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CALHETA DE TEIVE uma obra de Santa Engrácia?

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Calheta de Pêro de Teive: factos e dúvidas

No início de 2017, a Junta de Freguesia de São Pedro promoveu – e muito bem! – uma sessão pública, em que participaram, nomeadamente, o presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada e um director regional do Governo da Região Autónoma dos Açores, com o objectivo de fazer um ponto da situação relativamente à situação da Calheta de Pêro de Teive, onde jazem uns mamarrachos inacabados há cerca de 12 anos, um verdadeiro “cemitério” de betão, ferro, lixo e ervas. Até um cadáver humano foi lá encontrado.
Nessa sessão, muito concorrida, entre outras afirmações, o presidente da edilidade municipal disse que iria antecipar prazos para as licenças e o director regional garantiu que o concessionário privado dos terrenos públicos da Calheta conquistados ao mar começaria a obra de requalificação do espaço no início de 2018. Está gravado. Até hoje nada!
Posteriormente, o Governo Regional apresentou o que seria o projecto final, com a demolição total ou parcial, nunca se percebeu bem, das galerias comerciais inacabadas, mas surgindo um enorme hotel, que não estava inicialmente previsto e que o Movimento “Queremos a Calheta de Volta” classificou de “monstro”, ficando uns espaços verdes para usufruto da população, muito longe do que seria de esperar. A solução correcta seria demolir o que nunca devia ter sido ali construído e transformar o espaço – que é público! – numa praça ou num jardim. Existem na cidade outras áreas com excelentes condições para construírem hotéis. O dinheiro é importante, mas a população é mais importante!
Apesar de o Governo Regional ter divulgado um projecto como definitivo, mais tarde a Câmara Municipal veio dizer que o projecto apresentado pelo concessionário para as devidas licenças não obedecia integralmente ao pedido de informação prévia quanto a áreas de construção e que teria sido solicitado um ajuste, com vista à aprovação final. Mas isso já foi há muito tempo e nunca mais se ouviu falar no assunto.
Agora, o presidente da Câmara Municipal, questionado na Assembleia Municipal, veio dizer que foi contactado pelo concessionário com vista à apresentação em breve de um novo projecto, este já compatível com o quadro legal a que a Câmara Municipal está obrigada e que também vem ao encontro do pretendido pelo Movimento “Queremos a Calheta de Volta”, segundo a imprensa. O que é que tudo isso significa? Não se sabe, porque não foi explicado.
Há mais de uma década que se assiste neste caso a decisões oficiais de duvidosa legalidade, a promessas não cumpridas, a prazos ultrapassados, a comunicados do Governo Regional e da Câmara Municipal a desmentirem-se ou a corrigirem-se mutuamente, sempre num é “agora” mas afinal é “amanhã”. Não percebo nada disto! E certamente muito mais gente também não compreende nada deste processo.
Para quem ama Ponta Delgada, é simplesmente muito triste assistir a toda esta confusa situação! A Calheta, que foi o “berço” histórico da cidade, merecia maior respeito e maior consideração. Falta uma cultura de valores!

TIMOR JÁ TEM VACAS SAGRADAS???

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These cows must be very sacred; or belong to someone influential! They have free roaming of Dili’s most popular and used beach. They make a mess and leave flies. Darn!

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TOMAZ DENTINHO E A INDEPENDENCIA DA ILHA TERCEIRA

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Digamos apenas duas coisas: a primeira é um dito popular muito micaelense que nos ensina que ” um tolo calado passa por discreto” (discreto aqui tem um significado que não é o mesmo do dicionário da língua portuguesa) e para rematar um segundo dito popular mais à moda da Ilha Terceira que nos diz que “toiros e gente tola paredes altas”. O povo sabe bem do que fala, os supostos “sábios” nem por isso.

