a saga da cadeia de Ponta Delgada

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Director Geral das Prisões e a nova cadeia de P. Delgada
“Infelizmente” nada vai mudar tão cedo

O Director Geral dos Serviços Prisionais, Rómulo Mateus, declarou à Rádio Renascença que, em relação à nova cadeia de Ponta Delgada, nada vai mudar tão cedo, “infelizmente”.
Apesar de ser considerada uma obra essencial, o processo para a construção da nova cadeia de Ponta Delgada voltou à estaca zero.
A actual prisão, como se sabe, tem mais de 100 anos e é considerada como uma das piores do país.
“Efectivamente, a cadeia de Ponta Delgada tem uma dificuldade natural: um cone de escórias basálticas – ditas bagacinas – que têm que ser removidas. O concurso para remoção entrou em derrapagem por questões legais e, tanto quanto sei, foi anulado”, explicou o Director dos Serviços Prisionais.
“Vamos, portanto, ter de retomar esse processo, porque o terreno tem de ser preparado para receber um estabelecimento prisional que albergará entre 400 e 500 reclusos”, concretiza.
Recorde-se que, durante a discussão do Orçamento de Estado, há poucas semanas, foi aprovada uma proposta por toda a oposição para que a nova cadeia seja construída noutro local, que não o escolhido pelos Governos da República e Regional, porque obriga a demorada remoção de bagacina.

Telefones nas prisões

Nesta entrevista, Rómulo Mateus revelou que vão começar a ser instalados, ainda neste ano, telefones nas celas das prisões de Tires e Linhó.
Trata-se de um projecto piloto que vai durar seis meses, indica o Director Geral das Prisões.
Grande defensor do modelo, Rómulo Mateus diz que o sistema será montado “uma empresa a expensas suas” e que há agora questões técnicas e legais para resolver.
“Agora é só uma questão técnica e tem de haver um enquadramento legislativo que permita sairmos deste paradigma que temos de uma chamada por dia durante cinco minutos, que não serve os interesses de ninguém”, afirma na Renascença.
Na opinião deste responsável, as cablagens serão instaladas dentro de “alguns meses”, bem como “os equipamentos”, devendo o projecto começar a funcionar “ainda neste ano”.
A medida é importada de França e, segundo, Rómulo Mateus, tem provas dadas na redução do tráfico de telemóveis, da tensão entre detidos e guardas e também no número de suicídios dentro das prisões.
A cada três meses, as cadeias são alvo de rusgas.
É “uma rusga maior, mais generalizada, com o apoio do grupo de intervenção e segurança prisional, com o grupo de cinotecnia”, explica.
E o que encontram estas equipas? “Temos encontrado aquilo que existe no interior de todos os estabelecimentos prisionais do mundo inteiro: há telemóveis, há droga, há seringas, há bebida fermentada…”, aponta.

Falta de pessoal e de meios

O Director dos serviços prisionais reconhece que não tem guardas prisionais suficientes, o que também é consequência da quantidade de prisões.
“Quando temos 49 estabelecimentos prisionais, alguns muito pequenos, torna-se difícil dizer que temos um número suficiente de guardas”, afirma.
“Mas estamos empenhados e temos o apoio da tutela para entrar num programa rotineiro de recrutar os meios necessários de segurança e vigilância”, adianta.
Quanto a meios, Rómulo Mateus admite que o parque automóvel muito envelhecido, o que se torna um grande problema para o exercício das funções.
O responsável espera que o Orçamento do Estado para este ano ajude a colmatar algumas falhas.
“Olhemos para as equipas de reinserção social, olhemos para os centros educativos, para os serviços centrais, onde são necessárias viaturas dos serviços gerais, que estão todas muito envelhecidas: frequentemente ou o conta-quilómetros já deu a volta ou são viaturas todas do século passado”, exemplifica.
“A frota automóvel é um sério problema desta Direcção Geral. Precisamos urgentemente de renovar as carrinhas celulares, mas também as viaturas de serviços gerais”, remata.

(Diário dos Açores de 27.02.2020)

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sra ministra da saúde…Novo coronavírus: Governo japonês divulga guia de prevenção

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O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar japonês divulgou em seu site um guia de prevenção ao novo coronavírus 2019-nCoV.

Source: Novo coronavírus: Governo japonês divulga guia de prevenção

Marta Temido admite lapso sobre isolamento de quem chega de zonas afetadas por vírus – TSF

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A TSF contactou a Direção-Geral da Saúde, que especificou que não há, de momento, alteração nas regras de prevenção, ou seja, não há recomendações de isolamento para quem chega a Portugal vindo das zonas mais afetadas pelo novo coronavírus.

