Vera Duarte vai representar Cabo Verde no Congresso Fundador da Liga de Escritoras Africanas

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A escritora Vera Duarte está em Marrocos, onde vai participar no Congresso Fundador da Liga de Escritoras Africanas, que decorre de 8 a 12 deste mês, na Biblioteca Nacional no Reino de Marrocos.

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uma opinião da diáspora açoriana

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Mais mão-de-obra? – Chame os seus Filhos

 

Os Açores enfrentam desafios demográficos e económicos significativos. Do ponto de vista demográfico, as populações açoriana e europeia estão envelhecendo. Até 2050, a percentagem de pessoas com mais de 65 anos será de cerca de 30% em comparação com os 20% de hoje.

No campo económico e enquanto o mundo ainda recupera da COVID-19, a guerra na Ucrânia pode continuar a obscurecer os céus sobre a Europa por algum tempo. Os Açores não estão isolados desses riscos externos. Internamente o turismo, a escassez de mão-de-obra e a especulação imobiliária estrangeira, alimentam a inflação – principalmente no setor imobiliário – onde os preços se tornam inacessíveis para as populações locais.

No entanto, o salário para muitas profissões continua estagnado. Isso significa que até mesmo aqueles que têm emprego podem ter dificuldade para pagar as necessidades básicas, sendo a habitação o exemplo mais óbvio. O potencial de baixa remuneração da Região também está alimentando o êxodo dos nossos jovens, que deixam as Ilhas em busca, no exterior, de melhores condições de trabalho e remuneração.

A emigração tem sido uma realidade nas Ilhas desde o século XIX. Mas com a falta de trabalhadores qualificados e a saída de muitos dos jovens que restam, a economia está enfrentando dificuldades. Mas a solução para estas questões pode estar mais próxima do que pensamos.

Como filho de emigrantes portugueses no Canadá, tive a honra de participar no governo canadiano (2006-2015), inclusive como assessor do Primeiro-Ministro Stephen Harper. Durante este tempo, vi como as comunidades de imigrantes podem contribuir para o crescimento e desenvolvimento de um país.

Cerca de 800.000 canadianos são de origem portuguesa. Oitenta por cento desses imigrantes são açorianos. Esses números não incluem pessoas como eu que, nascidas e criadas no Canadá, são consideradas membros integrados da sociedade canadiana.

Essa tem sido a mágica do contrato social daquele país, com grande sucesso em usar a imigração para lidar com sua eventual escassez de mão-de- obra. Isso poderia representar uma grande oportunidade para os Açores.

Muitos emigrantes açorianos e seus descendentes não querem nada mais do que voltar à sua terra, reencontrar-se com as suas raízes e ligar-se à nossa riqueza linguística e património cultural. No entanto, a realidade é que muitos perderam as ferramentas essenciais de que precisam para tornar esse sonho possível.

Sendo criado na Capital Nacional do Canadá, tive o privilégio de aprender inglês e francês. As línguas eram requisitos essenciais para a minha carreira. O português não. Consequentemente, a minha maior luta foi a redação da língua de Anthero. Foi difícil, sim, mas deve ficar claro agora, ao ler este trabalho, que não é impossível.

Eu fiz isso principalmente sozinho, imergindo-me novamente em conteúdo português e com o apoio de uma família e amigos entusiastas. O nosso governo regional, tem estado particularmente ausente em apoiar o meu retorno e muitas vezes mais atrapalha do que ajuda.

Se a América do Norte não está livre de seus desafios burocráticos, o ambiente administrativo açoriano continua inapto para lidar com as demandas de uma economia do século XXI. Obter documentos básicos de cidadania, como um número de contribuinte, um cartão de cidadão ou um passaporte, parece mais uma cena da sequência ruim de “Missão Impossível” do que com um processo administrativo eficiente e eficaz.

Apesar dos muitos desafios que a nossa reintegração possa apresentar, acredito que os meus companheiros açorianos usarão o que Anthero de Quental caracterizou tão adequadamente como a “originalidade da (nossa) genialidade inventiva” e farão o que fomos criados para fazer em nossa terra adotiva: perseverar e ousar.

Mas trazer de volta membros da comunidade de imigrantes não será fácil. Muitos dos que deixaram as Ilhas décadas atrás agora vivem noutros países. Eles têm empregos, casas e famílias. Muitos ainda têm fortes laços com as raízes açorianas. Eles ainda têm família e amigos nas Ilhas. E ainda se importam com o futuro dos Açores.

