criminoso de guerra 100 mil mortos depois, diz-se arrependido

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DURÃO BARROSO – 100.000 MORTOS DEPOIS
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Artigo de Miguel Sousa Tavares no Expresso

“Levo tantos anos a olhar para a política portuguesa quantos ela tem de existência democrática. E em todos estes anos vi, como em todas as outras áreas, políticos bons, maus ou péssimos, honestos e desonestos, verdadeiros servidores públicos ou servidores de si mesmos. Avaliando-os não apenas ou necessariamente pelas suas características pessoais mas também pelos resultados da sua acção, coloco à cabeça do ranking daqueles que em minha opinião foram os piores de sempre dois nomes: Aníbal Cavaco Silva e José Manuel Durão Barroso.

Ambos têm algumas coisas em comum, além de terem pertencido ao PSD e terem sido primeiros-ministros. O principal em comum foi o facto de se terem elevado, por um conjunto excepcional de circunstâncias, até onde os seus dotes jamais fariam prever, e de o terem feito tudo devendo à democracia e nada tendo contribuído para ela, antes pelo contrário.

Mas uma coisa, em minha opinião, os distingue de forma clara: enquanto Cavaco Silva, embora nunca tendo sido propriamente alguém desinteressado da sua sorte, tinha, apesar disso, uma ideia, certa ou errada, de missão para o país, Durão Barroso passou sempre os seus interesses próprios à frente de tudo o resto.

Como exuberantemente se provou quando a meio do mandato como primeiro-ministro e após uma derrota nas europeias, tendo acabado de prometer solenemente aos portugueses que entendera a mensagem, não hesitou em abandonar o barco mal lhe caiu do céu o convite para presidir à Comissão Europeia — o que até o primeiro-ministro de um país tão irrelevante como o Luxemburgo, convidado antes dele, tinha recusado, exactamente porque entendeu que o seu dever era o de cumprir o mandato que lhe haviam confiado os seus eleitores nacionais.

A propósito da célebre Cimeira das Lajes, que deu luz verde à segunda guerra do Iraque, e que deve ficar a constar dos anais como um dos episódios mais vergonhosos da nossa diplomacia, veio agora Durão Barroso, ressalvando que “não gosta de julgamentos retroactivos”, reconhecer que se fosse hoje, com o que se sabe, “provavelmente, teria feito diferente”. Mente: o que se sabe hoje já se sabia na altura. Ou, pelo menos, o que Durão Barroso garantiu na altura que sabia — que tinha visto com os seus olhos as “provas” da existência de armas de destruição maciça no Iraque — era mentira.

Não havia provas algumas, porque não havia armas. No Conselho de Segurança da ONU, o MNE francês, Dominique de Villepin, desfez na cara do secretário de Estado, Colin Powell, as supostas provas, em termos que se tornaram humilhantes para os americanos e evidentes para quem quer que não fosse idiota ou desonesto. E, no terreno, a Agência de Energia Atómica, por mais que procurasse, não encontrava quaisquer vestígios do tal armamento nuclear que Washington e Barroso garantiam existir.

Foi então, exactamente porque se estava a tornar óbvio para todos que não tinha provas, que George W. Bush tomou a decisão de invadir. Ou, citando as inesquecíveis palavras do ex-director do Expresso, José António Saraiva, porque só invadindo é que se podia saber se havia ou não armas. Sem provas que não umas ridículas montagens fotográficas, com a oposição do Conselho de Segurança e da maioria dos seus aliados, restava a Bush o apoio dos Governos de Aznar e de Tony Blair. Mas chamá-los a Washington para decidir a guerra numa cimeira a três pareceria às divididas opiniões públicas de Espanha e Inglaterra um acto de vassalagem, e pior ainda se fosse em Espanha ou no Reino Unido.

