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festival no Pico
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E o Montanha Pico Festival arranca já amanhã, sexta 3 JAN pelas 21h com InPico exposição e livro no Museu do Pico; sábado 4 JAN Exposição: Do Mar à Montanha por Sofia Sant´Ana na Atlântico Teahouse; Sábados: Visitas a Grutas da ilha Montanha com poesia e sax; Domingos: Chá na Casa da Montanha… e muito mais www.picofestival.com
Dívida do SNS a fornecedores e credores aumentou 51,6% em três anos? – Polígrafo
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Publicação no Facebook destaca uma imagem do ministro das Finanças, Mário Centeno, sob a seguinte mensagem: “Dívida do SNS a fornecedores e credores aumenta 51,6% em três anos”. Verdade ou falsidade?
Source: Dívida do SNS a fornecedores e credores aumentou 51,6% em três anos? – Polígrafo
Incêndios ferozes e devastadores marcam a virada do ano na Austrália
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Três mortos e vários desaparecidos nos fogos, enquanto mais de uma centena de incêndios seguem queimando em NSW/Nova Gales do Sul e Vitória.
Fogos perigosos continuam a ameaçar o litoral sul dos dois estados, com cenas apocalíticas neste último dia da década mais quente dos registros da Austrália.
#Australiafires #NSWfires #VICfires #Bushfirecrisis #NYE2020

Fogos na Austrália. Navios prontos para retirar pelo menos quatro mil pessoas à força até sábado – Observador
Joel Neto em podcast
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Joel Neto
Joel Neto https://soundcloud.com/meridiano28/episodio-0-introducao
E, pronto, aí está a surpresa: um livro inteiro em podcast.
Para ouvir em casa ou no carro, no ginásio ou correndo no calçadão – no episódio da semana ou recuperando episódios anteriores. Um podcast que é também um audiobook e que é sobretudo um livro.
Para quem não tem tempo para ler e para quem gosta de ouvir ler em voz alta, ou simplesmente de podcasts, ou de rádio em geral.
Nos 75º aniversário do fim da II Guerra Mundial e da libertação da Europa, a história da pequena cidade no meio do Atlântico onde ingleses e alemães viveram em paz até quase ao fim da guerra – jogando ténis e croquet, recolhendo autógrafos entre as estrelas de Hollywood chegadas nos aviões da Pan Am, dançando jazz, vivendo as mais arrebatadoras histórias de amor…
Todos os pormenores aqui:
https://www.joelneto.com/…/joel-neto-le-meridiano-28…/Para seguir em todas as plataformas de podcast (iTunes, Spotify, Castbox, etc) ou, por exemplo, aqui: https://soundcloud.com/meridiano28/episodio-0-introducao
Já disponíveis:
– Episódio 0 (introdução)
– Episódio 1 (Prólogo)
SOUNDCLOUD.COMEpisódio 0: Introdução
Evacuation zone is set up ahead of 46C Saturday as Australian towns on brink of humanitarian crisis | Daily Mail Online
Escola encurralada – ECO
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A autonomia deveria permitir às escolas seleccionar aqueles docentes cujas características, qualidades e experiência melhor se adequassem ao seu projeto educativo.
Source: Escola encurralada – ECO
Fogo-de-artifício: A mais vistosa ameaça para o clima e a saúde
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José Melo shared a link to the group: Info: Santa Maria (Açores).
Acabar com o prejudicial e fugaz artífício e convertê-lo em são e duradouro benefício!
EMPREGAR O DINHEIRO NA RECUPERAÇÃO DO PATRIMÓNIO E PLANTAÇÃO DE ÁRVORES EM STA MARIA
Os fogos-de-artifício causam uma elevada poluição atmosférica num curto período de tempo, deixando partículas de metal, toxinas perigosas, produtos químicos nocivos e fumo a pairar no ar. Algumas destas toxinas nunca chegam a decompor-se completamente, permanecendo no ambiente e envenenando tudo o que contactam. As principais consequências para a saúde humana, decorrentes da proliferação destas partículas, principalmente as finas (com menos de 2,5 milionésimos de metro), são as doenças respiratórias e cardiovasculares, englobando principalmente ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVC), segundo a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA).
Num curto período de tempo, os fogos-de-artifício espalham cerca de cinco mil toneladas de partículas finas, responsáveis por aproximadamente 400 mil mortes por ano na Europa, de acordo com estimativas atuais. Apenas na Alemanha, a poluição proveniente deste espetáculo equivale a cerca de um quinto das partículas finas emitidas nas ruas, principalmente pelos carros.
falar micaelense, mais achegas
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Por que razão os micaelenses têm um falar tão distinto, e mais notório, do que aquele que é falado em outras ilhas do restante arquipélago?
A resposta é muito simples:
Em primeira instância, temos a situação geográfica da ilha, e o seu isolamento;
Em segundo lugar, a origem dos seus povoadores, muitos dos quais da Extremadura e do Alentejo interior, a forte influência francesa, visto S. Miguel ter sido colonizado por um enorme contingente de bretões franceses. O nome Bretanha em São Miguel atesta essa realidade histórica, e por último, mas não menos importante, a forte influência dos Emigrantes.
