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RUI DUARTE RODRIGUES:
«COM SEGREDOS E SILÊNCIOS»
– A minha evocação de um poeta sereno e discreto.
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RUI DUARTE RODRIGUES:
«COM SEGREDOS E SILÊNCIOS»
– A minha evocação de um poeta sereno e discreto.
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Veja os mapas interativos sobre os 15 países livres da Covid-19. Enquanto as ditaduras escondem números, noutros países o vírus não chegou. – Coronavírus , Sábado.
Source: Das ilhas isoladas aos ditadores: os 15 países livres da Covid-19 – Mundo – SÁBADO
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Chama-se Cristina Moura e é uma madeirense com grande dinamismo nos Açores, ao nível do serviço de apoio ao domicílio junto da população idosa, através de uma plataforma digital (website).Os tempos de pandemia e de fortes restrições sociais desafiaram a criatividade ao nível do altruísmo. Esta assistente social madeirense, que reside nos Açores há 20 anos, pensou “fora da caixa” e, com o apoio de uma equipa dinâmica, tem estado no terreno no serviço a quem mais precisa. Cristina Moura é a diretora técnica do projeto “Boa Vontade. SAD” (https://boavontadesad.wixsite.com/porumacausamaior) que pode ser seguido pelo público e conta com a colaboração de voluntários.Discreta mas abnegada, esta assistente social de formação, com 38 anos de idade, apostou na criação de uma plataforma digital para prestar cuidados em tempo de crise e isolamento através da Casada do Povo das Capelas (CPC). Servir quem mais precisa e fazer da solidariedade um lema de trabalho concreto e visível são valores que norteiam este projeto que tem dado bons frutos na comunidade açoriana.A Casa do Povo de Capelas, IPSS, sediada na costa norte da ilha de São Miguel, possui a valência de Serviço de Apoio Domiciliário (SAD). Cristina Moura, explica ao FN as linhas orientadoras do projeto: “Face à realidade do nosso país e pensando nas pessoas idosas e/ou em situação de dependência, que apoiamos, ao nível da SAD (Serviço de Apoio ao Domicílio), nas freguesias de Capelas, Fenais da Luz, São Vicente Ferreira e Santo António, foi criada esta plataforma com duplo objetivo de satisfazer eventuais necessidades de recrutamento de pessoal na área de prestação de cuidados a este público e disponibilizar informação fidedigna a cuidadores e potenciais cuidadores (formais e/ou informais), bem como a pessoas voluntárias”. Atualmente, são apoiadas cerca de 70 pessoas em situação de dependência nos seus domicílios e, dada a realidade de pandemia, prevê-se um aumento da procura desta resposta social SAD.O projeto tem tido uma recetividade positiva junto da população mas não vai ficar por aqui. Cristina Moura explica-o: “Pretendemos com esta plataforma prepararmo-nos para em caso de necessidade alargarmos a nossa capacidade de intervenção, mas de uma forma sustentada e viável. A plataforma poderá ser uma ajuda no recrutamento de pessoal (remunerado e não remunerado), bem como, um apoio para identificação de tipo de apoio que poderá ser solicitado, nas atividades da vida diária das pessoas apoiadas ou que necessitamos de vir a apoiar, sendo que disponibilizamos recursos pedagógicos de modo a uma melhor compreensão desta área de atuação”.O website – https://boavontadesad.wixsite.com/porumacausamaior foi criado a 25 de março de 2020 e surge de uma iniciativa conjunta de diversas instituições (Casa do Povo das Capelas, Câmara Municipal de Ponta Delgada, Junta de Freguesia das Capelas e Associação Norte Crescente). Recentemente conta ainda com a colaboração da Associação para o Desenvolvimento de Novas Iniciativas para a Vida”.O sucesso deste projeto tem sido possível graças a um trabalho em rede com várias entidades. Segundo Cristina Moura, “a Câmara Municipal de Ponta Delgada é nossa parceira no âmbito do recrutamento de voluntariado. Esta entidade já possui um programa denominado “Nível” e já é uma referência neste âmbito, sendo que tendo voluntários com o