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Para a malta que acha que os animaizinhos são pessoas como nos filmes da Disney…

As vacas não são mulheres.
As vacas não são violadas.
Humanização. Algo implícito no argumento anti-bovinicultura e anti-leite “porque as vacas são violadas e forçadas a engravidar continuamente”. A ter em conta:
1. Ciclo éstrico.
As mulheres têm um ciclo menstrual com uma duração média de 28 dias. A vaca 🐮 tem um ciclo éstrico que dura, em média, 21 dias. A mulher apercebe-se da mudança de ciclo porque detecta o período menstrual. Nas vacas 🐄, é a expressão do comportamento de estro, vulgarmente designado de cio, que nos diz que houve essa mudança. O cio da vaca é o único período, nestes 21 dias, em que a vaca está sexualmente receptiva 💞. Dura no máximo 24 horas. É a única oportunidade para acasalar. Não procurará qualquer contacto sexual com o macho ♂️, excepto neste período. Fêmea mulher 👩🦰. Fêmea vaca 🐮. Duas fêmeas ♀️ com ciclos reprodutivos e comportamentos muito diferentes.
2. Reflexo de imobilidade.
Para maximizar a taxa de sucesso do acasalamento, a Natureza dotou a vaca com o reflexo de imobilidade, que faz a vaca ficar quieta durante a monta do touro 🐂. Este reflexo é mais evidente no final do cio, em que a vaca já não monta (às vezes até em pessoas tenta montar!), apenas se deixa montar. A maioria das vacarias de leite 🥛 não usa cobrição natural, optando pela inseminação artificial. Assim, detectado o momento em que a vaca permitiria a inseminação natural (cio + reflexo de imobilidade), o Homem aplica o sémen pela técnica de inseminação artificial. Dói? Se doer para o animal, a técnica está a ser mal executada. Os vídeos com as vacas com quadro de dor representam excepções, procedimentos mal conduzidos. (Explicarei melhor as vantagens e desvantagens da técnica e a razão pela qual revolucionou a pecuária, num futuro post exclusivamente sobre este assunto). Por isso, a vaca 🐮 não é violada porque, estando numa fase sexualmente receptiva, o cio e o reflexo de imobilidade fazem com que o evento da inseminação em nada se assemelhe ao que acontece nos casos de violação em mulheres.
3. Período Voluntário de Espera.
Nas vacarias de leite, as vacas não engravidam logo após o parto porque o agricultor 👨🌾 pretende que a vaca recupere alguma condição corporal. Isto permite maximizar a vida produtiva do animal 📈. Assim, os agricultores, juntamente com os seus médicos veterinários assistentes 👩⚕️, vão determinar um período que consideram justo para fazer a vaca descansar, antes de se tentar uma nova gestação. Chama-se Período Voluntário de Espera. Pode durar entre 40 a 90 dias, conforme o maneio de cada vacaria. Nesta fase, todas as vacas que expressarem cio, e muitas fazem o primeiro por volta dos 21-30 dias pós-parto, serão ignoradas. Só tentarão engravidar a vaca, quando acabar este período de descanso.
4. Intervalo entre partos.
Uma vaca engravida, a primeira vez, por volta dos 15 meses de idade, parindo 9 meses depois. Daí em diante, o intervalo entre partos será o resultado de vários factores, onde se incluem a duração do período voluntário de espera, a fertilidade da própria vaca 🐄 e o maneio da vacaria onde vive. Em Natureza, tal não aconteceria. Havendo um touro numa manada e uma vaca em cio, este montará. Não terá qualquer objecção de consciência por a vaca ter parido muito recentemente ou pela novilha ser demasiado nova e não ter tamanho para conseguir parir sem cesariana. Numa vacaria, com o touro no parque de produção, acontece o mesmo. Não há período voluntário de espera. O touro montará em todas as oportunidades. Além disso, o ejaculado do touro possui várias vezes mais espermatozóides🔬 do que as palhinhas de sémen da inseminação artificial, pelo que a probabilidade de concepção é superior. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, é muito mais fácil obter um intervalo entre partos curto, usando um touro de cobrição, no parque de produção, do que usando exclusivamente a técnica de inseminação artificial. Esta evidência eu própria observei como veterinária de campo. Os meus clientes que sistematicamente tinham o intervalo entre partos mais curto, ou seja, que mais depressa engravidavam as vacas após o parto, eram os que optavam pela cobrição natural com um touro a circular livre, 24-24 horas, no parque de produção. Nenhum dos meus actuais clientes tem touro no parque de produção.