As comunidades açorianas ao redor do mundo têm muito a oferecer às Ilhas. Muitos desses emigrantes tiveram sucesso em seus novos países. Eles construíram vidas melhores para si e para suas famílias. Eles têm uma riqueza de conhecimento e experiência que pode ser valiosa para nós. Tudo isso é necessário.

Para trazer de volta membros das comunidades no exterior, precisamos fazer mais do que apenas pedir que voltem. Precisamos oferecer-lhes oportunidades reais. Precisamos garantir condições vencedoras que os atraia e tornem a decisão de retornar aos Açores fácil. Precisamos criar um ambiente no qual eles possam prosperar e contribuir para o crescimento e desenvolvimento das Ilhas.

Em última análise, temos tudo o que precisamos bem diante de nós. A verdadeira questão é se estamos realmente dispostos a fazer algo a esse respeito. Estamos prontos para ousar?

Joseph Soares pertence à segunda geração da Diáspora Lusa no Canadá. Foi conselheiro do primeiro-ministro canadiano. Neste momento é Chefe de Gabinete na administração do Senado canadiano.

 

 

 

De Londres para Gaia. Autocarros anfíbios arrancam esta semana com viagens em terra e no rio

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A Porto Duck Tours vai passar a disponibilizar uma nova forma de conhecer o Porto e Vila Nova de Gaia a partir do rio Douro. Os passeios, que serão realizados em terra e na água, a bordo de veículos anfíbios, originais da segunda guerra mundial, deverão arrancar esta semana.

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A MADEIRA TEM O QUE PONTA DELGADA PRECISA

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Novo bloco operatório do hospital do Funchal permite realizar mais 3.000 cirurgias por ano
Funchal, Madeira, 08 mar 2023 (Lusa) – A requalificação do bloco operatório do Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, vai permitir realizar mais 3.000 cirurgias por ano, revelou hoje o diretor clínico do Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (Sesaram), Júlio Nóbrega.
“A partir de agora, temos um bloco operatório com instalações renovadas, com equipamento médico novo, instrumental cirúrgico renovado, temos uma área de cuidados pós-anestésicos com mais 50% de capacidade”, destacou Júlio Nóbrega, na cerimónia de inauguração daquele novo espaço.
O diretor clínico do Sesaram indicou que atualmente são operados anualmente cerca de 13.500 doentes, apontando que, com as obras realizadas no bloco operatório, no valor de 2,8 milhões de euros, será possível operar cerca de 16.500 utentes.
O hospital dispõe agora de 12 salas operatórias a funcionar, que permitem fazer “mais nove a 16 cirurgias por dia”, acrescentou.
Júlio Nóbrega adiantou também que o novo bloco operatório será reforçado com mais 38 enfermeiros e 20 assistentes operacionais.
“Hoje estamos muito mais capacitados para cumprir a nossa missão, prestar cuidados de saúde com qualidade e segurança a todos os cidadãos com equidade, independentemente da sua condição social, económica, município de residência ou qualquer outro tipo de discriminação”, afirmou o diretor clínico do Sesaram.
O médico realçou ainda que, em 2022, ano em que foram realizadas as obras, o Serviço Regional de Saúde realizou “apenas menos 149 cirurgias relativamente a 2021”.
Além da empreitada de requalificação do bloco operatório, que custou 2,8 milhões de euros, o Governo da Madeira (PSD/CDS-PP) gastou mais 1,2 milhões na aquisição de novos equipamentos médico-cirúrgicos.
TFS // MLS
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autonomia dos açores