E foi então que Barroso cheirou a oportunidade e ofereceu o apoio de Portugal e a Base das Lajes, com a justificação simplista de que “não podíamos ficar neutros” quando o nosso “aliado” resolvia invadir um país só para satisfazer o desejo pavloviano de glória militar do seu Presidente. É claro que Bush teria invadido o Iraque com ou sem a Cimeira das Lajes, pois tinha isso decidido desde o primeiro dia em que tomou posse. Portugal é que não precisava de ficar ligado a esse triste episódio de uma mentira orquestrada que conduziu a uma guerra que custou directamente 100 mil mortos, fora os que resultaram e ainda resultam indirectamente do terrorismo do Daesh, nascido dessa invasão.

Hoje, George W. Bush dedica-se à pintura no seu rancho do Texas, e Durão Barroso, além de trabalhar para o Goldman Sachs — os consultores que aconselharam os gregos a ocultarem dívida da UE, cuja implacável cobrança a UE, depois presidida por Durão Barroso, exigiria —, dedica-se também a conferências ou palestras onde deixa cair, em tom sábio e diletante, tiradas como as que acima citei. Não gosta de julgamentos retroactivos. Eu também não, mas não estamos a falar do século XVII nem do padre António Vieira. Estamos a falar de 100 mil mortos, há 17 anos. Em nome de uma mentira.

Suponho que para os playmakers do mundo esses mortos sejam uma abstracção. “Danos colaterais” que apenas se tornam um pouco mais visíveis quando vemos os corpos mutilados dos clientes do Bataclan parisiense mortos num atentado do Daesh.

Mas aí Durão Barroso poderá justificar-se garantindo que perguntou várias vezes a Bush: “E o after?” Ele não terá respondido, porque não fazia ideia, mas tal não impediu o primeiro-ministro português de dividir o palco de guerra com ele, por um breve e intenso momento de vaidade planetária. Os mortos, se acontecessem, viriam depois, num after que já seria história acessória.

As Lajes, o silêncio sobre o massacre de Luanda, a diplomacia conivente com a Indonésia são três episódios da nossa política externa de que devemos ter sincera vergonha. E todos eles tiveram a assinatura de Durão Barroso

Hoje, somos muitos rápidos e muito voluntaristas a julgar os responsáveis de séculos passados ou a julgar estrangeiros, mas muito cerimoniosos com os nossos e actuais responsáveis.

Desfilamos indignados com o assassínio do negro George Floyd, asfixiado às mãos de um polícia americano, que está preso, mas ninguém se manifesta contra o assassínio à pancada durante dois dias de um emigrante ucraniano às mãos de três agentes do SEF, os quais a juíza de instrução manteve em liberdade e cujos nomes nem sequer foram revelados. Estamos ansiosos para não ficar atrás de outros que derrubam estátuas de descobridores ou missionários que dizem que afinal não passavam de esclavagistas, mas assistimos tranquilamente às palestras de Durão Barroso, no seu papel de sábio da política internacional, sem lhe perguntar nada sobre o Iraque ou sobre o massacre de Luanda, quando os responsáveis da UNITA que lá estavam ao abrigo dos Acordos de Bicesse, negociados por Durão Barroso, foram chacinados e perseguidos sem aviso pelo Governo do MPLA, perante o silêncio absoluto do Governo português e do seu MNE (Durão Barroso), a quem cabia a responsabilidade moral da sua protecção, ou, ao menos, da denúncia do que se tinha passado. Ou sobre Timor, quando o mesmo Durão Barroso, como MNE, se encontrava, ano após ano na ONU, com o MNE indonésio, Ali Alatas, e gentilmente, com um ar de quem tinha despachado o frete constitucional, dizia infalivelmente: “Concordámos em continuar a discordar e em encontrarmo-nos outra vez para o ano.”

Entretanto, Portugal perdia cada vez mais apoios internacionais para a questão, e os timorenses continuavam a ser ocupados e esmagados pelos indonésios. No espírito de Barroso, o assunto estava resolvido por si, de facto, e não havia nada a fazer, era um aborrecimento todos os anos ter de pedir um encontro com Alatas.

