expressões idiomáticas utilizadas com regularidade pelos portugueses

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“Isac Nunes
Sent: Saturday, July 4, 2015 12:17 AM
Subject: [dialogos_lusofonos] Expressões há muitas. Este livro reuniu-as e explicou-as
Andreia Vale recolheu a origem de 271 expressões idiomáticas utilizadas com regularidade pelos portugueses como estas abaixo
Autor: Milton Cappelletti
Se sempre teve curiosidade em conhecer porque é que “A Maria que vai com as outras”, este livro é “Ouro sobre azul” para si. Andreia Vale sabia que, para que a sua existência tivesse significado, teria de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Começou pelo meio, seguiu para o último objetivo e talvez passe para a botânica em breve. Mas entretanto publicou o “Puxar a Brasa à Nossa Sardinha”.
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“Puxar a Brasa à Nossa Sardinha” foi escrito por Andreia Vale e publicado pela editora Manuscrito. A ilustração da capa é da autoria de Sofia Ramos.
Publicado pela editora Manuscrito, a jornalista do Correio da Manhã TV explica a origem de 271 expressões idiomáticas que a História e os estrangeiros puseram na boca dos portugueses. O livro pode ser adquirido a partir de 3 de julho por 13,99€: “É trigo limpo farinha Amparo”.
Selecionámos oito das mais de 200 expressões idiomáticas utilizadas pelos portugueses à grande e à francesa selecionados pela autora. Ora leia que “Nunca é tarde para aprender”:
Nem disse água vai nem água vem.
É uma das expressões que entrou na boca dos portugueses depois do terramoto de 1755, explica Andreia Vale. Quando Sebastião José de Carvalho e Melo – o Marquês de Pombal – ficou responsável pela reconstrução da capital após o abalo, decidiu que ia implementar um sistema de esgotos.
Na altura foi uma revolução… e uma esperança na higiene da cidade. É que até aquele momento, a água suja de casa (sim, essa que inclui até mesmo as da casa de banho) eram atiradas pela janela para a rua. Diziam as empregadas “Água vai!” e toda a gente sabia que o melhor era sair das proximidades.
A expressão “Nem disse água vai, nem água vem” surgia sempre que alguém fazia algum desses despejos sem avisar. E ficou para exemplificar exatamente a ideia de que alguém não fez o devido alerta ou aviso do que devia.
Há mar e mar, há ir e voltar.
Há frases que todos usamos que nasceram da publicidade. Alguns dos anúncios têm que se lhe diga, pois foram criados por grandes poetas. Basta lembrar o “Primeiro estranha-se, depois entranha-se” que Fernando Pessoa criou para a Coca-Cola quando estava ao serviço da agência Hora nos finais dos anos 20.
Já o “Há mar e mar, há ir e voltar”, segundo Andreia Vale, foi criada por Alexandre O’Neill, um dos autores que mais expressões criou para o mundo publicitário, nos anos 60. O Instituto de Socorros a Náufragos estava preocupado com os afogamentos nas praias e decidiu lançar uma campanha de segurança. O poeta português ajudou e lançou esta frase, que agora é usada como alerta para diversas situações.
Mas a primeira ideia do poeta era outra, marcada pelo seu humor negro: “Passe um verão desafogado”, propôs ele, mas não foi aceite. Nem desta vez, nem com a proposta que mandou à marca de colchões LusoSpuma: “Com colchões LusoSpuma você dá duas que parecem uma”. E como não há duas sem três, a ironia de Alexandre O’Neill, que quase pôs em causa o seu trabalho no Jornal de Letras, ficou bem patente no slogan para o Metropolitano de Lisboa: “Vá de metro, Satanás”. Um criativo, como se vê.
Deixámos isso em banho-maria.
A expressão que usamos quando deixamos em suspenso ou adiamos um determinado assunto, cuja resolução ainda pode demorar a concretizar-se. Mas a verdade é que “deixar algo em banho-maria” remonta ao tempo da panelas de cobre e das velhas colheres de pau.