perfil pretendido, é possível integrá-los com todas as condições de segurança e “exigências”, nomeadamente, cobertura de seguros, formação…”Além disso, outras entidades colaboram ativamente. “A Junta de Freguesia das Capelas disponibilizou-se com apoio logístico/financeiro no âmbito do voluntariado ou eventuais outras necessidades identificadas junto das pessoas idosas ou em situação de dependência que acompanhamos. A Associação Norte Crescente apoiou-nos na construção do site, disponibilizando um técnico para o feito, bem como, apoiou com o empréstimo de caixas térmicas para podermos distribuir um maior número de refeições a pessoas que delas necessitam e não têm capacidade (por diversos constrangimentos, nomeadamente o grau de dependência) ou possibilidade para as confecionar”.Por fim, “os recursos pedagógicos disponibilizados no site são certificados, tendo sido gentilmente cedidos pela Associação Advita, instituição sediada, por sua vez, em Portugal Continental, mas que face ao pedido de ajuda, mostrou total disponibilidade em ser nossa parceira, pois juntos, todos, conseguimos fazer muito mais e melhor”, revela.Nos tempos de crise, a solidariedade também ganha espaço e adeptos. Por isso, a madeirense com trabalho social em solo açoriano confessa: “É sinal que a ajuda não tem fronteiras e esta iniciativa está no “terreno” para apoiar pessoas com apoio de pessoas e só faz sentido se todos nós dermos um pouco de nós, assim conseguimos todos um mundo um “bocadinho” melhor”.
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As Timor-Leste tightens restrictions to control the spread of Covid-19, another disease — Dengue — has claimed four lives and infected more than 100 people.
Officials reported the latest outbreak began in Ermera District in January.
They’re reminding people everywhere to cover standing water, and keep their homes as clean as possible to stop the mosquito-borne dengue from spreading.
Read the story: http://www.tatoli.tl/…/as-timor-fends-off-covid-19-dengue-…/

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“O PEARL HARBOR DO SÉCULO XXI”
EUA SÃO AGORA O GRANDE EPICENTRO DA PANDEMIA

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Estão todos muito contentes, mas o essencial ficou por discutir, ou seja como se irá processar o pagamento desta ajuda.

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Começam a aparecer os primeiros resultados dos estudos serológicos. Este indica uma taxa de mortalidade da covid-19 na casa dos 0,37%. Ou seja, valores na casa de uma gripe mais violenta.
Sugere também que podemos multiplicar por 7 o número de casos conhecidos. Ou seja, em Portugal, teríamos cerca de 100.000 infectados. O que é bom, claro, mas não é absolutamente fantástico, parece curto para garantir a imunidade de grupo.
Nas próximas semanas, espero, mais estudos destes deverão ser feitos o que nos permitirá ter uma ideia mais correcta de tudo isto. Para já, parece mesmo demasiado precipitada a decisão do governo em relação às escolas. Espero que caso surja mais ciência a confirmar a baixa letalidade do vírus, que o governo não tenha medo de corrigir uma decisão errada. E, claro, se se vier a confirmar que a decisão de manter o encerramento foi correcta, que saibam fazer mais pela educação do que realizar uns vídeos a passar na RTP-Memória.

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A CULPA DA PANDEMIA É DO 5G?
POPULARES PÕEM FOGO ÀS TORRES DA NOVA TECNOLOGIA
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Early or distant crisis exit, for Robert Malley, president of the think tank International Crisis Group, the coronavirus pandemic will speed up pre-existing trends: economic crisis, populist and authoritarian push, isolationism, international order. Until chaos?
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How bloody lucky we are.. before we whinge and complain again, just think about these poor souls 😥😥😥
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Do Jorge Buescu
Vale sempre a pena ler.