Source: Marta Temido admite lapso sobre isolamento de quem chega de zonas afetadas por vírus – TSF

do vírus ao turismo 27.2.20 Crónica 319

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esta e anteriores em https://www.lusofonias.net/mais/as-ana-chronicas-acorianas.html

Crónica 319 do vírus ao turismo 27.2.20

O COVID-19 (corona vírus que começa ser designado como SARS-CoV2) continua a sua marcha pelo mundo, acompanhado de uma dose maciça de intoxicação televisiva, raramente citando que só na Europa morrem todos os anos cerca de 60 mil pessoas com a gripe normal (500 mil pessoas por ano no mundo).

pânico e medo provocado pelas fake news faz com que o COVID-19 seja quase o fim do mundo (em Portugal andam todos desejosos de terem um infetado, acham que estão a perder …), mas visto bem, todos os dias morrem mais pessoas por outros vírus. Em média, há mais de 400 mortes por pneumonia em Portugal na população adulta, todos os meses (são 16 mortes por dia). E já matou 40 por dia… no ano passado. Se fosse assim tão simples e desprovido de pânico, não se justificaria a construção de hospitais em dias, com milhares de camas.

A memória das pessoas é curta … esqueceram as últimas pandemias, em que morreram cerca de 100 milhões (gripe espanhola H1N1 conhecida como a “pneumónica” em 1918 de 20 a 40 milhões de mortes; 1957 gripe asiática mais de um milhão de pessoas; 1968 a gripe de Hong Kong H3N2 cerca de um milhão; a gripe aviária apenas vitimou 387 pessoas em 1997 Hong Kong; a SIDA matou 25 milhões em 25 anos; a SARS-CoV em 2003 matou 774 pessoas, a doença das vacas loucas em 2007, e houve ainda outras como a gripe suína em 2009…e na gripe H1N1 entre 2009 e 2012 morreram 300 mil pessoas)

A ministra da saúde nacional e a sua congénere açoriana não se cansam de nos descansar a dizer que o país e a região estão prontos para lidar com a situação.

Acho sobranceiras estas declarações, no caso de a doença se tornar numa pandemia, como pode acontecer (se é que não aconteceu já, embora não oficialmente declarada pela OMS).

O vírus, nesta fase terminal da globalização chegará, mais cedo ou mais tarde, com mais ou menos vítimas. Nunca saberemos ao certo quanto morreram na China, os outros países, uns mais do que outros, poderão revelar os dados reais ou não, para evitar o alarme social que isso implica.

Tem sido propagada a ideia de uma baixa taxa de mortalidade para este surto desta variante 80 mil infetados e 3 mil mortos, mas se considerarmos como reais os números apresentados vemos que a percentagem de mortes em relação às curas quase atinge 10%.

Para além das vacinas que irão surgir a breve trecho criando uma corrida desenfreada e o enriquecimento das farmacêuticas (uma indústria de 35 biliões de dólares liderada por quatro firmas: a britânica GlaxoSmithKline, a francesa Sanofi, e as norte-americanas Merck e Pfizer) que as coloquem no mercado, há várias consequências da propagação da doença: um enorme abrandamento da atividade económica, a subida do custo de vida (pois cada vez menos se importará da China, que detém o monopólio de produtos baratos), o abrandamento dos movimentos estudantis em vários países (com enormes perdas para as universidades de acolhimento), um eventual cancelamento do Euro e Jogos Olímpicos entre outros intercâmbios desportivos mundiais, (em dois dias a bolsa de valores S&P perdeu 1,7 triliões de dólares), a redução drástica de viagens e consequentemente do turismo que alimenta as economias de Portugal e dos Açores.

Será neste contexto que o corona vírus causará mais danos, caso a sua mortalidade seja semelhante ao da vulgar gripe “influenza”, e aí senhora ministra e senhora secretária regional da saúde, nem o país nem os Açores estão preparados. É o mal das monoculturas ou neste caso a dependência extrema numa só componente de crescimento económico.

Não tenho soluções nem respostas, e muito menos preparação, para sugerir seja o que for e embora seja contra a teoria vigente de impor o medo às populações mundiais (populações amedrontadas são mais facilmente manipuladas) e de embarcar em alarmismos prematuros, creio que nos devemos preparar para mais uma enorme crise económica global e, quem sabe, se não implicará o fim desta fase da economia global que aumentou a interdependência de todos os países (ou quase), enquanto aumentava o fosso entre os que têm e os destituídos.

Daqui a semanas poderemos avaliar melhor o impacto desta crise

 

“Something’s not right here folks”​ | A look at USA 2009 H1N1 Virus compared to China 2020 Coronavirus – Opinion – Chinadaily.com.cn

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Quem quer ser professor? Cursos de mestrado em ensino estão sem candidatos (vai começar a fase final do descalabro)- Renascença

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Na Universidade de Lisboa, há 13 cursos de mestrado em ensino, mas há cada vez menos candidatos. No conjunto de todas as áreas disciplinares, não chegam a 100 os alunos que saem da Universidade e estão habilitados a ser professores do terceiro ciclo e do ensino secundário.

Source: Quem quer ser professor? Cursos de mestrado em ensino estão sem candidatos – Renascença