Durante o banho-maria, cozinham-se os alimentos dentro de um recipiente colocado num outro cheio de água quente. O método saiu dos laboratórios químicos que produziam produtos para as farmacêuticas ou criavam cosméticos, processos extremamente lentos.
Mas quem era Maria? Diz-se que era uma judia alquimista de Alexandria. Viveu trezentos anos antes do nascimento de Jesus de Nazaré e é a ela que se atribui a descoberta do “aquecimento lento e gradual através da água como alternativa à manipulação das substâncias diretamente no fogo”, escreve Andreia Vale no livro sobre expressões do dia a dia.
Mas Marias há muitas que utilizaram – e utilizam ainda hoje – esta técnica.
Quebrar o gelo.
Fazer algo que quebre o gelo é sempre boa ideia numa “situação de impasse”, garante Andreia Vale, porque serve para “criar empatia” ou terminar com um silêncio tenso.
A expressão está relacionada com os barcos que são utilizados para abrir caminho por entre o gelo polar, uma operação que custa 24 mil euros. O maior barco para esse fim é o NS 50 Let Pobedy, um navio russo movido a energia nuclear.
É preciso um grande jogo de cintura.
É preciso tê-lo em situações delicadas ou mais árduas. E onde é que pode haver confrontos mais complicados do que no pugilismo? Andreia Vale explica que “jogo de cintura” é o que todos os atletas desta modalidade precisam de ter para sobreviver no ringue.
A parte de baixo do corpo é importante para o movimento, enquanto a parte de cima é essencial para escapar às investidas do adversário. A cintura tem de ter reflexos rápidos para evitar acidentes.
Voltando à vaca fria…
A raiz desta expressão parece estar no teatro francês. “A Farsa do Advogado Pathelin” é uma peça da Idade Média de autor desconhecido. É uma crítica satírica dos comerciantes e dos homens da lei, que faziam parte da alta sociedade em França naquela época.
Pathelin é um advogado mentiroso que burla um comerciante chamado Guillaume Joceaulme. Entre uma fala e outra, descobre-se que um pastor roubou vacas a Guillaume. Mas quando vê que afinal é Pathelin que tem os animais, o comerciante acaba por misturar os dois assuntos – isto é, o roubo e a burla. Quando se quer concentrar no desaparecimentos dos animais, diz: “Voltemos às nossas vacas”.
Outra teoria leva-nos de novo para a cozinha. No século XV, havia o hábito de comer bifes de vaca grelhados ao jantar. À ceia comia-se de novo bife, mas dessa vez devia estar frio.
Isto não é a casa da Joana.
Estar à vontade não é estar “à vontadinha”, já diz o bom português. E há pessoas que não entendem onde está o limite quando se relacionam com alguém.
Joana foi uma mulher do século XIV, condessa da Provença e rainha de Nápoles. Em 1347, Joana tinha 21 anos e decidiu impor regras aos bordéis de Avignon, para onde fugiu quando se tornou suspeita da morte do marido ou – porque a história tem duas versões, alerta o livro – foi expulsa da igreja devido à vida boémia que levava.
A regra da Joana: todos os estabelecimentos de prostituição tinham de ter uma porta (fechada) para bater antes de entrar.
Sangue, suor e lágrimas.
Como muitas outras, “sangue, suor e lágrimas” vem de uma declaração de guerra.
A 13 de maio de 1940, Winston Churchill fez a primeira declaração enquanto primeiro-ministro. Estava-se a viver a II Guerra Mundial e o político mostrou uma vez mais a capacidade para fazer discursos marcantes. Em plena Câmara dos Comuns, afirmou: “Não tenho nada a oferecer além de sangue, suor ou lágrimas”. A frase ficou para a história.
No entanto, a expressão seria do general italiano Giuseppe Garibaldi, que a proferira em 1849 e que voltou a ser usada por Georges Clemenceau, primeiro-ministro francês, em 1917. Ambos eram políticos de referência para Churchill.
[Ilustração do autor – fonte: www.observador.pt]