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Com esta foto de José Ventura – Primeira Bandeira Autonómica dos Açores – em 1895, nunca é demais repetir o significado deste dia 2 de Março:
2 de Março! Autonomia! 122 anos!
Hoje, sim, devia ser o Dia da Autonomia! Que não se pode confundir com o Dia dos Açores. Porque os Açores estão acima de qualquer regime político que escolhemos ou que nos impõem.
Há precisamente 122 anos, naquele 2 de Março de 1895, foi assinado o Decreto que coroou a primeira campanha autonómica dos Açores, a que apenas não aderiu o distrito da Horta. A história está feita, nunca completa, mas suficiente para ser conhecida, ensinada e acima de tudo absorvida como factor de identidade açoriana nos tempos difíceis que vivemos.
Há cento e vinte e dois anos houve festa, entusiasmo, povo na rua e discursos entusiásticos quando chegou o Diário do Governo nº 50 onde constava o Decreto que instituía as Juntas Gerais com poderes próprios de administração regional. Hoje está montada uma gigantesca campanha para acabar com a Autonomia, tal como a conhecemos há 122 anos, com altos e baixos, mas com afirmação ímpar quando se tornou Constitucional em 1976.
Os Açores correm sério perigo de se desagregar como unidade política, porque há correntes de pensamento absolutamente divisionistas que, a pretexto da deslocação de eixos de influência e de poder, não medem o que pode acontecer no futuro, se vencer esta teoria que é capaz de ir até ao tempo das descobertas para construir sonhos de hegemonias e pergaminhos que deitam por terra a realidade vivida nestes últimos anos.
A verdade história não pode ser torneada nem burilada. A verdade sobre os Açores é que nunca nada nos foi dado. Tudo foi conquistado. Com muita luta, com muito esforço. Com garra que hoje não existe, essencialmente porque a política era encarada de forma bem diferente de hoje.
Escrevia Aristides Moreira da Mota em 1922, falando sobre as Juntas Gerais de então: “ O que sei é que das mãos de todos os novos homens que têm composto nesta ilha essas juntas e câmaras saiu um enorme aleijão. Um aleijão que repugna e amedronta. Está pois verificado que os novos homens não têm capacidade, ciência ou habilidade para modelarem a parte que lhes coube no Portugal novo. Sem que se nos meta em cabeça ressuscitar um Portugal velho, empenhemo-nos em que Portugal, velho ou novo, não seja deformado entre nós por tal arte e feitio que se torne um refugo de Olaria” (Correio dos Açores, 22 Setembro 1922).
A frase podia ser escrita hoje. Aos sonhadores da Autonomia, da unidade insular, da identidade dos Açores como Povo, marcado pelas diferenças insulares mas unido pela necessidade de progresso, sucederam-se os profissionais da política para quem a Autonomia é um modo de vida e não um instrumento de serviço. E daí que hoje tenhamos cada vez menos poder, na razão inversa da falange dos que vivem do poder e da luta pela sua eternização nos lugares onde estão.
A indiferença crescente entre muitos açorianos, traduzida, por exemplo, nos elevados índices de abstenção, superiores ao que se verifica no todo nacional, é disso um sinal claro, mas perigoso. É que quanto maior a indiferença, maior será a capacidade de manobra dos que vivem dentro do sistema. Quando a Autonomia deixa de ser um ideal, mesmo entendida com degrau para outras formas de afirmação, dificilmente teremos capacidade de exigir os meios suficientes para sairmos da cauda do País. E sabemos por experiência própria e histórica que de fora nunca nada nos virá.
Por isso mesmo, a melhor forma de honrar estes 122 anos de Autonomia, nos termos em que a conhecemos como tal, será barrar a onda de destruição da nossa identidade que está em marcha nos Açores.
Em honra dos nossos Maiores!
Santos Narciso
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a alienação da sata

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O comprador da SATA Internacional fica obrigado, durante 30 meses, a não fazer despedimentos, assegurar a ligação dos Açores à diáspora e a manter algumas rotas com Lisboa e Porto, pagando pelo menos seis euros por ação.
Estas condições constam do caderno de encargos do concurso público para a alienação de um mínimo de 51% e de um máximo de 85% do capital social da Azores Airlines [SATA Internacional], hoje publicado no Jornal Oficial e consultado pela Lusa.
Este “período mínimo de 30 meses” a partir da data da transmissão das ações está definido com fazendo parte das “obrigações mínimas do adquirente”, lê-se.
Também a obrigação de manter a sede da empresa nos Açores tem o mesmo prazo de dois anos e seis meses no caderno de encargos, que fixa num mínimo de seis euros o “valor a propor por ação” da empresa.
“Tendo por base o número de ações da SATA Internacional na data de envio do anúncio público para publicação […], que é de 1.000.000,00, o valor a propor por ação não pode ser inferior a € 6,00, sob pena de exclusão da proposta”, descreve-se no documento.
Quanto aos trabalhadores, a empresa fica vinculada a “não proceder a despedimentos coletivos, nem à extinção de postos de trabalho existentes durante um período mínimo de 30 meses a contar da data da transmissão das ações”, bem como a “respeitar os acordos coletivos de trabalho em vigor”.
O mesmo prazo é definido para “manter as rotas de Lisboa – Ponta Delgada – Lisboa e Lajes – Lisboa – Lajes, bem como as rotas Porto – Ponta Delgada – Porto e Porto – Lajes – Porto”.
A empresa vencedora deve “apresentar proposta ao concurso público que venha a ser lançado para contratação dos serviços aéreos regulares nas rotas não liberalizadas entre o continente e a região e entre esta e a Madeira, ou a manter a proposta que já tenha sido apresentada pela SATA Internacional no âmbito desse concurso”.
O prazo de 30 meses aplica-se, também, à manutenção da “ligação dos Açores à diáspora açoriana, designadamente a residente nos Estados Unidos da América e no Canadá”.
A empresa que vencer o concurso fica também limitada, durante três anos, à alienação, “direta ou indiretamente, da participação social da SATA Internacional.https://jornaleconomico.pt/…/comprador-da-sata…
Comprador da SATA Internacional não pode fazer despedimentos durante 30 meses | O Jornal Económico
JORNALECONOMICO.PT
Comprador da SATA Internacional não pode fazer despedimentos durante 30 meses | O Jornal Económico
Também a obrigação de manter a sede da empresa nos Açores tem o mesmo prazo de dois anos e seis meses no caderno de encargos, que fixa num mínimo de seis eu …
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  • Paolo Ferrer

