BOICOTEM OS CTT que não servem a ninguém

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boicotem os ctt que não servem chrys c Pages from 2020-01-12-1

 

 

 

 

 

Crónica 310 BOICOTEM OS CTT que não servem a ninguém

A minha carta de condução foi renovada num posto da RIAC a 9.9.2019 e foi-me dada uma guia com a indicação de que dentro de 3 semanas teria a nova carta de condução.

Passados exatamente 4 meses (e a guia já foi carimbada e renovada para mais três meses) indaguei junto da Direção regional de Transportes o que se passava e para meu espanto descubro que a carta havia sido entregue no dia 17 de setembro nos CTT com aviso de receção, no seguimento do registo constata-se que

Aparentemente houve uma tentativa de entrega dia 20.9.2019 às 17.04 e depois disso a carta desapareceu do sistema… Telefonei à responsável que disse que a carta nunca chegara lá e que ela não era responsável mas que deveria falar com o responsável pela distribuição … durante 3 abnegadas e pacientes horas liguei para o número sem que ninguém me atendesse.

Agora como a carta se extraviou vou ter de pagar uma segunda via e já antevejo o filme de Herodes para Pilatos, com todos a lavarem as mãos da sua incompetência e irresponsabilidade, sem sequer saberem onde parará dita carta de condução.

Ainda há meses a minha carteira profissional de jornalista renovada anualmente na Austrália extraviou-se, pedi uma segunda via que me chegou passados dez dias e antes de a primeira via chegar 5 meses depois…

Claro que já fiz a queixa no local da praxe, junto com centenas de milhares de habitantes de Portugal e nada acontecerá… por isso, dado que o governo nada faz nem parece interessado em renacionalizar esse serviço (que durante décadas era extremamente bom, antes de ir parar às mãos dos privados) boicotem de vez os CTT, não usem os CTT para nada

Isto não vai com petições, nem queixas nem abaixo-assinados, só com um boicote total eles entendem.

Chrys Chrystello, Jornalista, Membro Honorário Vitalício 297713 [Australian Journalists’ Association MEAA]

Diário dos Açores (desde 2018) Diário de Trás-os-Montes (desde 2005) e Tribuna das Ilhas (desde 2019)

a saúde muito doente na Maia, na Lomba da Maia, etc.

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Luis Torres shared a post to the group: MAIA.

Maia

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Carmen Ventura

Antena 1 Açores – No concelho da Ribeira Grande, na freguesia da Maia, há um doente com análises clínicas feitas a 29 de Julho que ainda não conseguiu médico para saber do seu estado de saúde.
A situação arrasta-se precisamente desde Julho… com a saída de uma médica em licença de maternidade.
Em Outubro, a tutela disse que a situação de falta de médicos estava resolvida.

“Desde 29 de Julho, uma doente da freguesia da Maia, no concelho da Ribeira Grande, não consegue uma consulta para mostrar as análises clínicas.
É uma situação que afecta vários doentes e está a deixar preocupadas as famílias.
No caso agora denunciado à Antena 1 Açores, trata-se de uma doente de 69 anos, com vários problemas de saúde, inclusive diabetes.
A família já deixou de pedir uma consulta para passar a implorar junto do centro de saúde da Ribeira Grande, mas sem qualquer resposta positiva.
Em Outubro, a Antena 1 Açores dava conta que a médica de medicina geral e familiar na Unidade de Saúde da Maia estava de licença de maternidade e por isso os seus utentes deixaram de ter acompanhamento… nem consulta, nem receitas médicas nem mesmo marcação de exames.
Jorge Morgado, do Conselho de Administração da Unidade de Saúde de Ilha admitia então à Antena 1 que não podiam agir e colmatar lacunas se as denúncias não eram feitas junto dos responsáveis.
Mais tarde, a própria secretária da Saúde veio esclarecer que a falta de médico na Unidade de saúde da Maia estava resolvida.”
A Antena 1 Açores pediu novos esclarecimentos à tutela que até agora não chegaram. (CV)
https://www.rtp.pt/play/p1248/e449221/jornal-das-18-00 (a partir minuto 5’45)