Continue reading

gráfico animado sobre o tráfico e tráfego de escravos

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Por falar em grandes momentos da História de Portugal este gráfico animado sobre o tráfico e tráfego de escravos é arrepiante

ver gráfico aqui

http://www.slate.com/articles/life/the_history_of_american_slavery/2015/06/animated_interactive_of_the_history_of_the_atlantic_slave_trade.html?wpsrc=sh_all_dt_fb_top&via=gdpr-consent

Usually, when we say “American slavery” or the “American slave trade,” we mean the American colonies or, later, the United States. But as we discussed in…
slate.com

palavras portuguesas em japonês

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http://www.sljfaq.org/afaq/portuguese.html

 

Which Japanese words come from Portuguese?

Many Portuguese words entered Japanese when Jesuit priests from Portugal introduced Christian ideas and things to the Japanese during the Muromachi period (1337-1573). Here is a list of some of them which have survived until the present day. Although these words are all gairaigo, some of them have kanji. See 1.2.6. Why do some words have ?.

(Arigatō does not come from Portuguese. See 4.1. Is related to Portuguese “obrigado”?)

Words of disputed origin

The origin of some words such as saboten, “cactus” and buranko, “swing” is disputed, but according to some explanations they may have come from Portuguese.

List of words of Portuguese origin

Here is a list of some words from Portuguese which have survived until the present day.

Japanese (rōmaji) Japanese (kanji/kana) Original Portuguese (from Kōjien) Modern Portuguese English Notes
bateren 伴天連
▽破天連
バテレン
padre padre, pai priest, father
biidoro ビードロ vidro vidro glass
birōdo 天鵞絨
ビロード
veludo veludo velvet 天鵞絨 may also be read as てんがじゅう, the on’yomi reading (Daijirin, Kōjien). May have come from the Spanish velludo (Kōjien lists both options)
bōro, bōru ボーロ
ボール
bolo bolo cake
botan

ボタン
botão botão button
charumera, charumeru ▽哨吶
チャルメラ
▽チャルメル
charamela charamela shawm
chokki チョッキ jaqueta colete waistcoat (UK English); vest (US English). Source language and exact source word uncertain.
furasuko フラスコ frasco frasco flask
Igirisu イギリス inglez inglês England/The UK In Portuguese, inglês means English or Englishman. In Japanese, igirisu means ‘The United Kingdom’.
iruman ▽入満
▽伊留満
▽由婁漫
イルマン
irmão irmão brother Term used in early Japanese Christianity; missionary next in line to become a priest
jōro 如雨露
▽如露
じょうろ
jorro jarro watering can Kōjien says this origin is one theory. Daijirin also gives the Portuguese jorro as a possible origin.
jiban, juban 襦袢
ジバン
ジュバン
gibão gibão underwear In Portuguese, the word “gibão” means “jerkin” (in some cases, “doublet”), rather than “underwear”, the latter too generic a term.
kapitan ▽甲比丹
▽甲必丹
カピタン
capitão capitão captain
kanakin, kanekin 金巾
▽かなきん
▽かねきん
canequim unbleached muslin/calico Not used in present-day Portuguese.
kappa 合羽
カッパ
capa capa (de chuva) raincoat
karumera カルメラ caramelo caramelo caramel Daijirin but not Kōjien notes the Portuguese caramelo as a source for this word.
karuta 歌留多
▽加留多
骨牌
カルタ
carta cartas (de jogar) playing cards
kirishitan 切支丹
▽吉利支丹
キリシタン
cristão cristão Christian
kirisuto 基督
キリスト
Cristo Cristo Christ Also kurisuto クリスト
konpeitō 金米糖
金平糖
▽金餅糖
コンペイトー
confeito confeito A kind of star-shaped candy. The modern Portuguese word “confeito” more commonly means “sugar-plum” or “comfit”, though it also signifies a small candy made with hardened melted sugar, to which various dyes or ingredients are added, sold in wrapped paper. In this case, it is also called “rebuçado”. “Confeito” is also related to the English word “confetti”.
kurusu クルス cruz cruz cross See ピンからキリまで, キリ is said to be a corruption of クルス.
marumero 木瓜
マルメロ
marmelo marmelo quince 木瓜 may also be read as ぼけ.
meriyasu 莫大小
▽目利安
メリヤス
meias meias hosiery, knitting In Portuguese, meias means “socks”.
miira 木乃伊
ミイラ
mirra mirra mummy (embalmed human) In Portuguese, mirra means “myrrh”.
oranda 和蘭
阿蘭陀
▽和蘭陀
オランダ
Olanda Holanda Holland
pan 麺麭
▽麪包
パン
pão pão bread
pin kara kiri made ピンからキリまで pinta, cruz pinta, cruz completely, utterly The pin and kiri are said to have come from Portuguese.
rasha 羅紗
ラシャ
raxa raxa felt
rozario ロザリオ rosario rosário rosary
sabato サバト sábado sábado Saturday Kōjien also notes the Dutch sabbat as a possible source for this word.
sarasa 更紗
サラサ
saraça saraça chintz Not used in modern Portuguese.
shabon シャボン sabão sabão soap Commonly used in the word shabon-dama, “soap bubble”, in present-day Japanese.
shōro ショーロ choro choro weeping
subeta スベタ espada espada Sword (in playing cards, original use)
Ugly faced woman
Worthless card (in a type of card game)
Boring person
Not in very common use in modern Japanese.
tabako 煙草
▽莨
タバコ
tabaco tabaco tobacco Tabako also means “cigarettes” in present-day Japanese.
totan トタン tutanaga tutanaga zinc Now used to mean galvanized sheet iron (e.g. corrugated roofing material) in Japanese. In Portuguese, “tutanaga” is a whitish alloy made of copper, zinc and nickel to which bits of iron, silver or arsenium are added (i.e., not simply ‘zinc’). It is considered a Chinese invention, though Portuguese inherited the word via Persian “tutia-nak”, meaning “zinc oxide”.
tempura 天麩羅
天婦羅
てんぷら
têmporas tempero tempura Tempero is Portuguese for spice or seasoning, but the Japanese word tempura means battered and deep-fried fish or vegetables.
zabon 朱欒
▽香欒
ザボン
zamboa zamboa shaddock