“NÚMEROS BONS, PICO LONGE, RISCO DE CONTÁGIO CADA VEZ MAIOR
Os números de hoje continuaram a surpreender pela positiva. O número de doentes internados baixou, de 1211 para 1173; o número de doentes UCI baixou de 245 para 241. Os óbitos continuam a subir, de 380 para 409, embora este crescimento seja agora linear. Fizemos o dobro dos testes em relação ao dia anterior (pela primeira vez mais de 10.000!) e, como seria de esperar, a detecção de novos casos aumentou. Como já expliquei diversas vezes, mais casos novos nestas condições não é um mau sinal. De facto, detectámos menos casos novos proporcionalmente aos testes efectuados.
Destes três indicadores, o menos fiável é o dos internamentos: com efeito, ele já sofreu duas quedas abruptas (a 17 de Março, de 206 para 89 e a 24 de Março, de 276 para 191), devidas a redefinição dos critérios de internamento. Esta flexibilidade de critérios significa que este número é pouco fiável para comparações ao longo do tempo. Essa flexibilidade já não existe nos UCIs nem nos óbitos. Um estudo do Imperial College recomenda que, nesta fase, se utilizem apenas os números dos óbitos pois são os mais fiáveis. Provavelmente, deixarei de considerar os internamentos simples nestas análises.
O tema de ontem foi o “pico”. Continuará a ser o tema dos próximos dias. Começaram a aparecer insistentes notícias sobre um “pico que poderia ter já ocorrido”. Ora qualquer pessoa que frequente este espaço sabe que o pico dos infectados activos, que é aquele que tem maior relevância epidemiológica, ainda não ocorreu e será provavelmente na segunda quinzena de Abril, talvez mais para o fim. Para quem ainda tem dúvidas, publico o gráfico dos casos activos retirado do Worldometers, onde o leitor tem tudo actualizado diariamente. Ontem mostrei como fazer os cálculos, mas nem precisa de ter esse trabalho: basta acompanhar diariamente a curva “active cases” no site [https://www.worldometers.info/coronavirus/#countries](https://www.worldometers.info/coronavirus/#countries)
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A Profª Gabriela Gomes, que conheço há 30 anos e com quem partilhei o orientador de PhD no Reino Unido e a área científica de especialização, é hoje incontestavelmente a grande especialista portuguesa em Epidemiologia matemática. Ontem o Público trouxe uma entrevista com ela, onde ela descrevia um pico que “até já podia ter ocorrido”. Ofereci neste grupo a minha conjectura, aliás partilhada por muitos leitores: o pico referido pela Gabriela não podia ser dos infectados activos, que ainda está no futuro; deveria ser da curva dos novos casos.
Isto faz toda a diferença. Os casos activos, I(t), são a variável mais relevante termos epidemiológicos. São a variável de saída dos modelos SIR (o “I” nestes modelos são os infectados activos). E são o que de facto interessa às pessoas: os infectados activos I(t) são, em cada momento t, os contagiosos. O pico dos infectados activos é o momento em que o risco de contágio é maior. Os novos casos são uma curva interessante mas traz outra informação diferente. Matematicamente, são a derivada I’(t) de dos casos activos. O pico dos novos casos NÃO É o momento de maior risco: é o ponto de inflexão, em que o crescimento dos novos casos deixa de ser exponencial para passar a sigmóide. Assinala o momento, como já aqui referi muitas vezes, em que finalmente conseguimos vislumbrar a existência de um pico, ao longe, e em que sabemos que o crescimento não vai continuar descontroladamente. Pelos nossos cálculos esse ponto ocorreu, como aqui foi devidamente informado, entre 31 de Março e 1 de Abril.
Falei hoje mesmo com a Gabriela Gomes e confirmei que esta nossa interpretação está correcta: ela estava a falar dos novos casos, ou seja, da derivada I’(t) dos casos activos, I(t). O pico da curva dela corresponde ao ponto de inflexão da curva dos infectados activos, não ao pico dos activos. Esse ainda está no futuro, como afirmamos. O artigo de jornal não realiza essa distinção essencial entre função e 1ª derivada.