    ” Ligações à diáspora ” é um bocado vago, não inclui destinos ou origens.
    Até poderá ser só para Toronto e Boston. Uma vez por semana 😅
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    • Sonia Borges de Sousa

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      Admin
      Paolo Ferrer ou bermudas
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    • Paolo Ferrer

      Bermudas é uma colónia inglesa. No caderno de encargos só refere diáspora no Canadá e América.
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    • Armindo Pereira

      Paolo Ferrer A ligação pode ser pela net , ou tem de ser com avião ?

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    • Armindo Pereira

      Cheira-me que gostam tanto da diáspora como das exportações de Stª Maria . Vão lá passear e cortar fitas , e à primeira oportunidade lixam-nos , como todo o resto . Tenho pena do Arturinho , que tem tanta casa dos Açores , para visitar . Resta sempre a BTL , umas férias pagas de luxo , para cortar com a monotonia .
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  • Avelina Dutra Cota

    6€ por ação?? Vou comprar meia dúzia , assim já posso dizer que sou dona de um pedacinho da SATA, talvez uma rodinha de um carrinho de comida 😂😂
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  • Armindo Pereira

    Vai haver outra linha a garantir um subsídio para cumprir isso !
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  • Ricardo Cabral

    30 meses passam num abrir e fechar de olhos. Isso é apenas um engodo.
    Uma coisa parece certa é que para haver tal preocupação o governo e a administração da SATA sabem bem que um dos graves problemas é o excesso de trabalhadores.
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100 anos de NATÁLIA CORREIA COM SOM DE ANÍBAL RAPOSO

