Terei absolvição deste ato hediondo? 18.02.2026 chrys c

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  1. Terei absolvição deste ato hediondo? 18.02.2026

esta e anteriores em https://www.lusofonias.net/mais/as-ana-chronicas-acorianas.html

 

Por todo o mundo, é tanto o protecionismo que esquece outra espécie em vias de extinção: o homem.

Entendo que as espécies devem ser preservadas em harmonia e que os interesses de uns não atropelem os de outros. Imaginei em tempos o próximo alvo: o não-abate da vaca, que emite demasiado CO2. Ao contrário dos milhões de aviões que poluem diariamente a atmosfera em todo o mundo.

 

O ridículo levou a isso mais depressa do que pensava; aconteceu logo em 2019 e, agora, já há movimentos a favor de evitar o consumo de bacalhau.

Mais dia, menos dia: chega a campanha propugnando a alimentação artificial do ser humano (já a propõem desde 2017), com transgénicos e alimentos manipulados, e a preservação da couve-galega, do tomate e das cebolas.

Sou diariamente confrontado com a necessidade de eliminar animais em vias de extinção ou não.

Há a mega melga (Tipulidae Tipulomorpha, inofensiva, mas assustadora), baratas, formigas (terrestres e extraterrestres), aranhas de todos os tamanhos, o ocasional grilo, a ubíqua bicha-cadela, centopeias ou milípedes, caracóis, lesmas, minhocas e demais vermes.

Como viver confortavelmente, sem ser molestado por pestes (em extinção ou não)?

Extermino-os ou deixo-os fruir do meu espaço?

Terei de construir vias separadas ou coexisto?

A casa não tem a importância da estrada no esquecido Nordeste Transmontano, mas não encontro manual da sobrevivência humana e do equilíbrio ecológico que me indique, sem extremismos e fanatismos ideológicos, dicas sobre como proceder.

Debato-me com problemas de consciência.

Há tempos, as formigas invadiram a mesa-de-cabeceira, onde guardo “jellies” e “lollies” (doces, ótimos para dar trabalho aos médicos e dentistas) que trinco antes de adormecer. Não tive solução senão exterminá-las violentamente. Senti-me um verdadeiro genocida, capaz de ser levado ao Tribunal Internacional da Haia. Não sabia de que raça ou de que subespécie eram as formigas. Nem sei se estavam em vias de extinção. Como eram às centenas, afoguei-as na pia da cozinha.

Será que, à semelhança da Igreja Católica, poderei ir a um confessionário ecologista?

Terei absolvição deste ato hediondo?

Haverá perdão? Terei possibilidade de absolvição?

Ou passarei o resto dos dias a penar por este crime sórdido?

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