Comments
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  • Guida Peixoto É triste aos pontos que isto chegou vamos imaginar que esse doente tenha qualquer problema no sangue aaaaaaaahhh morre o doente e a sua gente
  • Maria Olivia Rodrigues Eu estive oito meses com umas análises para mostrar quando tive consulta tive que fazer outras porque as primeiras já não serviam é uma vergonha essa falta de médicos
  • João Vieira Há muitas coisas nesta Maia que passa ao lado lá por nos chamaram “os do norte” não quer dizer que a comunicação social não nós venha periodicamente fazer uma visita e falar com o povo maiense….muitas mas muitas coisas para abrir jogo.😡😡😡

    João VieiraJoão Vieira replied

    6 replies 9 mins

  • Adri Lopes Nós na Lomba da Maia ainda é pior

agora é na Ilha Graciosa que falta areia para construção civil

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O deputado do PSD/Açores João Bruto da Costa alertou para a “falta de areia” destinada à construção civil na Graciosa, tendo exigido ao Governo Regional a “rápida resolução” de um problema que está a prejudicar a economia da ilha.

Source: Ilha Graciosa sem areia para construção civil

SER POETA FLORBELA ESPANCA

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https://youtu.be/VJaNP_jzHRk
” Ser poeta é ser mais alto”
(Poema de FLORBELA ESPANCA) Ser poeta é ser mais alto, é ser maior Do que os homens! Morder como quem beija! É ser mendigo e dar como quem seja Rei do Reino de Áquem e de Além Dor! É ter de mil desejos o esplendor E não saber sequer que se deseja! É ter cá dentro um astro que flameja, É ter garras e asas de condor! É ter fome, é ter sede de Infinito! Por elmo, as manhas de oiro e de cetim... É condensar o mundo num só grito! E é amar-te, assim, perdidamente... É seres alma, e sangue, e vida em mim E dize-lo cantando a toda a gente! * http://www.youtube.com/watch?v=LyQ0ISLJh_U * Fotografia de Flobela Espanca * (CC)
(Poema de FLORBELA ESPANCA)Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim…
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dize-lo cantando a toda a gente!
*
http://www.youtube.com/watch?v=LyQ0ISLJh_U
*
Fotografia de Flobela Espanca

*
(CC)

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Lindo…
https://youtu.be/Wz2n3Yam6po
Poema azul de sophia de mello bryner, voz de Maria Bethania

 

https://youtu.be/Wz2n3Yam6po

Agio Pereira interpreta ‘Maubere Timor’, 15 ANOS DEPOIS DA INVASÃO

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Agio Pereira 15 anos depois (Parte 1 – dois temas)

www.youtube.com

Agio Pereira interpreta ‘Maubere Timor’, tema “de um dos guerrilheiros das Falintil” e ‘Um minuto de silêncio’, de Borja da Costa (letra) É uma honra. Obriga…
https://youtu.be/Y7G0zFPegBk
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posted toTimor Leste, Arte e Cultura

Veterano e legendário Sr. Agio Pereira hamutuk ho belun sira seluk, hanesan: Sr. Meno Alves, Sr. Alito, Sr Manecas ho Sr. Câncio Oliveira. Senhores sira nee mk hun husi transita grupo konhesido iha tempo portugues “BLUE STAR” ba grupo “5 DE ORIENTE”.. Belun sira mai ita rona liu tiha Sr Agio Pereira hananuk ou interpreta ‘Maubere Timor’, tema “de um dos guerrilheiros das Falintil” e mos ‘Um minuto de silêncio’, husi Borja da Costa (letra)…Hakuak boot
Agio Pereira 15 anos depois (Parte 1 – dois temas)

www.youtube.com

Agio Pereira interpreta ‘Maubere Timor’, tema “de um dos guerrilheiros das Falintil” e ‘Um minuto de silêncio’, de Borja da Costa (letra) É uma honra. Obriga…

PATRIMÓNIO DEGRADADO DOS AÇORES STA MARIA  L Magalhães’s album:”Quonset hutedUCIANA Magalhães’s album:”Quonset huted

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Um Povo que não preserva o seu património e não garante a divulgação da sua história é um Povo que não é digno, sequer, desse epiteto. É com muita pena que vejo degradar-se, destruir-se e desmantelar-se o aeroporto de Santa Maria. Quem disse que chapa não é património é, simplesmente, ignorante.