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Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas e texto
Excerto do Programa das Comemorações do Centenário do Nascimento de Natália Correia que a seguir se reproduz na íntegra
ç, à , ó ú , – á ç, á , í , , , çã ú ç, , , ç õ.
Apareçam! Vamos cantar seis poemas da poeta, cinco musicados por mim.
————————————————————————–
Aqui está o programa completo divulgado ontem:
O programa oficial das Comemorações do Centenário do Nascimento de Natália Correia (1923-2023), um dos principais vultos femininos portugueses no século XX e “a mulher que libertou o pensamento do nosso país”, foi apresentado esta tarde pela Câmara Municipal de Ponta Delgada em Conferência de Imprensa.
É composto por mais de uma dezena de eventos, na sua maioria promovidos pela Câmara Municipal de Ponta Delgada e organizados em parceria com instituições locais e figuras de renome nacional.
Na ocasião, o Presidente do Município expressou a “satisfação e o orgulho” da Câmara Municipal de Ponta Delgada por estar ao lado das celebrações do nascimento de Natália Correia, considerando que “falar de Natália Correia é falar de Cultura, falar de uma mulher que libertou o pensamento do nosso país, ímpar na luta pelos direitos humanos e pelos direitos das mulheres, ímpar na literatura”.
Uma “referência” de Ponta Delgada e com projeção no país e no mundo, cujo legado “nunca é demais lembrar”, acrescentou.
A Câmara Municipal de Ponta Delgada, como sede do concelho onde nasceu a mulher, a escritora, poeta, dramaturga, romancista, ensaísta, jornalista e política, vai assinalar o centenário do seu nascimento e fazê-lo com o programa diversificado e dirigido a diversos públicos, revelou o Vereadora da Cultura, Sérgio Rezendes.
O edil agradeceu o empenho da equipa que está a abraçar o projeto e das entidades parceiras.
Sábado, 11 de março, o Centro Natália Correia acolhe o “Projeto Natália”. A jornalista Vera Santos conduzirá a apresentação do disco vinil “Projeto Natália”, seguido de um concerto com canções/poema interpretados pelos artistas Mia Tomé e Mário George Cabral.
Neste projeto, que junta artistas que fazem a ponte entre a ilha de São Miguel, onde Natália Correia nasceu, e Lisboa, cidade onde a escritora passou grande parte da sua vida, através da música eletrónica, pop, mas sobretudo pelo spoken words, é dada voz a poemas que melhor representam a responsabilidade que Natália teve na emancipação das mulheres portuguesas e que relembram, ainda, o seu papel elementar na nossa Democracia.
Nos dias 14, 15 e 16 de março, decorre, também no Centro Natália Correia, uma iniciativa que se apresenta como um dos pontos altos das comemorações: o Colóquio Comemorativo do Centenário do Nascimento de Natália Correia (1923 – 2023)
O Colóquio é uma iniciativa da Câmara Municipal de Ponta Delgada e recebe especialistas sobre as várias temáticas da obra multifacetada da autora, como Ângela de Almeida (que é, também, Comissária Científica deste colóquio), José Anes, Anselmo Borges (Padre), Armando Nascimento Rosa, Fernando Dacosta, Francisco Topa, Júlia Lello, João de Melo, António Vilhena. Para além de estudiosos, muitos destes especialistas conviveram com Natália Correia.
De acesso livre a todos os interessados, o Colóquio também pode ser acompanhado online, via streaming, nos canais da Câmara Municipal de Ponta Delgada, sempre com o objetivo de homenagear uma das personalidades mais importantes da Literatura e da Cultura Portuguesa e Europeia, natural desta cidade, onde viveu até aos 11 anos de idade.
Durante os dias do colóquio serão abordados os temas centrais na sua obra, tais como a ilha-mãe, o Pentecostalismo, o Humanitarismo, o Absoluto, os vários géneros e correntes literárias que cruzam a obra da autora.
Será também apresentada a biografia da autora da autoria de Filipa Martins.
Presente na Conferência de Imprensa desta tarde, Ângela de Almeida agradeceu o convite que lhe foi feito para colaborar na consultadoria científica deste projeto e felicitou o Município pela iniciativa. A comissária destacou o grande amor de Natália Correia pelos Açores. “Ela levou os Açores para Lisboa, e os Açores viveram sempre com ela, na sua obra e no seu pensamento”, lembrou.
No dia 14 de março, às 21h00, no Auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, Canta-se Natália Correia num concerto inteiramente açoriano, com poemas de Natália Correia, com Aníbal Raposo, conhecido poeta, pintor e cantautor local, com uma contribuição extensa e relevante para a música popular dos Açores, acompanhado por Paulo Bettencourt, na guitarra, e por Romeu Presunça nas percussões.
O Projeto “Natália Vai à Escola” começa já este mês de março – na Escola Secundária Domingos Rebelo.
A Câmara alia-se à Universidade dos Açores, através do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas e do Centro de Estudos Humanísticos, e a Universidade de Coimbra, através do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos, num projeto que consiste na divulgação da obra literária da poetisa micaelense junto do público estudantil dos ensinos básico e secundário das escolas do concelho de Ponta Delgada.
Pretende-se divulgar e aprofundar o conhecimento da figura de Natália Correia, promover o gosto pela leitura e pelos estudos literários e desenvolver a sensibilidade artística dos jovens.
De 20 de abril a 30 de junho, no Centro Municipal de Cultura tem lugar a Exposição Comemorativa do Centenário do Nascimento de Natália Correia. Esta mostra resulta de uma parceria da Câmara com o Museu Carlos Machado, tendo como principal intuito mostrar um lado mais íntimo de Natália Correia, dando a conhecer vários bens e objetos pessoais.
A 25 de Abril o “Projeto Natália” (o concerto com canções poema interpretados pelos artistas Mia Tomé e Mário George Cabral) volta ao Centro Natália Correia para celebrar os valores da Revolução de 1974 – a liberdade e a democracia – mas que, relembra, como já foi dito, o papel de Natália Correia na nossa Democracia.
Em maio é o regresso do Projeto “Natália Vai à Escola”, desta feita, na Escola Secundária Antero de Quental.
A 12 de setembro, véspera da data do aniversário do Nascimento de Natália Correia, teremos o “Projeto Natália”, na Igreja do Colégio, num Concerto Comemorativo.
Em novembro, o projeto “Natália vai à Escola” Secundária das Laranjeiras.
No início deste ano, através da apresentação, em janeiro, no Coliseu Micaelense, da peça “Eu, Natália”, de Maria Amélia Lopes, junto do público estudantil, Ponta Delgada começou a assinalar, celebrar e difundir o legado de Natália Correia.
Recorde-se que o Prémio Natália Correia volta a estar em concurso, nesta edição em que a poesia é o género escolhido. Este ano, todo o processo de candidatura foi informatizado de modo a promover a eficiência, a transparência administrativa e a proximidade com os interessados.
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Chrys Chrystello

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