Mas Guterres e Bill Clinton provaram depois que não era assim: era só uma questão de acreditar que na política externa também é possível bater-se por princípios. (Mas como a hipocrisia dos políticos pode ser infinita, anos depois e já independente graças a Guterres, quando Barroso era presidente da Comissão Europeia e Timor ansiava por dinheiros europeus, o Governo de Timor propôs e Barroso aceitou ser condecorado pelos serviços prestados à independência do país.)

As Lajes, o silêncio sobre o massacre de Luanda, a diplomacia conivente com a Indonésia são três episódios da nossa política externa de que devemos ter sincera vergonha. Todos eles tiveram a assinatura de Durão Barroso e de todos escapou incólume ou melhor ainda.

A sua vida política merecia uma biografia à maneira anglo-saxónica, sem contemplações. E começando logo pelo seu passado maoista na Faculdade de Direito, descartado como um fait-divers, como um arroubo dos 20 anos — como se o fosse. Como se aos 20 anos o jovem Durão Barroso não tivesse idade para saber o que era o maoismo, para conhecer a extensão inominável dos seus crimes e não soubesse o que fazia ao andar, feito um iluminado histérico, a gritar vivas a Estaline e a Mao.

Eu aos 20 anos já sabia muito bem distinguir a liberdade da ditadura, um assassino psicopata de um líder nacional. Não, não foi um erro de juventude, foi um pecado original. Que, não sendo explicável pela psiquiatria, como em muitos casos semelhantes, deve ser analisado à luz de um defeito de carácter. E, a essa luz, analisada toda uma carreira política verdadeiramente notável. Notável pelo que alcançou, pelo que exigiu de contorcionismo para lá chegar e lá se manter e pelo infinito vazio e inutilidade final que deixou sempre à sua passagem. Tanto poder para nada!”

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inacreditável antissemitismo gospel

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Paulo David
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Antissemitismo Gospel.
Pastor evangélico Tupirani Lores pede a Deus que massacre o povo de Israel num novo Holocausto.
Em Portugal já vimos o apoio evangélico ao CHEGA.
E é isto…

O ANTISSEMITISMO COMEÇA A SE MANIFESTAR NA IGREJA EVANGÉLICA VEJA O QUE ESSE PASTOR ANTISSEMITA TUPIRANI DA HORA LORES, PASTOR DA IGREJA PENTECOSTAL GERAÇÃO …

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O ANTISSEMITISMO COMEÇA A SE MANIFESTAR NA IGREJA EVANGÉLICA VEJA O QUE ESSE PASTOR ANTISSEMITA TUPIRANI DA HORA LORES, PASTOR DA IGREJA PENTECOSTAL GERAÇÃO …

australianos capturam e prendem avô dos timorenses

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Rosely Forganes to Timor, Crocodilo Voador

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Lee Brogden

Just another day in Australia…catching the local dinosaur who’s been eating the cattle and moving him on to somewhere else.

voltou a guilhotina e estes Talibã não são islâmicos

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Carlos Fino
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VOLTOU A GUILHOTINA?

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Pedro Bingre do Amaral

DECAPITAR ESTÁTUAS

Alguém decapitou hoje de madrugada em Coimbra um busto de Robert Baden-Powell (1857-1941), fundador do Movimento Escotista mundial. A peça escultórica encontrava-se numa rotunda cuja toponímia homenageava a mesma pessoa. Ainda ninguém reivindicou este acto, embora presumivelmente a motivação seja a mesma que ultimamente tem levado a gestos semelhantes noutros países: o ajuste de contas com a História.

Há duas formas muito diferentes de participar na vida cívica e política: uma apela ao diálogo e ao consenso; a outra recorre à destruição e ao dissídio. A primeira é própria de uma democracia, a segunda das tiranias.

volta a haver covid nas ilhas 1 caso na Terceira

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Diagnosticado caso positivo na Ilha Terceira

Comunicado da Autoridade de Saúde Regional

A Autoridade de Saúde Regional informa que, decorrente das 581 análises realizadas nos dois laboratórios de referência da Região nas últimas 24 horas, foi diagnosticado um caso positivo de COVID-19 na ilha Terceira.
O caso diagnosticado reporta-se a um indivíduo do sexo masculino, de 24 anos de idade, não residente nos Açores, que desembarcou sexta-feira, 19 de junho, na Região, proveniente de ligação aérea com o território continental.
Este indivíduo viaja com mais três pessoas, sendo que todas elas obtiveram teste negativo para SARS-CoV-2 e cumprem quarentena.
O caso positivo, que apresenta situação clínica estável e se encontra em alojamento local, está a ser acompanhado pela Delegação de Saúde Concelhia, estando em curso os procedimentos definidos para caso confirmado e de vigilância de contactos próximos.