O economista e professor da Universidade dos Açores Tomaz Dentinho tem um olhar crítico quanto à perda crescente de centralidade do aeroporto das Lajes e aos problemas em termos da certificação para uso civil. Fala de “abuso de poder”.
“Quando os poderes são incapazes de promover o uso sustentável dos sítios e das rotas e não potenciam a capacidade livre de servir das pessoas e dos sítios devem naturalmente ser substituídos através de processos democráticos”, considera.
“Quando estes poderes abusam do poder que têm para restringir a potencialidade das pessoas e de lugares surge naturalmente a revolta e a secessão. A Catalunha revolta-se contra Madrid que, através de transferências cumulativas de meios financeiros públicos desde o fim da Guerra Civil, mantém a cidade artificialmente maior do que Barcelona, como o fez no tempo da ocupação espanhola e nós portugueses não gostámos e aprendemos. Também é natural que São Miguel se revolte contra a centralização Pombalina do poder em Angra do Heroísmo ou a Terceira não aceite ser limitada nas suas potencialidades pela insustentável e artificial limitação que o poder em São Miguel lhe impõe com a atenção e veneração dos colaboracionistas e apáticos do costume”, atira.
Elenca as limitações: “A subutilização do aeroporto da Lajes com regulações militares absurdas, – a subutilização do porto da Praia da Vitória pela estupidez de ter a decisão das taxas centralizada na autoridade de portos dos Açores impedindo a sã concorrência entre portos; – o aceitar de projetos tolos e não sustentáveis que alimentam os costumeiros dependentes; – as restrições ao desenvolvimento do campus universitário de Angra; – a arrecadação de rendas das energias renováveis para fora do local onde são geradas e por aí fora”.
“Para colocar estes abusadores de poder no seu lugar não podemos contar com a maioria dos votos que naturalmente estão concentrados na Ilha Maior. O que se impõe é a autonomização do Porto da Praia da Vitória, do Porto de Angra, o aeroporto das Lajes, do Campus de Angra do Heroísmo, da EDA Terceira e por aí fora. A unidade da Região é assegurada pela liberdade das suas pessoas e ilhas e nunca pela submissão dependente e vendida a um poder abusivo e por isso ilegítimo”, defende.
Entre as medidas que advoga está uma companhia low-cost. “É preciso saber fazer melhor. Gerir melhor o campus universitário e o porto da Praia, gerir melhor o aeroporto das Lajes e a EDA Terceira. E, naturalmente, fazer uma companhia low-cost sediada na centralidade aeroportuária da Terceira para competir com a SATA nos voos regionais e com a TAP, a Ryanair, a SATA e o que vier para aí nos voos para a América, para a Europa, para África, para o Brasil…..”.
“O TEXIT não é a melhor solução, tal como o BREXIT ou o CATALEXIT não serão a solução para a Europa e para Espanha. Mas são os abusos de poder que provocam o separatismo pura e simplesmente porque ninguém que se preze aceita ser cidadão de segunda; se mesmo que isso tragicamente aconteça o seu filho ou neto não o aceita de com certeza: fomos feitos para a liberdade. A liberdade escolhe, arrisca, sonha”, conclui.

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os meus tremores de terra EM 2005 BATISMO AÇORIANO

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CRÓNICA 5, 22/9/2005,

5.1. SISMOS 10 MANHÃ AÇORES, 11 LISBOA, 20 HORAS SYDNEY

Como na véspera alguém dissera, o certo é que é mais perigoso andar de carro nas estradas do continente. O João está mais calmo, ao pé do pai, nesta sua primeira experiência telúrica. A estreia paterna fora já em 28 fevereiro de 1969 no Porto pelas 06.27 da manhã. Depois, perdi-lhe a conta.

estava a estudar na sala de jantar alta madrugada, ao lado de uma cristaleira das antigas cheia de …cristal…..que começou a tocar uma estranha harmonia dissonante em relação ao candeeiro que ondulava, levantei-me e fui avisar os meus ais que dormiam e bem, e eles responderam que era um elétrico (ainda os havia naquele temo na Rua do Campo Lindo no Porto) ou um autocarro ou um camião, vim à janela e os paralelipipedos dançavam… alertei-os para a dança do candeeiro de teto mas não os convenci…

Em Timor havia tremores todos os dias (entre o 5 e o 7 da escala de Richter), embora só um tenha sido suficiente grande para todos se porem a correr em março de 1974 ou 75. Depois, escapei dos vulcões ativos em Kintamani, Bali (Indonésia) cujas maiores erupções foram em 1927, 1929 e 1947. Estava em Sidney, a 250 km, quando senti o tremor de Newcastle (Austrália) com o grau 5,6 na escala de Richter, 13 mortos e 140 feridos (10:27 28 dezembro 1989), uma cidade centenária que ficou semidestruída. Já anunciaram: “Amanhã não há aulas” havendo a possibilidade de um grande terramoto como acontecera na Terceira em 1980

O GENOCÍDIO ESQUECIDO NA NAMÍBIA

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Lusa Ponte shared a video.