Photo

“O barracão Quonset (em inglês “Quonset hut”), é um tipo de construção provisória que foi muito utilizado pelas forças armadas dos Estados Unidos da América durante a Segunda Guerra Mundial. O Quonset hut foi uma solução arquitetónica e estrutural que serviu de inspiração para múltiplas estruturas, desde armazéns e habitações, e até a estufas. Atualmente é considerado como um dos conceitos arquitetónicos de maior sucesso e como um marco da capacidade criativa dos EUA na década de 40. Em Santa Maria existem algumas destas estruturas que se situam junto ao Aeroporto de Santa Maria, pois este teve um papel muito importante na história da Segunda Guerra Mundial.”
e extraio do meu livro ChrónicAçores volume 2 da editora Calendário de Letras:

cap 3, nº 19….Uma das coisas mais impressionantes e imponentes da ilha é a zona das velhas instalações norte-americanas na zona aeroportuária.

Devido à sua posição estratégica no Atlântico, em 1944, as Forças Aéreas Americanas construíram um aeroporto e uma grande base militar na costa ocidental da ilha pois todos os aviões transatlânticos tinham que fazer uma paragem obrigatória em Santa Maria. Era a primeira presença norte-americana nos Açores, antes da transferência para a base das Lajes. O acordo não pode deixar de ser entendido no contexto da política externa portuguesa, na inflexão de uma “neutralidade colaborante” com os “Aliados”. Foi precedido de um outro, em Agosto de 1943, entre Portugal e o Reino Unido, concedendo autorização para criar nas Lajes uma base naval e aérea durante o período de guerra. Os EUA não ficaram satisfeitos com o teor do acordo luso-britânico de 1943, dado não prever a possibilidade de as forças norte-americanas terem acesso direto à base além de que a “manutenção de unidades americanas em permanência” não era contemplada. Por um lado, continuava a faltar uma escala fundamental no transporte das tropas americanas para a Europa e África; por outro lado, sendo britânico, não assegurava os direitos de longa duração que os americanos pretendiam adquirir. Desde que a base foi desativada, o aeroporto perdeu importância e hoje, serve os voos da SATA, assegurando a ligação diária com S. Miguel e as ocasionais paragens de reabastecimento de voos que atravessem o Atlântico Norte rumo à América, do Norte ou do Sul. Durante os meses de Verão, há a alternativa do serviço (ir)regular de ferry de S. Miguel, duas vezes por semana.

Embora a introdução de aviões com maior autonomia de voo reduzisse o tráfego, este é um dos dois aeroportos mais bem equipados dos Açores. O FIR (controlo de tráfego aéreo da Região de Informação Aérea Oceânica) também se situa aqui e serviu para seguir o lançamento do “Automated Transfer Vehicle (ATV)” europeu para a Estação Espacial Internacional (ISS) para ajudar o reabastecimento dos astronautas em órbita.

Coexiste em Santa Maria um antigo aglomerado urbano, datando do início do povoamento insular com um núcleo moderno, o Bairro do Aeroporto. Mas o povoado antigo foi o primeiro em todo o arquipélago. Possui uma clara originalidade de traçado. O bairro moderno assumiu um caráter urbanístico e arquitetónico inovador. Vila do Porto, com o seu troço mais antigo, a sul, de desenho linear, implantou-se ao longo da elevada crista (uma lomba) junto à costa, no sentido norte-sul, entre dois vales escavados por ribeiras. Apresenta uma estrutura medievo-renascentista, que recorda as vilas de fundação medieval, sem as muralhas.

….

O Bairro do Aeroporto, retomado pela Aeronáutica Portuguesa em 1946, teve uma intervenção de desenho moderno por Keil do Amaral (1950).

As suas placas de sinalização, são idênticas na forma e no “lettering” às do Parque do Monsanto, do mesmo autor. A adaptação da aerogare a uso civil, a habitação do diretor e a fiada de habitações contíguas, estão dentro da estética dos anos 1950. Em termos urbanos, o desenho é bastante simples. Existia uma planta completa no antigo Hotel do Aeroporto em 1980 mas ardeu com o hotel, há anos. Não se lhe conhecem réplicas.

