Hotel desaba na China com 70 pessoas em quarentena do coronavírus | VEJA

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Até o momento, 34 já foram resgatadas, segundo autoridades locais; prédio está localizado na cidade de Quanzhou, na província de Fujian, no sudeste do país

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Mobilização geral de médicos para reforçar linha de apoio e conter vírus – DN

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Começam a surgir os casos positivos de covid-19 em Portugal, a maioria por contaminação local. Médicos pedem a colegas que reforcem LAM para se conseguir responder a todas as situações.

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a vida em quarentena CODOGNO – A VIDA EM TEMPOS DE CORONAVÍRUS

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CODOGNO – A VIDA EM TEMPOS DE CORONAVÍRUS
José Tolentino Mendonça
Expresso, 07.03.2020
Há um verso de T. S. Eliot que diz que a vida e a morte estão entre aquelas coisas que mais queríamos esquecer. Mas a verdade é que uma e outra possuem uma realidade pegada à nossa carne, uma realidade teimosa, resiliente, irremovível, que emerge para lá das nossas previsões e se insinua continuamente, contrariando o frágil bricabraque dos nossos ocultamentos. É sintomática a expressão “cisne negro” usada na economia para descrever acontecimentos de baixíssima probabilidade e que provocam, porém, um abalo de altíssimo impacto. Neste nosso século XXI, foi assim com o 11 de Setembro. Tem sido assim com a emergência dos refugiados. É agora assim com o coronavírus.
O controlo tornou-se um mito das nossas sociedades. Criámos a ilusão de um controlo a cem por cento, com uma eficácia que julgamos blindada, à prova de fogo. Reduzimos a abordagem do real a um monte de automatismos. E, desse modo, enxotámos a vida, na sua complexidade, e a morte, na sua nudez sem palavras, para uma dimensão quase fantasmática, onde elas deslizam sim, mas supostamente distantes de nós e no reverso daquilo que quotidianamente vivemos ou esperamos. Isto é, passamos a encarar ambas com a baixíssima probabilidade que a economia atribui aos chamados cisnes negros.
Por isso, o medo que nos assalta quanto à contaminação do coronavírus, em parte é, de facto, pelo coronavírus e em parte é porque encontramos aí uma forma para exteriorizar tantos outros medos, racionais e irracionais, que nos habitam, mas aos quais não permitimos expressão. A iminência de uma crise viral como que nos autoriza a dar voz aos nossos medos submersos, e a exorcizar, através da precipitação numa angústia social extrema, aquela que é a nossa angústia mais profunda e reprimida. Devemos saber, porém, que o medo é um adversário difícil. E por uma razão: ele promove uma batalha não apenas contra o nosso corpo, mas avança poderoso sobre a nossa alma, e, quando a captura, não nos dá mais sossego. As nossas sociedades da era da globalização descobrem traumaticamente aquilo que o sociólogo Zygmunt Bauman explicou: que estamos provavelmente mais fortes com tudo aquilo que temos, mas também mais expostos aos golpes do destino, face aos quais nos tornamos sempre mais vulneráveis, impreparados emotivamente para geri-los, desprovidos de uma visão que lhe confira sentido.
Mas nem sempre é assim. E prova-o uma história destes dias, a de Codogno, a atribulada localidade onde, no último 20 de fevereiro, se detetou o paciente número 1 infetado com coronavírus no território italiano. Continua a estar na declarada “zona vermelha” e sujeita a medidas drásticas (ninguém pode sair ou entrar em Codogno sem autorização; todos os serviços estão fechados, salvo os essenciais; os transportes públicos estão suspensos…). Mas, um destes dias, um professor que habita ali enviou uma carta a um jornal nacional onde a par do sofrimento vivido por aquela comunidade testemunha que também há coisas boas a acontecer: “Ao longo da alameda, quando damos um passeio com os cães, encontramos imensas pessoas, poucas agora usando máscara, e damos por nós a conversar com perfeitos desconhecidos, que provavelmente se tornarão amigos. As ciclovias que dão para a mata estão frequentadas como nunca as vi. Procuramos todos dar uma mão e colaborar, desde os bens de supermercado às pequenas necessidades quotidianas.” No dia em que publicou esta carta, o jornal mostrou um outdoor produzido por uma associação local que dizia o seguinte: “Codogno é uma doença que não nos larga mais.”

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diretor médico de Macau fala do COVID-19

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A post to be read from Dr. Jorge Sales Marques, Director of Pediatrics at Conde S. Januário Hospital Center, Macau. 🇲🇴

What we learned until now about Covid-19?

Covid-19 was first reported to WHO on 31/12/2020 .

This new coronavirus has 80 % of its genetic sequence similar to SARS coronavirus.