Here a ▽ marks uncommon words, readings and variations.

Words from modern Portuguese

Japanese romaji Japanese kana Portuguese Meaning Notes
shurasuko シュラスコ churrasco Brazilian barbecue From Daijirin.

References

Acknowledgements

This list was derived from posts by Christian Wittern, Tomoko Yamamoto, and Bart Mathias, and checked and compiled with help from Paul Blay.


sci.lang.japan FAQ / 4. Words from other languages

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fóssil com mais de 500 milhões de anos

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Descoberta de novos fósseis revela o “rosto” de uma minhoca pré-histórica 25-6-15

 

Cientistas analisaram fóssil com mais de 500 milhões de anos com microscópio eletrónico

 

Fotografia: MARTIN SMITH / NATURE

 

Hallucigenia, uma minhoca pré-histórica com penas, patas e dentes à volta da boca — considerada uma das criaturas mais surreais do passado — surpreendeu os investigadores Martin Smith, da Universidade de Cambridge (Reino Unido) e Jean- Bernard Caron, do Museu Real de Ontário (Canadá). Ao analisar o velho fóssil de 500 milhões de anos com um microscópio eletrónico, os investigadores encontraram também olhos.

— Ficamos surpresos ao encontrar não apenas os olhos, mas também um ar malicioso e uma série de dentes que sorriu para nós — contou Smith.

A descoberta, publicada nesta quarta-feira pela revista britânica Nature, permite ver as coisas um pouco mais claras sobre esse estranho animal, agora extinto, que viveu no Câmbrico — período em que ocorreu a explosão de organismos multicelulares e uma significativa diversificação das espécies na Terra.

Os investigadores trabalharam em dezenas de fósseis oriundos de Burgess Shale, um local que já esteve submerso, localizado nas Montanhas Rochosas do Canadá.

Descoberta pouco depois de 1900, a minhoca foi descrita precisamente pela primeira vez na década de 1970 por Simon Conway Morris, que a batizou como Hallucigenia (alucinação, no latim) pela forma estranha do animal, que continua a intrigar os paleontólogos.

A minhoca mede entre um e cinco centímetros e foi relacionada, por Smith, como “um bastão de hockey equipado com sete pares de pernas e coberto com espinhos sólidos.”