DA MOBILIDADE E INSULARIDADE AÇÓRICAS – CRÓNICA 285 – 6.9.19

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18.4. DA MOBILIDADE E INSULARIDADE AÇÓRICAS – CRÓNICA 285 – 6.9.19

Diz o primeiro-ministro, e eu não tenho razões para duvidar, que o custo do subsídio de mobilidade das ilhas é incomportável. Acredito que possa ser para quem vive lá para os lados da capital do antigo Império, mas para quem não teve escolha e aqui nasceu, ou para quem, como eu, aqui vive por opção, só peca por ser reduzido. Sem esse subsídio de mobilidade estaríamos todos mais presos do que já estamos a estas ilhas por razões de distância, de clima, de falta de alternativa de transporte marítimo. Os alunos que aqui não têm cursos deixariam de poder frequentar as universidades e politécnicos da Península Ibérica (deixariam de contribuir para o crescimento da economia), eu ficaria impossibilitado de ali realizar anualmente um dos dois colóquios da lusofonia, deixaria de poder visitar as restantes ilhas (são 9 senhor primeiro) e teria de ficar confinado à ilha onde vivo. É que sabe, senhor primeiro, aí meto-me na viatura e desde que tenha dinheiro para portagens e combustíveis desloco-me onde quero, não só na Península mas pela Europa, Ásia, etc.….Aqui não temos pontes, nem túneis nem autoestradas a ligar as nove ilhas, e se deixássemos o livre mercado da aviação funcionar os preços seriam os antigos entre 500 e 700€ para uma deslocação à velha Ibéria…

Além disso, deve ter-se esquecido que os nossos impostos pagaram e pagam as autoestradas, pontes, passes sociais e tanta coisa de que os aí residem podem beneficiar e nós não…por isso, venha cá viver uns tempos, de preferência no Corvo e nas Flores nos meses de inverno e depois falamos. Falar é fácil mas por vezes é necessário ter conhecimento de causa e de vivências. A da insularidade faz-lhe falta, como a mim me fazia antes de aqui viver e pensar que estas ilhas eram um desperdício de dinheiro. Houve até um seu colega político de outra cor partidária que afirmou em tempos (não encontro essa citação agora) de que ficava mais barato transladar os habitantes (cerca de 430) do Corvo do que mantê-los lá. Eu, pessoalmente também creio que ficava mais barato transladar os habitantes de Lisboa do que mantê-los lá, mas é só uma opinião pessoal de alguém que nasceu no norte… com o dinheiro que Lisboa gasta fazia-se um país decente e mais equitativo, sempre achei incomportável o custo de manter Lisboa. As vias rápidas e ferroviárias sempre podiam ir para outro sítio, nós aqui – infelizmente – não podemos.

Enquanto na Península se pode ir ao lado de lá da fronteira e comprar gás ou meter gasolina barata, nós aqui pagamos e calamos, e nem temos a gasolina barata dos hipermercados como aí… De facto, senhor primeiro, acho que deviam dar-nos muito mais de subsídio de mobilidade pelo que perdemos e não está ao nosso alcance e para si é trivial quotidiano. Acredite que sei do que falo, pois já vivi nos dois sítios, sei fazer contas e constatar as diferenças. Se acordar com nevoeiro na Portela pode meter-se na viatura e ir a qualquer lado, aqui se eu acordar com ventos, nevoeiros ou os habituais temporais insulares nem a nado posso ir a lado nenhum, há quem diga que as ilhas podem ser uma prisão sem grades e já o senti, algumas vezes, mesmo sem viver no Corvo e Flores que mais tempestades apanham. E entre ilhas temos uns barquitos, alugados a preço de ouro, de maio a setembro mas no resto do ano dependemos da perícia dos pilotos da SATA para aterrar em sítios onde a maioria tinha medo e voltava para trás…