The transmission is by droplets of saliva, human to human.

The incubation period can be from 2 to 14 days with the pick around 5 th day.

Adults with more than 55 years and with chronic diseases and with deficiency of his imune system are more sensitive to get Covid-19.

Why the virus affected less children under 10
years of age (less than 0.1 %)?

The frequent stimulation of the imune system by early vaccinations in the first 18 months of age, followed by vaccine booster at 5-6 y and 10-13 y and frequent virus infections during the infancy and later in the kindergarten and schools, can be responsible for this surprising situation.

On the other hand, we know that we have 4 coronavirus that affect humans with low to moderate respiratory symptoms like common cold and can be responsible for 10-25 % of all upper respiratory tract infection.

All these reasons can stimulate the immune memory and help the younger people to response better for the new virus infection.

In adults they also have virus infections and do vaccines but their immune memory is not the same.

The Covid-19 symptoms are like flu, with cough and running nose in 80 % of cases, diarrhea in 4 % and respiratory distress, pneumonia.

Some cases can let the patient in critical respiratory failure and even dead.

The mortality is around 2.5 %, lower that SARS dead cases that was 9.4%.

But the risk of contagious is higher!

So far more than 100 000 cases (SARS around 8000) affecting already 100 countries!

What is recommended?

There are 4 things that any one in any country can do!

1 – use mask correctly

2 – wash your hands during at least 20 seconds and repeat many times a day

3 – avoid overcrowded places

4 – keep at home as must as you can

What happened in Macau?

What we did?

The people of Macau strictly fulfilled the recommendations from the Health Bureau and the government.

The people used mask in everyplace they need to go, including work, public transport and streets.

They washed their hands with water and soap or alcohol gel.

They keep at home.

They avoid going to places with many people.

They followed all recommendations with total complicity between them and the government and Heath Bureau!

During this time of coronavirus crisis, we saw streets almost empty, shoppings, private clinics, gyms, some hotels and even casinos closed.

We closed all schools, from primary to universities and the students are doing e-school’s until all is considered under control.

We checked the temperature of anyone that came outside Macau and also in any place in Macau.

In hospital, we stop consultations and we did by phone or video.

We stop patients visiting.

We restricted people coming from outside and stop visitors from risks areas, we did and keep doing tests for people with risk of contagious.

For those that was infected or have contacted people with Covid-19, we put on quarantine.

We protect our Macau citizens and also help to diagnose people (tourist or not) that want to enter Macau for visiting, shopping, gambling or only tasting our excellent food.

Macau with this total cooperation between government, Health Bureau and his citizens is the best example for all over the world!

We don’t have new cases for one month and our all 10 cases that were affected, all are discharged!

With all respect for all countries that are affected and their health bureau program against Covid-19, they need to take the same measures we did.

To stop spreading the coronavirus in their own countries or to others cities or countries, the only way is convinced their citizens that this is a serious disease.

Them, recommend the citizens the 4 main thinks they need to follow, support the health professionals not only with mask, gloves and special clothes but also practical flow chart with constant update.

And finally, but also crucial for the success, each government need to have courage to take difficult measures.

This fight against Covid-19 is not only a Macau fight.

All cities, countries and WHO need to join together forces to win this war against this new coronavirus.

And learn from others cities or countries, what they did to stop virus spreading.

If the results are good, we need to learn and why not ask people with more experiences or better results for an opinion, suggestions or help.

This is a global fight with only one enemy – Covid-19!

Join the forces please!

(da página do Facebook de Jorge Sales Marques).

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duas pestes (Viriato Soromenho Marques)