A via de serviço, a poente, liga a aerogare à antiga vila ou diretamente ao porto pela famosa “Estrada da Birmânia”. Outra via destina-se às áreas mais residenciais, a nascente. Todas estão agrupadas em largos quarteirões abertos, muito arborizados e com as edificações afastadas entre si.

De sul para norte, passa-se por uma série de habitações “em lata” – os prefabricados -; uma via transversal de equipamentos – igreja, ginásio, cinema, etc. – com um espaço livre e amplo fronteiro; outra série de habitações metálicas, até ao extremo norte do conjunto, onde fica o Hotel, entretanto reconstruído, e o Clube Asas do Atlântico, para além das habitações mais individualizadas destinadas a dirigentes do aeroporto.

As imagens das casas prefabricadas levam a intuir que, talvez, os norte-americanos gostassem de ver preservadas estas relíquias da 2ª Guerra. É pena que algumas estejam abandonadas. Grande parte dispunha de jardins e sebes com uma flora de antenas parabólicas de televisão. Que desperdício.

É doloroso ver crimes – como este – de falta de preservação dos ricos e relevantes patrimónios culturais e históricos em que Portugal é pródigo. Na Austrália declaram-se como de interesse nacional, imóveis com menos de cem anos. Em Portugal dá-se um pontapé numa pedra e surgem mais de mil anos de história ao desbarato.

Em Santa Maria há tanta riqueza que podia – devia – ser acarinhada e preservada mas está abandonada ou decadente. Tal como o país. Os poucos que se interessam e cuidam estão quase que limitados às páginas de livros como este. Tal como as pedras que não angariam votos nem eleições, também aqui o património arquitetónico e histórico estão condenados a penar antes que alguém decida esbanjar dinheiro em obras de recuperação que não nada tem a ver com a democracia eleitoral em que se vive. A parte de baixo da rua principal dói pelo mau estado em que se encontra o seu equipamento urbano e residencial. Ali porém se encerram vários capítulos da história da ilha.

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“O barracão Quonset (em inglês “Quonset hut”), é um tipo de construção provisória que foi muito utilizado pelas forças armadas dos Estados Unidos da América durante a Segunda Guerra Mundial. O Quonset hut foi uma solução arquitetónica e estrutural que serviu de inspiração para múltiplas estruturas, desde armazéns e habitações, e até a estufas. Atualmente é considerado como um dos conceitos arquitetónicos de maior sucesso e como um marco da capacidade criativa dos EUA na década de 40. Em Santa Maria existem algumas destas estruturas que se situam junto ao Aeroporto de Santa Maria, pois este teve um papel muito importante na história da Segunda Guerra Mundial.”
e extraio do meu livro ChrónicAçores volume 2 da editora Calendário de Letras:

cap 3, nº 19….Uma das coisas mais impressionantes e imponentes da ilha é a zona das velhas instalações norte-americanas na zona aeroportuária.

Devido à sua posição estratégica no Atlântico, em 1944, as Forças Aéreas Americanas construíram um aeroporto e uma grande base militar na costa ocidental da ilha pois todos os aviões transatlânticos tinham que fazer uma paragem obrigatória em Santa Maria. Era a primeira presença norte-americana nos Açores, antes da transferência para a base das Lajes. O acordo não pode deixar de ser entendido no contexto da política externa portuguesa, na inflexão de uma “neutralidade colaborante” com os “Aliados”. Foi precedido de um outro, em Agosto de 1943, entre Portugal e o Reino Unido, concedendo autorização para criar nas Lajes uma base naval e aérea durante o período de guerra. Os EUA não ficaram satisfeitos com o teor do acordo luso-britânico de 1943, dado não prever a possibilidade de as forças norte-americanas terem acesso direto à base além de que a “manutenção de unidades americanas em permanência” não era contemplada. Por um lado, continuava a faltar uma escala fundamental no transporte das tropas americanas para a Europa e África; por outro lado, sendo britânico, não assegurava os direitos de longa duração que os americanos pretendiam adquirir. Desde que a base foi desativada, o aeroporto perdeu importância e hoje, serve os voos da SATA, assegurando a ligação diária com S. Miguel e as ocasionais paragens de reabastecimento de voos que atravessem o Atlântico Norte rumo à América, do Norte ou do Sul. Durante os meses de Verão, há a alternativa do serviço (ir)regular de ferry de S. Miguel, duas vezes por semana.

