a plataforma continental (até 150 metros de profundidade) e sabendo que o mar subiu cerca de 145 metros nos últimos 18 mil anos fiz o mapa da esquerda com a nossa antiga linha costeira.
Alguns rios poderão ser fantasiosos outros são fundamentados pelos canhões submarinos escavados pelos caudalosos cursos de água de outrora.

Opinion | ‘White Australia’ Policy Lives On in Immigrant Detention – The New York Times

Views: 0

The government’s abuse of refugees in offshore facilities on Nauru and Papua New Guinea has its roots in the country’s racist, colonial history.

Source: Opinion | ‘White Australia’ Policy Lives On in Immigrant Detention – The New York Times

música galega Isabel Rei

Views: 0

Isabel Rei Samartim is with Maria Nieves Rodriguez Prieto and 4 others.
https://www.facebook.com/isabel.reisamartim/videos/10222107160244451/
tnSp1oomnsrored

Uma das maiores satisfações na hora de reunir a música para guitarra dos fundos galegos foi a de tratar com pessoas maravilhosas que me permitiram conhecer as suas histórias familiares e me brindaram os seus fundos guitarrísticos, para que através do seu estudo puderam ser também património simbólico de tod@s @s galeg@s. Entendo que é assim que se faz a cultura. É a essas famílias que quero dedicar esta série de quatro moinheiras, conservadas nos fundos galegos para guitarra.

-3:52

tnSp1oomnsrored

Uma das maiores satisfações na hora de reunir a música para guitarra dos fundos galegos foi a de tratar com pessoas maravilhosas que me permitiram conhecer as suas histórias familiares e me brindaram os seus fundos guitarrísticos, para que através do seu estudo puderam ser também património simbólico de tod@s @s galeg@s. Entendo que é assim que se faz a cultura. É a essas famílias que quero dedicar esta série de quatro moinheiras, conservadas nos fundos galegos para guitarra.

-3:52

CASTELO BRANCO OS CARTAZES HEDIONDOS FORAM RETIRADOS

Views: 0

Rui Augusto to DESMASCARAR
t1Sponsorredntd

Meus amigos, por este meio quero agradecer a este grupo o apoio que me foi prestado nesta minha pequena luta contra os já famosos cartazes que colocaram nas escolas de Castelo Branco. Foram retirados hoje das escolas depois da pressão exercida por todos nós.. Isto é uma prova de que nem tudo está perdido e que juntos somos muito fortes, não percam a esperança e lutem, com vocês vi finalmente que podemos fazer algo, comecei está luta sozinho e acabei com centenas e centenas de pessoas a apoiar, graças a vocês e as vossas partilhas! Inclusive eu..um Zé ninguém nisto da politica consegui que a oposição aqui em Castelo Branco levasse isto a sério…obrigado a todos e não percam a esperança..aos administradores uma palavra de incentivo.. Não desistam! Cada vez somos mais!

No photo description available.
Image may contain: outdoor

FLORES, MAIS CASCATAS

Views: 0