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DUAS PESTES
Viriato Soromenho Marques in DN
«Sempre que ocorre uma ameaça de saúde pública com características de pandemia, existem, nos melhores cenários, dois momentos inevitáveis: a) o do medo, que pode ganhar contornos de pânico; b) o do veredicto crítico dos especialistas retrospetivos, aqueles que depois de tudo ter passado, sem deixar os destroços que se temiam, censuram as autoridades sanitárias por alarmismo e excesso de zelo… O covid-19 não constituirá exceção. As situações extremas destapam sempre as facetas mais sombrias e detestáveis da condição humana. A diferença no espectro de reações entre as pandemias pré-industriais e as pandemias modernas – dominadas pela eficácia da tecnologia farmacêutica, que leva à arrogância de Trump ordenando o desenvolvimento de uma vacina por decreto presidencial – reside mais na superfície, pois na exuberância patética de fundo tudo permanece idêntico.
Na Grande Peste Negra do século XIV, que, depois de seguir a Rota da Seda e ter entrado na Europa pela Sicília (final de 1347), se espalhou pela Europa continental, causando um declínio duradouro na população europeia e mundial de que temos estimativas aceitáveis (a população só recuperaria os efetivos do século XIV no século XVII), o que domina é a impotência e o desespero. O testemunho literário deixado por Boccaccio no Decameron (1353) documenta em primeira mão a fuga do contágio nas cidades, para o refúgio no isolamento campestre. Sabemos também que a busca de um bode expiatório levou a uma sucessão de massacres em larga escala das comunidades judaicas europeias. Nas pandemias contemporâneas, a mortalidade tende a ser incomparavelmente menor. Contudo, se os avanços na medicina nos permitem preservar a saúde, mesmo em tempos de perigo generalizado, há uma outra ameaça quotidiana e gigantesca que a expansão do covid-19 tem trazido à luz do dia.
Repetidamente, os registos da NASA e de outras instituições científicas, ligadas à rede mundial de sistemas de monitorização do estado do ambiente planetário, revelam-nos diminuições espetaculares nos indicadores de impacto negativo da ação humana sobre o ambiente, em particular nas emissões de gases com efeito de estufa. Primeiro na China, e agora um pouco por todo o mundo, à medida que o vírus se vai espalhando. Os economistas orgânicos vão juntar ao receio do covid-19 o pânico da recessão. Mas isso é mera poluição de palavras vazias e sinal de ausência de pensamento. O covid-19 devolve-nos, sem maquilhagem, o rosto assustador da verdadeira peste do nosso tempo. A nossa servil e suicida adição ao encarniçado crescimento exponencial, que corrói os próprios ecossistemas de que depende a nossa sobrevivência como civilização! Que seja um vírus a ter sucesso onde todas as políticas públicas de ambiente e sustentabilidade têm falhado, levando a moderar o consumo, a produção, as viagens, o ritmo e a intensidade do trabalho, a colocar um freio numa “economia que mata” – na designação realista do Papa Francisco – só nos pode convocar para um humilde exercício de meditação.» (Viriato Soromenho Marques)

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Coronavírus. Sobe para 18 o número de casos confirmados em Portugal. Hotel usado para isolar infetados colapsou na China – ObservadorMEO

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Source: Coronavírus. Sobe para 18 o número de casos confirmados em Portugal. Hotel usado para isolar infetados colapsou na China – ObservadorMEO

O estigma sobre o suspeito não infetado

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« (…) A experiência de estar fechado em casa e não poder ir fazer uma compra ou qualquer outra coisa nem sequer é muito estranha. Sente-se um medo em relação ao resto da sociedade poder apontar o dedo, acusar “não é um dos infetados?” É certo que já lá vão quase todos os dias de quarentena, mas o suspeito é sempre olhado como um perigo que pode pôr em causa a saúde pública. Mesmo que as pessoas continuem a andar de autocarro e metro, vão a centros comerciais e lojas, ou a restaurantes e cinemas. Podem fazê-lo porque não são suspeitos e não têm o estigma do vírus…

O estigma torna-se ainda mais real quando um familiar é expulso do trabalho meia hora depois de comunicar que o pai esteve no Correntes e fica a teletrabalhar, e outra pessoa próxima é corrida do local de trabalho, mesmo que não tenha tido contacto direto com o alegado infetado, e que depois de um minicomício também seja posta fora pelos próximos 14 dias. Dois exemplos apenas da histeria.

Não aconselho a ninguém que esconda qualquer sintoma, mas aviso que vai sentir na pele situações que não imaginava serem possíveis em 2020. Que só tínhamos visto, por exemplo, no filme Philadelphia em que Tom Hanks é marginalizado por ter sida e o filme é de 1993.

Vamos a ver como será o regresso…»

[João Céu e Silva, “Diário de Notícias”, 7/03]

O primeiro sintoma de quem é suspeito de estar infetado com o coronavírus é o estigma social. E se a tosse não surge nem a temperatura aumenta, ainda custa mais ao alegado suspeito esse sentimento por parte daqueles com quem convive. Senti isso na pele desde domingo, quando se soube que o escrit…
DN.PT
O primeiro sintoma de quem é suspeito de estar infetado com o coronavírus é o estigma social. E se a tosse não surge nem a temperatura aumenta, ainda custa mais ao alegado suspeito esse sentimento por parte daqueles com quem convive. Senti isso na pele desde domingo, quando se soube que o escrit…
O primeiro sintoma de quem é suspeito de estar infetado com o coronavírus é o estigma social. E se a tosse não surge nem a temperatura aumenta, ainda custa mais ao alegado suspeito esse sentimento por parte daqueles com quem convive. Senti isso na pele desde domingo, quando se soube que o escrit…