Inicialmente, alguns cientistas pensavam que o animal caminhava sobre os seus espinhos nas suas costas e possuía tentáculos. Mas outros investigadores inverteram o diagrama, estabelecendo que os tentáculos eram realmente patas apoiadas no chão e munidos de garras, enquanto os espinhos estavam na parte de cima.

Em seguida, os especialistas focaram-se em encontrar a cabeça e a cauda do animal. Ao analisar os fósseis de Hallucigenia do Museu Real de Ontário, em Toronto, Smith e Caron descobriram que uma forma de balão que tinha sido dada como a cabeça do animal era, na verdade, um ponto escuro feito de resíduos intestinais, para fora do ânus do animal. Existia, portanto, uma cauda.

Com o seu microscópio, procuraram descobrir a outra parte do corpo que poderia ser, de fato, a cabeça. Após terem retirado o sedimento que a recobria, descobriram os olhos e a boca da minhoca.

— As análises mostraram que a boca de Hallucigenia era cercada por um anel de dentes, o que permitiria a aspiração de alimentos. Além disso, na sua garganta havia uma fileira de dentes afiados como alfinetes. Deveria agir como um torniquete para impedir que o bolo não voltasse — explicou Smith.

A Hallucigenia está próxima dos vermes-aveludados que vivem atualmente em algumas florestas tropicais. Fazem parte do vasto grupo Ecdysozoa, cujo desenvolvimento ocorre através das metamorfoses (minhocas e lagartas, por exemplo).

— Os dentes de Hallucigenia parecem-se com o que foi observado nos primeiros animais que se metamorfoseavam. Isso sugere que tinham um ancestral comum que possuía este tipo de dente na garganta — considerou Caron.

Localização geográfica de Burgess Shale

 

com os cumprimentos
 
 
Victor- Hugo Forjaz 
 
 Portugal  Volcanological  Adviser since 2001
                                                                                         
——————

Fonte: Agência AFP

Todos os Ditados Populares Portugueses.

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Todos os Ditados Populares Portugueses…
A ambição cerra o coração
A pressa é inimiga da perfeição
Águas passadas não movem moinhos
Amigo não empata amigo
Amigos amigos negócios à parte

Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura
A união faz a força
A ocasião faz o ladrão
A ignorância é a mãe de todas as doenças
Amigos dos meus amigos, meus amigos são
A cavalo dado não se olha a dente
Azeite de cima, mel do meio e vinho do fundo, não enganam o mundo
Antes só do que mal acompanhado

A pobre não prometas e a rico não devas.
A mulher e a sardinha, querem-se da mais pequenina
A galinha que canta como galo corta-lhe o gargalo
A boda e a baptizado, não vás sem ser convidado
A galinha do vizinho é sempre melhor que a minha
A laranja de manhã é ouro, à tarde é prata e à noite mata
A necessidade aguça o engenho
A noite é boa conselheira
A preguiça é mãe de todos os vícios
A palavra é de prata e o silêncio é de ouro
A palavras (ocas|loucas) orelhas moucas
A pensar morreu um burro
A roupa suja lava-se em casa
Antes só que mal acompanhado
Antes tarde do que nunca
Ao rico mil amigos se deparam, ao pobre seus irmãos o desamparam
Ao rico não faltes, ao pobre não prometas
As palavras voam, a escrita fica
As (palavras ou conversa …) são como as cerejas, vêm umas atrás das outras
Até ao lavar dos cestos é vindima
Água e vento são meio sustento
Águas passadas não movem moinhos
Boi velho gosta de erva tenra
Boca que apetece, coração que padece
Baleias no canal, terás temporal
Boa fama granjeia quem não diz mal da vida alheia
Boa romaria faz, quem em casa fica em paz
Boda molhada, boda abençoada
Burro velho não aprende línguas
Burro velho não tem andadura e se tem pouco dura
Cada cabeça sua sentença
Chuva de São João, tira vinho e não dá pão
Casa roubada, trancas à porta
Casarás e amansarás
Criou a fama, deite-se na cama
Cada qual com seu igual
Cada ovelha com sua parelha
Cada macaco no seu galho
Casa de ferreiro, espeto de pau
Casamento, apartamento
Cada qual é para o que nasce
Cão que ladra não morde
Cada qual sabe onde lhe aperta o sapato
Com vinagre não se apanham moscas
Coma para viver, não viva para comer
Com o direito do teu lado nunca receies dar brado