Embora a introdução de aviões com maior autonomia de voo reduzisse o tráfego, este é um dos dois aeroportos mais bem equipados dos Açores. O FIR (controlo de tráfego aéreo da Região de Informação Aérea Oceânica) também se situa aqui e serviu para seguir o lançamento do “Automated Transfer Vehicle (ATV)” europeu para a Estação Espacial Internacional (ISS) para ajudar o reabastecimento dos astronautas em órbita.

Coexiste em Santa Maria um antigo aglomerado urbano, datando do início do povoamento insular com um núcleo moderno, o Bairro do Aeroporto. Mas o povoado antigo foi o primeiro em todo o arquipélago. Possui uma clara originalidade de traçado. O bairro moderno assumiu um caráter urbanístico e arquitetónico inovador. Vila do Porto, com o seu troço mais antigo, a sul, de desenho linear, implantou-se ao longo da elevada crista (uma lomba) junto à costa, no sentido norte-sul, entre dois vales escavados por ribeiras. Apresenta uma estrutura medievo-renascentista, que recorda as vilas de fundação medieval, sem as muralhas.

….

O Bairro do Aeroporto, retomado pela Aeronáutica Portuguesa em 1946, teve uma intervenção de desenho moderno por Keil do Amaral (1950).

As suas placas de sinalização, são idênticas na forma e no “lettering” às do Parque do Monsanto, do mesmo autor. A adaptação da aerogare a uso civil, a habitação do diretor e a fiada de habitações contíguas, estão dentro da estética dos anos 1950. Em termos urbanos, o desenho é bastante simples. Existia uma planta completa no antigo Hotel do Aeroporto em 1980 mas ardeu com o hotel, há anos. Não se lhe conhecem réplicas.

A via de serviço, a poente, liga a aerogare à antiga vila ou diretamente ao porto pela famosa “Estrada da Birmânia”. Outra via destina-se às áreas mais residenciais, a nascente. Todas estão agrupadas em largos quarteirões abertos, muito arborizados e com as edificações afastadas entre si.

De sul para norte, passa-se por uma série de habitações “em lata” – os prefabricados -; uma via transversal de equipamentos – igreja, ginásio, cinema, etc. – com um espaço livre e amplo fronteiro; outra série de habitações metálicas, até ao extremo norte do conjunto, onde fica o Hotel, entretanto reconstruído, e o Clube Asas do Atlântico, para além das habitações mais individualizadas destinadas a dirigentes do aeroporto.

As imagens das casas prefabricadas levam a intuir que, talvez, os norte-americanos gostassem de ver preservadas estas relíquias da 2ª Guerra. É pena que algumas estejam abandonadas. Grande parte dispunha de jardins e sebes com uma flora de antenas parabólicas de televisão. Que desperdício.

É doloroso ver crimes – como este – de falta de preservação dos ricos e relevantes patrimónios culturais e históricos em que Portugal é pródigo. Na Austrália declaram-se como de interesse nacional, imóveis com menos de cem anos. Em Portugal dá-se um pontapé numa pedra e surgem mais de mil anos de história ao desbarato.

Em Santa Maria há tanta riqueza que podia – devia – ser acarinhada e preservada mas está abandonada ou decadente. Tal como o país. Os poucos que se interessam e cuidam estão quase que limitados às páginas de livros como este. Tal como as pedras que não angariam votos nem eleições, também aqui o património arquitetónico e histórico estão condenados a penar antes que alguém decida esbanjar dinheiro em obras de recuperação que não nada tem a ver com a democracia eleitoral em que se vive. A parte de baixo da rua principal dói pelo mau estado em que se encontra o seu equipamento urbano e residencial. Ali porém se encerram vários capítulos da história da ilha.

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