Diz o primeiro-ministro, e eu não tenho razões para duvidar, que o custo do subsídio de mobilidade das ilhas é incomportável, eu concordo, é incomportavelmente baixo para as necessidades dos que aqui vivem, quando as comparo com os preços de viagens de barco e de avião entre as ilhas das Canárias… como os espanhóis querem as Desertas talvez se lhe oferecêssemos os Açores eles conseguissem voos mais baratos … Ah! Já me esquecia que depois Portugal perdia milhares de quilómetros de fronteira marítima e suas riquezas, estou certo que destas, se retirarmos uns tostões pagamos todos os subsídios de mobilidade, presentes e futuros.

JOEL NETO TEM RAZÃO: A VIDA NO CAMPO É MARAVILHOSA

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18.4. JOEL NETO TEM RAZÃO: A VIDA NO CAMPO É MARAVILHOSA, CRÓNICA 268, 25.6.2019

Ando há muito para escrever isto, mas acanhei-me com temor de poder ser mal interpretado ou de poderem de aí advir consequências indesejadas. Mas, de facto, viver no campo é uma maravilha, estou na calma bucólica e rural da Lomba da Maia e, por vezes, sinto que voltei atrás no tempo à infância transmontana. O que mais me impressiona (e daí fazer-me lembrar a infância e adolescência) é este sentimento de viver no faroeste sem xerife nem regedor, quando olho ao redor e reparo a quantidade de casas que – nestes quinze anos – foram demolidas, aumentadas, modificadas, recicladas, modernizadas sem que os fiscais da Câmara Municipal da Ribeira Grande se dessem ao trabalho de verificar que decorrem, invariavelmente, sem a aposição da longa nota explicativa e indicadora do licenciamento da obra.

São, decerto, uns serviços de fiscalização compreensivos pois sabem que a situação da pecuária e da agricultura por estas bandas não é das mais famosas, e assim evitam impor coimas, nem querem obrigar a demolições (estou a lembrar-me da promessa de demolição do Prédio Coutinho em Viana do Castelo desde 2000) aos pobres donos dessas moradias que sem projeto, nem arquiteto, nem construtor civil encartado continuam a pontilhar a paisagem rural da costa norte de São Miguel, tornando-a visualmente mais variada. Algumas das obras, verdade seja dita, ferem a sensibilidade arquitetónica que parece inexistir por estas bandas, umas serão meros mamarrachos, outras verdadeiros abortos de construção muito pouco civil, contrariando as leis da gravidade ou do bom senso, que também não parece abundar por estes lados. Há ainda as que são feitas à total revelia de tudo, umas mais disfarçadas que outras nas traseiras ou ao lado de edificações anteriores ou no topo de edifícios já existentes.

E é disto que gosto, deste sentimento de impunidade, de fora da lei que parece ser característica comum aos homens da costa norte que mostram, com a abstenção maciça nas eleições europeias, estarem verdadeiramente nas tintas para as normas e regulamentos que a EU cria e só servem para empatar a vida de pacatos concidadãos. E como não votam neles também não se dão ao trabalho de os notificar para as obras e longe vá o agouro, se eu quisesse comunicar o facto às entidades competentes tinha de tirar um mestrado em burocracia para reportar o sucedido. Só é chato e incoerente depois pedirem subsídios….