Em relação às características do Sotaque Micaelense, a vogal u = (ü) é muito fechada, assemelhando-se ao francês: Exemplos:
uva (üva)
fruta (früta)
cruz (crüs)
azul (azül)
Outra particularidade é a utilização dos ditongos “oi”, “ou” e “ei”, em que se omite a última vogal. Exemplos:
oito (öt)
noite (nöt)
pouco (pök)
deitar (dêtá)
Como se verificou nestes exemplos, é também muito comum não pronunciar a última letra das palavras. Muitas vezes, o “o” é substituído pelo u e em outros casos omite-se a ultima vogal:
avô (avü)
tudo (Tüd)
Outra particularidade é o caso da utilização do som “tch” em algumas palavras, tais como:
leite (lêtch)
pequeno (petchén)
Outras características peculiares do Sotaque Micaelense: A vogal “E” passa para “A”. Exemplos:
Julieta (Juliâta)
A vogal “A” passa para “O”
cavalo (cavôlo)
Também é muito comum em algumas freguesias de S. Miguel não pronunciarem o “Lhe”. Exemplos:
folha (foia), milho (mio)
Outras palavras terminadas em “am”, passam a ser pronunciadas em “im”.
Ex: “Forim e vierim e nada trouxerim”.
Por último, temos a influência dos Emigrantes. Muitas das expressões e vocábulos originais no falar micaelense (que também é comum às restantes ilhas do arquipélago), incluem também termos “americanizados” trazidos para os Açores pelos emigrantes essencialmente dos Estados Unidos e Canadá. Exemplos:
“alvarozes”do inglês (overall), jardineiras
“coxim” do inglês (cushion), almofada
“suera” do inglês (sweater), camisola
“gama” do inglês (sweet gum), pastilha elástica
candilhes, clauseta, pana, vaclina, freeza, mechin, parcar, etc.
Muitas são as expressões e palavras que são apenas utilizadas em S. Miguel, das quais destaco aquelas que frequentemente ouvimos no nosso dia a dia:
Éh petchén! Ó pequeno!
Corísc – diabo, diabrete, maldito, bandido
Aboiá/Aboá – atirar alguma coisa
Antances – Então
Aguindá – Saltar
Amódes – Está pronto; Em condições
Alevantá – Levantar
Alimpá – Limpar,
Aparreá – pensar em muita coisa
Atramoçá – tentar, tentação
Óm – Homem
Ágóra! – claro que não
Inrriçá/Intenicá/Ingalinhá – Provocar
Babãn/Bazãn /Baboso / Babôu – Tolo, parvo
Derremunhos/ Inrrâds/ Inrrçádas – intrigas, boatos, enredos.
Náiãn/ Zabelãn/ Améla- Homossexual
Féma (do francês femme) – mulher linda
Fémo – homem lindo
Escampá – aclarear se o céu, parar de chover.
Teso da verga/ – perigoso
Blica – pénis
Pegá de cabâça – Enlouquecer
Pegá a dremi – Adormecer
Pegá/princepêia – começa/começar. ex: ” pegá a chovâ (começar a chover)
Pintcha – Vagina
Podâs/poderis – bastante, muitas vezes
Agantá . Aguentar
Desarremate/ desarrematado – Confusão; louco; nervoso
Bagoucha – gorducho
Besuga – mulher atraente
Mafãn/ Canhãn/ Tâst – Mulher da má vida
Ma que sim – parece que sim
Cáiêr / Pofalhêir – rafeiro
Mougueiro/Laparôso – falso, mentiroso, cínico.
Escarrolar – partir, desmanchar, destruir.
Destarelar/ destarelado – dizer parvoíces; maluco
Estarraçar – Gastar
Vardascar – chicotear
Niquinha – uma coisinha de nada
Riquinho – bonito, mimoso
Tam – tem
Vargalho – desgraçado
Correr roupa – passar a ferro
Vento encanado (vent’incanâd) – corrente de ar
Há quem deteste o Dialecto Micaelense, empregando-o com o objectivo de o depreciar. Outros adoram e apreciam o falar micaelense e, a todo o custo, tentam imitá-lo, utilizando-o com muita imaginação e humor. O que é certo é que o linguajar de S.Miguel é uma das marcas culturais do povo micaelense, e dos Açores, sendo considerado pelos linguistas, (a par do Sotaque Terceirense e do Mirândes) um fenómeno linguístico único e singular no Arquipélago e em Portugal, devendo, por isso, ser respeitado e acarinhado, assim como o de muitas outras regiões e ilhas, pois são estas diferenças que fazem a Língua Portuguesa ser mais rica, porque afinal de contas, ter sotaque não é falar errado, uma vez que podemos falar português fluente, sem perder a entoação do dialecto materno.