Candeia que vai à frente alumia duas vezes
Casa de esquina, ou morte ou ruína
Cada panela tem a sua tampa
Cada um sabe as linhas com se cose
Cada um sabe de si e Deus sabe de todos
Casa onde entra o sol não entra o médico
Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém
Cesteiro que faz um cesto faz um cento,se lhe derem verga e tempo
Com a verdade me enganas
Com papas e bolos se enganam os tolos
Comer e o coçar o mal é começar
Devagar se vai ao longe
Depois de fartos, não faltam pratos
De noite todos os gatos são pardos
Desconfia do homem que não fala e do cão que não ladra
De Espanha nem bom vento nem bom casamento
De pequenino se torce o pepino
De grão a grão enche a galinha o paparrão
Devagar se vai ao longe
De médico e de louco, todos temos um pouco
Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és
Diz o roto ao nu ‘Porque não te vestes tu?’
Depressa e bem não há quem
Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer
Depois da tempestade vem a bonança
Da mão à boca vai-se a sopa
Deus ajuda, quem cedo madruga
Dos fracos não reza a história
Em casa de ferreiro, espeto de pau
Enquanto há vida, há esperança
Entre marido e mulher, não se mete a colher
Em terra de cego quem tem olho é rei
Erva daninha a geada não mata
Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão
Em tempo de guerra não se limpam armas
Falar é prata, calar é ouro
Filho de peixe, sabe nadar
Gaivotas em terra, tempestade no mar
Guardado está o bocado para quem o há de comer
Galinha de campo não quer capoeira
Gato escaldado de água fria tem medo
Guarda o que comer, não guardes o que fazer
Homem prevenido vale por dois
Há males que vêm por bem
Homem pequenino ou velhaco ou dançarino
Ignorante é aquele que sabe e se faz de tonto
Junta-te aos bons, serás como eles, junta-te aos maus, serás pior do que eles
Lua deitada, marinheiro de pé
Lua nova trovejada, 30 dias é molhada
Ladrão que rouba a ladrão, tem cem anos de perdão
Longe da vista, longe do coração
Mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar
Mal por mal, antes na cadeia do que no hospital
Manda quem pode, obedece quem deve
Mãos frias, coração quente
Mais vale ser rabo de pescada que cabeça de sardinha
Mais vale cair em graça do que ser engraçado
Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo
Mais vale perder um minuto na vida do que a vida num minuto
Madruga e verás trabalha e terás
Mais vale um pé no travão que dois no caixão
Mais vale uma palavra antes que duas depois
Mais vale prevenir que remediar
Morreu o bicho, acabou-se a peçonha
Muita parra pouca uva
Muito alcança quem não se cansa
Muito come o tolo mas mais tolo é quem lhe dá
Muito riso pouco siso
Muitos cozinheiros estragam a sopa
Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe
Nuvem baixa sol que racha
Não peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu
Nem tudo o que reluz é ouro
Não há bela sem senão
Nem tanto ao mar nem tanto à terra
Não há fome que não dê em fartura
Não vendas a pele do urso antes de o matar
Não há duas sem três
No meio é que está a virtude
No melhor pano cai a nódoa
Nem contas com parentes nem dívidas com ausentes
Nem oito nem oitenta
Nem tudo o que vem à rede é peixe
No aperto e no perigo se conhece o amigo
No poupar é que está o ganho
Não dá quem tem, dá quem quer bem
Não há sábado sem sol, domingo sem missa nem segunda sem preguiça
O saber não ocupa lugar
Os cães ladram e caravana passa
O seguro morreu de velho
O prometido é devido
O que arde cura o que coça sara e o que aperta segura
O segredo é a alma do negócio
O bom filho à casa retorna
O casamento e a mortalha no céu se talha
O futuro a Deus pertence
O homem põe e Deus dispõe
O que não tem remédio remediado está
O saber não ocupa lugar
O seguro morreu de velho
O seu a seu dono
O sol quando nasce é para todos
O óptimo é inimigo do bom
Os amigos são para as ocasiões