Outras das razões por que tanto me apraz viver no campo é ver como aqui parece que não é preciso ter carta de condução (carros, tratores, ou outras viaturas), nem é preciso levar os carros à inspeção, nem pagar seguro obrigatório contra terceiros, ou usar capacete em veículos de duas rodas… assim se constrói a felicidade deste povo de gostos simples e sem grandes exigências ao poder instituído. Raras vezes surgem por cá PSP ou GNR a verificar documentação ou outras chinesices que ocorrem nas grandes cidades. E é este sentimento de total alheamento de leis, normas e regulamentos que me faz gostar de aqui viver e de me sentir tão longe do poder centralista. Joel Neto tem razão é bom viver no campo.

morreu PEDRO LIMA

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PEDRO LIMA NÃO ERA ACTOR

Pedro Lima não era actor, era um humano igual a todos nós. Nem as as mulheres que teve, nem os filhos, nem os colegas, nem os amigos fazem a mínima ideia das razões porque Pedro Lima se suicidou. Só ele, que teve a coragem ou cobardia, conforme a análise de diferentes pontos de vista, sabia da sua vida para pôr termo à mesma. A coragem ou cobardia de enviar mensagens para os amigos a despedir-se. Pedro Lima tinha como profissão ser acor de televisão, teatro e cinema. Era um amante de 20 anos que fez quatro filhos depois de já ter um filho da sua primeira mulher. Igual a milhares de casos no mundo. Pedro Lima vivia bem, adorava o mar e era bom surfista. Era estudioso e dedicado a tudo o que fazia, fosse uma telenovela ou uma casa nova. Mas, haveria dinheiro para uma nova casa, para cinco filhos, para uma esposa? Só Pedro Lima sabia que tinha problemas como todos nós temos. Compreendo que só Pedro Lima tinha conhecimento das razões para se entregar decididamente ao grande amor da sua vida – o mar.

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Os Equívocos da Educação à Distância

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Enigmas da Educação a Distância. O meu debate sobre as diferenças entre educação a distância e ensino remoto de emergência, publicado hoje no jornal sinalAberto #sinalaberto

A pandemia trouxe a educação à distância para as nossas casas. De um dia para outro, toda a gente passou a falar de educação à distância. A expressão, que já era controversa no contexto profi…

chega, racismos, extremismos

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ps ESTOU FARTO DE DIZER A CULPA NÃO É DELES, MAS DO ps E psd QUE DÃO ACHAS PARA A FOGUEIRA NADA CORRIGINDO NA JUSTIÇA, CORRUPÇÃO, RACISMO, ETC….
Joel Neto
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E se o Chega metesse a sua manifestação “Portugal Não É Racista” onde o sol não brilha?

Líder do movimento Nova Ordem Social dá ainda instruções aos “nacionalistas” e às “tendências mais radicais”: pede que não façam saudações nazis e que não levem cartazes e símbolos que vão além das posições de André Ventura (que se demarca do apelo a extremistas)
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Líder do movimento Nova Ordem Social dá ainda instruções aos “nacionalistas” e às “tendências mais radicais”: pede que não façam saudações nazis e que não levem cartazes e símbolos que vão além das posições de André Ventura (que se demarca do apelo a extremistas)

O REVIRALHO

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Na I República e Reviralho, é que era. Hoje, o pensamento da quase totalidade dos nossos representantes políticos dava para escrever uma obra intemporal: “Política para Totós” 😆
A começar pela caquética Esquerda (a começar pela açoriana…). Eis a beleza de perceber este “caldo” e riqueza de pensadores em plena Ditadura Militar”:
“As forças vivas encontram alento na indiferença do operariado e da pequena burguesia (segundo o Partido Republicano Português)”. A Confederação Geral do Trabalho (CGT) respondia denunciando a venalidade eleitoral da aliança dos comunistas com a Esquerda Democrática (ED): “O Partido Comunista (…) lança-se na luta eleitoral com um programa reformista, nitidamente anti-moscovita e liga-se aos esquerdistas. (…) E assim constata-se o aparecimento duma ideia política nova composta de duas ideias antagónicas: a comunista que pretende deitar abaixo a sociedade e a esquerdista que quer conservá-la, dotando-a de bases mais sólidas (“A venalidade eleitoral. O comunismo-esquerdista e o socialismo-silvista!”). ehehe, brilhante 😅
(PINTO, A – adaptado)
Imagem: Esquerda.net

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