Pelo explicado anteriormente, as vacas não são violadas e, em Natureza, estariam efectivamente e continuamente a engravidar até morrer. Humanizá-las à luz das percepções da nossa espécie é imprudente.
#inseminaçãoartificial #bovinicultura #vacasleiteiras #vacasdeleite #agricultoraveterinariaemae
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Quase tudo o que vocês comem é produzido pela agricultura intensiva
Aposto que ao ler o título muitos de vocês engoliram em seco, sentiram um arrepio ou algum tipo de mal estar. É um paradoxo do nosso tempo. A população portuguesa, tal como toda a população do mundo ocidental, vocês, os 95% que não são agricultores, tem uma imagem negativa da agricultura intensiva que vos alimenta. No entanto, quase toda a comida que podem comprar nos supermercados, na mercearia do bairro ou na banca do mercado, é fruto da agricultura intensiva. Carne, leite, ovos, frutas e legumes. Foi a agricultura dos adubos químicos e dos pesticidas de síntese que matou a fome no mundo ocidental e matou a teoria catastrofista do Malthus que dizia ser impossível alimentar a população que estava a crescer.
É pelo facto de conseguirmos produzir comida para vós que vocês podem fazer outras tarefas. Com agricultura de subsistencia cada família produz a sua comida e passa boa parte do dia a fazer isso.
É graças a conseguirmos produzir comida muito mais barata, em relação ao passado, que vocês tem rendimento livre para gastar na cultura, nas férias, no conforto da casa, em roupa melhor ou num carro melhor.
À agricultura intensiva “má” opõem-se a agricultura extensiva “boa”? Não. Já disse e volto a repetir: para fazer agricultura extensiva é preciso ter espaço para “estender”. Podemos fazer isso em Trás-os montes ou no Alentejo, não podemos fazer isso no minifundio do Minho ou da Madeira. Com 8.000 m2 de hortícolas em estufa, um agricultor da Póvoa consegue manter a sua família e produzir a salada para a mesa de muitas famílias; Para ser eficiente, especializou-se em algumas culturas, para as quais tem equipamentos que substituem a mão de obra de antigamente. O mesmo aconteceu a mim quando escolhi produzir milho e erva para alimentar as vacas que produzem leite. Os nossos avós faziam “policultura” porque tinham famílias numerosas a trabalhar de graça e “moços de lavoura muito baratos. Muitos eram os vossos pais e avós, que emigraram para a cidade ou para o estrangeiro à procura de uma vida melhor. Aposto que a encontraram. Claro que tem saudades de certas coisas, mas se fosse melhor no campo e na agricultura tinham voltado, ou pelo menos tentado. Nós tentamos sempre mudar para melhor.
É muito bonito pensar num amor e numa cabana no meio do campo, mas depois não há internet, água canalizada, saneamento,ou pior, não há emprego, não há maternidade, não há escola, o hospital está a uma eternidade de distância e faltam muitas coisas que achamos básicas para um mínimo de qualidade de vida.
Alguns agricultores resistiram a mudar e continuaram a fazer a sua agricultura de subsistência, e fazem muito bem, porque se mantém ocupados, mantém a terra cultivada, complementam a magra reforma e tem uns miminhos para quando os filhos e netos vão visitar. Vão visitar. Não ficaram lá nem lhes pensam suceder, porque essa agricultura é muito bonita mas não dá para sobreviver com um rendimento, vá lá, “classe média”. Nós, os que ficamos na terra a produzir a carne, o leite, os ovos, a fruta, as hortícolas ou o algodão da vossa roupa, fomos os que aceitamos usar máquinas, adubos, pesticidas e todas as coisas que fazem parte da agricultura moderna, tão moderna como o vosso carro, o vosso telemóvel, as vossas máquinas de lavar roupa, louça e os detergentes que colocam lá dentro.