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Brut

In Namibia, the herreros and the namas were exterminated by the German settlers. It was the first genocide of the twentieth century.

e o haiti?

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Celso Oliveira

1 hr

e assim escrevi sobre o haiti em 2009…. Chrys Chrystello
https://blog.lusofonias.net/wp-content/uploads/2019/02/CRÓNICA80-do-haiti-a-viriatos-e-sertorios-1-1.pdf

nova moda_ Câmara processa cientista

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Pelos vistos o processo é para avançar…..

Partilha-se notícia do jornal Diário Insular com o título:
“PROCESSO MOVIDO PELA AUTARQUIA E PELA PRAIA AMBIENTE A FÉLIX RODRIGUES DEVERÁ DAR ENTRADA EM BREVE, DIZ TIBÉRIO DINIS”, com o subtítulo:
“Câmara da Praia da Vitória reúne documentação contra Félix Rodrigues”.

O processo judicial movido pela Câmara Municipal da Praia da Vitória e pela empresa Praia Ambiente contra Félix Rodrigues deverá ter seguimento em breve. A garantia foi dada ontem pelo presidente da autarquia, que sublinha que a matéria probatória contra o professor e investigador da Universidade dos Açores está a ser reunida.
Em causa, avançou Tibério Dinis, está um volume considerável de documentação – “documentação bastante antiga” – que está ainda a ser preparada do ponto de vista jurídico.
O autarca praiense respondia, assim, a uma questão colocada pelo deputado do CDS-PP na assembleia municipal da Praia da Vitória, Pedro Pinto, sobre o desenvolvimento do processo.
Recorde-se que a Câmara Municipal e a Praia Ambiente anunciaram, em setembro passado, que iriam processar Félix Rodrigues por alegados danos à empresa e ao concelho provocados pelas declarações sobre a qualidade da água fornecida.
Na altura, o investigador considerou que a autarquia estaria a assumir uma posição política sobre uma questão científica. “É uma mistura inconcebível. O presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória quer comprovar em tribunal uma questão de ciência. Não conheço nada semelhante, nem no país, nem no mundo”, avançava.
Na primeira reunião da assembleia municipal da Praia da Vitória em 2019, o presidente da autarquia deu a conhecer, também, os contactos mantidos com a TVI para a cedência da documentação que serviu de base à reportagem “Lajes confidencial”. Os documentos, lembre-se, já estão disponíveis no site www.cmpv.pt.
Segundo o autarca, a equipa “multidisciplinar externa” que ficará responsável por analisar, a pedido do município, os dados fornecidos pela estação de televisão, ainda está a ser criada.
Tibério Dinis referiu-se, ainda, ao documento produzido pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), a pedido do Ministério dos Negócios Estrangeiros, e apresentado na última reunião da Comissão Bilateral entre Portugal e os Estados Unidos.
De acordo com o autarca, o relatório só chegou às mãos do município há uma semana, pelo que, defende, importa que, no futuro, a cedência dessa documentação seja mais expedita.
Quanto aos resultados aí plasmados, Tibério Dinis não se pronuncia. O autarca diz esperar pelos dados finais da monitorização à alegada descontaminação na Base das Lajes.
Entretanto, em resposta ao líder da bancada social-democrata, Clélio Meneses, sobre o processo de legalização do chamado bairro de Santa Rita, Tibério Dinis disse estar “preocupado” por ainda não ter conseguido estabelecer contacto com o novo responsável pela pasta da Habitação na República.
Recorde-se que o parlamento nacional aprovou, em novembro, uma proposta que incita a República a apoiar o processo, mas até agora essa ajuda não está definida. Tibério Dinis diz que se trata de uma formalização importante, para que o processo possa ser remetido ao Tribunal de Contas.
A escritura das casas deverá ser formalizada a 31 de março.

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