Os opostos atraem-se
Os homens não se medem aos palmos
Para frente é que se anda
Pau que nasce torto jamais se endireita
Pedra que rola não cria limo
Para bom entendedor meia palavra basta
Por fora bela viola, por dentro pão bolorento
Para baixo todos os santos ajudam
Por morrer uma andorinha não acaba a primavera
Patrão fora, dia santo na loja
Para grandes males, grandes remédios
Preso por ter cão, preso por não ter
Paga o justo pelo pecador
Para morrer basta estar vivo
Para quem é, bacalhau basta
Passarinhos e pardais,não são todos iguais
Peixe não puxa carroça
Pela boca morre o peixe
Perde-se o velho por não poder e o novo por não saber
Pimenta no cu dos outros para mim é refresco
Presunção e água benta, cada qual toma a que quer
Quando a esmola é grande o santo desconfia
Quem espera sempre alcança
Quando um não quer, dois não discutem
Quem tem telhados de vidro não atira pedras
Quem vai à guerra dá e leva
Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte
Quem sai aos seus não degenera
Quem vai ao ar perde o lugar e quem vai ao vento perde o assento
Quem semeia ventos colhe tempestades
Quem vê caras não vê corações
Quem não aparece, esquece; mas quem muito aparece, tanto lembra que aborrece
Quem casa quer casa
Quem come e guarda, duas vezes põe a mesa
Quem com ferros mata, com ferros morre
Quem corre por gosto não cansa
Quem muito fala pouco acerta
Quem quer festa, sua-lhe a testa
Quem dá e torna a tirar ao inferno vai parar
Quem dá aos pobres empresta a Deus
Quem cala consente
Quem mais jura é quem mais mente
Quem não tem cão, caça com gato
Quem diz as verdades, perde as amizades
Quem se mete em atalhos não se livra de trabalhos
Quem não deve não teme
Quem avisa amigo é
Quem ri por último ri melhor
Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha
Quanto mais te agachas, mais te põem o pé em cima
Quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto
Quem diz o que quer, ouve o que não quer
Quem não chora não mama
Quem desdenha quer comprar
Quem canta seus males espanta
Quem feio ama, bonito lhe parece
Quem não arrisca não petisca
Quem tem boca vai a Roma
Quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão
Quando um cai todos o pisam
Quanto mais depressa mais devagar
Quem entra na chuva é pra se molhar
Quem boa cama fizer nela se deitará
Quem brinca com o fogo queima-se
Quem cala consente
Quem canta seus males espanta
Quem comeu a carne que roa os ossos
Quem está no convento é que sabe o que lhe vai dentro
Quem muito escolhe pouco acerta
Quem nada não se afoga
Quem nasceu para a forca não morre afogado
Quem não quer ser lobo não lhe vista a pele
Quem não sabe é como quem não vê
Quem não tem dinheiro não tem vícios
Quem não tem panos não arma tendas
Quem não trabuca não manduca
Quem o alheio veste, na praça o despe
Quem o seu cão quer matar chama-lhe raivoso
Quem paga adiantado é mal servido
Quem parte velho paga novo
Quem sabe faz, quem não sabe ensina
Quem tarde vier comerá do que trouxer
Quem te cobre que te descubra
Quem tem burro e anda a pé mais burro é
Quem tem capa sempre escapa
Quem tem cem mas deve cem pouco tem
Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita
Quem tudo quer tudo perde
Quem vai ao mar avia-se em terra
Quem é vivo sempre aparece
Querer é poder
Recordar é viver
Roma e Pavia não se fez em um dia
Rei morto, rei posto
Se em terra entra a gaivota é porque o mar a enxota
Se sabes o que eu sei, cala-te que eu me calarei
Santos da casa não fazem milagres
São mais as vozes que as nozes
Toda brincadeira tem sempre um pouco de verdade
Todo o homem tem o seu preço
Todos os caminhos vão dar a Roma
Tristezas não pagam dívidas
Uma mão lava a outra
Uma desgraça nunca vem só
Vão-se os anéis e ficam-se os dedos
Vozes de burro não chegam aos céus
Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades

 

 

 

 

 

 

 

Com os melhores cumprimentos,

Luís Pires