Não quer dizer que tenhamos feito tudo certo. Quem conduz na estrada, umas vezes acelera, outras vezes trava, vira para a esquerda, vira para a direita. Em caminhos de cabras vai devagar, em autoestrada acelera. Adapta-se às condições e vai aprendendo. Como os agricultores, uns no modelo extensivo, outros no intensivo. Cada um procurando adaptar-se às condições locais e aos meios disponíveis, mas todos trabalhando para vos alimentar.
#carlosnevesagricultor
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Crónica de 30/01/2020
EDUCAÇÃO: UM PLANO PARA A DÉCADA
Na sua primeira intervenção como Presidente do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro foi muito claro, ao apresentar a Educação como área central do seu projeto, atendendo à sua relevância para o desenvolvimento sócio-económico da Região. Fê-lo com a exata noção de que a sustentabilidade de um projeto educativo requer a construção de um plano na Educação para a década e não a apresentação de medidas avulsas que, tendo o condão de aprimorar a fotografia da atividade política, falham na capacidade de revolucionarem positivamente o sistema.
Neste contexto, importa avaliar a presente situação. Nos últimos já quase 24 anos de governação, o sistema educativo na Região foi sujeito a significativas alterações. A mais relevante terá sido, provavelmente, a da implementação da universalidade do ensino com a obrigatoriedade de frequência de nove anos de escolaridade, hoje já de doze. Consolidou-se o combate ao absentismo escolar em articulação com serviços de assistência e segurança social e com as autarquias. Construíram-se novos edifícios escolares para integrar mais crianças e jovens, aproximando as escolas das localidades mais periféricas. Foram dados passos significativos para a inclusão, mormente a adaptabilidade do ensino e dos currículos, em particular para os alunos portadores de deficiência ou outras necessidades educativas especiais. A Escola passou a ser para todos. E esta não foi uma revolução menor.
A Escola abriu-se a todos, mas ainda estamos longe de os integrarmos a todos. A Escola não tem cumprido como veículo de ascensão social, persistindo em manter-se como reflexo da condição cultural das famílias. O foco na universalidade confundiu-se com uma harmonização de objetivos mínimos, contrária a uma cultura de exigência e rigor. A realidade é que estamos mais a trabalhar mínimos do que a educar para prosperar, o que acentua o desequilíbrio social de base.
Decorrido o período de alargamento escolar, urge agora mudar de paradigma, promovendo o sucesso ao invés de nos focarmos no combate ao insucesso, em que importa centrarmos mais a atenção nos procedimentos do que nos resultados, com uma intervenção individualizada desde a primeira infância, com maior colegialidade inter-pares e menor burocracia, que serve mais para legitimar decisões políticas do que para conduzir ao sucesso de projetos.
Esta mudança de paradigma será tão mais importante quão necessária face aos desafios que se nos colocam dada a revolução tecnológica e da inteligência artificial. Assistimos a uma dicotomia em que, por um lado, se reforça a necessidade de se investir no conhecimento e no saber-fazer, com elevado nível de especialização, de domínio e de aplicação de conhecimentos, mas em que também se exige aos alunos que detenham competências sociais, de comunicação e de seleção da informação que lhes permitam enfrentar os desafios da globalização, em especial o pensamento crítico, a criatividade colaborativa e a escuta ativa.
Com o alargamento da escolaridade evoluímos para um sistema adaptado, mas ainda estanque. Há que criar um sistema versátil, perante os novos desafios, numa cultura de exigência curricular, técnica, social e comportamental. Apenas possível com um projeto para a década.
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ZURAIDA SOARES NA VISÃO
Zuraida Soares, a mulher de valores, a política inconformada, a açoriana de adoção, hoje na Visão.
Boas leituras e abraços.

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Estudo realizado por 37 investigadores revela que o período de incubação do novo coronavírus pode prolongar-se até 24 dias, e não 14 como se apurou anteriormente. – Ciência & Saúde , Sábado.
Source: Período de incubação de novo coronavírus pode durar até 24 dias – Ciência & Saúde – SÁBADO
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«A prominent Jakarta businessmen asked a rhetorical question over dinner one recent evening that increasingly preoccupies the minds of skeptical Indonesians as the coronavirus spreads across the region: “Do you really believe there are no cases here?”
The biggest country in Southeast Asia, a sprawling archipelago of 264 million people, remains remarkably free of the virus, causing many on social media to speculate on whether it’s simply blind good luck or, more ominously, the…