Cabe aqui esclarecer uma outra questão: estas curvas não são carris preexistentes sobre os quais o nosso comboio esteja a andar. Pelo contrário: as curvas mudam ligeiramente todos os dias em função dos novos dados que surgem. São construídas por nós. Ainda bem que assim é: os nossos comportamentos influenciam a curva, e está nas nossas mãos mudá-las. Foi assim, com as medidas de contenção, que conseguimos sair do crescimento a 40% por dia de meados de Março, saindo a 1 de Abril do cenário exponencial.
Por outro lado, este facto implica que a data do pico dos infectados activos não está determinada. Podemos estimá-la, mas essas estimativas serão sempre função do que for acontecendo, tendo de ser revistas todos os dias. Por exemplo, num cenário em que houvesse uma desmobilização geral, ou mesmo parcial (estes efeitos são não-lineares) da quarentena domiciliária durante alguns dias, correríamos o sério risco de reentrar na fase exponencial, desta vez com consequências muito graves. Fez assim muito bem o Governo em proibir as deslocações em período de Páscoa. Até aplaudi quando soube!
Por que é que os momentos em torno do pico da curva I(t) dos infectados activos são os mais perigosos de todo o processo epidémico? É muito simples de perceber. Os infectados activos são exactamente os contagiosos. O pico dos infectados activos é o momento em que existem mais contagiosos na população. Ou seja, se eu contactar com pessoas ao acaso, é quando tenho maior probabilidade de me cruzar com um contagioso. E de ficar infectado.
Portanto, como estamos a subir para o pico dos infectados activos, o risco que cada um de nós corre quando sai à rua é cada vez MAIOR – e não menor, ao contrário do que muito perigosamente está a começar a circular nalguma vox populi.
Para dar uma imagem muito simplista: todos sabemos que o período de maior perigo de exposição solar na praia é quando o Sol está no seu pico, entre as 13 e as 15h. É por isso que devemos evitar estar na praia nesse período. Com o vírus passa-se exactamente o mesmo: o período de maior risco de contágio é em torno do pico dos infectados activos. O risco de contágio está a aumentar de dia para dia, à medida que nos aproximamos do pico.
Para ajudar os leitores, eu e o José Carlos Pereira decidimos construir um contador a que chamámos PICÓMETRO. Ele mede, todos os dias desde que começámos a vislumbrar o pico, a distância a que estamos dele. Como expliquei acima, esta distância não é fixa: o pico não tem data fixa. Aquilo que calculamos é o número de novos activos (NC – (NR+NO)) de cada dia. Esse número hoje é positivo, com o valor +777. Quanto mais afastado de zero o valor, mais longe está o pico. Quando o seu valor passar de positivo a negativo é sinal de que atingimos o pico: surgem menos infectados do que aqueles que saem. O mais natural é que por essa altura este valor oscile um pouco, tremelicando uns dias entre positivo a negativo: será o famoso “planalto” de que há tempos fala a DGS.
Assim podemos todos monitorizar em tempo real quando se atinge o pico de infectados activos, momento mais perigoso da epidemia.
Jorge Buescu
9/4/20202″

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Estes dois gráficos e respectivas legendas com os valores calculados sobre os números a 9 de Abril representam a mesma abordagem que os anteriores, mas referida, agora, aos 7 países da nossa igualha: países europeus com entre 8 e 12 milhões de habitantes.
Estes gráficos representam não os números brutos de cada país, mas a evolução do rácio de casos totais e de mortes totais sobre 1 milhão de habitantes. Ou seja, aplicam um critério uniforme de ponderação demográfica, permitindo termos uma leitura mais completa e equilibrada do que se passa.
Portugal está a meio da tabela nos casos confirmados, bastante abaixo da metade nas mortes provocadas pela Covid-19. E está acima da média mundial, de modo acentuado quanto aos casos e menos quanto às mortes.
Articulando com os gráficos dos 6+, verificamos que Portugal tem, nesta pandemia, uma mortalidade per capita superior à da Alemanha e um fluxo de casos confirmados da ordem de grandeza de França, Alemanha e, com os valores de hoje, EUA.



