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A terra treme e o IPMA tomba |
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Hoje pelo menos dois abalos foram sentidos na região de Lisboa. O primeiro abalo foi registado por volta das 12h14 e o segundo às 12h16. O epicentro foi na região de Alenquer. “Foi registado, nas estações da Rede Sísmica do Continente, um sismo de magnitude 4.1 (Richter) e cujo epicentro se localizou a cerca de 4 km a Oeste-Noroeste de Alenquer”, diz o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Como normal o primeiro impulso depois da terra tremer é ir ao site do IPMA verificar se tremeu mesmo e qual a magnitude do tremor. Mas, como também tem sido normal, no momento exato após um abalo o site do IPMA não aguenta e mostra-se em baixo para quem o tenta consultar.
Já em fevereiro de 2025 o mesmo aconteceu depois do sismo em Lisboa, e em dezembro repetiu-se com o sismo em Celorico da Beira.
Em fevereiro, o 24notícias dava conta da preocupação do Movimento Iniciativa CpC – Cidadãos pela Cibersegurança que criticava o facto do site do IPMA ter ido abaixo alguns momentos após o sismo sentido em Lisboa.
“Hoje, 17 de fevereiro de 2025, pelas 13:24, foi sentido em Lisboa um abalo sísmico de magnitude 5.8/5.0 (tendo durado 6 segundos). Um sismo desta escala pode causar danos moderados a construções mal estruturadas, incluindo fissuras e quedas de objectos. Embora raramente cause colapsos, pode gerar pânico, interrupções nos serviços e deslizamentos de terra em áreas montanhosas”, começa por salientar o Movimento, dando exemplo do que sucedeu no passado recente.
“Perante uma ocorrência deste tipo seria de esperar que o site do IPMA fosse a principal, mais fiável e segura fonte de informação. Infelizmente não foi (e: de novo). O mesmo já tinha aliás acontecido em agosto de 2024. O site do IPMA tornou a não aguentar a carga dos utilizadores que procuraram saber o que se passava e que não conseguiram informação do site”, afirmaram, referindo que “ao mesmo tempo o site da Google mostrava o alerta, a vermelho, para a ocorrência sísmica”.
A Iniciativa CpC – Cidadãos pela Cibersegurança diz mesmo que “quando acontecer o grande sismo que se sabe que irá acontecer – mais cedo ou mais tarde – os sistemas do IPMA não serão resilientes ao aumento de acessos (supondo que as redes móveis e de internet resistem) e, provavelmente, ao próprio sismo.”.
Em fevereiro de 2026 repetimos a questão. |
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Os sismos podem ser antecipados por Inteligência Artificial |
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Investigadores estão a utilizar Inteligência Artificial para prever sismos com dias de antecedência. Uma equipa da Universidade do Texas conseguiu prever 70% dos abalos na China, uma semana antes de ocorrerem. |
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- Em agosto de 2024, quando o abalo em Sines estava a acontecer, alguns utilizadores de smartphones Android espalhados pelo país receberam um alerta a dar conta de um “terramoto próximo”. Esta funcionalidade do sistema operativo da Google, que envia alertas quando são detetados sismos de magnitude acima de 4,5 na escala de Richter, rapidamente mereceu a atenção dos portugueses num momento em que até a página do Instituto Português do Mar e da Atmosfera estava em baixo devido ao aumento da procura por informação.
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Este alerta da Google chega quase ao mesmo tempo do registo dos sismos e consegue fazê-lo por causa das peças que estão dentro do nosso telemóvel, mas não só: apoia-se também naquilo a que a empresa chama a “maior rede de deteção de sismos do mundo”, que é nada mais do que milhões e milhões de dispositivos a comunicarem com o servidor. Ou seja, se muitos smartphones detetam os sinais típicos de um sismo, é porque algo não está certo e será enviado um alerta aos utilizadores do Android. Mas e se pudéssemos prever os sismos com horas, ou dias de antecedência? Ao que parece, essa já começa a ser uma realidade recorrendo à Inteligência Artificial e o The Next Big Idea explicou tudo aqui. |
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